Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Estados Unidos da América - Comunidade portuguesa na Florida está a rejuvenescer

A comunidade de origem portuguesa na Florida, um dos estados que está a crescer mais na atração de luso-americanos, “tem agora muita juventude”, disse o emigrante português e diretor da Rádio Portugal Florida, numa sessão sobre a diáspora nos Estados Unidos

“Essa teoria de serem só reformados aqui mudou drasticamente”, afirmou Augusto Costa, que chegou ao estado em 2002. Estima-se que haja cerca de 80 mil pessoas de origem portuguesa neste estado.

“Desde que estou aqui foram construídas cinco escolas, três delas primárias”, explicou, referindo que a média de idades dos luso-americanos é de trinta anos. “Aqui, a comunidade já não é só reformados”, reiterou.

Augusto Costa referia-se especificamente à comunidade em Palm Coast, uma das cidades que mais tem crescido como polo para a diáspora portuguesa. O clube luso-americano local foi criado em 1987, sendo agora um centro cultural importante que inclui uma escola portuguesa.

“Nós no clube fazíamos uma festa com 60 pessoas e se tivéssemos 30 portugueses eram muitos. A comunidade era pequena”, lembrou. “Mas atrás de uns vêm outros e hoje em dia a comunidade aqui em Palm Coast é grande”, sublinhou.

O luso-americano falava na primeira sessão da terceira temporada da iniciativa “As Nossas Vozes”, uma série de programas em língua portuguesa sobre a diáspora nos Estados Unidos.

Um dos pontos em discussão foi o futuro do movimento associativo e o papel da juventude luso-americana, que está agora a mudar a face destas comunidades. Augusto Costa alertou para uma potencial falta de continuidade.

“Esta juventude fica na escola portuguesa porque os pais querem, mas mais tarde desligam-se totalmente e envolvem-se mais na comunidade americana”, referiu. “Muitos destes jovens já nem português sabem falar”, continuou. “Não vejo a juventude muito envolvida com a comunidade portuguesa nem a ouvir rádio”, afirmou.

Com emissões contínuas de música portuguesa, a Rádio Portugal Florida tem um programa principal ao sábado, “Contacto com o Ouvinte”, apresentado por Augusto Costa, António Costa e Tekas Azevedo, em língua portuguesa. 

Outro programa relevante é emitido à sexta-feira com discussões sobre futebol. A audiência é sobretudo composta por pessoas dos 50 anos para cima e os anúncios nos intervalos da emissão também são falados em português.

Uma das hipóteses levantadas por Augusto Costa é fazer emissões em inglês, de forma a chegar a mais ouvintes – incluindo a juventude luso-americana que pode ter dificuldades com a língua portuguesa. “A maioria dos portugueses na Florida vieram de outros estados, não vieram de Portugal. E a maioria entende inglês”, referiu o radialista.

Costa sublinhou, por outro lado, que é importante fomentar o uso da língua, mesmo com erros.

“As pessoas quando não falam bom português, o próprio português critica”, apontou. “Uma criança que nasceu aqui e dá dois pontapés na gramática portuguesa é melhor que não falar nada”, defendeu.

A série “As Nossas Vozes” é organizada pelo Conselho de Liderança Luso-Americano (PALCUS) em parceria com o Instituto Português Além-Fronteiras (PBBI, na sigla inglesa). In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Estados Unidos da América – Milhões de mosquitos alterados geneticamente vão ser libertados na Florida

O projeto 'Jurassic Park' pretende prevenir doenças mortais como zika e dengue

As autoridades da Florida, nos Estados Unidos, autorizaram um plano para libertar 750 milhões de mosquitos geneticamente modificados com o objetivo de evitar doenças como a zika e a dengue. O projeto 'Jurassic Park' vai ser lançado em Florida Keys já no próximo ano.

"Com todas as crises urgentes que a nossa nação e o estado da Florida enfrentam - a pandemia de covid-19, a injustiça racial, as alterações climáticas - a administração afetou dólares dos impostos e recursos governamentais para a experiência 'Jurassic Park", afirmou Jaydee Hanson, diretor de políticas do Centro Internacional de Avaliação Tecnológica e do Centro de Segurança Alimentar.

O Controlo de Mosquitos de Florida Keys considera este o projeto como um passo para controlar a reprodução de 'Aedes aegypti', uma espécie de mosquito que propaga a dengue, zika, febre amarela e outras infeções mortais.

O mosquito macho geneticamente modificado, chamado OX5034, foi alterado com um gene especial, que controlaria a sobrevivência das fêmeas com quem acasala. As fêmeas morreriam antes de crescerem o suficiente para morderem e propagarem doenças, uma vez que só se alimentam de sangue e transportam infeções, enquanto os machos se alimentam apenas de néctar. Quando os novos machos crescem, acasalam com mais fêmeas, o que reduziria a quantidade de "Aedes aegypti".

Os mosquitos, fabricados pela empresa britânica Oxitec, já foram testados anteriormente no Brasil. E estudos demonstraram uma diminuição de até 95% da população de insetos graças ao programa.

No entanto, o projeto foi criticado por alguns residentes de Florida Keys e ambientalistas que estão preocupados com o possível impacto tanto sobre os seres humanos como sobre outras espécies.

"A libertação de mosquitos geneticamente modificados irá colocar desnecessariamente em risco os residentes da Florida, o ambiente e as espécies em perigo no meio de uma pandemia", disse Dana Perls, gestora de programas alimentares e tecnológicos da Friends of the Earth, citada pela Fox News. In “Contacto” - Luxemburgo