Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Guiné-Bissau - Iniciativa reforça resiliência na região de Gabu

Projeto quer instalar sistemas viáveis de irrigação, desenvolver cadeias de valor agrícolas e apoiar serviços primários de saúde, as comunidades incluem Hamdalaye, Cumbadjuba, Sintchan Luntan, Canhanqué e Djibata. A iniciativa de USD$ 300 mil vai garantir abastecimento regular da Cantina Escolar do PAM


O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, WFP, está a criar um ecossistema de serviços integrados que visam impulsionar o crescimento económico e o desenvolvimento rural em Gabu, leste da Guiné-Bissau.

As ações são parte do Projeto Uma Tabanca que está a ser implementado pela Cooperativa das Mulheres Camponesas da Região de Gabu, Camuca.

Bases para Maior Desenvolvimento

O projeto investiu numa solução de energia verde, gerou disponibilidade de água potável para melhorar praticas de cultivo, estimular a transformação de sistemas alimentares e alargar oportunidades económicas para jovens e mulheres, através de promoção do empreendedorismo.

A ideia é criar polos de desenvolvimento integrado nas comunidades beneficiárias. As intervenções da fase piloto ocorrem na localidade de Cumpaghor, arredores da cidade de Gabu onde um conjunto de serviços essenciais combinados vêm sendo implementados.

Os serviços incluem dois aviários com capacidade combinada de 1200 galinhas instalados na comunidade e povoados com seiscentas aves. Metade deste total são poedeiras destinadas a produção de ovos e metade a produção de carne para abastecer a Cantina Escolar e o mercado regional.

Numa região que depende fortemente de ovos importados do Senegal, o projeto aparece como alternativa, explicou a presidente da Cooperativa das Mulheres, lembrando que o transporte deste produto frágil pode demorar até serei dias devido a situação das estradas e a burocracia.

Melhoria da Dieta Alimentar

Para Adama Candé uma sensibilização pode ajudar as comunidades a melhorarem a dieta alimentar, consumindo ovos localmente produzidos.

“Estamos a fazer sensibilizações para mostrar que é importante consumir ovo. Consumir ovos é muito valioso sobretudo para crianças, gravidas e idosos. Consumir um ovo é equivalente a um kg de carne que custa três mil em Gabu, um ovo custa cem francos. É mais fácil conseguir 100 francos cfa do que conseguir três mil”.

Segundo a ficha de produção diária, as poedeiras deitam em média entre 150 e 200 ovos e desde 31 de julho, início da atividade, foram produzidos mais de 8300 ovos e vendidos 7385. As perdas ao longo da cadeia de produção situam-se em torno de mil.

Um novo plano de negócio da Cooperativa prevê expandir a atividade de produção de ovos e de frangos de carne.

Dados oficiais dão conta que o índice de pobreza extrema no país é de 41 % e o quadro pode ser pior nas regiões, incluindo em Gabu onde a taxa de insegurança alimentar foi de 33% em 2024, afetando mais de 120 mil pessoas.

Batata-Doce e Arroz SRI

Prevê-se para a próxima época da chuva, que têm inicio em maio, o arranque de produção em grande escala de batata-doce com polpa laranjada. As sementes encomendadas na região de Oio não chegaram a tempo e o perímetro hortícola vai acolher a experiência piloto de produção de batata na época seca em simultâneo com legumes.

O espaço de um hectare e meio equipado com sistema gota-a-gota foi palco este ano de cultivo de milho para alimentar os aviários e amendoim para angariar fundos.

Outra previsão é o início da produção intensificada de arroz nos 38 hectares de terra disponibilizados pela comunidade. Atualmente os trabalhos estão centrados na melhoria do perímetro que se encontra inundado devido às chuvas intensas que se fizeram sentir este ano.

Para a presidente da Camuca a Cantina Escolar é o foco primeiro da agência da ONU.

“PAM deseja que este projeto seja fornecedor da Cantina Escolar, por exemplo dar a cada criança um ovo tem mais-valia em relação aquela papa. O arroz que produzimos não leva químicos. Temos fezes de galinha que é estrume, podemos revertê-lo na produção hortícola e orizícola”.

Cantina Escolar

Para além de arroz e ovo, o projeto conta fornecer à Cantina Escolar carne de frango, feijão, quiabo, beringela, produzidos com componentes orgânicos que podem ajudar na nutrição das crianças.

Os trabalhos de melhoria da bolanha, incluem a recuperação dos diques, ordenamento dos canteiros, abertura de canais de drenagem e fecho de bolanhas para evitar a incursão da areia e cascalho para melhorar as colheitas.

O PAM vem incentivando os membros da comunidade a participarem nas ações voluntárias fornecendo arroz, óleo e sal. A experiência do ano passado em cinco hectares ficou frustrada por conta das inundações.

As associadas da cooperativa das mulheres camponesas beneficiaram de uma formação na matéria das técnicas de SRI que se acredita ser mais rentável do que as técnicas tradicionais de produção do arroz. A Agência formou também 62 crianças em corte e costura, das quais 48 meninas e 14 rapazes. Amatijane Candé – Guiné-Bissau ONU News


quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Vietname - Um punhado de dólares e arroz “em troca” de clube de golfe de Trump

A agricultora vietnamita Nguyen Thi Huong tem dormido mal desde que as autoridades lhe ordenaram que desocupasse a sua quinta para um resort de golfe apoiado pela família Trump, oferecendo apenas em troca 3200 dólares e provisões de arroz.



O resort de golfe, cuja construção está prevista começar em Setembro, está a oferecer a milhares de residentes estes pacotes de compensação para que deixem os terrenos que lhes proporcionaram o sustento durante anos ou décadas, de acordo com seis pessoas com conhecimento directo e documentos vistos pela Reuters.

O projecto é a primeira parceria da empresa familiar do presidente Donald Trump, no Vietname, que acelerou as aprovações enquanto negociava um acordo comercial crucial com Washington.

Os promotores imobiliários estão agora a reduzir as previsões de compensação de uma estimativa inicial de mais de 500 milhões de dólares, disse uma pessoa familiarizada com os planos, que se recusou a explicar os motivos da redução.

O terreno de 990 hectares designado para o campo de golfe alberga actualmente quintas de fruta, com cultivo de banana e outras.

Embora alguns vejam oportunidades, muitos agricultores são idosos e temem ter dificuldades em encontrar meios de subsistência alternativos na vibrante economia vietnamita, com a sua população maioritariamente jovem.

“Toda a aldeia está preocupada com este projecto porque vai tomar as nossas terras e deixar-nos sem emprego”, disse Huong, de 50 anos, que foi obrigada a deixar o seu terreno de 200 metros quadrados na província de Hung Yen, perto da capital Hanói, por um valor inferior ao salário médio anual no Vietname.

As autoridades determinarão as taxas finais de indemnização com base no tamanho e localização do terreno, com aprovação formal prevista para Setembro.

Cinco agricultores que enfrentam expropriações disseram que as autoridades sinalizaram indemnizações no valor entre 12 e 30 dólares por metro quadrado de terra cultivável. Ofereceram também pagamentos adicionais por plantas arrancadas e fornecimento de arroz durante alguns meses, em linha com um documento visto pela Reuters.

Uma autoridade local não quis falar sobre a compensação, mas afirmou que os preços das terras agrícolas na região geralmente não ultrapassam os 14 dólares por metro quadrado. Noutras províncias, costumam ser mais elevados.

No Vietname comunista, as terras agrícolas são geridas pelo Estado. Os agricultores recebem pequenos lotes para utilização a longo prazo, mas têm pouca influência quando as autoridades decidem retomar as terras. Os protestos são comuns, mas geralmente infrutíferos.

A compensação é paga pelo Estado, mas as construtoras suportam a factura. Quatro dos agricultores contactados pela Reuters não estavam satisfeitos com os preços propostos, uma vez que os seus pequenos lotes iriam render baixos pagamentos.

Milhares de residentes serão afectados, de acordo com um segundo documento das autoridades locais visto pela Reuters, que afirmava que as decisões finais de pagamento eram esperadas para Setembro.

A Sra. Huong arrenda um lote maior a outros residentes, mas pode reclamar uma compensação apenas pelo pequeno lote que lhe foi atribuído e pelas plantas que cultiva. “O que pode alguém como eu fazer depois disto?”

O primeiro-ministro do Vietname, Pham Minh Chinh, afirmou que os agricultores seriam reembolsados de forma justa quando discursou em Maio na cerimónia de lançamento da primeira pedra do projecto de golfe para uma plateia que incluía o filho de Trump, Eric, vice-presidente sénior da Trump Organization.

“Não temos o direito de negociar. É uma pena”, disse Do Dinh Huong, outro agricultor a quem foi dito que a sua terra seria indemnizada em cerca de 12 dólares por metro quadrado.

Disse que teria aceitado o que acreditava ser uma taxa baixa se o terreno fosse utilizado para construir estradas ou outras infra-estruturas públicas. “Mas este é um projecto empresarial. Não sei como é que isso contribuirá para a vida das pessoas.”

As autoridades ofereceram ainda arroz como indemnização, com provisões que variam entre dois e doze meses, de acordo com um dos documentos vistos pela Reuters.

A Sra. Nguyen Thi Chuc, uma agricultora de 54 anos que cultiva bananas no que virá a ser o clube de golfe Trump, foi informada pelas autoridades que poderia receber cerca de 30 dólares por metro quadrado pelo seu terreno de 200 m². “Estou a ficar velha e não consigo fazer mais nada além de trabalhar na quinta”, disse.

Por outro lado, os advogados e investidores da província disseram que o clube de golfe criaria melhores empregos e enriqueceria os residentes.

O senhor Le Van Tu, um residente de 65 anos que será indemnizado pelo seu pequeno terreno e proprietário de um restaurante numa aldeia adjacente ao clube de golfe, disse que irá transformar o seu restaurante num restaurante para servir clientes mais ricos.

Os preços dos terrenos na aldeia quintuplicaram desde que o projecto foi anunciado em Outubro, disse. Também estava feliz com o fim de uma quinta de porcos nas proximidades: “Já não vai cheirar mal.” In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências Internacionais”


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Guiné Equatorial – Estão a avançar os projetos agroindustriais para produção de arroz e ração animal

Uma reunião sobre projetos agroindustriais para a produção de arroz e ração animal foi realizada na sede da Secretaria da Fazenda e Património do Estado. A reunião finalizará os aspectos técnicos e orçamentais destes projetos e, por fim, os submeterá à aprovação da Presidência da República. O projeto será então dividido em obras civis e industriais


A reunião foi presidida pelo Ministro do Tesouro e do Património do Estado, acompanhado pelo presidente da Geproyectos, pelo Secretário de Estado do Tesouro e do Património do Estado e por altos funcionários dos Ministérios da Agricultura, Finanças, Tesouro e Geproyectos.

Na reunião, foi relatado que a produção estimada do projeto de arroz é de mil toneladas por ano e a do projeto de ração é de duas mil toneladas por ano. Foi acordado que a análise da parte civil será realizada pela Geproyectos, enquanto a parte industrial será liderada pelo Ministério da Agricultura, em colaboração com o Tesouro.

Portanto, as partes concordaram em visitar o projeto piloto aprimorado de Dumasi Niefang no próximo sábado para entender o objectivo do projeto. Também concordaram em reunir-se numa semana para conferir os relatórios setoriais, analisá-los e preparar uma proposta a ser submetida à presidência.

Após as deliberações, a reunião foi encerrada com as mesmas formalidades do início. In “Guinea Ecuatorial Press” – Guiné Equatorial


domingo, 17 de novembro de 2024

Angola - Precisa produzir 1,2 milhões de toneladas de arroz

O País precisa produzir 1,2 milhões de toneladas de arroz anualmente para se tornar autossufiente na produção deste cereal. Actualmente, a produção nacional deste cereal com grande peso na dieta dos cidadãos é de 40 mil toneladas, segundo o presidente da Associação Agropecuária de Angola (AAPA)


"Quando fazemos a comparação de 40 mil toneladas com 1,2 milhões de toneladas percebemos o quão distante estamos daquilo que é efectivamente a nossa capacidade de abastecer o nosso País", disse Wanderley Ribeiro.

De acordo com o líder da AAPA, para Angola produzir 1,2 milhões de toneladas de arroz seriam necessários pelo menos 300 mil hectares e outras condições produtivas, que estão longe da realidade actual.

Wanderley Ribeiro, que falava na conferência sobre "Financiamento de Cadeias Produtivas Agrícolas e Segurança Alimentar", organizada pela Associação de Bancos, explicou que apenas 50% do arroz produzido no País, ou seja, 20 mil toneladas, são disponibilizadas ao mercado.

"Nós importamos arroz descascado e produzimos 40 mil toneladas do arroz em casca. A cada 100 quilos só o equivalente a 50% é que é arroz que se consegue consumir, o resto é casca, farelo e outros produtos", clarificou.

No ano passado a importação de arroz consumiu 223,1 milhões USD, uma queda de 39% face a 2022, segundo cálculos do Expansão, com base em dados da AGT relativos à importação de produtos do PRODESI. Este montante permitiu a entrada no País de 339 mil toneladas de arroz, menos 206,6 mil toneladas do que no ano anterior.

Ainda assim, a importação deste cereal continua a ser a solução para atender às 500 mil toneladas de arroz que o País consome anualmente, fazendo fé nas palavras de Domingos Veloso, director Nacional das Florestas.

Em Maio, o Ministério da Indústria e Comércio autorizou a importação de 240 mil toneladas de arroz até ao final do ano. A autorização foi dada a nove empresas, na sua maioria ligadas a capitais indianos, libaneses e eritreus.

A medida de adjudicar a importação do arroz visa garantir a segurança alimentar e proteger a produção nacional de arroz, justificou o MINDCOM em comunicado. O ministério liderado por Rui Miguêns estimou em 270 mil toneladas a quantidade necessária de arroz até ao final do ano. Faustino Diogo – Angola in “Expansão”


segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Portugal - Faculdade de Ciências da Universidade do Porto quer tornar arroz "português" mais resistente às alterações climáticas

A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) está a liderar um projeto que pretende contribuir para o desenvolvimento de uma variedade de arroz “português” mais resistente ao calor e às alterações climáticas


O projeto “PrOryza: Desenvolvimento de arroz luso termotolerante – análise genética e reprodutiva”, financiado pelo Programa Promove – O Futuro do Interior, da Fundação La Caixa, visa contribuir para o melhoramento genético de variedades de arroz (Oryza sativa L.) de interesse cultivadas em Portugal, de modo a aumentar a sua tolerância ao stress térmico e melhorar a sua produtividade.

“Nos últimos anos, a produtividade daquilo que cultivamos tem diminuído drasticamente, sobretudo devido às alterações climáticas.”, destaca Ana Marta Pereira, investigadora da FCUP responsável pelo projeto.

“Esta redução de produtividade está relacionada com o aumento das temperaturas e com a diminuição da precipitação, especialmente nas regiões do sul, como no Alentejo. Há uma diminuição de 10% da produtividade na produção do arroz para cada aumento de 1ºC de temperatura”, detalha a investigadora que integra a equipa do Sexual Plant Reproduction and Development Laboratory (SPReD lab), um laboratório da FCUP que se dedica a estudar os mecanismos moleculares da reprodução que conduzem à formação das sementes.

Portugal é o maior consumidor de arroz da Europa – com mais de 18 kg/ano per capita, um valor que é quatro vezes superior à média da União Europeia – e que pouco consegue produzir face ao consumo interno. A ideia do PrOryza é ajudar a inverter esta tendência.

Para isso, os investigadores vão centrar o seu trabalho no Alentejo Central, através da colaboração com um produtor de arroz da área de Montemor-o-Novo para a realização de ensaios de campo.

Avaliar e acompanhar a reprodução das plantas no laboratório e no campo

Os cientistas vão estudar variedades de arroz comercialmente importantes em Portugal, nomeadamente as variedades pertencentes à subespécie japónica, correspondentes ao arroz carolino: as portuguesas Caravela (a primeira variedade 100% portuguesa, recentemente incluída no Catálogo Nacional de Variedades,) e Ceres; e as variedades Ariete e Lusitano, de origem italiana. Será também alvo de estudo uma variedade pertencente à subespécie indica, a Sprint, de origem italiana.

“Queremos avaliar a performance reprodutiva de cada uma delas, bem como o seu comportamento face às alterações climáticas. Faremos esse trabalho em laboratório, mas também em campo, para medir e avaliar as condições a que vão estar sujeitas”, explica Ana Marta Pereira.

A quebra de produção do arroz dá-se, sobretudo, na fase de reprodução da planta, na qual a espécie é mais sensível aos efeitos do calor. “A fase de desenvolvimento da semente e que leva à formação do grão de arroz é muito delicada e muito sensível às variações de temperatura”, concretiza a investigadora do SPReD lab.

As alterações climáticas estão a provocar o que se chama “esterilidade floral”, o que leva a uma consequente diminuição do número de grãos produzidos. De acordo com os investigadores, todos os anos há problemas ao nível da esterilidade floral, na reprodução e nas interações grão de pólen – pistilo, levando à produção de grãos de arroz que não são viáveis, o que se traduz em perdas de produtividade.

Rega gota-a-gota versus alagamento tradicional

Um dos objetivos do projeto será a análise de um sistema de rega que está a ser testado para mitigar as alterações climáticas. O sistema gota-a-gota permite a poupança de água, mas torna a planta mais vulnerável ao stress térmico, diminuindo a produtividade.

“O arroz é tradicionalmente cultivado por alagamento, o que provoca uma espécie de efeito tampão à volta da planta, ajuda na termorregulação e impede que haja variações de temperatura durante o seu desenvolvimento. Com a rega gota-a-gota perde-se este efeito”, salienta Ana Marta Pereira.

Os investigadores vão, por isso, também, verificar e comparar, em ensaios de campo, os efeitos da rega gota-a-gota em comparação com o tradicional cultivo por alagamento.

Para além deste trabalho, irão analisar, do ponto de vista genético, as diferentes variedades e perceber se nelas existem marcadores genéticos que conferem à planta uma maior tolerância ao calor durante a fase reprodutiva. Se existirem, serão efetuados cruzamentos artificiais entre as variedades selecionadas com vista à obtenção de exemplares mais tolerantes e resistentes ao calor com a parceria da COTArroz (Centro Operativo e Tecnológico do Arroz) e do seu programa nacional de melhoramento genético do arroz.

“O nosso grande objetivo é a obtenção de variedades mais resistentes e tolerantes, especialmente na fase da formação do grão do arroz”, remata a coordenadora do projeto.

O PrOryza, que tem a duração de três anos e um financiamento de 150 mil euros, integra ainda investigadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade Nova de Lisboa, do COTArroz e produtores da Sociedade Agrícola do Bem Calado Sul, S.A, de Montemor-o-Novo. Universidade do Porto - Portugal


quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Guiné-Bissau - Tem apoio do Programa Alimentar Mundial para fazer chegar arroz a 180 mil alunos

A Guiné-Bissau é uma das beneficiárias de uma doação de 2,4 mil toneladas de arroz a serem distribuídas neste ano lectivo pelo Programa Alimentar Mundial, PMA.


A ajuda faz parte de 11,5 mil toneladas do produto básico para satisfazer necessidades alimentares e nutricionais de refugiados do Mali e crianças em idade escolar na Mauritânia e Serra Leoa.

Cantinas Escolares

O PMA fornece refeições quentes a 180 mil alunos de 852 escolas em todo o país lusófono. Com o arroz anunciado deverão ser cobertas as necessidades dos centros de ensino guineenses durante seis meses.

Em conversa com a ONU News, em Bissau, a especialista do Programa de Cantinas Escolares da agência, Talismã Dias, contou que o arroz vem compor  um lote de sardinha do Japão e a aquisição local que começa em setembro.

“As pessoas questionam: numa Guiné-Bissau com mar, vocês recebem e entregam sardinha nas escolas? Sim, porque não temos condições de colocar nas escolas peixe fresco devido a factores que o PMA não controla, como ter energia nas escolas e frigoríficos. A energia ainda não chegou nas comunidades rurais”.

O foco da aquisição local de produtos será feijão, tubérculos e mais arroz para cobrir todo o ano letivo.

Aumentar a frequência e retenção escolar

A agência considera oportuna e crucial a contribuição feita após um período de escassez de alimentos para aumentar a frequência e retenção escolar dos alunos.

A distribuição de refeições nas escolas e rações para levar para casa são uma rede de segurança para famílias vulneráveis, incentivam pais a manterem os filhos na escola, aumentam a atenção e atenuam o abandono escolar.

A primeira assistência coreana a três países da África Ocidental visa elevar a “esperança aos refugiados e aos jovens estudantes que enfrentam graves crises alimentares na região”.

Talismã Dias destaca a previsão das compras locais para o ano letivo 2024/2025.

Peixe Seco ou Fumado

“A nossa previsão é uma coisa e a realidade é outra, porque vai depender do que as cooperativas entregam. São 250 toneladas de arroz local, mais duzentas toneladas de feijão. A produção nacional ainda não consegue suprir as nossas necessidades por isso continuamos a fazer meio a meio com doações internacionais.”

A contribuição ocorre num contexto em que os efeitos da crise climática, conflitos, insegurança e altos custos dos combustíveis tornam os alimentos inacessíveis para milhões de famílias vulneráveis na região.

Dados do Quadro Harmonizado, publicado em março de 2024, indicam que 2,3 milhões de mulheres, homens e crianças enfrentam fome aguda nestes países durante o período de escassez que vai de junho a agosto.

Na Guiné-Bissau, a agência da ONU atua com 12 cooperativas de pequenos agricultores na aquisição de produtos locais e perspetiva aumentar a produção para cobrir as necessidades da Cantina Escolar e o consumo das populações.

Assistência complementar

Um projeto-piloto quer abastecer escolas de peixe seco ou fumado, mas a conservação de grandes quantidades permanece um desafio.

Para que as jovens se mantenham na escola, o PMA entrega arroz para que alunas do quinto e sexto ano levem para casa. Outras beneficiárias são as crianças com deficiência para envolver um número delas ao sistema formal do ensino.  

Na Mauritânia, a contribuição vai complementar a assistência aos refugiados malianos no campo de Mbera durante 11 meses. Parte da ajuda será utilizada para fornecer refeições escolares a 7,7 mil crianças refugiadas e 46,8 mil menores integrantes das comunidades de acolhimento durante nove meses.

A doação apoia ainda a resposta às necessidades alimentares e nutricionais de 106,7 alunos em 494 escolas primárias da Serra Leoa. Para o PMA, o donativo é “uma tábua de salvação” para pessoas duramente afetadas por múltiplas crises. In “ONU News” – Nações Unidas


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Cabo Verde – Recebe doação de 1042 toneladas de arroz da China

A China entregou 1042 toneladas de arroz a Cabo Verde, orçadas em 1,2 milhões de euros, para mitigar os efeitos da escalada dos preços e que vão ser distribuídas gratuitamente por instituições sociais e de saúde.

A entrega oficial do donativo foi feita na cidade da Praia pelo embaixador da China em Cabo Verde, Su Jie, ao ministro da Agricultura e Ambiente cabo-verdiano, Gilberto Silva, que sublinhou que a doação representa a “expressão concreta” de uma “cooperação profícua” de um país que tem sido um “parceiro importante” do desenvolvimento do arquipélago.

O ministro notou, ainda, que a oferta é feita num momento em que o país tem estado a sofrer as consequências das alterações climáticas, com anos de seca e diminuição da produção, mas também de uma guerra que acontece longe, mas com efeitos no arquipélago.

Sendo Cabo Verde um país que importa cerca de 80% dos produtos alimentares que consome, Gilberto Silva referiu que a escalada de preços teve consequências negativas em toda a população cabo-verdiana, com risco de insegurança alimentar nas pessoas com maiores necessidades. “De modo que esta ajuda vem na hora e corresponde à resposta afirmativa da República Popular da China ao pedido de Cabo Verde”, salientou o governante, prometendo transparência para fazer “bom uso” da ajuda no país.

O donativo, segundo o ministro, vai ser gerido através de organizações da sociedade civil e instituições do Estado, que se dedicam à assistência alimentar, bem como outras organizações complementares.

Em Maio, o Conselho de Ministros de Cabo Verde aprovou a distribuição gratuita por instituições sociais e de saúde das 1042 toneladas de arroz doadas pela China, que foram transportados em Junho para a cidade da Praia.

Do total, 302 toneladas serão entregues em lares de idosos, 340 toneladas a hospitais e centros de saúde, e 400 a organizações da sociedade civil e instituições de cariz social.

A distribuição desta ajuda alimentar será assegurada pela Direção Geral de Inclusão Social, em articulação com o Secretariado Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, “mediante critérios e procedimentos aprovados pelo ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social”.

O embaixador da China em Cabo Verde, Su Jie, lembrou que, no ano passado, o Governo cabo-verdiano formalizou o pedido de ajuda alimentar, que chega agora, com 1042 toneladas de arroz, orçados em 141 milhões de escudos (1,2 milhão de euros). “A doação da ajuda alimentar a Cabo Verde pela China, numa altura em que Cabo Verde mais necessita, reflete a profunda amizade do povo chinês para com o povo cabo-verdiano. Espera-se que este lote de ajuda alimentar desempenhe um papel positivo no alívio das dificuldades do povo cabo-verdiano”, afirmou o diplomata.

Em Maio do ano passado, Cabo Verde aprovou um conjunto de medidas mitigadoras dos impactos da escalada de preços dos alimentos e dos combustíveis, e, visando uma maior resiliência do sistema alimentar no país, o Governo solicitou aos seus parceiros de desenvolvimento uma ajuda alimentar de emergência para apoio às famílias mais vulneráveis.

Esta é quarta ajuda alimentar da China a Cabo Verde nos últimos anos, depois das de 2016, 2017 e 2019. In “Ponto Final” - Macau

 

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Timor-Leste - Produção de arroz mais que duplicou entre 2018 e 2022

A produção de arroz em Timor-Leste mais que duplicou entre 2018 e 2022, enquanto a área de cultivo do produto mais consumido na dieta timorense cresceu quase 47%, segundo dados do Governo.


Segundo a Lusa, os dados fazem parte do relatório final do mandato do VIII Governo Constitucional, a que a Lusa teve acesso, e que ainda não foi oficialmente tornado público, que nota que, nesse período, a área de cultivo de arroz passou de 20294 hectares, em 2018, para quase 37700 hectares em 2022.

A produtividade média do arroz por hectare, por seu lado, passou de 3,32 toneladas em 2018 para 4,1 toneladas em 2022, aumento que o Governo diz “pode ter sido influenciado por melhorias na gestão das culturas e práticas de irrigação, bem como melhores condições climatéricas”.

Factores que contribuíram, explica o executivo, “para aumentar significativamente a produção de arroz” durante este período.

“Em 2018, a produção de arroz em casca foi de 67127 toneladas, enquanto em 2022, atingiu 143006 toneladas, um aumento de 113%. A produção de arroz também apresentou um crescimento notável, passando de 40276 toneladas em 2018 para 85804 toneladas em 2022, um aumento de 113,5%”, refere o relatório.

“A previsão para 2023 aponta para 98,8 mil toneladas de arroz de produção nacional”, considera ainda. In “Fenagri” – Moçambique com “Lusa”


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

São Tomé e Príncipe – Recebe 2800 toneladas de arroz oferecido pelo Japão

São Tomé – O Governo do Japão, por intermédio do seu embaixador, Noguchi Shuji, procedeu à entrega da ajuda alimentar de 2800 toneladas de arroz, avaliada em 50 milhões de dobras. A ajuda foi entregue ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Alberto Pereira, num acto que contou também com a presença do ministro do Planeamento, Finanças, e Economia Azul, Genésio da Mata, e que decorreu nas instalações do armazém do PAM, em Almeirim.

No acto da entrega o embaixador nipónico afirmou que a ajuda visa garantir a segurança alimentar, face a alguma escassez de alimento, ao mesmo tempo que os fundos de contrapartida gerados pela venda do arroz podem ser utilizados para financiar projectos socioeconómicos e organização das eleições em São Tomé e Príncipe. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades agradeceu o donativo e destacou a relevância da cooperação com o Japão, sobretudo, nas áreas das pescas, educação e no apoio a consolidação do processo democrático, através da realização de eleições. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

 

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Cabo Verde - Japão doa mais 1500 toneladas de arroz

O Governo do Japão formalizou a entrega de quase 1500 toneladas de arroz a Cabo Verde, no valor de 1,8 milhões de euros, para aumentar a disponibilidade no mercado e minimizar riscos para a segurança alimentar.

Segundo informação do Governo cabo-verdiano, a cerimónia oficial decorreu na Praia, na presença do ministro da Agricultura e do Ambiente, Gilberto Silva, tendo o arroz sido descarregado nos últimos dias no porto da capital cabo-verdiana, incluindo duas variedades, de origem japonesa e tailandesa.

“A ajuda alimentar japonesa vem respondendo aos desafios do país, relativamente à questão da segurança alimentar e nutricional, contribuindo para o aumento da disponibilidade de cereais no mercado cabo-verdiano, minimizando os riscos previsíveis para o bem-estar da população”, afirma o Governo cabo-verdiano.

O carregamento, de 1455 toneladas de arroz, chegou à Praia em 8 de Janeiro, sendo referente ao ano fiscal de 2021, avaliado em 250 milhões de ienes, equivalente a quase 195 milhões de escudos (1,8 milhões de euros).

O arroz será agora comercializado pelas empresas vencedoras do concurso para a sua alienação em todo o território nacional, com os dividendos a seguirem para um fundo de contrapartida que visa financiar projetos de desenvolvimento socioeconómico nas áreas da agricultura, segurança alimentar e disponibilidade de água, “com impacto na melhoria das condições de vida dos cidadãos”, segundo o Governo.

Em Março passado, o Japão doou 1050 toneladas de arroz a Cabo Verde, permitindo aumentar as reservas deste cereal no país para cerca de oito meses, disse na altura o ministro da Agricultura cabo-verdiano, Gilberto Silva. Este carregamento somou-se então à entrega anterior pelo Japão, de 2564 toneladas, em Dezembro de 2021.

Cabo Verde recupera de uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do PIB do arquipélago – desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19. Em 2020, registou uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB, seguindo-se um crescimento de 7% em 2021 impulsionado pela retoma da procura turística.

Para 2022, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, nomeadamente a escalada de preços, o Governo baixou em junho a previsão de crescimento de 6% para 4%, que, entretanto, voltou a rever, para mais de 8% e já na semana passada para 10 a 15%. In “Ponto Final” - Macau

 

terça-feira, 14 de junho de 2022

São Tomé e Príncipe - Embaixador da índia faz entrega de arroz à Cruz Vermelha

São Tomé – O embaixador da India Raghu Gururaj entregou esta sexta-feira à Cruz Vermelha em São Tomé e Príncipe um donativo de mais de 2000 kg de arroz, no âmbito das suas actividades de solidariedade resultante da contribuição da pequena comunidade indiana no arquipélago, sobe hoje a STP-Press junto da embaixada.


De acordo com a fonte da embaixada, ao entregar a contribuição do arroz, o embaixador afirmou que “a modesta doação faz parte da interação contínua da Embaixada da Índia com a comunidade, instituições de caridade e organizações internacionais em São Tomé, no sentido de prestar assistência em áreas básicas como medicamentos, alimentos, vestuário etc. aqueles níveis da sociedade que estão em necessidade imediata”.

De acordo com a fonte Raghu Gururaj “apreciou as nobres atividades da Cruz Vermelha”, tendo declarado que “a Embaixada continuará a colaborar com eles em futuras atividades”.

“O Embaixador também agradeceu à pequena comunidade indiana em São Tomé pela sua contribuição substancial na doação de arroz e apreciou os seus constantes esforços para prestar assistência às comunidades locais”, adiantou a fonte.

Disse ainda que “Justino Lima, Secretário-Geral da Cruz Vermelha em São Tomé, explicou ao Embaixador sobre o trabalho que a Cruz Vermelha tem feito e está fazendo. Referiu que os seus esforços têm-se centrado na ajuda aos idosos de várias regiões de São Tomé e Príncipe”.

Lima mencionou que suas atividades diárias incluíam fornecer apoio na forma de moradia, alimentação, assistência médica e alguns recebem cestas regularmente, – adiantou.

A fonte explicou que “agradecendo à Embaixada, disse que o arroz recebido da Embaixada da Índia e da comunidade indiana em São Tomé, vai beneficiar vários idosos em São Tomé e que começaremos de imediato a distribuir o donativo aos nossos idosos que mais precisam”. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”


 

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Moçambique - Grupo japonês Mitsui doa 156 toneladas de arroz para os deslocados de Cabo Delgado


Os deslocados da guerra que fustiga a província nortenha de Cabo Delgado desde Outubro de 2017, irão receber 156 toneladas de arroz nos próximos dias. A doacção é feita pelo Grupo japonês Mitsui, através da sua subsidiária ETG, empresa agrícola do grupo. A formalização da entrega, avaliada em 100 mil dólares, decorreu no passado dia 2, nos escritórios do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), em Maputo, e contou com as presenças do Director Geral da Mitsui em Moçambique, Yota Orii, com Gabriel Belém Monteiro, vice-presidente do INGD.

Na sua intervenção, o responsável da ETG destacou a “grande satisfação” que sente com a doacção, afirmando ser intensão do grupo “continuar a contribuir para o desenvolvimento da sociedade moçambicana. Mais adiante, salientou: “Esta foi a quarta doacção do grupo Mitsui a favor do INGD. A primeira foi em 2015, para as vítimas das cheias. A segunda foi em 2019, depois do ciclone IDAI. A terceira foi também nesse ano, após o ciclone Kennedy. As duas primeiras, foram em valor monetário, as últimas duas em géneros alimentícios.”

Por seu lado, Belém Monteiro, do INGD, após agradecer a doacção, congratulou-se pelo facto de a empresa ter estado ao lado do INGD na procura de soluções para os problemas das comunidades. “Mais uma vez estamos perante um gesto enorme solidariedade para com os nossos irmãos de Cabo Delgado. O ETG já tinha apoiado estas populações aquando do ciclone Kenneth. Agora estão a apoiar numa outra situação difícil. Significa que estão ao lado do Governo e do sofrimento das nossas comunidades. A ETG é um exemplo para as outras empresas. As empresas não devem só caminhar atrás do lucro, mas devem ter preocupações sociais e solidárias com as populações mais carenciadas.” In “Carta de Moçambique” - Moçambique


 

sábado, 1 de maio de 2021

Cabo Verde – Doação de arroz pelo governo do Japão para dar resposta aos desafios da segurança alimentar e da pandemia

 


Cidade da Praia – Cabo Verde recebeu, na Cidade da Praia, do governo japonês 1445 toneladas de arroz, para dar resposta aos desafios da segurança alimentar e da pandemia da covid-19 no país, no valor de 170 milhões de escudos.

Este apoio enquadra-se no âmbito das relações de amizade e de cooperação entre os dois países e constitui donativo do governo nipónico referente ao ano fiscal de 2019.

No acto informal de entrega, que aconteceu por vídeo-conferência, o embaixador do Japão residente em Dakar, Arai Tatsuo, esclareceu que este apoio se insere no âmbito da ajuda não reembolsável que contribuirá para a segurança alimentar decorrente da pandemia da covid-19 e dos efeitos da seca.

“Esta ajuda é simultaneamente a expressão do nosso apoio e da nossa confiança no Governo e por Cabo Verde ser um parceiro privilegiado”, acrescentou, o diplomata, ajuntando que essa cooperação permite também financiar projectos de desenvolvimento socio-económico.

O embaixador recordou, por isso, que o Japão tem colaborado, desde há muito tempo, para o desenvolvimento de Cabo Verde em diversos domínios, designadamente a energia, a água, a agricultura, a alimentação, a redução dos riscos de catástrofes, a educação e a saúde.

“Por isso, reafirmamos o compromisso do Japão de continuar a apoiar o desenvolvimento de Cabo Verde e a reforçar as nossas excelentes relações de amizade e cooperação “, garantiu Arai Tatsuo.

Por sua vez, o director nacional de Assuntos Políticos, Económicos e Culturais, Júlio Morais, reconheceu que este donativo vai ajudar o país a combater os impactos da covid-19, lembrando que as Nações Unidas apontaram que em Cabo Verde os impactos económicos da pandemia serão mais negativos que em todo o continente africano.

Júlio Morais referiu ainda que com a pandemia houve a redução de mais 75 por cento (%) nas receitas do turismo, uma recessão económica de 15% em 2020, e duplicação do desemprego e dos níveis de pobreza extrema.

“Perante essa situação, ter ao nosso lado um parceiro amigo para nos ajudar nesta luta titânica constitui um motivo de grande satisfação e orgulho”, notou.

Esta ajuda alimentar, cuja descarga teve lugar de 03 a 08 de Abril no porto da Praia, avançou uma nota de imprensa, inclui duas variedades de arroz sendo uma de origem japonesa e outra tailandesa.

 “A ajuda alimentar japonesa vem ajudando as autoridades cabo-verdianas na resposta aos desafios ligados à segurança alimentar e nutricional, contribuindo para o aumento da disponibilidade de cereais e estabilidade de preços no mercado”, salientou a nota, que recorda que em Outubro de 2020, Cabo Verde recebeu a primeira remessa de donativos de 2629 toneladas de trigo.

A mesma fonte perspectivou que com o valor dos cereais em todo o território nacional cria-se um fundo de contrapartida para financiar projectos de desenvolvimento sócio-económico nas áreas da agricultura, segurança alimentar e disponibilidade de água, com impacto na melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos. In “Inforpress” – cabo Verde

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Timor-Leste – Dificuldades orçamentais obsta a implementação do sistema de irrigação para os arrozais



Díli – O Ministro da Agricultura e Pescas, Pedro Reis, disse que a prioridade deste órgão para o ano fiscal de 2021 é implementar o sistema de irrigação para os arrozais.

“A nossa prioridade incidirá na implementação do sistema de irrigação. Apesar de continuarmos sujeitos às DOT [dotações orçamentais temporárias], tentamos ir ao terreno para efetuar o levantamento dos dados. Agora, está em curso o processo de desenho”, disse Pedro Reis aos jornalistas, nesta quarta-feira, no Palácio do Governo, em Díli.

O governante afirmou ainda que o projeto que determina a melhoria do sistema de irrigação dependerá do orçamento de 2021, sublinhando que, caso se dê relevo ao setor da agricultura, haverá um maior investimento na melhoria da produção agrícola.

“Ainda que os técnicos andem por todo território para recolher os dados e proceder ao desenho, sem orçamento não poderemos fazer nada,” realçou.

Segundo o Ministro do MAP, cerca de 1,2% dos 1,4 mil milhões de dólares do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2020 destina-se ao Ministério da Agricultura e Pescas.

“Isto significa um grande problema para nós, pelo que pedimos à sociedade civil e aos media que nos apoiem de modo a aumentar o valor [do orçamento]”, reconheceu.

Pedro Reis, acrescentou que o Ministério da Agricultura e Pescas ainda não pôde solucionar a questão associada ao novo sistema de irrigação por falta de orçamento.

Questionado sobre as preocupações manifestadas por um membro do Parlamento sobre a implementação do Sistema de irrigação no Município de Lautém, o governante afirmou que o seu ministério e os técnicos não possuem todos os recursos disponíveis para levar adiante este projeto. Nelia Fernandes – Timor-Leste in “Tatoli”


segunda-feira, 11 de maio de 2020

Timor-Leste – Nações Unidas disponível para dar assistência humanitária

Díli – O Coordenador residente da Organização das Nações Unidas (ONU) em Timor-Leste, Roy Trivedy, afirmou que a ONU pretende apoiar, através do Programa Mundial de Alimentação (PMA), o país nas questões da segurança alimentar e medicamentos, caso seja necessária essa ajuda.

“Reuni-me com o Primeiro-Ministro e falámos sobre o plano global do apoio humanitário através do setor aéreo, nomeadamente da realização de voos charter organizados pelo PAM e ONU, para transportar ajuda humanitária, como alimentos e medicamentos”, disse Roy Trivedy aos jornalistas, hoje, após o encontro com o Chefe do Executivo, Taur Matan Ruak, no Palácio do Governo.

Segundo Roy Trivedy, a ONU está empenhada em apoiar Timor-Leste na importação de alimentos como o arroz, através da importação do Vietname e Camboja, para erradicar a fome.

“O Primeiro-Ministro encorajou-me a explorar esta situação com o PMA, ajudando Timor-Leste, quando for necessário apoio”, salientou.

Também o Ministro dos Transportes e Comunicações, José Agustinho da Silva, confirmou que a reunião entre o Primeiro-Ministro e Roy Trivedy teve como o objetivo falar sobre a assistência humanitária neste período do combate à covid-19.

“Falámos sobre futuros preparativos para concretizar esta iniciativa de apoio com medicamentos e estamos a preparar-nos também para comprar arroz no estrangeiro”, adiantou o ministro. Florencio Ximenes – Timor-Leste in “Tatoli”  

domingo, 1 de setembro de 2019

Japão - Aumenta ajuda alimentar a São Tomé e Príncipe

São Tomé – O governo de Japão decidiu aumentar a ajuda alimentar, por doação em arroz a São Tomé e Príncipe, de dois para três milhões de dólares anuais – soube a STP-Press de fonte oficial.

No encontro de trabalho realizado a margem da conferência Japão TICAD 7, que decorreu em Yokohama, o primeiro-ministro Jorge Bom Jesus encontrou-se com o seu homólogo, Shinzõ Abe, com quem abordou o estado de cooperação entre os dois países.

O Primeiro-ministro nipónico garantiu ao chefe do governo São-tomense, que o Japão irá continuar a ajudar São Tomé e Príncipe, no que refere ao financiamento das eleições, uma vez que as últimas eleições, provaram a maturidade do país no que concerne à estabilidade política e o fortalecimento da democracia.

O chefe do governo do Japão por sua vez solicitou a São Tomé e Príncipe, um apoio ao nível de uma eventual eleição dos seus quadros nas organizações internacionais.

O chefe do governo são-tomense Jorge Bom Jesus, regressa este fim-de-semana ao país, mas antes fará uma escala técnica em Lisboa, onde manterá um encontro de trabalho com líderes das diferentes associações da comunidade São-tomense radicada em Portugal. In “STP Press” – São Tomé e Príncipe

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Moçambique - AGRA e Gapi relançam cadeia de valor do arroz na província da Zambézia

A AGRA (Aliança para Revolução Verde em África) e a Gapi lançaram, no passado dia 13 de Junho corrente, em Quelimane, um projecto que visa o relançamento da cadeia de valor do arroz, através do fortalecimento da produção e das ligações com o mercado, numa acção que, durante os três anos, envolverá mais de 100 mil pequenos produtores, de cinco distritos da província da Zambézia.

Este projecto, denominado Moz-Arroz, insere-se na estratégia de apoio ao desenvolvimento rural e modernização da agricultura que a Gapi vem implementando ao longo de todo o país.

Além da participação da Gapi, o projecto é co-financiado pela Agra, que mobilizou fundos da Fundação Bill e Melinda Gates. A sua implementação é feita por um consórcio que envolve a Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar da Zambézia e duas empresas ligadas ao ramo, nomeadamente a Agro Comercial Olinda Fondo (ACOF) e African Fertilizer and Agribusiness Partnership (AFAP).

O Moz-Arroz propõe-se a contribuir para o aumento da segurança alimentar e rendimento dos produtores de arroz na Zambézia, através de intervenções que facilitem o acesso a sementes de variedades melhoradas, fertilizantes, tecnologias de gestão de água e mercado, bem como sistemas de produção por contrato.

Durante a cerimónia de lançamento, o director da AGRA em Moçambique, Paulo Mole, considerou que a intervenção da sua organização visa apoiar o fortalecimento e eficiência do sector através da melhoria da coordenação: “Este projecto vai de encontro a alguns dos principais objectivos que nos norteiam, nomeadamente, a necessidade de se fortalecer o acesso estruturado aos mercados; aumentar a disponibilidade e distribuição de insumos; e desenvolver uma plataforma de mercados agrícolas”.

Este projecto tem como base o trabalho anteriormente feito pela Gapi e financiado pelo Reino dos Países Baixos, que permitiu a revitalização da fábrica de processamento de arroz de Nicoadala, na província da Zambézia. A empresa IMPERE, criada pela Gapi para sanear e relançar a fábrica de processamento de arroz de Nicoadala. que já beneficia organizações de agricultores familiares, será um operador chave para assegurar o processamento e comercialização da produção local.

Para Fidel João, coordenador deste projecto ao nível da Gapi, “tal como em muitos outros projectos, o envolvimento da Gapi prende-se com o seu alinhamento com a agenda de desenvolvimento do Governo, sendo que, neste caso, visa responder à Estratégia Nacional de Desenvolvimento do Arroz de Moçambique, que prevê urn sector competitivo no sistema produtivo de pequenos agricultores integrado no sector comercial e capaz de satisfazer cada vez mais a procura interna e gerar excedentes". In “Olá Moçambique” - Moçambique