Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Portugal - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde e Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar criam nanopartícula para combater tumores gastrointestinais

Estratégia inovadora permite direcionar as drogas para as células tumorais de um dos tipos de cancro com maior incidência no mundo


Uma estratégia inovadora que conduz a droga diretamente ao alvo: a célula tumoral. É assim que Celso Reis e Joana Gomes, investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) descrevem a nanopartícula recentemente desvendada num estudo publicado na revista internacional Acta Biomaterialia, e que tem como objetivo encapsular os fármacos e conduzi-los diretamente às células do cancro gastrointestinal, contribuindo para atenuar o crescimento dos tumores.

Ao direcionar os fármacos para o tumor, esta espécie de “cápsula” permite “aumentar a eficiência e reduzir os efeitos secundários tão indesejados que muitas vezes constituem limitações ao próprio tratamento”, revela Celso Reis, líder do grupo «Glycobiology in Cancer», no i3S, e docente no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).

Desenhada e desenvolvida pela equipa do i3S, esta estratégia foi concretizada num trabalho de doutoramento do ICBAS, realizado pela estudante Francisca Diniz, em colaboração com o grupo do i3S liderado pelo investigador Bruno Sarmento.

De acordo com Celso Reis, o nanossistema “tem como grande arma a utilização de partículas que carregam as drogas modificadas e são revestidas com anticorpos direcionados para as alterações presentes no cancro gastrointestinal”, revelando-se por isso uma estratégia promissora num tipo de cancro muito desafiante para a ciência.

“O cancro gastrointestinal tem uma incidência relativamente alta no mundo, nomeadamente em Portugal, e infelizmente tem um prognóstico muito negativo, principalmente se for detetado em estadios avançados”, reconhece o investigador.

Os resultados em modelos animais permitiram verificar uma maior eficiência do fármaco quando encapsulado na nanopartícula, se comparado com a sua administração não direcionada.

“Em estudos clínicos, esta droga revelava-se bastante citotóxica, causando efeitos secundários adversos”, afirma Joana Gomes, investigadora responsável pelo estudo.

Os ensaios laboratoriais permitiram ainda verificar uma redução significativa na proliferação dos tumores tratados através deste método, já que, nos modelos animais estudados, verificou-se um menor crescimento tumoral, conforme confirmou a investigadora.

Um trabalho de anos, um futuro à espera

Esta estratégia inovadora resulta de largos anos de investigação na identificação das modificações moleculares que ocorrem no cancro, realizada pelo grupo Glycobiology in Cancer. “Nós sabemos que a glicosilação é muito importante na resistência à terapia.

A utilização destas moléculas como alvo nas células tumorais e a possibilidade de libertar drogas de forma controlada, abre um leque de possibilidades terapêuticas inovadoras”, afirma Joana Gomes.

Com os resultados obtidos a nível experimental, o projeto encontra-se  numa fase de valorização da tecnologia e captação de financiamento com vista a possíveis ensaios clínicos. Universidade do Porto - Portugal


terça-feira, 23 de março de 2021

Portugal - Nanopartícula para combate ao cancro desenvolvida na Universidade de Coimbra obtém designação de “medicamento órfão”

Uma nanopartícula de nova geração de base lipídica para combate ao cancro, PEGASEMP, desenvolvida na Universidade de Coimbra (UC), obteve o estatuto de “medicamento órfão” da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa) e da autoridade reguladora americana Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento do mesotelioma maligno, um tipo de cancro raro que resulta da exposição a amianto. Este estatuto constitui fator facilitador de realização de ensaio clínico em doentes.

Os “medicamentos órfãos” são fármacos orientados para o diagnóstico ou tratamento de doenças raras graves, apontadas como doenças órfãs, que afetam um reduzido número de pessoas em comparação com a população em geral.

A atribuição da EMA e da FDA é o resultado de diversos e complexos estudos realizados ao longo de vários anos no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com centros de investigação nacionais e estrangeiros, sob a liderança de João Nuno Moreira, docente e investigador do CNC e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC).

No mais recente trabalho, cujos resultados acabam de ser publicados na revista científica Nano Today, especializada na divulgação dos trabalhos mais influentes e inovadores em nanociência e tecnologia, a equipa de João Nuno Moreira desenvolveu e testou um protótipo de produção industrial da tecnologia PEGASEMP em condições GMP (do inglês, Boas Práticas de Fabrico), extensamente caracterizado em termos de propriedades físicas e químicas, demonstrando a segurança e eficácia antitumoral deste sistema de entrega de medicamentos.

Antecipando já o potencial uso em humanos, experiências muito detalhadas foram realizadas em diferentes espécies animais. «Avaliou-se a segurança da nanopartícula em murganhos, ratos e cães de acordo com as normas de desenvolvimento de novos medicamentos para tratamento oncológico. A sua segurança foi efetivamente demonstrada», relata o líder da equipa.

Basicamente, o produto PEGASEMP pode ser descrito como uma bolha de gordura (de natureza lipídica), contendo no seu interior um composto anticancerígeno, que acede a tumores sólidos através de uma nova porta de entrada, bloqueando o crescimento e a invasão tumoral.

«Neste trabalho foi possível demonstrar em modelo animal de cancro, pela primeira vez, a existência de uma nova porta de entrada que permite o acesso facilitado da nanopartícula desenvolvida a tumores sólidos, difíceis de tratar. Este acesso facilitado traduziu-se na inibição significativa do crescimento tumoral em modelo animal de mesotelioma humano, relativamente ao tratamento de primeira linha usado clinicamente nestes doentes (combinação de quimioterapia convencional)», assinala o investigador.

Os resultados obtidos no estudo agora publicado poderão ter impacto a vários níveis. Em primeiro lugar, destaca João Nuno Moreira, «o nível de maturidade tecnológica do PEGASEMP assim como o conjunto de dados alcançados permitiram a obtenção da designação de medicamento órfão para tratamento do mesotelioma, passo importante para o desenvolvimento translacional do PEGASEMP, ou seja, para aplicação clínica».

Em segundo lugar, prossegue, este trabalho mostra que «a entrega de fármacos encapsulados em sistemas de base nanotecnológica, através do direcionamento para a nucleolina e consequentemente à vasculatura tumoral, é um mecanismo inovador e disruptivo, que tenta ir além dos dogmas tradicionais da entrega de fármacos ao nível de tumores sólidos. Como tal, tem o potencial de ser aplicado de forma transversal a outras nanopartículas que não de natureza lipídica, assim como a outros fármacos, e em simultâneo estendido a diferentes tipos de tumores, podendo daí advir um efeito terapêutico associado a melhor segurança».

Por último, «é um contributo fundamental rumo à era da terapia personalizada e com impacto direto na qualidade de vida dos doentes», afirma o coordenador do estudo, adiantando ainda que o passo seguinte da investigação incidirá na «realização de ensaios clínicos», mas para isso é necessário encontrar financiamento.

Este estudo foi financiado por vários programas europeus, pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), Rede Nacional de Espetrometria de Massa, tecnológica TREAT U, SA, farmacêutica Bluepharma e Portugal Ventures, SA. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Portugal – Empresa TREAT U na vanguarda da melhoria da saúde dos pacientes

A missão da TREAT U é melhorar a saúde dos pacientes, aumentando a eficácia terapêutica e reduzir a incidência de efeitos colaterais adversos, assim, reduzir os custos de tratamento para os sistemas de saúde

A TREAT U, uma empresa que se criou a partir da Universidade de Coimbra, em 2010, criou uma nanopartícula revolucionária que pode mudar a forma como se trata o cancro. Ainda em fase de testes, a ideia já conta com duas patentes nos Estados Unidos, refere o Notícias ao Minuto.

O melhor dos cenários, dizem os responsáveis da empresa no respetivo sítio, é que possa entrar no mercado dentro de três anos.

Recorde-se que a PEGASEMP, a nanopartícula (uma partícula tão pequena que, na escala métrica, está abaixo do micro e é menor do que uma célula), é ministrada na corrente sanguínea dos doentes de cancro, reconhecendo automaticamente os tumores e libertando um tratamento de quimioterapia localizado.

Segundo os responsáveis pela empresa, a ação da nanopartícula é como uma ‘bomba’ contra as células cancerígenas, que as identifica e ‘ataca’ com grande precisão. Essa exatidão, segundo os investigadores, previne também os ‘efeitos colaterais’ de um tratamento por quimioterapia, evitando as acumulações do fármaco em células que estão saudáveis. In “revistaport.com” – Portugal

Endereço
TREAT U, S.A.
Parque Industrial de Taveiro, Lote 44
3045-508 Coimbra
PORTUGAL
Phone: (+351) 239 800 360
Email: info@treatu.pt
______________________________________
TREAT U, S.A.
Biocant Park, Associação Beira Atlântico Parque
Parque Tecnológico de Cantanhede, Núcleo 04, Lote 2
3060-197 Cantanhede
PORTUGAL