Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 17 de julho de 2024

Espanha – Estudo revela que crianças que vivem perto de espaços verdes na Europa têm pulmões mais saudáveis

O estudo recomenda que as cidades sejam projetadas para incorporar muitos espaços verdes


Crianças que vivem em bairros mais verdes têm melhor função pulmonar, de acordo com um novo estudo.

A pesquisa, liderada pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), analisou dados de 35.000 crianças em oito países europeus diferentes: Dinamarca, França, Itália, Lituânia, Noruega, Holanda, Espanha e Reino Unido.

Foi encontrada uma ligação “robusta” entre a exposição a espaços verdes na primeira infância e a melhor função pulmonar. Descobriu-se que crianças que vivem em bairros mais verdes têm melhor função pulmonar. Aquelas que vivem mais longe de espaços verdes têm menor volume pulmonar - a quantidade máxima de ar que uma pessoa pode expirar sem um limite de tempo após respirar fundo.

“As nossas descobertas destacam a importância de integrar espaços verdes em ambientes urbanos para uma melhor saúde respiratória, também em crianças”, diz a autora principal do estudo, Martine Vrijheid.

“Se a forma como as cidades são configuradas é um fator que contribui para a desigualdade, o planeamento urbano que conscientemente contribui para aliviar a desigualdade é importante.”

Como os espaços verdes melhoram a saúde respiratória?

Os autores do estudo dizem que a nossa compreensão de como os espaços verdes afetam a função pulmonar ainda é incompleta, mas eles têm algumas teorias.

“Sabemos que os espaços verdes reduzem a poluição do ar, o que por sua vez afeta a saúde respiratória. Também acreditamos que os espaços verdes podem expor as crianças à microbiota benéfica, o que pode contribuir para o desenvolvimento do sistema imunológico e influenciar indiretamente a função pulmonar”, explica Amanda Fernandes, primeira autora e pesquisadora do ISGlobal.

“Finalmente, os espaços verdes perto de casa provavelmente refletem a presença de áreas de lazer que incentivam a atividade física numa idade em que os pulmões ainda estão em desenvolvimento.”

Eles também observaram os lugares residenciais das mães durante a gravidez para ver se os espaços verdes tiveram impacto antes do nascimento. O verde não foi associado a nenhum dos indicadores de saúde respiratória, sugerindo que a função pulmonar melhorada está ligada a algo que acontece na infância.

Embora uma melhor função pulmonar tenha sido observada em crianças de todas as origens socioeconómicas, o efeito foi mais forte naquelas de origens socioeconómicas mais elevadas.

“Uma possível explicação para isso pode ser que famílias com maior escolaridade ou rendimento podem ter acesso a áreas verdes de maior qualidade, mais seguras e mais bem conservadas”, diz Fernandes. Euronews.green

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Portugal – Carregal do Sal investe no jardim da casa de Aristides de Sousa Mendes

Vai ser plantada rosa alcária à semelhança do que existia antes, já que Aristides de Sousa Mendes tinha uma que trouxe de Curitiba (Brasil) onde a planta é típica


Carregal do Sal está a reflorestar o jardim da Casa do Passal, à semelhança de como Aristides de Sousa Mendes a deixou, num investimento de 630 mil euros, disse o presidente da Câmara.

“Não temos 100% de certezas, mas temos uma série de indicações que indicam para uma série de árvores e espécies que Aristides de Sousa Mendes trazia dos locais onde trabalhou e o objetivo é tentar traduzir à época aquilo que era a área exterior da casa, com as espécies arbóreas que tinha”, afirmou o presidente da Câmara de Carregal do Sal, Paulo Catalino Ferraz.

Em declarações à agência Lusa, o autarca adiantou que os arranjos exteriores que decorrem na Casa do Passal, futuro Museu de Aristides de Sousa Mendes, a ser inaugurado no dia 19 de julho, envolvem um investimento de 630 mil euros.

“São cerca de dois hectares, o equivalente a dois campos de futebol, que contam com centenas de espécies, algumas já lá estão e outras ainda vão ser plantadas. Gostaríamos de ter algumas mais crescidas para a altura da inauguração do museu, mas os viveiros não têm árvores de grande porte”, acrescentou.

Para concretizar o trabalho de “recuperação de todo o espaço arbóreo”, Paulo Catalino Ferraz pediu “apoio ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), até pelo acesso que tem a uma série de viveiros e à mata do Buçaco”.

“Por isso é que estamos a trabalhar com o ICNF para tentar encontrar soluções, de modo a ter algumas pequenas, que, ao longo dos anos, hão de crescer, mas para termos também nas próximas semanas algumas que tivessem já alguma dimensão”, justificou.

Isto, no sentido de “tentar arranjar algumas espécies que, supostamente, faziam parte daquela casa, porque do tempo de Aristides [de Sousa Mendes] não ficou árvore nenhuma, acabaram por morrer”.

“O espaço estava abandonado. O que existia, infelizmente, estava completamente morto e sabemos que tinha várias espécies que trazia, segundo nos disse a família, das cidades onde trabalhou”, referiu o autarca.

A título de exemplo, Paulo Catalino Ferraz disse que vai ser plantada “uma rosa alcária à semelhança do que existia antes, já que Aristides [de Sousa Mendes] tinha uma que trouxe de Curitiba (Brasil) onde a planta é típica”.

O município fez acordos com cidades como Bordéus (França), Curitiba (Brasil) e Antuérpia (Bélgica), onde “é assumido de que, de Carregal do Sal vão algumas espécies e eles trarão também para plantar no jardim” da Casa do Passal, revelou.

“Sabemos que será difícil, mas queremos tornar o jardim o mais real possível ao tempo em que [o cônsul] lá viveu. Estamos a trabalhar com várias cidades para tentar ao máximo concretizar” o objetivo, reforçou o presidente da Câmara de Carregal do Sal, no distrito de Viseu.

O jardim será “também uma memória do trabalho e vida” de Aristides de Sousa Mendes e, para que “seja um espaço de fruição pública terá um pequeno bar, um anfiteatro e camarins de apoio”, acrescentou.

“Queremos devolver vida ao espaço e torná-lo vivo, tornar o espaço uma memória viva do que já foi quando Aristides [de Sousa Mendes] ali viveu e por isso também queremos que tenha dinâmica cultural, com concertos, por exemplo, e que seja aproveitado, não só por quem vai ao museu”, justificou Paulo Catalino Ferraz. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


sábado, 3 de junho de 2017

Portugal - Palácio Nacional de Queluz reabre o jardim botânico





















O restaurado Jardim Botânico do Palácio Nacional de Queluz, será inaugurado a 5 de junho, pelas 16h, com a presença da secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos.

A reabilitação deste espaço, a cargo da Parques de Sintra, faz parte do projeto global de recuperação dos Jardins e do Palácio Nacional de Queluz e tinha como premissa restituir o traçado da cartografia de 1865. A obra representou um investimento de 815 mil euros.

O Jardim Botânico do Palácio Nacional de Queluz foi construído entre 1769 e 1780, sendo contemporâneo das grandes realizações setecentistas do período barroco-rococó nos Jardins de Queluz. “De pequena escala, quando comparado com outros jardins botânicos desta época, Queluz assume uma natureza de entretenimento e recreio”, informa uma nota divulgada pela Parques de Sintra, empresa pública que gere o património natural e cultural da Paisagem Cultural de Sintra e em Queluz.

O Jardim foi perdendo a sua função original e em 1940 acabou transformado num roseiral. Em 1984, na sequência das cheias do ano anterior, o jardim teve que ser desmontado e transformado numa área ampla para picadeiro da Escola Portuguesa de Arte Equestre. Em 2012 a Parques de Sintra iniciou o processo de investigação histórica e arqueológica que possibilitou o restauro do Jardim. “O projeto ganhou ânimo com a descoberta e identificação de diversas cantarias - das fundações das estufas, do lago central e de estatuária - que tinham sido desmontadas em 1984 e entretanto integradas, ou esquecidas, noutros pontos dos Jardins de Queluz”, revela na mesma nota.

Regressam os ananases produzidos em tempos para os banquetes...

A recuperação fez regressar as quatro estufas, incluindo a incorporação das cantarias originais das fundações, de acordo com a interpretação dos desenhos históricos. Foram restauradas as balaustradas que delimitam os diferentes espaços do Jardim, os alegretes e respetivos bancos e painéis de azulejos, as cantarias do lago central e a estatuária, “com vista à restituição do desenho oitocentista do Jardim”.

Sobre os caminhos em saibro granítico foram instaladas infraestruturas de abastecimento de água, drenagem, energia e comunicações. “Esta rede de caminhos delimita 24 canteiros, representando os espaços necessários às plantações representativas das 24 ordens de plantas de Carlos Lineu - botânico, zoólogo e médico sueco que classificou hierarquicamente as espécies de seres vivos. Nas bordaduras dos canteiros foram plantadas aproximadamente 10 mil plantas de murta”, informa ainda a Parques de SIntra.

O Index de Manuel de Moraes Soares datado de 1789, que reúne as espécies existentes na época no Jardim Botânico de Queluz, serviu de base para a constituição da coleção botânica. A partir desta listagem foram contactadas várias instituições a nível mundial que forneceram plantas e sementes. No interior das estufas, e de acordo com os registos históricos encontrados, foram plantados ananases, produzidos em tempos para os banquetes de Queluz. In “Mundo Português” - Portugal