Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Macau - Chefe do Executivo quer atrair empresas tecnológicas e científicas do bloco lusófono

O Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, quer que empresas dos sectores da tecnologia e ciência vindas dos países lusófonos se fixem no território, disse o Governo local


Sam Hou Fai apontou como objectivo para o território “atrair activamente empresas científicas e tecnológicas de excelência dos países de língua portuguesa”, de acordo com um comunicado.

O líder do Governo sublinhou que estas empresas podem estabelecer operações tanto em Macau como na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, na vizinha Hengqin.

Esta zona económica especial, gerida em conjunto pelas autoridades de Macau e da província de Guangdong, foi lançada pelo Governo Central chinês em 2021, com uma área de cerca de 106 quilómetros quadrados.

Em sentido contrário, Sam prometeu “apoiar as empresas científicas e tecnológicas do interior da China a expandirem para o exterior”, aproveitando as vantagens de Macau e os quatro laboratórios de referência do Estado situados na cidade.

O Chefe do Executivo falava na terça-feira à noite, num encontro com o ministro da Ciência e Tecnologia chinês, Yin Hejun, que veio a Macau para assinalar a reestruturação dos quatro laboratórios.

Os laboratórios, com sede na Universidade de Macau e na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, são dedicados às áreas de medicina chinesa, ciência lunar e planetária, microeletrónica e Internet das coisas (comunicação entre objetos e aparelhos). Horas antes, Yin defendeu que os quatro laboratórios devem “aproveitar o ambiente e as vantagens de Macau”, nomeadamente a tradição de “cooperação com o exterior”, para contratar mais “talentos internacionais”.

Também na terça-feira, o Governo de Macau anunciou que Sam Hou Fai vai visitar Portugal a partir de 16 de Setembro, na primeira deslocação ao estrangeiro desde que tomou posse, em dezembro.

O Chefe do Executivo – o primeiro líder do território semiautónomo a dominar a língua portuguesa – vai visitar Lisboa e Madrid, entre 16 e 23 de setembro, indicou em comunicado o Gabinete de Comunicação Social.

Em Maio, Sam disse que a delegação enviada por Macau a Portugal e Espanha irá incluir empresários dos setores industrial, comercial e financeiro da região e “até certas empresas do interior da China”. Na mesma altura, o líder do Governo defendeu que o território tem de “receber os amigos estrangeiros para investir em Macau e também concretizar os seus sonhos em Macau”, principalmente na área da tecnologia avançada. Sam sublinhou que “podem ser provenientes dos países de língua português e espanhola”. “Desde que sejam a favor da diversificação económica, são sempre bem-vindos”, acrescentou o dirigente. Sam defendeu que os empresários locais devem “explorar os mercados de língua espanhola e portuguesa e os mercados de África e o Médio Oriente”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 26 de maio de 2025

Macau - Conferência na Universidade de Macau reforça papel dos museus na transformação sociocultural da Grande Baía

A Universidade de Macau reuniu especialistas e responsáveis de museus da região da Grande Baía, na passada sexta-feira, para discutir o futuro do sector. O evento, denominado “Conferência de Intercâmbio de Desenvolvimento de Museus da Zona da Grande Baía”, deu principal destaque à inovação, à importância da cooperação regional e o papel dos museus na construção de uma sociedade mais humanista, com o intuito de fortalecer o património cultural da zona até Junho de 2025



Num momento em que a cultura e a inovação ganham foco na procura por um desenvolvimento sustentável, a Zona da Grande Baía tem-se destacado pelo esforço em fortalecer o papel dos museus como agentes de transformação social, como foi evidenciado na passada sexta-feira, dia 23 de Maio.

A Universidade de Macau (UM) recebeu uma conferência de relevo dedicada ao futuro do sector museológico na região, numa iniciativa que reflecte a ambição de criar uma sociedade mais humanista, integrada e inovadora através do património cultural. A organização do evento ficou a cargo do Instituto Cultural (IC) e da UM, com o apoio do MGM.

No âmbito das celebrações do Dia Internacional dos Museus, celebrado a 18 de Maio, o evento contou com a presença de peritos, académicos e dirigentes institucionais de várias regiões da Grande Baía, incluindo Guangdong, Hong Kong e Macau. O programa do dia incluiu diversas actividades, dando início com a inauguração da exposição “Sobre os Livros” no Museu de Arte da UM, que reuniu mais de 50 exemplares de livros antigos chineses e ocidentais, destacando a relevância dos livros enquanto veículos de conhecimento e obras de arte. A inauguração destacou o papel dos museus na preservação do património e na promoção do conhecimento, como elementos fundamentais para a construção de uma sociedade informada e culturalmente enriquecida.

A conferência, presidida por figuras como Wan Sucheng, director do Departamento de Publicidade e Cultura do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central em Macau, e Choi Kin Long, presidente substituto do IC, abordou temas que revelam o potencial dos museus na era da inovação tecnológica. Zhao Feng, membro do Comité Executivo do Conselho Internacional de Museus, falou sobre o impacto das novas tecnologias na museologia, destacando as oportunidades de inovação que estas proporcionam para envolver públicos mais diversificados e ampliar o acesso ao património cultural.

A discussão aprofundou-se ainda na importância de fortalecer os intercâmbios culturais na região da Grande Baía, com Feng Fangdan, da Direção dos Serviços de Assuntos de Subsistência em Hengqin, a sublinhar a necessidade de uma maior colaboração entre os diferentes sectores museológicos. Zhao Lifan, vice-directora do Museu de Guangdong, apresentou uma visão sobre a evolução dos museus na província, defendendo uma abordagem diversificada e de alta qualidade para garantir a relevância e sustentabilidade destas instituições na nova era.

O sector de Hong Kong também esteve presente com Lam Kwok Fai, do Museu do Património de Hong Kong, que destacou a importância da tecnologia na dinamização dos museus e na sua função de agentes culturais. Para os responsáveis pela gestão de museus de menor dimensão, como Zhang Peng, membro do Comité Permanente do Comité de Trabalho da Juventude da Associação dos Museus da China, os desafios da reactivação e da inovação em museus pequenos e micro-museus, são essenciais para garantir a sua sustentabilidade e impacto social.

Por sua vez, os docentes universitários Li Jun e Li Fan abordaram questões relacionadas com a curadoria na era da globalização e a relação entre museus universitários e o ensino superior, reforçando o papel formativo e educativo destas instituições no contexto contemporâneo.

O encontro foi também uma oportunidade para reforçar a cooperação regional, com a participação de representantes de treze museus de cidades como Guangzhou, Zhuhai e Shenzhen, empenhados em promover o intercâmbio de boas práticas e estratégias inovadoras para o sector.

Num esforço conjunto, Macau, Guangdong e Hong Kong pretendem consolidar uma região culturalmente vibrante, onde os museus deixam de ser apenas locais de exposição para assumirem funções de ponte entre o passado e o futuro; espaços educacionais sobre tradição e inovação. A iniciativa integra-se numa série de actividades que se estendem até meados de Junho, no âmbito do “Dia Internacional dos Museus de Macau 2025”, promovendo o diálogo, o conhecimento e a colaboração entre as diferentes instituições culturais.

Através da modernização e cooperação internacional, a região da Grande Baía demonstra o seu potencial cultural, destacando os museus como ferramenta poderosa para a construção de uma sociedade mais humanista e consciente do seu património, como delineado pelo Governo na página oficial dos “Museus de Macau”.

Numa outra iniciativa museológica, que já arrancou no dia 19 de Maio, a exposição “Corredor do Museu”, inserida na agenda do “Dia Internacional dos Museus de Macau 2025”, decorre até dia 15 de Junho, com diversas outras actividades distribuídas entre os vários museus de Macau. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 4 de abril de 2025

China - Académicos realçam papel de Macau nas relações com o Brasil

A conferência anual da Aliança para o Ensino da Língua Portuguesa na Grande Baía teve lugar na Universidade Politécnica de Macau, para debater, entre outros temas, o papel da RAEM como canal de comunicação nas relações entre a China e o Brasil. O debate contou com a presença de mais de uma centena de professores e alunos



Sob o tema “Potencialização da Grande Baía: Inovação e Desenvolvimento no Comércio Sino-Brasileiro sob a Nova Rota da Seda”, a conferência anual da Aliança para o Ensino da Língua Portuguesa na Grande Baía reuniu na Universidade Politécnica de Macau (UPM) mais de uma centena de professores e alunos, entre os quais especialistas e académicos de Guangdong, Hong Kong, Macau e Brasil. Segundo a UPM, o debate explorou as oportunidades geradas pelo desenvolvimento inovador do comércio China-Brasil, tendo em vista promover intercâmbios académicos da língua portuguesa na Grande Baía e impulsionar o novo padrão de cooperação e desenvolvimento de “Uma Faixa, Uma Rota”.

Vários oradores expuseram os seus pontos de vista, focados no papel estratégico, inovador e orientador das relações China-Brasil.

Marcus Im, reitor da UPM, disse durante o encontro que, com base na Grande Baía, aquela instituição de ensino desenvolve uma plataforma para a cooperação entre os dois países, em áreas como educação, ciências, tecnologias e cultura. Ao mesmo tempo, promove uma cooperação mais estreita no campo do ensino superior, “a fim de criar um novo padrão de cooperação vantajosa para ambas as partes e de prosperidade comum”.

Por sua vez, o vice-director Permanente da Escola de Educação Profissional e Contínua da Universidade de Hong Kong, apresentou a história do comércio entre a China e o Brasil e o papel de Macau na cooperação entre os dois países. Macau enquanto plataforma entre a China e os PLP “constituiu um canal de comunicação para o estabelecimento das relações China-Brasil e tornou-se uma das pontes de ligação”, disse Sonny Lo.

O representante da RAEHK discursou sobre o tema “Relações Bilaterais entre a China e o Brasil e o Papel de Macau”, afirmando que o desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada “cria mais possibilidades de comércio para o Brasil”, assim como a cooperação em matéria de comércio, investimento e tecnologia na Grande Baía e em Hengqin “abre novas oportunidades para o desenvolvimento comercial entre a China e o Brasil”.

Já o reitor da Universidade de Estudos Estrangeiros de Guangdong, Yan Xiangbin, salientou a vontade em explorar, em conjunto com os parceiros da Aliança, “novos caminhos para a cooperação na educação”, manifestando o interesse na formação de mais quadros qualificados para a promoção do intercâmbio entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP). Assim, sustentou, poderá ser criado “um novo futuro para o desenvolvimento comercial” e aberto “um novo capítulo da cooperação entre a China e os PLP, fortalecendo as relações entre a China e o Brasil”.

Enquanto isto, o director do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas do Brasil, apresentou na conferência da Aliança os resultados académicos e de investigação científica do Grupo de Estudos Brasil-China da Universidade Estadual de Campinas, do Centro Cass-Unicamp de Estudos sobre a China e do Instituto Confúcio. Célio Hiratuka revelou que a Universidade de Campinas está em processo de criação de um centro de estudos interdisciplinares Brasil-China, que integrará recursos académicos para a realização de pesquisas em cinco áreas, nomeadamente sociedade, cultura e línguas, economia, políticas públicas e relações internacionais, ciências, tecnologias e inovação, ambiente, transição energética e desenvolvimento sustentável e saúde e ciências da vida. Deste modo, a universidade brasileira pretende “contribuir para a promoção da cooperação diversificada entre os dois países”, expressou.

A Aliança para o Ensino da Língua Portuguesa na Grande Baía foi criada em 2020 mediante a cooperação entre a UPM, a Universidade de Estudos Estrangeiros de Guangdong e a Escola de Educação Profissional e Contínua da Universidade de Hong Kong. Tem como objectivo desenvolver o papel de Macau como plataforma entre a China e os PLP, reforçar o intercâmbio de professores e estudantes entre Guangdong, Hong Kong e Macau e, através da realização conjunta de seminários académicos, competições académicas, projectos de cooperação científica, entre outros, promover a integração, a inovação, a partilha e o desenvolvimento do ensino da língua portuguesa nas três regiões. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


domingo, 22 de setembro de 2024

Singapura e a Grande Baía compartilham grande complementaridade e ampla vontade para colaboração, segundo Ong Ye Kung

"Ao longo dos anos, a colaboração de Singapura e Guangdong em setores-chave gerou efeitos secundários ao nível regional. Por exemplo, redes robustas de comércio e cadeia de suprimentos agora abrangem regiões", disse o Ministro da Saúde de Singapura, Ong Ye Kung, numa recente entrevista exclusiva com o GDToday.


"Compartilhamos boas relações económicas, com Guangdong mantendo a sua posição como o principal parceiro comercial provincial de Singapura na China pelos últimos 35 anos consecutivos", comentou.

Ong, copresidente do Conselho de Colaboração Singapura-Guangdong (SGCC), acredita que a província de Guangdong continuará a desempenhar um papel fundamental no apoio à próxima fase de crescimento e desenvolvimento da China, já que o país está dedicado a aprofundar ainda mais a reforma de forma abrangente e a promover o desenvolvimento de alta qualidade.

Parcerias de alta qualidade aceites entre Singapura e Guangdong

O SGCC foi criado em 2009 com o objetivo de promover intercâmbios e cooperação mais amplos entre as comunidades empresariais de Singapura e Guangdong.

A última reunião do SGCC foi realizada em 31 de julho de 2024, na Cidade do Conhecimento de Guangzhou, China-Singapura (CSGKC), onde 20 projetos foram assinados abrangendo áreas como sustentabilidade e economia verde, saúde e biomedicina e tecnologia agrícola.

Depois de copresidir à reunião do SGCC pela sétima vez em 2024, Ong disse ao GDToday que a plataforma tem sido produtiva e eficaz e tem visto "bom progresso" na cooperação entre Singapura e Guangdong.

Citou o exemplo da Iniciativa de Cidade Inteligente (SCI) Singapura-China (Shenzhen), onde os dois lados têm impulsionado trocas de talentos e facilitado a digitalização da documentação comercial. "Desde 2020, 43 projetos foram lançados sob a iniciativa. As nossas empresas estão alavancando a base de talentos em Shenzhen para desenvolver soluções de TI e IA."

O SCI foi lançado em 2019 para construir vínculos digitais e comerciais mais fortes entre Singapura e Shenzhen, com três pilares principais para colaboração, incluindo conectividade digital, inovação e empreendedorismo, e desenvolvimento de talentos em tecnologia.

O CSGKC é outra plataforma importante e um projeto emblemático para catalisar parcerias de alta qualidade entre Singapura e Guangdong.

"É um ponto de encontro essencial para empresas de Singapura acederem à Grande Área da Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau (GBA). Ao longo dos anos, o projeto teve um bom desempenho na construção de um ambiente de negócios forte e ecossistemas de suporte em setores como biomedicina, semicondutores e veículos elétricos", disse Ong.

Até agora, a CSGKC garantiu mais de 100 empresas de alta qualidade de Singapura, como a Biosyngen, LionTCR e Singrow, e atraiu mais de 300 empresas estrangeiras adicionais competindo para estabelecer a sua presença.

"Eu encorajo mais empresas de Singapura a continuarem a aproveitar a plataforma para testar soluções e pilotar novos projetos em Guangdong e na GBA", disse Ong.

Acrescentou que a GBA, que conecta nove cidades de Guangdong com Hong Kong e Macau, tem forte potencial económico. "Por si só, as cidades têm os seus próprios pontos fortes e vantagens tradicionais. A GBA aproveita ainda mais a sinergia entre as cidades e pode gerar um crescimento económico maior do que a soma das suas partes."

Como Singapura serve como um centro regional e um pioneiro para empresas que esperam explorar o potencial de crescimento no Sudeste Asiático, Ong acredita que Singapura e a GBA prevêem muita complementaridade e ampla vonyade para colaboração.

Cooperação Singapura-Guangdong, um 'pioneiro' para as relações regionais

"Como parte da região da ASEAN, Singapura esforça-se para desempenhar o papel construtivo de um pioneiro", disse Ong ao GDToday.

Ao forjar colaborações bilaterais interna e externamente, como a cooperação de Singapura com Guangdong e descobrir novas modalidades de parceria, Ong espera que essas colaborações possam, com o tempo, expandir-se para uma cooperação mais ampla de região para região. "Dessa forma, esperamos contribuir para relações mais amplas entre a ASEAN e a China também."

"A ASEAN é o maior parceiro comercial da China. Como muitas empresas chinesas, incluindo aquelas em Guangdong, estão 'saindo' para expandir o seu mercado e operações no exterior, Singapura pode servir como um trampolim para essas empresas chinesas se expandirem para a ASEAN", disse Ong.

Singapura é o quinto maior parceiro comercial da China entre os estados-membros da ASEAN, e a China tem sido o maior parceiro comercial de Singapura por 11 anos consecutivos. Em 2023, o comércio bilateral atingiu 108,39 mil milhões de dólares, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China.

Ong observou que a atratividade de Singapura como um centro de expansão para o mercado global ou como um destino turístico foi ainda mais reforçada pelo acordo mútuo de isenção de visto entre a China e Singapura, que entrou em vigor em fevereiro de 2024. "Isso abre ainda mais oportunidades para Singapura e também aumenta a conveniência para empresas de Singapura que procuram expandir-se para o mercado chinês."

A China tem se esforçado para facilitar viagens e turismo com mais países por meio de políticas de entrada mais fáceis, incluindo uma política de trânsito sem visto de 144 horas que foi expandida para 37 portos de entrada e 57 países, e políticas piloto de isenção de visto para alguns países.

"Incentivar intercâmbios entre pessoas é crucial para promover o entendimento mútuo e construir bases sólidas para cooperação futura", disse Ong.

Enfatizou ainda mais a importância das trocas culturais e educacionais entre os jovens. "É importante que os nossos jovens se conheçam e façam amizade uns com os outros, plantando as sementes para uma cooperação futura e maior."

Ong usou o Programa de Intercâmbio de Estagiários de Jovens (YES) entre Singapura e China da Business China como exemplo, dizendo que 15 jovens estão atualmente procurando estágios em Shenzhen, Guangzhou e Jiangmen, todas cidades em Guangdong.

Lançado em 2023, o YES é um acordo assinado entre Singapura e a China, que permite que jovens qualificados estagiem em período integral no país um do outro por até seis meses com grandes nomes como a Trip.com, OCBC China e CapitaLand Investment.

"Estamos encorajados pela determinação da China em permanecer no caminho da reforma e da abertura." Ong acredita que isso não só trará progresso e desenvolvimento para a China, mas também melhorará a vida das pessoas globalmente e trará paz e estabilidade ao mundo.

"O Sr. Lee Kuan Yew foi fundamental para estabelecer a trajetória atual das relações Singapura-China. Ele previu o profundo impacto do crescimento, reforma e abertura da China na região e no mundo. Hoje, continuamos o trabalho que essa geração anterior de líderes de ambos os lados deixaram para nós", disse Ong. Lydia Liu e Steven Yuen – China in “GD Today”




sexta-feira, 20 de setembro de 2024

China - Potencial de Hengqin para empresas lusófonas continua em crescimento

O desenvolvimento de Hengqin tem sido vertiginoso nos últimos 15 anos, com os incentivos fiscais e o ambiente empresarial propício para empresas lusófonas, dizem representantes empresariais


Com o terceiro aniversário da criação da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin como ponto de partida, o GD Today pediu a opinião de várias personalidades dos campos político, empresarial e académico.

Para o presidente da Câmara de Comércio Portugal-China para Pequenas e Médias Empresas (CCPC-PME) Y Ping Chow, a evolução de Hengqin oferece novas oportunidades para a cooperação entre a China e os países lusófonos. O empresário, sediado no Porto, reconhece que Hengqin não só transformou a sua infraestrutura como também criou uma base sólida para o intercâmbio e colaboração em ciência e tecnologia entre as duas partes. A assinatura de um acordo estratégico entre a CCPC-PME e o Centro de Intercâmbio de Ciência e Tecnologia entre a China e os Países de Língua Portuguesa reflete essa intenção de explorar novas oportunidades.

Na opinião de Chow, Hengqin tem o potencial de se tornar uma “porta de entrada” para as nações de língua portuguesa acederem ao mercado chinês, beneficiando áreas como o turismo, alta tecnologia e comércio. O líder associativo destaca ainda que a ascensão das “quatro novas indústrias” em Hengqin – medicina tradicional chinesa, inovação tecnológica, economia digital e alta tecnologia – cria um ambiente propício ao investimento internacional.

Rutger Verschuren, presidente da Câmara de Comércio Francesa em Macau, também vê um futuro promissor na área da cooperação. “Lembro-me de Hengqin estar cheia de plantações e vastos pomares de banana”, recordando a sua primeira visita, em 2008. Desde então, a transformação foi drástica, com Hengqin a emergir como um centro de desenvolvimento que alia inovação tecnológica e finanças de alto nível.

“Ao longo dos últimos 15 anos, Hengqin evoluiu de uma nova zona em desenvolvimento para uma zona de livre comércio e, em seguida, para a Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau em Hengqin, ganhando cada vez mais destaque”, aponta Verschuren.

O PIB da área disparou de 285 milhões de yuan, em 2009, para 46.179 mil milhões de yuan, em 2022, com uma taxa de crescimento anual média de 31,4 por cento. “Nunca imaginei que um centro financeiro como o de hoje seria construído aqui […] Há mudanças a ocorrer quase todas as semanas, especialmente melhorias no posto fronteiriço e na facilidade de transporte, o que proporciona um forte impulso à economia regional”, diz o também vice-presidente das operações do Artyzen em Macau.

Com os laços mais estreitos entre Hengqin e Macau, nomeadamente no que toca à facilidade de acesso de pessoas e mercadorias, Hengqin não só atraiu um grande volume de investimentos internos, como também se tornou atraente para as empresas estrangeiras. Verschuren acredita que estas mudanças irão atrair investimento global e negócios focados na sustentabilidade, tecnologia e saúde – áreas que prometem gerar forte crescimento.

PME portuguesas

Rita Santos, presidente do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia das Comunidades Portuguesas, destaca o papel crucial de Hengqin para Macau e os países lusófonos. Rita sublinha que Hengqin, três vezes maior que Macau, oferece o espaço e os incentivos necessários para atrair investimentos de pequenas e médias empresas portuguesas, com um enfoque particular nas áreas de alta tecnologia. “Os incentivos fiscais são uma grande vantagem para Hengqin e um fator decisivo na atração de empresas dos Países de Língua Portuguesa”, afirma.

Além dos benefícios económicos, a responsável refere que Hengqin também tem sido um local de eleição para residentes dos países lusófonos, graças ao seu custo de vida mais baixo e ambiente confortável. Rita Santos expressa confiança de que a parceria entre Guangdong, Macau e os Países de Língua Portuguesa vai continuar a crescer, criando oportunidades económicas e culturais. Nelson Moura – Macau in “Plataforma”

ECOPOR - Comércio da China com os PALOP 2019-2023 - Principais produtos exportados e correspondentes exportações portuguesas 2022-2023


quinta-feira, 18 de julho de 2024

Associação dos Advogados partilhou desenvolvimento da advocacia de Macau em Portugal

Uma delegação da Associação dos Advogados de Macau (AAM), liderada por Vong Hin Fai, visitou recentemente Portugal por uma semana. Durante a visita, a delegação visitou a Embaixada da República Popular da China na República Portuguesa, a Procuradoria-Geral da República, a Delegação Económica e Comercial de Macau, em Lisboa, a Ordem dos Advogados de Portugal, a Faculdade de Direito e o Instituto de Cooperação Jurídica da Universidade de Lisboa, a Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, o Centro Concórdia, a Câmara de Comércio Portugal-China Pequenas e Médias Empresas (CCPC-PME).

Segundo um comunicado da Associação dos Advogados, a visita permitiu apresentar o desenvolvimento da advocacia de Macau nos últimos 25 anos, incluindo o desenvolvimento e as oportunidades no interior da China dos advogados de Macau como advogados ou consultores jurídicos da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau ou dos Países e Regiões de Língua Portuguesa, bem como as suas contribuições a serviços jurídicos e garantias do Estado de Direito necessários para o intercâmbio económico, comercial e civil entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

“Através desta visita, a delegação aprofundou o conhecimento do sistema jurídico e o funcionamento da justiça de Portugal, a estrutura e as funções da Ordem dos Advogados de Portugal, os desenvolvimentos registados na arbitragem e mediação, bem como os frutos e experiências mais actualizados das instituições relevantes na formação de juristas”, pode ler-se no comunicado da associação.

A delegação teve também um encontro com os estudantes de Macau que estudam em Portugal, aos quais foi apresentada a situação actual da advocacia de Macau, havendo ainda uma partilha de experiências que procurou incentivar os jovens a “fazerem o planeamento das suas carreiras profissionais com antecedência para uma melhor integração profissional na sociedade após a graduação”. In “Ponto Final” - Macau

 

segunda-feira, 1 de julho de 2024

China - Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês realça papel da RAEM como ponte sino-lusófona

O principal órgão consultivo político da China realizou uma sessão de consulta virtual na sexta-feira para analisar os papéis de Hong Kong e Macau no “desenvolvimento de novos sistemas da China para uma economia aberta de padrão mais alto”, informou a agência Xinhua.


A reunião do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) foi liderada pelo seu presidente, Wang Huning, que também é membro do Comité Permanente do “Bureau” Político do Comité Central do Partido Comunista da China.

Durante o encontro, Wang Huning enfatizou a importância de concentrar a investigação em questões-chave relacionadas com os papéis das duas regiões administrativas especiais da China, apelando à emissão de “recomendações políticas viáveis e direccionadas para apoiar a implementação de políticas nacionais que ajudem ao desenvolvimento de Hong Kong e Macau.

Doze membros do Comité Nacional da CCPPC fizeram comentários sobre essa matéria, em intervenções feitas a partir de Pequim, Fujian, Hong Kong, Macau e outros locais por meio de videoconferência. Em geral, segundo a Xinhua, “propuseram reforçar a coordenação das regulamentações e mecanismos económicos em Guangdong, Hong Kong e Macau para facilitar o fluxo eficiente de pessoas, bens, capitais e dados, melhorando assim a integração do mercado”.

As recomendações incluíram a consolidação do estatuto de Hong Kong como centro financeiro, de navegação e comércio internacional, o aproveitamento das vantagens únicas de Macau como plataforma de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa e a expansão de ligações internacionais “fáceis e convenientes”.

Durante a sessão, funcionários dos departamentos relevantes também partilharam informações e participaram em discussões com conselheiros políticos nacionais. “A realização de sessões de consulta sobre temas específicos continua a ser uma prática regular para o Comité Nacional da CCPPC cumprir as suas funções de consulta política, supervisão democrática e participação na deliberação e administração de assuntos de Estado”, referiu a Xinhua. In “Jornal Tribuna de Macau – Macau com “Xinhua”


quinta-feira, 9 de maio de 2024

Macau - Obras de George Chinnery integram mostra de pinturas valiosas

A maior exposição de pintura histórica e de exportação até hoje realizada em Macau vai apresentar 300 trabalhos de artistas locais, de Hong Kong e de Guangdong. A mostra inclui também obras de George Chinnery, por ocasião do 250º aniversário do seu nascimento. Uma série de quadros valiosos vai poder ser contemplada pelo público no Museu de Arte


A Exposição “Integração Artística entre a China e o Ocidente nos Séculos XVIII-XIX” vai ser inaugurada esta sexta-feira no Museu de Arte de Macau (MAM), apresentando a “época da Zona da Grande Baía” criada por artistas chineses e estrangeiros.

Através de três perspectivas distintas – estilos, técnicas e materiais de pintura – a mostra, que se integra no do 34º Festival de Artes, é considerada a maior exposição de pintura histórica e de exportação jamais realizada em Macau. Divulga uma selecção de mais de 300 peças/conjuntos de pinturas de exportação do Museu de Guangdong, Museu de Arte de Hong Kong, Museu de Arte de Macau e Museu de Macau.

O objectivo é apresentar um panorama completo da origem e do desenvolvimento da pintura de exportação e realçar o espírito inclusivo e exploratório dos artistas de Guangdong, Macau e Hong Kong ao longo do processo de globalização do comércio que teve lugar há dois séculos.

Dado que este ano se assinala o 250º aniversário do nascimento de George Chinnery, a exposição difunde um número especialmente numeroso de obras deste pintor tão ligado a Macau, bem como dos seus seguidores, incluindo uma série de quadros valiosos que serão expostos pela primeira vez na cidade.

A exposição proporciona uma “reflexão abrangente sobre a importante influência de Chinnery no sul da China no século XIX e realça o papel de Macau como ponto de encontro entre as culturas chinesa e ocidental”, segundo refere uma nota de divulgação do evento, que decorrerá no Museu de Arte de Macau e tem organização do Instituto Cultural e dos museus de arte de Guangdong e Hong Kong. A cerimónia de abertura está agendada para as 18h30 de amanhã.

A mostra abrange diversos temas, como plantas, barcos, paisagens, retratos e pintura de género, com vista a interpretar o diálogo entre as técnicas da pintura chinesa e ocidental e a dar a conhecer várias formas de expressão artística, incluindo óleo, aguarela, guache, esboço e gravura, proporcionando uma visão panorâmica da integração e adaptação de materiais de pintura então usados.

Em articulação com a exposição, serão disponibilizadas visitas guiadas para o público, em cantonense, aos sábados, domingos e feriados, pelas 15:00, a partir de 18 de Maio. Durante o período do evento, serão ainda realizadas diversas actividades paralelas, nomeadamente palestras, workshops, concertos, bem como as visitas artísticas “Passeando pelas Ruas de Macau nas Pinturas de Chinnery” e “Passeando no Museu de Arte de Macau”, que incidirão sobre os vestígios de George Chinnery no território.

As diversas actividades oferecem interpretações do “estilo de pintura de Chinnery” e das pinturas de exportação dos séculos XVIII–XIX a partir de múltiplas perspectivas.

A mostra ficará patente ao público, até 11 de Agosto e 15 de Setembro, nos pisos 3 e 4 do MAM, respectivamente. O museu encerra às segundas-feiras. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




terça-feira, 23 de maio de 2023

China - Delegação de Macau, Guangdong e Sichuan promove medicina chinesa em Portugal

A promoção da medicina tradicional chinesa e a cooperação internacional com instituições académicas lusófonas foram o foco de trabalho para a comitiva de Macau, Guangdong e Sichuan na viagem a Portugal e Espanha. Num encontro com a faculdade de medicina da Universidade de Lisboa, representada pela directora Beatriz Lima, o representante de Macau, Ching Hei, disse esperar introduzir mais produtos e tecnologias de medicina tradicional chinesa nos países de língua portuguesa e da União Europeia


Uma delegação de representantes e médicos de Macau, Guangdong e Sichuan, composta pelo Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau e pela Administração de Medicina Tradicional Chinesa de Sichuan, realizou na semana passada uma viagem de intercâmbio em Portugal e Espanha, com o intuito de promover o tratamento médico, a cultura e a educação da medicina chinesa.

Por ocasião de um encontro e evento de intercâmbio entre a comitiva e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que teve lugar na passada sexta-feira no Salão Nobre da Faculdade, as partes manifestaram a expectativa de abordar mais iniciativas internacionais de intercâmbio de medicina tradicional chinesa através da plataforma sino-lusófona de Macau.

Beatriz Lima, directora da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, salientou que espera aproveitar o intercâmbio académico na área da medicina tradicional chinesa como uma oportunidade de trabalhar com o Parque Científico e Industrial de Guangdong-Macau, de forma a expandir cooperação internacional e programas de formação.

“Desde há muito que o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau mantém uma estreita relação de cooperação com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, tendo sido lançadas em conjunto iniciativas nas áreas da formação de jovens talentos”, salientou.

Por sua vez, Ching Hei, médica de Macau, adiantou que o Parque tem trabalhado para introduzir produtos de elevada qualidade e tecnologias de medicina tradicional chinesa nos países lusófonos e da União Europeia.

Segundo a profissional, o Parque concentra-se na promoção ao estrangeiro de medicamentos chineses através do modelo da “introdução de medicamentos através de tratamentos médicos”, apostando nos mercados dos países de língua portuguesa e nos países membros da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’.

“Actualmente, o Parque formou gradualmente três grandes segmentos de negócios internacionais, incluindo o registo internacional da medicina chinesa, comércio internacional e formação internacional, construindo uma rede de cooperação que liga os países lusófonos, a União Europeia, a Associação de Nações do Sudeste Asiático e os países da América do Sul, criando uma plataforma internacional de serviço público profissional”, assinalou Ching Hei.

A cooperação sino-lusófona no domínio da medicina não só concretiza a comunicação da cultura da medicina tradicional, como também ajuda a reserva de pessoal técnico qualificado, destacou Wu Song. O presidente do Parque Científico e Industrial assegurou na ocasião que vai aproveitar melhor o papel de Macau “como uma janela para os países de língua portuguesa” para reforçar a relação cooperativa entre as partes.

Recorde-se que o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau foi inaugurado em 2011 ao abrigo do Acordo-Quadro de Cooperação Guangdong-Macau, promovido pelo Governo Central, apostando na diversificação económica de Macau.

A comitiva esteve em Portugal entre os dias 18 e 20 do mês, depois de terminar uma visita a Madrid e Barcelona, em Espanha, onde foi realizada uma série de actividades de sessão da promoção na comunidade e seminários de mesa redonda. Durante a viagem a terras lusas, o grupo de profissionais médicos visitou ainda as instituições médicas, associações e escolas de medicina de Portugal, para discutir e trocar opiniões sobre a integração da medicina tradicional chinesa e medicina moderna. Catarina Chan – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 14 de abril de 2023

China - Autoridade tributária lança guias para investidores em países lusófonos

A autoridade tributária da província de Guangdong, no sudeste da China, lançou um conjunto de guias para o investimento em países de língua portuguesa, avançou a imprensa chinesa.

De acordo com o jornal oficial Nanfang Daily, o Serviço de Impostos da Província de Guangdong lançou na quarta-feira a primeira série de guias tributários para investidores chineses, que cobre Portugal, Moçambique e Cabo Verde.

Os documentos incluem informação sobre a economia, o ambiente de negócios, as políticas fiscais, o sistema de cobrança e gestão de impostos e acordos bilaterais tributários em vigor nos três países. O objectivo é “disponibilizar referências e orientação a empresas no processo de se tornarem globais”, disse, na apresentação dos guias, o chefe do Gabinete de Cooperação de Tributação para os Países e Regiões de Língua Portuguesa, Yuan Hongbing.

Os documentos foram publicados por este gabinete, criado em Abril de 2022 na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin (ilha da Montanha).

A apresentação dos documentos aconteceu nesta área especial, estabelecida em 2021, sob gestão conjunta de Macau e da província de Guangdong, um dos centros industriais mais importantes do mundo.

Além da livre circulação de capitais, outra das vantagens da zona de cooperação, para captação de empresas e investimento, é a política de isenção e suspensão de impostos sobre as mercadorias, cuja entrada em todo o mercado chinês, de mais de 1,4 mil milhões de pessoas, estará facilitada.

A área especial na ilha de Hengqin acolhe ainda, desde 2011, o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong–Macau (GMTCM, na sigla em inglês).

Na quarta-feira, durante a apresentação, o director financeiro do GMTCM, Xie Zhi, disse que os guias serão “muito úteis” para ajudar as empresas a trabalhar no parque a “evitar alguns riscos fiscais”.

O responsável sublinhou que as empresas a operar no GMTCM conseguiram a aprovação dos reguladores farmacêuticos para registar nove produtos com origem na medicina tradicional chinesa em Moçambique e sete no Brasil. In “Ponto Final” - Macau

 

quarta-feira, 15 de março de 2023

China - Secretariado Permanente do Fórum de Macau deslocou-se a Hengqin

A iniciativa teve como objectivo o lançamento de actividades económicas e comerciais. Durante a estada, a comitiva visitou as empresas e conheceu projectos como o Centro de Intercâmbio de Ciência e Tecnologia entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a Empresa Smarcle, a Empresa Imstem Biotechnology, a Empresa Nanometals Tecnology e a Vila Serensia Woods


Uma delegação do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, chefiada pelo Secretário-Geral, Ji Xianzheng, deslocou-se a Hengqin, no passado dia 10 de Março, para participar na cerimónia de abertura do evento “Vamos Desfrutar – Mercado com Destaque para os Produtos do Mundo Lusófono e Macau” e visitar algumas empresas locais da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, revelou ontem, em nota de imprensa, o Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comerical entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau).

Ji Xianzheng participou, enquanto convidado de honra, na cerimónia de abertura do evento “Vamos Desfrutar – Mercado com Destaque para os Produtos do Mundo Lusófono e Macau”, realizada na Legend Ponto Square. O evento teve lugar em Hengqin pela primeira vez, sendo uma actividade de carácter multi-canal e diversificada para fomentar o intercâmbio do comércio entre a China e os países de língua portuguesa (PLP) e impulsionar o desenvolvimento integrado entre Macau e Hengqin. Nessa edição, estiveram representadas cerca de 30 pequenas e médias empresas de ambos os locais.

Na ocasião, foi apresentada uma vasta gama de produtos típicos bem como produtos criativos e culturais dos PLP e de Macau. À margem do evento, decorreram sessões de transmissão ao vivo de promoção e venda de produtos, a fim de haver uma maior interactividade das imagens dos produtos, de modo a aumentar a exposição dos produtos e facultar na exploração de mais oportunidades de negócios.

Ainda durante a estada em Hengqin, a comitiva visitou as empresas e conheceu projectos como o Centro de Intercâmbio de Ciência e Tecnologia entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a Empresa Smarcle, a Empresa Imstem Biotechnology, a Empresa Nanometals Tecnology e a Vila Serensia Woods.

Por sua vez, os delegados dos Países de Língua Portuguesa junto do Secretariado Permanente, tirando partido do conjunto de actividades de foros económico e comercial da deslocação, aprofundaram os conhecimentos do ambiente de negócios daquela zona, tendo realizado apresentações no âmbito do papel de Macau como plataforma e o ambiente de negócios dos países lusófonos às empresas do interior da China, em particular, as da Zona de Cooperação Aprofundada.

No futuro, o Secretariado Permanente irá impulsionar a expansão das relações económicas e comerciais dos PLP em prol da integração com a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, servindo Macau como plataforma, e em articulação com a estratégia de desenvolvimento da diversificação adequada “1+4” do Governo da RAEM e das medidas definidas na Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum de Macau. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 19 de setembro de 2022

China - Medicina tradicional com eixo sino-lusófono

O papel da medicina tradicional chinesa na cooperação sino-lusófona foi amplamente destacado num colóquio online, primeira iniciativa organizada no âmbito do Centro de Intercâmbio da Prevenção Epidémica China-Países de Língua Portuguesa, criado em Abril

A medicina tradicional “desempenha um papel enquanto eixo de ligação” entre a China e os países de língua portuguesa e é uma área à qual RAEM tem vindo a atribuir importância, ao nível da industrialização e internacionalização. A ideia foi sublinhada por Lu Hong, presidente do Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong e Macau, num colóquio online, iniciado na noite de sexta-feira, numa iniciativa promovida pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Serviços de Saúde da RAEM e aquele Parque, assinalando o primeiro evento oficial no âmbito do Centro de Intercâmbio da Prevenção Epidémica China-Países de Língua Portuguesa, que foi inaugurado à margem da Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum de Macau a 10 de Abril.

Segundo um comunicado do Fórum, Lu Hong sublinhou que o Parque Científico e Industrial figura como uma relevante “plataforma” para o desenvolvimento da medicina tradicional por parte de Macau e dos países de Língua Portuguesa, por via do modelo internacional de “introdução de medicamentos através de tratamentos médicos”, pelo que irá promover gradualmente a cooperação com o mundo lusófono. A mesma responsável expressou ainda o desejo de que as experiências adquiridas possam ser aplicadas nos trabalhos diários, contribuindo para a promoção da medicina tradicional e saúde pública entre a China e os países lusófonos.

Na cerimónia de abertura do evento, conduzido a partir do Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, recordou por sua vez que o desenvolvimento e a cooperação no domínio da medicina tradicional foram plasmados no Plano de Acção de todas as edições da Conferência Ministerial, merecendo o “empenho” e a “dedicação” do organismo. Ji Xianzheng garantiu que o Fórum irá aproveitar o papel do referido Centro para lançar mais actividades de formação, estágios e intercâmbios no sector da saúde pública entre a China e os países de Língua Portuguesa.

Já o director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, referiu que o Governo da RAEM tem implementado um plano de cooperação com a Organização Mundial da Saúde na área da medicina tradicional desde 2011, apoiando a organização de diversos workshops de formação, e envolvendo já mais de 2500 funcionários públicos na área da saúde de todo o mundo, especialmente de Macau, países lusófonos e ligados à iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”.

O programa do colóquio foi distribuído por quatro sessões, com palestras e intercâmbios online, sendo transmitido em tempo real nas plataformas “VooV Meeting”, “YouTube” e “Bilibili”. Segundo o Fórum, estava prevista a participação de mais 600 personalidades, incluindo representantes de entidades governamentais, médicos clínicos, especialistas e académicos da área da medicina tradicional, do Interior da China, Macau e dos países lusófonos. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Macau - Conferência analisou “novas possibilidades para empresas portuguesas” na Grande Baía

A conferência intitulada “Presença empresarial Portuguesa na Grande Baía: Perspectivas de Empreendedores e Investidores”, organizada pela Associação de Cooperação e Desenvolvimento Portugal-Grande Baía (ACDPGB), em cooperação com a Fundação Rui Cunha (FRC) e com os apoios da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) e da Associação Nacional de Jovens Empresários de Portugal (ANJE), teve lugar presencialmente na galeria da Fundação Rui Cunha em Macau, e paralelamente nas instalações da ANJE, no Porto.

Ao Ponto Final, Tiago Pereira, representante em Macau da ACDPGB, contextualizou o evento: “Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau é um dos três projectos-chave para o desenvolvimento futuro da República Popular da China, e Macau tem um papel central no projecto sobretudo, como plataforma entre a China e os países de língua oficial portuguesa. Neste enquadramento, a recém-criada Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin sinaliza um salto qualitativo no papel da RAEM no processo de construção da Grande Baía”, começou por dizer. “Queremos explorar e analisar o potencial da Grande Baía, e qual é a possibilidade, desafio e perspetiva futura para empresas portugueses,” referiu o responsável da organização.

Esta conferência foi apresentada em português e o debate foi realizado em versão híbrida, com participação física e via Zoom. Estiveram na FRC o moderador José Carlos Matias e quatro palestrantes, designadamente, Carolina Lousinha (Directora – AICEP), Carlos Álvares (CEO – BNU), José Sales Marques (Presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau), Calvin Chui (Rato, Ling, Lei & Cortês). No Porto estiveram representantes da ACDPGB, da ANJE e uma palestrante, Un I Wong (MdME). Dois empresários portugueses, Nuno Batista (Soulfato Group) e José Quinteiro (Grupo Globallmed), participaram via zoom. A entrada foi livre e o evento foi também transmitido ao vivo na página de Facebook da FRC. In “Ponto Final” - Macau

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Macau - Especialista acredita que agora é o momento de marcar presença em Hengqin

O centro de incubação de jovens empreendedores “AHA” é um dos projectos recomendados pelo Governo da RAEM para ser estabelecido na Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau em Hengqin. O fundador e director do centro, David Cheng, considera que as políticas lançadas sobre a nova zona em Hengqin são “óptimas”, enaltecendo que “agora é a hora de começar” a explorar este novo espaço

Numa reunião de pequeno-almoço organizada ontem pela Associação Comercial França-Macau (FMCC), a entidade convidou David Cheng, fundador e director do centro de incubação de jovens empreendedores “AHA”, para partilhar a sua observação sobre as políticas impostas relativas à Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau em Hengqin.

Com mais de dois anos de experiência a desempenhar a função de fortalecer o empreendedorismo e ajudar na criação de mais de 100 empresas em Hengqin, sendo que 65 delas são empreendimentos de Macau, David Cheng admitiu a importância da construção da zona aprofundada de Hengqin no sentido de resolver problemas existentes no território ao longo do tempo, inclusivamente escassez de terrenos e recursos humanos, e dependência do sector de jogo.

Lembrando que o plano geral para a construção de uma zona de cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin foi lançado pelas autoridades chinesas no segundo semestre do ano passado, definindo “a posição estratégica da zona como a nova plataforma para promover a diversificação moderada da economia de Macau, o novo modelo para enriquecer a prática do princípio ‘Um Pais Dois Sistema’, bem como um novo terreno para a construção da Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”. Ao abrigo do enquadramento, as cooperações entre Macau e Hengqin estão a ser reforçadas, segundo a observação de David Cheng, sobretudo em quatro vertentes: pessoas, produtos, capital e informação.

Sobre o conceito de pessoas, após a aplicação do modelo de liberalização da “primeira linha” e controlo da “segunda linha”, as movimentações de pessoas e veículos poderão ser livres, beneficiando assim o emprego e o abastecimento. Quanto ao produto, com a política de isenção de impostos, as comerciantes do território podem abraçar o mercado de grande dimensão do interior da China. Relativamente ao capital, as fontes de financiamento transfronteiriças irão sofrer cada vez menos restringimentos. Para informação, as restrições impostas pela regulamentação da rede da China serão removidas, o acesso de Internet em Hengqin será igual ao de Macau no futuro, referiu empresário que possui mais de 10 anos de experiência no domínio financeiro.

David Cheng salientou que o novo sistema de integração e as políticas actuais, inclusivamente, as medidas provisórias para apoiar a empregabilidade de residentes de Macau em Henqing, políticas preferenciais para fiscalidade, medidas especiais para incentivar as empresas a emitir títulos corporativos em Macau, facilitam essencialmente a interligação e interconexão entre Macau e Hengqin.

O especialista apontou que os residentes de Macau que trabalham em Hengqin, seja em tempo integral ou em emprego flexível, seja trabalhador independente como quadros técnico-profissionais ou proprietário de uma empresa, vão ter direito a subsídios. O especialista apontou que com esta medida, face à incerteza do ambiente de trabalho, haverá menos risco para a população de Macau.

No que diz respeito à fiscalidade, David Cheng afirmou que os assuntos fiscais no âmbito da execução de negócios em Macau são “claros e fáceis”, já que só é preciso pagar 12% da contribuição industrial por ano. No entanto, na China normalmente paga-se 25%, mais impostos. Agora com as políticas preferenciais para fiscalidade, as empresas estabelecidas em Hengqin que encaixam nas quatro indústrias privilegiadas, designadamente a de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico e da indústria manufactureira de alto nível; a de medicina tradicional chinesa; cultural e turística, de convenções e exposições e de comércio, e financeira moderna, podem aproveitar uma taxa de imposto extraordinário de 15%.

No que toca à área financeira, David Cheng acredita que, quando a bolsa de valores de Macau estiver estabelecida, articulando-se com o desenvolvimento do mercado de obrigações, irá abrir-se uma nova porta para as instituições financeiras de Macau. “Previamente muitas empresas chinesas emitiram títulos de obrigação em Hong Kong e Singapura, e agora Macau pode ser uma alternativa atraente para eles, já que a taxa de juro é significativamente mais baixa em Macau”, explicou David Cheng. Além disso, com as medidas especiais lançadas para incentivar as empresas a emitir títulos corporativos em Macau, as empresas em Hengqin que emitiram obrigações em Macau podem desfrutar de apoio financeiro de 0,8%, sem exceder 5 milhões de renmibis, de fundos arrecadados da emissão das obrigações, e assim o mercado financeiro de Macau vai tornar-se ainda mais desejável, acredita especialista.

Após uma apresentação abrangente sobre as políticas vigentes em Hengqin, David Cheng resumiu que “agora é a hora de começar, a observar o mercado e apanhar as óptimas políticas. Devemos colocar os nossos pés em Hengqin já, para ser a primeira pessoa ou primeiro grupo de pessoa que aproveita os benefícios e explora as oportunidades. E aí, podemos ver o que pode ser beneficiado, seja aumentar as nossas receitas, seja alargar as linhas de negócio ou reduzir custos de operação”.

David Cheng sublinhou que é vantajoso as marcas de Macau abrirem a sua primeira loja em Macau, assinalando a importância de ser o pioneiro neste novo mercado. “Ser a primeira loja é atraente no mercado da China, já que existem imensas marcas da franchising na China todas à volta do país, e todas as lojas destas marcas são homogéneas, sem grande diversificação. Se trouxermos marcas de Macau para Hengqin, os turistas vindos de toda a China vão gostar de ver e aproveitar os serviços e produtos de Macau, porque são novas para eles, não os encontram em lado nenhum do país”, frisou o empresário. Dinis Chan – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

China - Sugerida tradução de programas televisivos lusófonos em Hengqin

Numa reunião da CCPPC de Guangdong, vários vogais da RAEM sublinharam as potencialidades da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. Para Angela Lam, deveria ser criada uma base de intercâmbio e tradução de programas televisivos em língua portuguesa para disseminar a cultura no Interior da China, bem como para divulgar programas chineses traduzidos em português no mercado lusófono

Realizou-se na quarta-feira, em Cantão, a 5ª reunião da 12ª Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) da Província de Guangdong, como os vogais da RAEM a participarem de forma virtual, a partir da Doca dos Pescadores, devido à pandemia. Entre as propostas apresentadas, Angela Lam manifestou o desejo de que sejam devidamente aproveitadas as vantagens da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, sobretudo no sentido de promover a fusão entre as culturas chinesa e portuguesa.

A vogal de Macau sugeriu, inclusive, a criação de uma “base de intercâmbio e de tradução culturais e televisivos sino-portuguesa”. “Actualmente, existem mercados de consumo compostos por mais de 1,6 mil milhões de pessoas na China e nos países e regiões de língua portuguesa. Isso fomenta um vasto mercado para o intercâmbio e a difusão das culturas chinesa e lusófona”, defendeu.

Na sua opinião, a base pode funcionar através da tradução de programas televisivos de boa qualidade do Interior da China para português, bem como da transformação de bons programas em língua portuguesa para chinês. Iniciativas desse género poderiam contribuir para ampliar o mercado de disseminação cinematográfica e cultural, o que será também “importante” para a promoção do turismo entre a China e os países lusófonos, sustentou a vogal, que é também directora executiva da Macau Cable TV.

Segundo o Jornal “Ou Mun”, vários vogais da CCPPC de Guangdong também se pronunciaram sobre o futuro do projecto geral de Hengqin. Melinda Chan sugeriu o lançamento de produtos turísticos transfronteiriços de Macau e Hengqin, como as excursões patrióticas, enquanto Hoi Fan propôs um complexo internacional de cultura, turismo e de convenções e exposições na Zona de Cooperação Aprofundada, para introduzir projectos como passeios em iates e uma rua internacional de gastronomia. Já Ian Soi Kun considerou que determinada área na Ilha da Montanha deveria ser reservada para a indústria manufactureira de Macau.

Defendido pagamento móvel de Macau na Grande Baía

A pandemia acelerou as mudanças nos hábitos de consumo no território, cada vez mais ligados aos pagamentos electrónicos, considera Rainbow Lei, subdirectora da Associação Geral das Mulheres de Macau. Neste sentido, entende que importa quebrar as barreiras que as ferramentas de pagamento electrónico de Macau enfrentam na Grande Baía, incluindo na Zona de Cooperação Aprofundada. Na sua opinião, o Governo deve prestar ajuda para que estas plataformas funcionem na Grande Baía. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”