Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 16 de abril de 2023

Portugal - Empresa vai produzir tijolos de cânhamo

Uma unidade fabril de produção de tijolos de cânhamo para construção civil, da empresa portuguesa Cânhamor, vai entrar em funcionamento “até final do ano” em Garvão, no concelho de Ourique (Beja)

O diretor comercial da empresa, Frederico Barreiro, revelou à agência Lusa que, “se tudo correr bem”, a fábrica vai começar a produzir “no final deste ano”, permitindo a criação de “30 postos de trabalho diretos”.

“E, indiretamente, há toda uma economia que se vai desenvolver em torno da fábrica”, acrescentou o responsável pela Cânhamor, que já tem uma outra unidade em produção na freguesia de Colos, no vizinho concelho de Odemira (Beja).

A nova unidade vai ser instalada num terreno com quase 36500 metros quadrados (m2) na freguesia de Garvão, cedido pela Câmara de Ourique, onde a empresa vai produzir blocos (ou tijolos) de cânhamo, considerados “uma alternativa ecológica” para a construção civil.

“Vamos aumentar a nossa produção em 30 vezes mais, ou seja, se neste momento somos capazes de responder a duas casas por mês, vamos passar a poder responder a 60 ou 70” casas por mês, afiançou Frederico Barreiro.

Sem revelar o investimento previsto, o diretor comercial da Cânhamor disse que o projeto da empresa em Garvão é uma continuidade da atividade que esta já faz em Colos, com o objetivo de dar resposta a um mercado que está “a crescer”.

“O setor da construção civil tem os problemas que tem relacionados com a pegada ecológica e com as questões carbónicas e é nesse sentido que demos este passo”, justificou.

Frederico Barreiro acrescentou que o objetivo da empresa passa, sobretudo, pelo mercado nacional, embora no horizonte esteja igualmente comercializar os blocos de cânhamo para Espanha.

É nesse âmbito que a empresa conta avançar, “a curto prazo”, com a construção de uma segunda unidade em Garvão, onde pretende instalar a “única decorticadora ibérica”.

“Isso vai-nos permitir separar o cânhamo e extrair a parte da fibra, que será utilizada no setor têxtil e vai trazer uma mais-valia”, explicou.

Nos planos da empresa está igualmente incentivar mais agricultores locais a produzirem cânhamo, para depois ser utilizado nas unidades produtivas da Cânhamor.

O objetivo é ter um processo produtivo “o mais ecológico e local possível”, frisou o responsável.

O diretor comercial da Cânhamor destacou ainda o facto de lo projeto da empresa ser “único” no país e estar sediado numa região como o Alentejo.

“Deixa-nos extremamente orgulhosos sermos os únicos a apostar em Portugal neste mercado, especificamente no Alentejo, que genericamente é uma zona mais esquecida em termos de investimento”, realçou. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo com “Lusa”


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Estados Unidos da América - Canábis pode impedir humanos de padecer de Covid-19

Um estudo, tornado público na quarta-feira pela Universidade do Estado do Oregon, conclui que há um par de ácidos canabinóides que pode ligar-se à proteína spike do SARS-CoV-2 e bloquear a sua entrada nas células humanas.

Um grupo de investigadores científicos da Universidade do Estado do Oregon, nos Estados Unidos da América, publicou um estudo no Journal of Natural Products esta quarta-feira onde revelam que encontraram um par de ácidos canabinóides capaz de se ligarem à proteína spike e impedir que o SARS-CoV-2 infecte células humanas. A descoberta pode ser um grande passo na busca por um antiviral contra o novo coronavírus. Dessa forma, um medicamento que conseguisse ligar-se à tal proteína spike seria de grande ajuda para o sistema imunitário do hospedeiro e impedir que ocorra um desenvolvimento da doença Covid-19. “Qualquer parte do ciclo de infecção e replicação é um alvo potencial para intervenção antiviral, e a conexão do domínio de ligação do receptor da proteína spike ao receptor ACE2 da superfície da célula humana é um passo crítico nesse ciclo”, explicou Richard van Breemen, um dos investigadores da Universidade do Estado do Oregon, especialista em estudos científicos que envolvem inovação em cânhamo. Ainda de acordo com o mesmo cientista, a vantagem destes compostos é que apresentam poucos riscos para a saúde humana e são facilmente encontrados na planta conhecida como cânhamo e em muitos dos seus extratos.

Aliás, como é sabido, diversos compostos de cânhamo já se popularizaram na sociedade com a presença em cosméticos, loções corporais, suplementos dietéticos, além do uso na produção de ração animal e de alimentos. “Não são substâncias controladas como o THC, o ingrediente psicoativo da canábis, e têm um bom perfil de segurança em humanos. A nossa investigação mostrou que os compostos de cânhamo foram igualmente eficazes contra outras variantes do SARS-CoV-2, incluindo a variante B.1.1.7, que foi detectada pela primeira vez no Reino Unido, e a variante B.1.351, detectada pela primeira vez na África do Sul”, referiu ainda van Breemen numa entrevista concedida ao sítio EurekaArlet.

O investigador acredita que a produção e posterior administração de um medicamento baseado em compostos de cânhamo “teria poucas barreiras pela frente”. “Esses compostos podem ser tomados por via oral e têm uma longa história de uso seguro em humanos”, frisou van Breemen que agora pretende conseguir financiamento para novos estudos e desenvolvimento do medicamento. In “Ponto Final” - Macau