Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 5 de junho de 2019

CPLP - Missão de Acompanhamento do Programa de Adesão da Guiné Equatorial

Decorrerá em Malabo, entre os dias 5 e 7 de junho, a Missão de Acompanhamento do Programa de Adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)



Composta por 17 membros, a Missão é chefiada pelo Embaixador José Luís Monteiro, de Cabo Verde, e integra representantes indicados pelos Estados Membros da CPLP, pelo Secretariado Executivo da Comunidade e pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

A missão possui caráter técnico e resulta do mandato estabelecido pelos Chefes de Estado e de Governo da CPLP na Cimeira de Santa Maria, Cabo Verde, em 2018. O objetivo da missão será o de avaliar os desenvolvimentos registados no processo de adesão da Guiné Equatorial à CPLP, que completa cinco anos no próximo mês de julho. Trata-se da primeira missão desta envergadura realizada pela CPLP na Guiné Equatorial.

O programa da missão prevê reuniões plenárias com as autoridades equato-guineenses e encontros setoriais nos cinco eixos definidos no programa de adesão da Guiné Equatorial à CPLP: i) difusão da língua portuguesa; ii) acolhimento e implementação do acervo comunitário; iii) reabilitação da memória histórica e cultural; iv) comunicação institucional; e v) promoção e integração da sociedade civil.

A missão da CPLP reunirá com representantes dos Ministérios dos Assuntos Exteriores e Cooperação, da Justiça, da Cultura, da Educação e dos Direitos Humanos, bem como com membros dos Poderes Judiciário e Legislativo da Guiné Equatorial.

As conclusões da missão constarão de um relatório final, a ser apresentado ao Comité de Concertação Permanente e, posteriormente, encaminhado à próxima reunião do Conselho de Ministros da CPLP, prevista para 19 de julho, na cidade do Mindelo, Cabo Verde. CPLP

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Estados Unidos da América - NASA enviará helicóptero a Marte em 2020



Primeiro helicóptero espacial

Seu nome é "helicóptero de Marte", e o pequeno drone autônomo será enviado a Marte dentro de apenas dois anos, aproveitando a carona da missão Marte 2020.

O pequeno helicóptero é considerado uma missão de alto risco, por seu ineditismo. Afinal, fazer um helicóptero obter sustentação em uma atmosfera tão rarefeita quanto a de Marte não é um desafio trivial. O que conta a favor é que a gravidade de Marte é cerca de 40% menor que a da Terra.

"A altitude recorde para um helicóptero voando aqui na Terra é de cerca de 12.000 metros. A atmosfera de Marte equivale a apenas 1% da atmosfera da Terra, de forma que, quando nosso helicóptero estiver na superfície marciana, ele já estará no equivalente a 30.000 metros de altitude da Terra," disse Mimi Aung, líder do projeto.

Por isso mesmo, o equipamento será enviado como um "adicional" da missão, ou seja, não interferirá com os demais aspectos do robô Marte 2020, que tem entre seus principais objetivos produzir oxigênio em Marte, visando uma futura exploração. A missão também terá um sistema de monitoramento climático mais avançado e vai usar um radar para analisar abaixo da superfície marciana.

O robô Marte 2020 é muito similar ao Curiosity, mas leva uma quantidade menor de instrumentos para deixar espaço para coletar amostras. A expectativa da NASA é que isso poupe trabalho às missões futuras, que poderão simplesmente pegar as amostras no velho rover e trazê-las para a Terra.

Helicóptero de Marte

O desenvolvimento do helicóptero de Marte começou em 2013, quando a NASA se deu conta de que a visão dos robôs, comparável à de um ser humano de pé, limita a escolha de alvos interessantes a serem estudados. Um helicóptero fazendo voos rasantes pode obter um mapa detalhado em alta resolução da região, ajudando a traçar melhor as rotas.

O veículo pesa apenas 1,8 quilograma, tem 60 centímetros de altura, e suas asas duplas contra-rotativas de 1,1 metro de circunferência vão tentar aproveitar a fina atmosfera marciana girando a quase 3.000 rpm - cerca de 10 vezes a rotação das asas móveis de um helicóptero na Terra.

Células solares deverão recarregar as baterias de íons de lítio que alimentam os motores do pequeno drone, que conta ainda com um sistema de aquecimento para manter seus instrumentos na temperatura operacional - a temperatura média em Marte fica por volta dos -60° C.

O helicóptero irá a Marte pendurado na parte inferior do robô Marte 2020, que irá deixá-lo em um lugar seguro e depois se afastar, para que o veículo possa ser posto em funcionamento e mostrar seu valor.

Em seu primeiro voo, o helicóptero fará uma breve subida vertical até 3 metros de altitude, onde ficará por cerca de 30 segundos. A campanha inicial de testes, prevista para durar 30 dias, incluirá cinco voos a distâncias cada vez maiores, até algumas centenas de metros, e durações de até 90 segundos.

"Nós não temos um piloto e a Terra estará a vários minutos-luz de distância, então não há como controlar esta missão em tempo real. Em vez disso, temos uma capacidade autônoma, que será capaz de receber e interpretar comandos e depois voar por conta própria," contou Aung. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Portugal - Fragata Álvares Cabral em missão no Golfo da Guiné

A fragata Álvares Cabral partiu de Lisboa para uma missão de dois meses no Golfo da Guiné, no âmbito do contributo de Portugal para o “esforço internacional de capacitação dos países” da região “em matéria de segurança marítima e combate às actividades ilícitas no mar”, refere a Marinha.


Em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe (onde já se encontram o navio reabastecedor Bérrio e o navio patrulha Zaire), a Álvares Cabral vai apoiar “os projectos em curso de cooperação técnico-militar, onde fará acções de vigilância e patrulha conjuntas nas águas de jurisdição daqueles países”, no âmbito dos acordos que mantêm com Portugal.

Durante a permanência na região, o navio participará também na «OBANGAME EXPRESS», uma iniciativa do United States Naval Forces Europe-Africa / United States 6th Fleet destinada a “estimular e incrementar a cooperação regional e partilha de informação entre os diversos centros de comando e controlo de operações marítimas no Golfo da Guiné e promover o intercâmbio de conhecimento na área do domínio marítimo, assim como a interoperabilidade entre todas as forças e unidades navais”, conforme explica a Marinha.

A fragata participará igualmente “no exercício «ALCANTARA 18», organizado em conjunto entres as Marinhas Portuguesa e do Reino de Marrocos, que decorrerá em águas territoriais marroquinas, com o objectivo de promover a interoperabilidade através do treino operacional naval e anfíbio”, esclarece a Marinha.

A Marinha também informa que durante a missão continuará a testar “o novo modelo de emprego operacional de fragatas com o embarque de uma força de 53 fuzileiros, reforçando a sua capacidade expedicionária na perspectiva de operações de resposta a crise, tais como são o caso da evacuação de cidadãos não combatentes, apoio humanitário e de resposta a catástrofes”. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

UCCLA - Acolhe conferência “Poéticas da Terra: a poesia contemporânea da CPLP"

A Missão do Brasil junto à CPLP vai organizar a conferência “Poéticas da Terra: a poesia contemporânea da CPLP", no dia 22 de novembro, pelas 18h00, no auditório da UCCLA.



A conferência será apresentada por Mauricio Salles Vasconcelos, da Universidade de São Paulo, com moderação de Ana Paula Tavares, da Universidade de Lisboa, e com a participação de Mariano Marovatto.

Após a conferência será servido um porto de honra.

A entrada é gratuita.


 
Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros e Elétrico (Rua da Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
Comboio: Estação de Belém
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Moçambique – Atletas da equipa americana Globetrotters em visita de apoio social

Três atletas pertencentes aos Harlem Globetrotters, uma equipa de basquetebol profissional norte-americana, estiveram recentemente na província de Gaza, tendo escalado, entre outros locais, o distrito de Mandlakazi, para a interacção e transmissão de técnicas aos alunos e praticantes daquela modalidade, nas escolas primária de Chitsombelane e secundária Samora Machel.

A visita daqueles desportistas a Moçambique insere-se no âmbito da parceria entre os Harlem Globetrotters e a Visão Mundial, uma organização não-governamental que actua em Moçambique, virada fundamentalmente à promoção dos direitos da criança e apoio aos grupos sociais e comunidades em situação de vulnerabilidade.

“Estamos em parceria com os Harlem Globetrotters e parte dos jogadores desta equipa decidiu, no âmbito da parceria existente com a nossa organização, virem espelhar a situação que algumas crianças ainda enfrentam no seu quotidiano em Gaza, e se colocarem como parte da solução”, disse Graham Strongs, director nacional da Visão Mundial em Moçambique, falando em entrevista colectiva no distrito de Mandlakazi.

“Estamos entusiasmados por eles terem vindo a Moçambique para promoverem o basquetebol nas nossas crianças e, na verdade, basquetebol é desporto, saúde e bem-estar”, continuou Strongs, referindo-se aos três basquetebolistas norte-americanos, por sinal embaixadores do desporto na Visão Mundial.

O primeiro ponto escalado pelos visitantes foi a Escola Primária de Chitsombelane, onde se depararam com duas salas construídas de material precário, inclusive o gabinete do director e casas de banho sem condições favoráveis, devido ao tipo de material aplicado.

Ademais, as aulas de educação física, naquela escola, contemplam, além do voleibol e entre outras modalidades, o basquetebol e, para a prática desta, as crianças têm recorrido a meios alternativos, a exemplo de colocação de jantas de bicicletas nas árvores para servirem de cestos, tudo na tentativa de garantir a prática do “bola-ao-cesto” pelas crianças.

Este factor, nomeadamente a falta do material adequado para a prática da modalidade, constitui apenas um exemplo de tantos outros pelos quais muitas crianças moçambicanas estão sujeitas. Aliás, foi a partir destes e outros cenários que Graham Strongs chegou mesmo a afirmar que Moçambique “necessita de mais apoios”, sobretudo para as áreas de educação, desporto, água e saneamento do meio, entre outras.

“Acreditamos que no seu regresso aos EUA poderão contar estas histórias para que percebam que Moçambique precisa de mais apoios para progredir e desenvolver a nação e os recursos que advierem destes países chegarão para apoiar nas diferentes áreas, saúde, educação, água e saneamento”, explicou Strongs.

Por seu turno, Anthony Buckets Blakes, um dos três basquetebolistas da equipa norte-americana, os Harlem Globetrotters, disse ter encontrado em Mandlakazi “bons talentos”, de diferentes géneros.

“É importante realçar isto porque a nossa equipa (Harlem Globetrotters) é composta por homens e mulheres. E nós aqui tivemos a oportunidade de ver meninas e meninos a jogarem. As crianças têm um bom potencial, eles parecem que trabalham arduamente e que têm bons treinadores”, disse Anthony Buckets Blakes, um dos jogadores dos Harlem Globetrotters, equipa de basquetebol profissional norte-americana que ganhou a alcunha de “equipa de básquete mais famosa do mundo”, por fazer de suas partidas uma mistura de entretenimento e exibição de habilidades técnicas. A colectividade viaja o mundo e já fez mais de 25 mil apresentações em 118 países, segundo apurou o “Diário de Moçambique”.

“Estamos não apenas para mostrar habilidades de basquetebol, mas também somos embaixadores de boa vontade que partilham o seu tempo para ajudarem a forjar bons seres humanos. Juntos com a Visão Mundial pretendemos ajudar as crianças em situação difícil e, outrossim, tornar as comunidades vulneráveis a serem auto-sustentáveis”, acrescentou Blakes.

Neusa Abdul Cassamo é uma das alunas da Escola Secundária Samora Machel de Mandlakazi e praticante de basquetebol naquela instituição de ensino, e à nossa reportagem disse, momentos depois do jogo de transmissão de técnicas, que “aprendemos muita coisas, sobretudo as regras elementares do basquetebol, com muito entretenimento e habilidades performativas à mistura. Foi momento ímpar e deu para aproveitar. Gostaríamos que viessem por mais vezes”. Neusa, de 14 anos de idade, estuda na oitava classe e sonha ser basquetebolista de profissão. Victor Muvale – Moçambique in “Diário de Moçambique”

sábado, 3 de dezembro de 2016

Brasil - Prepara-se para lançar sua primeira missão à Lua






























Sonda lunar brasileira

Até dezembro de 2020, uma equipe brasileira planeja lançar a primeira missão sul-americana ao satélite natural da Terra.

O projeto Garatéa-L está sendo proposto por uma equipe de engenheiros e pesquisadores da Escola de Engenharia da USP (EESC) em São Carlos (SP). Com a divulgação da proposta, a equipe se prepara agora para buscar os R$35 milhões necessários para viabilizar a missão.

"A ideia é nos beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o País no mapa da exploração interplanetária," afirmou Lucas Fonseca, gerente do projeto.

Nave-mãe

O lançamento da sonda brasileira será realizado em uma parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia (ESA) e do Reino Unido (UK Space Agency), aproveitando a primeira missão comercial ao espaço profundo - a Pathfinder. O veículo lançador contratado é o indiano PSLV-C11, o mesmo foguete que enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a Lua, em 2008.

No lançamento europeu, diversos cubesats - dentre eles o brasileiro - serão levados à órbita lunar por uma nave-mãe, que também fornecerá o serviço de comunicação com a Terra e permitirá a coleta de dados por pelo menos seis meses.

"É uma oportunidade única de trabalhar com os europeus num projeto que pode elevar as ambições do Brasil a outro patamar," disse Lucas, que trabalhou no desenvolvimento da Rosetta, a sonda da ESA que realizou o primeiro pouso em um cometa, em 2014.

"Busca vidas"

As pesquisas do nanossatélite se concentrarão no campo da astrobiologia, o estudo do surgimento e da evolução da vida no Universo. Em seu interior, viajarão até a órbita da Lua diversas colônias de microrganismos vivos e moléculas de interesse biológico, que serão expostas à radiação cósmica por diversos meses.

É a astrobiologia que dá nome à missão: Garatéa, na língua tupi-guarani, significa "busca vidas", somada ao L, de lunar.

O objetivo é investigar os efeitos do ambiente espacial sobre diferentes formas de vida. O esforço é um passo adiante com relação aos experimentos já realizados pela equipe na estratosfera, usando balões meteorológicos, que expuseram diversas amostras aos raios ultravioleta solares sem a filtragem da camada de ozônio terrestre.

"A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar - e eventualmente sobreviver - a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar. O conhecimento obtido com a missão sem dúvida ajudará a compor esse difícil quebra-cabeça," disse Douglas Galante, que divide a responsabilidade pelos instrumentos científicos com seu colega Fábio Rodrigues.

Estudos humanos e da Lua
 
Amostras de células humanas também viajarão a bordo da sonda, para verificar que efeitos o ambiente radiativo extremo, longe da proteção da atmosfera e distante do campo magnético terrestre, poderia causar nos astronautas durante missões de longa duração além da órbita terrestre baixa - um dado importante para missões tripuladas à Lua ou mesmo a Marte.

Outro instrumento fará a medição dos níveis de radiação em órbita cislunar, um dado importante para os planos de futuras missões tripuladas de longa duração à Lua.

Além dos experimentos com viés astrobiológico, a Garatéa-L também fará estudos da Lua em si. A sonda será colocada em uma órbita polar altamente excêntrica, que permitirá a coleta de imagens multiespectrais da bacia Aitken, localizada no lado afastado da Lua e de alto interesse científico.

Viabilização

A espaçonave precisa estar pronta para voar até setembro de 2019, ano em que se completa o cinquentenário do primeiro pouso do homem na Lua.

"É um modelo novo de missão, com os olhos para o futuro, que pode trazer muitos benefícios para o país", disse Lucas. "Isso sem falar no impacto educacional de inspirar uma nova geração a olhar para o céu e acreditar que nada é realmente impossível, se você tem foco e dedicação".

O custo estimado do projeto é de R$ 35 milhões, que já começaram a ser levantados com órgãos de fomento à pesquisa e patrocinadores privados.

Já se comprometeram a participar do esforço, além da EESC, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Instituto Mauá de Tecnologia e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). In “Inovação Tecnológica“ - Brasil