Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Macau - Universidade de Macau cria tecnologia para captar imagens cerebrais em doentes de Alzheimer

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Macau (UM) desenvolveu uma nova ferramenta para captar imagens cerebrais de pacientes com Alzheimer, anunciou ontem a instituição. Trata-se de uma nova tecnologia com recurso a imagens foto acústicas para se detectar a acumulação de cobre no cérebro de pacientes com Alzheimer, algo que segundo estudos científicos está ligado ao desenvolvimento desta doença. A nova ferramenta desenvolvida pela equipa liderada pelo professor assistente Zhang Xuanjun consegue “combinar imagens óticas e imagens de ultra-som numa modalidade híbrida, em que tecido biológico absorve impulsos laser e emite ondas ultra-sónicas fáceis de detectar”, pode ler-se num comunicado da UM.




Os investigadores aplicaram sondas para assegurar a captação das imagens cerebrais, em colaboração com um pesquisador do Instituto de Tecnologia Avançada de Shenzhen, Sheng Zonghai, um professor do Hospital Afiliado da Universidade Médica de Guangdong, Zhang Jingjing, e outro professor da mesma faculdade da UM, Yuan Zhen. Segundo a universidade, espera-se que com estes resultados sejam encontradas “aplicações no diagnóstico de Alzheimer, no rastreio de drogas e na avaliação de tratamentos”. In “Ponto Final” - Macau

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Internacional - Equipa liderada por português descobriu mecanismo que atrasa Alzheimer



A equipa é liderada pelo investigador Cláudio Gomes do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Os cientistas descobriram um novo mecanismo bioquímico nas células nervosas que retarda a formação dos depósitos de agregados de proteína no cérebro, causadores da doença de Alzheimer.

A descoberta foi publicada no dia 29 de junho na revista científica ‘Science Advances’, da ‘American Association for the Advancement of Science’.

“A proteína S100B acumula-se junto das placas (depósitos) de amilóide nos cérebros com Alzheimer, e o nosso trabalho revela agora que essa ‘coincidência’ tem uma razão de ser, dado que descobrimos que a proteína S100B interage com a proteína beta-amilóide, atrasando a sua agregação”, explica Joana Cristóvão, estudante de doutoramento e primeira autora do estudo.

“Em estudos com culturas de células observamos que a proteína S100B reverte a toxicidade induzida por agregados da proteína beta-amilóide, o que reforça este novo papel na defesa anti agregação”, continua a jovem investigadora.

No seu entender, “esta investigação desvenda novas funções das alarminas S100 que serão comuns entre patologias neurodegenerativas para além da Doença de Alzheimer, o que abre perspetivas sobre a possibilidade de desenvolvimento futuro de terapias direccionadas para estes alvos”.

A doença de Alzheimer afeta milhões de pessoas em todo o mundo e resulta da acumulação de formas tóxicas da proteína beta-amilóide sob a forma de agregados que causam a morte dos neurónios, resultando em demência.

Esta investigação foi conduzida no BioISI – Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Portugal) em colaboração com investigadores do I3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (Portugal), Universidade de Freiburg (Alemanha) e Universidade Técnica de Munique (Alemanha). O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, Portugal), Fundação Bial (Portugal) e pelo Deutsche Forschungsgemeinschaft (Alemanha). In “Mundo Português” - Portugal