Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Portugal - “Apocalipses” na Feira do Livro do Porto

O livro artístico “Apocalipses”, projecto conjunto do visual antropólogo local Cheong Kin Man e da artista polaca Marta Stanisława Sala, integra, até 7 de Setembro, o stand da Greta Livraria de Lisboa na Feira do Livro do Porto, depois de ter percorrido Singapura, Kuala Lumpur, Nuremberga, Berlim, Lisboa, Słupsk, Katowice (Polónia) e Entroncamento. Inspirado em ficção científica, a obra narra a tensão entre humanos naturais e seres artificiais dotados de inteligência extrema.

Originalmente concebido para a Bienal de Macau em 2023, o livro de artistas inclui 60 páginas e centenas de ideogramas fictícios. Esta versão inicial continua disponível em livrarias independentes de Berlim, como a Hopscotch e a Encounters Bookspace.

A edição expandida de 720 páginas, lançada em Junho no Instituto Goethe de Lisboa, contou com o patrocínio da Fundação Oriente (FO). Produzido em tiragem limitada, com exemplares numerados e assinados pelos artistas, o volume acrescenta mais de 500 novos signos ao livro inicial. O suplemento resultou de um projecto expositivo realizado em 2024 na Baviera, em cooperação com as Câmaras Municipais de Cracóvia e Nuremberga e o Instituto Confúcio, que teve igualmente apoio da FO.

Em Junho, o livro ainda acompanhou os eventos literários e musicais “bpM” de Macau em Lisboa, tendo sido apresentado no Atelier Artéria, no Instituto Goethe e no Hangar – Centro de Investigação Artística, assim como no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, segundo destacou a Câmara de Cracóvia numa nota à imprensa internacional. A curadora colombiana Lorena Tabares Salamanca, que integrou a recente mostra da dupla no Centro Científico e Cultural de Macau em Lisboa, enfatizou, numa declaração ao público, o livro pelo modo como “navega pelo carácter críptico de múltiplas linguagens e cosmogeografias”, recorrendo a “tácticas artísticas e relacionais, impulsionadas pela linguagem, que, em sua capacidade de convocar o gesto e o acto, nos convidam a participar” na “desconstrução” de significados. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

 

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Macau - Cheong Kin Man apresenta curta-metragem em Moçambique

O antropólogo visual de Macau vai apresentar uma nova versão da sua curta-metragem “Uma Ficção Inútil” na 3.ª Mostra de Cinema Contemporâneo em Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique. O filme será exibido na próxima terça-feira no festival moçambicano. A nova versão da curta-metragem é agora intitulada “Uma Ficção Inútil – A Resposta”. Juntamente com uma outra curta-metragem da cineasta guineense Vanessa Fernandes, “Mikambaru”, “Uma Ficção Inútil – A Resposta” vai ser projectada num evento chamado “Cinema contemporâneo em língua portuguesa: diálogos sobre filmes de Guiné-Bissau e Macau”, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.

Paola Prandini é co-fundadora da empresa brasileira “Afroeducação”, que organiza o festival, fazendo também a curadoria da mesma. “Pediu-me para legendar o antigo filme em português para o apresentar em Moçambique, mas, como a minha curta-metragem é um trabalho audiovisual que joga com os textos, a linguagem e as palavras, e como já estou demasiado desligado deste antigo trabalho, decidi aproveitar para fazer uma nova versão”, explica Cheong Kin Man em comunicado, acrescentando: “Aproveitei, por isso, o processo de legendagem em português para produzir um novo trabalho que integra num projecto colaborativo com a artista polaca Marta Sala. Vamos mostrar em Moçambique um trabalho em processo, cujo resultado faz parte de um projecto de criar uma exposição na Casa de Cracóvia, em Nuremberga, no estado alemão da Baviera, no próximo ano”.

Segundo explica o antropólogo de Macau sediado em Berlim, esta nova versão do filme aproveita os materiais de imagens em movimento cedidos pelo fotógrafo português Jorge Veiga Alves, antigo residente em Macau, que retratou momentos do período de transferência de soberania de Macau. “Juntamente com a Marta Sala, para a Mostra em Moçambique, procurei ter um equilíbrio de guardar a antiga versão ao adicionar os novos materiais. A nova versão fica, no entanto, cerca de 6 minutos mais curta, pois retirei a parte final inteira do filme, que foi originalmente pensada como uma carta dirigida à crítica americana de origem vietnamita, Trịnh Thị Minh Hà”, explica o antropólogo.

A antiga versão do filme já foi apresentada nos mais de 40 festivais de cinema e de arte – como Festival Internacional de Cinema de Singapura ou Festival de Cinema Independente da China – e em mais de 40 países e territórios. “Uma Ficção Inútil” foi premiado internacionalmente em festivais do Canadá, Espanha, EUA e Índia. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”