Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Hospitais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hospitais. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Portugal - Investigadores desenvolvem bioplástico inovador com propriedades antibacterianas para uso hospitalar

Um grupo de investigadores do Centro de Química de Coimbra (CQC), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC, está a desenvolver uma solução inovadora que alia sustentabilidade ambiental ao combate de infeções hospitalares, resultantes de bactérias multirresistentes.


O projeto Natural-based antibacterial bioplastics: a synergic and sustainable approach for surface photo-decontamination (PhotoBioSyn) combina ácido polilático (PLA) – um bioplástico biodegradável obtido a partir de biomassa – com curcumina, um composto natural extraído da raiz da curcuma (açafrão-da-índia), resultando num material com ação antibacteriana quando ativado pela luz.

«Estamos a criar uma alternativa sustentável aos plásticos hospitalares tradicionais, que representam cerca de 70% dos resíduos e são um dos principais vetores de contaminação por bactérias multirresistentes. Os resultados preliminares são promissores, uma vez que estes bioplásticos fotossensíveis foram capazes de inativar bactérias multirresistentes, após um tempo curto de exposição à luz», revela Rafael Aroso, investigador do Laboratório de Catálise e Química Fina (C&FC) e coordenador do projeto.

Atualmente, uma equipa liderada por Mariette Pereira, coordenadora do laboratório C&FC, está a trabalhar na escalabilidade do processo para produção industrial em colaboração com as empresas Bio4Plas e Periplast, bem como o Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), com financiamento no âmbito do PRR. O objetivo final é oferecer ao mercado hospitalar um produto biodegradável, funcional e economicamente viável.

«Além do impacto ambiental, esta solução poderá ter um impacto significativo na saúde pública, contribuindo para a redução de infeções hospitalares, que afetam milhões de pessoas por ano na Europa», conclui o especialista.

A equipa do projeto PhotoBioSyn contou com os investigadores Rui Carrilho, Fábio Rodrigues, Madalena Silva e João Baptista, do CQC, e Gabriela Silva, professora da Faculdade de Farmácia da UC e investigadora do CNC. Universidade de Coimbra – Portugal


terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Timor-Leste - Governo paga parte da dívida a hospitais no estrangeiro

O vice-primeiro-ministro de Timor-Leste, Mariano Assanami Sabino, afirmou ontem que o Governo timorense já pagou parte das dívidas a hospitais da Malásia, Indonésia e Singapura, que recebem doentes timorenses. “No início deste ano, pagámos as dívidas aos hospitais de Singapura, Malásia e Indonésia, num montante total superior a 12 milhões de dólares [11,4 milhões de euros]”, disse à Lusa o vice-primeiro-ministro.



Questionado sobre a informação de que a dívida do Governo timorense a hospitais nos três países totaliza os 30 milhões de dólares (28,6 milhões de euros), Mariano Sabino esclareceu que, neste momento, a dívida não ultrapassa os 20 milhões de dólares (19,1 milhões de euros). “Já pagámos quase metade das dívidas que tínhamos. Agora, aguardamos que o Ministério da Saúde realize auditorias adequadas e verifique corretamente as evidências e os recibos, para que possamos continuar a pagar”, explicou. Mariano Assanami falava no parlamento, à margem da discussão da Conta Geral do Estado de 2023.

O vice-primeiro-ministro também assegurou que o Governo está a estudar mecanismos para melhorar as condições do Hospital de Lahane, em Díli, de forma a possibilitar o tratamento de pacientes com casos menos graves em Timor-Leste. Mas, salientou, os casos graves continuarão a ser enviados para tratamento no estrangeiro. “Estamos a olhar para o futuro e queremos reduzir custos, mas temos de garantir as condições necessárias para salvar vidas e gerir bem estes casos”, acrescentou.

Muitos cidadãos timorenses recebem anualmente tratamento no estrangeiro devido à incapacidade do sistema de saúde do país para realizar determinados procedimentos e tratamentos. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”