Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

China - Hengqin já tem mais de 8100 empresas com capitais da RAEM

O lançamento do “Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada” completou cinco anos, tendo diversas estratégias produzido frutos. Segundo o Governo de Hengqin, até ao final de Julho deste ano, o número de empresas de capitais da RAEM em Hengqin aumentou 75% para 8148, em relação ao verificado há cinco anos


No dia 31 de Julho deste ano, o número de empresas de capitais de Macau em Hengqin fixou-se em 8148, ilustrando um aumento de 75,7% face a 2021, ano em que foi oficialmente criada a Zona de Cooperação Aprofundada. Desse modo, as empresas de capitais da RAEM em Hengqin representam 16,2% do total, o que significa que “em cada seis empresas, há uma com gene de Macau”, salientou a Direcção dos Serviços Administrativos e Jurídicos da Zona de Cooperação.

Por ocasião do quinto aniversário da promulgação do “Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”, o Governo de Hengqin constata ainda que já foram lançadas 350 medidas de articulação de regras, envolvendo áreas como a economia e comércio, assuntos comerciais e bem-estar da população. Simultaneamente, os serviços correspondentes ao objectivo “Assuntos de Macau tratados em Hengqin cresceram para um total de 474.

Noutra esfera, indica que o “Novo Bairro de Macau” acolhe até ao momento mais de 4000 residentes, ao passo que a Escola de Hengqin Anexa à Escola Hou Kong conta com um total de 970 alunos, do ensino infantil, primário e secundário, estando em preparação a unidade de ensino secundário complementar. Também no âmbito da educação, realça que mais de 1450 alunos de pós-graduação das três universidades públicas de Macau estão a estudar de forma transfronteiriça entre a RAEM e Hengqin.

Por outro lado, revela que, no segundo trimestre do corrente ano, o valor acrescentado das “quatro novas indústrias” em Hengqin atingiu 19,537 mil milhões de renminbis, traduzindo-se num acréscimo homólogo de 7,9%, ocupando 68,1% do Produto Interno Bruto. Paralelamente, até Agosto deste ano, 81 produtos de nove empresas obtiveram as designações “fabricado sob supervisão de Macau”, “produzido sob supervisão de Macau” ou “design de Macau”.

No que respeita ao turismo, na primeira metade deste ano, um dos sinais do “crescimento robusto” do mercado reflecte-se na subida homóloga em 168,7% do volume de participantes nas excursões Hengqin-Macau. No mesmo intervalo temporal, o número de convenções ou exposições realizadas sob o modelo “Um Evento, Dois Locais” de Macau e Hengqin mais do que duplicou face ao período homólogo do ano passado.

Quanto às finanças modernas, garante que têm sido explorados constantemente novos caminhos para fluxos de capital transfronteiriços.

Ademais, sublinha que deverá arrancar este ano a construção da Estação de Comboio Rápido de Hengqin, que se ligará à rede ferroviária nacional de alta velocidade.

Por outro lado, sublinha que o Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola tem-se dedicado à criação de “pontes” para empresas expandirem negócios para o estrangeiro. Até Julho deste ano, o Centro estabeleceu parcerias com mais de 200 entidades de mercado e prestadores de serviços profissionais, e celebrou acordos de cooperação estratégica para a expansão internacional com 16 empresas líderes, incluindo a Huawei Macao, JD.com, Kuaishou Technology, Didi Chuxing e China Southern Airlines Technology.

Também até Julho, os 12 bancos-piloto em Hengqin abriram quase 800 contas de comércio livre multifuncionais, movimentando transferências de capitais superiores a 630 mil milhões de renminbis. Por outro lado, até 22 de Agosto, o Posto Fronteiriço de Hengqin tratou mais de mil pedidos para o serviço de reembolso do imposto à saída do território, que impulsionaram 7,3 milhões de renminbis em consumo por parte de visitantes.

Noutro domínio, indica ainda que, desde Fevereiro de 2026, foram filmadas 48 séries no Estúdio Internacional de Cinema e Televisão de Hengqin. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Macau - Chefe do Executivo quer atrair empresas tecnológicas e científicas do bloco lusófono

O Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, quer que empresas dos sectores da tecnologia e ciência vindas dos países lusófonos se fixem no território, disse o Governo local


Sam Hou Fai apontou como objectivo para o território “atrair activamente empresas científicas e tecnológicas de excelência dos países de língua portuguesa”, de acordo com um comunicado.

O líder do Governo sublinhou que estas empresas podem estabelecer operações tanto em Macau como na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, na vizinha Hengqin.

Esta zona económica especial, gerida em conjunto pelas autoridades de Macau e da província de Guangdong, foi lançada pelo Governo Central chinês em 2021, com uma área de cerca de 106 quilómetros quadrados.

Em sentido contrário, Sam prometeu “apoiar as empresas científicas e tecnológicas do interior da China a expandirem para o exterior”, aproveitando as vantagens de Macau e os quatro laboratórios de referência do Estado situados na cidade.

O Chefe do Executivo falava na terça-feira à noite, num encontro com o ministro da Ciência e Tecnologia chinês, Yin Hejun, que veio a Macau para assinalar a reestruturação dos quatro laboratórios.

Os laboratórios, com sede na Universidade de Macau e na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, são dedicados às áreas de medicina chinesa, ciência lunar e planetária, microeletrónica e Internet das coisas (comunicação entre objetos e aparelhos). Horas antes, Yin defendeu que os quatro laboratórios devem “aproveitar o ambiente e as vantagens de Macau”, nomeadamente a tradição de “cooperação com o exterior”, para contratar mais “talentos internacionais”.

Também na terça-feira, o Governo de Macau anunciou que Sam Hou Fai vai visitar Portugal a partir de 16 de Setembro, na primeira deslocação ao estrangeiro desde que tomou posse, em dezembro.

O Chefe do Executivo – o primeiro líder do território semiautónomo a dominar a língua portuguesa – vai visitar Lisboa e Madrid, entre 16 e 23 de setembro, indicou em comunicado o Gabinete de Comunicação Social.

Em Maio, Sam disse que a delegação enviada por Macau a Portugal e Espanha irá incluir empresários dos setores industrial, comercial e financeiro da região e “até certas empresas do interior da China”. Na mesma altura, o líder do Governo defendeu que o território tem de “receber os amigos estrangeiros para investir em Macau e também concretizar os seus sonhos em Macau”, principalmente na área da tecnologia avançada. Sam sublinhou que “podem ser provenientes dos países de língua português e espanhola”. “Desde que sejam a favor da diversificação económica, são sempre bem-vindos”, acrescentou o dirigente. Sam defendeu que os empresários locais devem “explorar os mercados de língua espanhola e portuguesa e os mercados de África e o Médio Oriente”. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sábado, 10 de agosto de 2024

Portugal - Primeiro “Encontro Empresariado Afrodescendentes na Europa” promoveu sinergias

Portugal recebeu o primeiro “Encontro do Empresariado Afrodescendentes na Europa”, uma iniciativa que teve lugar em dois momentos distintos. No dia 26 de julho, o programa decorreu no Hotel Tivoli – Oriente, em Lisboa; já no dia seguinte, 27, o espaço do Oceanfront Hotel em Sesimbra reuniu os participantes do encontro. O evento foi organizado pelo Grupo Internacional Afrodescendentes (GIA), composto por CulturFACE-Associação Cultural para o Desenvolvimento (Portugal), APSC Business Alliance e Krioula Experience (Reino Unido, Inglaterra), dando origem às parcerias com a CEO Easy Office (Milan, Itália) e a Fundação SmartCity (Cabo Verde), com o intuito de “promoverem as sinergias entre os diferentes países onde as diásporas também fazem parte da relação com os países de origem”.


A sessão inaugural foi dedicada a Cabo Verde, em virtude das “boas práticas que desenvolve em diversos domínios”. De acordo com Celso Soares, da CulturFACE e cofundador e representante em Portugal, o objetivo do encontro foi “estabelecer uma rede entre empresários afrodescendentes, explorar oportunidades de negócio e investimento e promover a colaboração entre comunidades com raízes em África, independentemente do país de residência”.

“Trata-se de uma vertente experimental que implica a percepção de movimentação dos nossos semelhantes no mercado de sustentabilidade entre os países que nos acolhem na Europa e os países de origem. Certamente, é um aprendizado que marca o percurso das pessoas que desenvolvem as suas atividades que perspetivam um futuro melhor”, atestou este responsável.

O programa de dois dias foi apoiado pelo governo cabo-verdiano, além de empresas públicas privadas desse mesmo país africano, incluindo reuniões, palestras sobre liderança empresarial afrodescendente e os desafios do empreendedorismo, sendo também uma “oportunidade no movimento circular migratório”, que é já “agenda nos países europeus”.

Celso Soares explica que a ideia do evento “surgiu na noite de 26 de novembro de 2023, quando o convidou Osvaldo Gomes para assistir à segunda edição do Awards Charme & Prestígio: Migrantes e Afrodescendentes’23, que aconteceu no Tivoli Oriente – Lisboa e a ideia foi-se amadurecendo ao longo do percurso com várias reuniões e trocas de ideias, via on-line”.

“Inicialmente, o evento estava previsto para finais de junho. Juntaram-se em parceria Edna Lopes (Milão, Itália) e Loide Monteiro (Praia, Cabo Verde) constituindo assim o núcleo base para levar por diante o primeiro encontro”, disse.

Trocas de experiências

No primeiro dia, o evento de carácter internacional destacou a importância de empresas e empresários afrodescendentes na Europa. Contou com a presença de Eurico Monteiro, embaixador de Cabo Verde em Portugal; Jorge Santos, ministro das Comunidades de Cabo Verde; Raúl Sivero Silvagni, embaixador do Paraguai em Portugal; Juana Gloria J. Rojas; ministra da referida Embaixada; Paula Pereira, coordenadora da Unidade das Qualificações e Competências (QUALIFICA) da Agência para a Integração, Migrações e Asilos, AIMA; e João da Luz, diretor geral da Economia Digital de Cabo Verde.

Durante o painel “Inovação, Comunicação e Tecnologia: Impulsionando o Empreendedorismo Afrodescendente Europa/África”, em Sesimbra, Argentina Marques, vereadora com os Pelouros de Economia Local e Gestão de Equipamentos e Turismo, falou sobre a importância do ambiente turístico em Sesimbra e a sua relação com a cultura digital, enquanto, que Amaury dos Ramos, primeiro secretário da Embaixada de São Tomé e Príncipe, falou da importância de iniciativas que revelam a aproximação entre as instituições e a sociedade civil, enfatizando a importância da literacia digital no processo de desenvolvimento de cidadãos. Já João da Luz, diretor para a Economia Digital em Cabo Verde, contou aos conferencistas a sua experiência em relação aos dirigentes que se comunicam fora dos gabinetes com as pessoas que vivem as maiores fragilidades do quotidiano.

Além do envolvimento de outras entidades, o segundo dia do evento foi também patrocinado pela Câmara Municipal de Sesimbra, pela Junta de Freguesia do Castelo e pela empresa YES Sesimbra. Igor Lopes – Brasil in “Mundo Lusíada”


sexta-feira, 9 de junho de 2023

China - Hengqin com “aumento evidente” de pessoas e empresas de Macau

A Zona de Cooperação Aprofundada já acolhe mais de 6700 cidadãos de Macau, algo que prova a “integração contínua” da população da RAEM na zona, considera o subdirector da Comissão Executiva de Hengqin. Além disso, revelou que, durante um ano e nove meses desde a criação da Zona de Cooperação, o número das empresas de Macau em Hengqin subiu 22,3% e as suas receitas operacionais aumentaram 21%


No dia 17 de Setembro de 2023 será assinalado o segundo aniversário da criação da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. Num balanço feito recentemente, Fu Yonge, subdirector da Comissão Executiva da Zona de Cooperação, começou por destacar o “aumento notório” do número das empresas de capitais de Macau em Hengqin durante o último ano e nove meses. Actualmente estão registadas na Zona de Cooperação 5601 empresas da RAEM, representando uma subida de 22,3% em comparação com o número verificado antes da sua criação.

Segundo realçou, os capitais registados dessas empresas superaram 140 mil milhões de renminbis. Até agora, essas empresas já obtiveram receitas operacionais superiores a 14,1 mil milhões de renminbis, o que traduz uma subida de 21%. Ao mesmo tempo, nas áreas da investigação científica e do sector dos serviços técnicos, as entidades comerciais da RAEM já representam 18,84% do total.

Outro fruto realçado pelo subdirector da Comissão Executiva de Hengqin é a “integração contínua” da população de Macau na zona, comprovada pela existência de mais de 6700 residentes da RAEM a viver ou trabalhar na Zona de Cooperação, incluindo 199 estudantes. No total, 776 são trabalhadores de Macau, um aumento de 54,3% face ao número contabilizado antes de Setembro de 2021.

Os hospitais em Hengqin prestam serviços de tratamento a residentes de Macau 6800 vezes por ano, reflectindo uma subida substancial de 87%. Por outro lado, em Hengqin, 4172 cidadãos de Macau participaram no seguro de pensões e de assistência médica do Interior da China, apontou o mesmo responsável.

Além disso, Fu Yongge asseverou que está a ser formada, na Ilha da Montanha, uma conjuntura de estimulação da diversificação económica de Macau e já foram obtidos certos resultados neste âmbito. Isto porque, além do lançamento de medidas de apoio para o desenvolvimento de alta qualidade de circuitos integrados e da biomedicina, no ano transacto, as receitas tributárias resultantes das quatro indústrias nucleares registaram em Hengqin um acréscimo de 9,1% em relação ao ano anterior. Representavam, em 2022, uma percentagem de 34,3% do total das receitas tributárias.

Segundo referiu, o próximo passo da Zona de Cooperação será continuar a persistir na missão de promover a diversificação adequada da economia de Macau, através do reforço da implementação de projectos das indústrias orientadoras típicas, da promoção de um fluxo transfronteiriço maior de vários elementos, de projectos de integração aprofundada em bem-estar da população, bem como da alta facilitação para pessoas se deslocarem entre os dois lados da fronteira.

Empresas com apoio redobrado para emitir títulos na RAEM

Por outro lado, a partir do dia 20 deste mês, vão entrar em vigor as medidas de apoio revistas dedicadas às empresas da Zona de Cooperação que emitam títulos em Macau. As novas medidas têm um prazo de três anos, podendo as entidades interessadas solicitar o apoio a partir de 2024.

As empresas de Hengqin que emitam títulos em Macau com sucesso podem pedir um prémio máximo equivalente a 2% do valor dos fundos angariados originalmente, sendo esta percentagem 0,8% antes da revisão das medidas de apoio. Outra novidade é que, além dos “títulos verdes”, os “títulos sustentáveis” serão abrangidos nos âmbitos autorizados para o pedido de subvenção para as despesas de avaliação externa.

Além disso, os escritórios de advocacia, escritórios de contabilidade e agências de crédito e de classificação externa registados em Hengqin que sirvam empresas do Interior da China, para que estas emitam títulos em Macau com sucesso, vão também receber um apoio monetário reforçado. Antes, cada entidade podia pedir um apoio máximo de 100 mil renminbis. Agora, o tecto máximo vai passar a ser 500 mil, não podendo cada entidade ser apoiada com mais do que um milhão de renminbis por ano.

Xi Jinping insta ao reforço da conexão entre Mongólia Interior e Grande Baía

Durante uma visita à Mongólia Interior, o Presidente da China, Xi Jinping, exortou aquela região autónoma a acelerar a optimização da estrutura industrial, desenvolver activamente as indústrias vantajosas, aproveitar ao máximo as vantagens na indústria de energia, nos recursos estratégicos, na agricultura e pecuária, bem como a fortalecer a conexão ao Delta do Rio Yangtze e à Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, para uma melhor integração no duplo ciclo da economia nacional e internacional. Além disso, o Presidente chinês pediu “novos milagres” na luta contra a desertificação na região, onde tiveram origem várias tempestades de areia que atingiram o norte da China, nos últimos anos. Segundo a agência Xinhua, Xi Jinping quer ver consolidada a barreira verde que se estende ao longo de milhares de quilómetros no norte do país. Na localidade de Bayannur, na fronteira com a Mongólia, o líder chinês disse que “as catástrofes do sistema ecológico causadas pela desertificação, os perigos das tempestades de areia e da erosão dos solos limitaram o desenvolvimento económico e social do norte da China”. No entanto, notou que o controlo da desertificação no país “mostra uma tendência positiva”.


DSEDT e governo de Hengqin visitam Lisboa

Para aprofundar o conhecimento mútuo sobre o desenvolvimento da indústria de ciências e tecnologia e atrair mais empresas portuguesas a explorar oportunidades em Macau e em Hengqin, os Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) da RAEM e os Serviços de Desenvolvimento Económico de Hengqin realizaram recentemente uma visita a Lisboa. A delegação deslocou-se a entidades de investigação científica portuguesas representativas, parques de ciências e tecnologia, incubadoras e empresas desta área, aos quais apresentaram o ambiente comercial em Macau e em Hengqin. Constam na lista das entidades visitadas o Taguspark, o Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, a Fábrica de Startup, a Beta-i, a Startup Portugal e a Virtuleap. Tai Kin Ip, director da DSEDT, instou empresas portuguesas da área de ciências a considerarem Macau e Hengqin como uma “janela preferida” no alargamento do mercado no estrangeiro. Li Ziwei, director do referido organismo de Hengqin, encorajou empresários de Portugal a investirem proactivamente na Zona de Cooperação. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




quinta-feira, 25 de maio de 2023

CE-CPLP - Discutiu protocolo de investimento com a Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau

A Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) e a Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau discutiram a possibilidade de ser assinado um protocolo para que os membros da ATFPM possam investir em empresas na CPLP.


Segundo um comunicado da ATFPM, o assunto esteve em cima da mesa durante uma reunião que decorreu na segunda-feira de manhã. “A Presidente Dra. Nelma Fernandes também manifestou interesse em assinar um protocolo de Cooperação com a ATFPM devido à existência de sócios ligados ao tecido empresarial que procuram parcerias com os empresários dos Países de Língua Portuguesa”, foi revelado.

A ocasião serviu também para que a presidente da CE-CPLP convidasse Rita Santos a visitar a sede da confederação, numa visita a Portugal que a secretária-geral da ATFPM tem agendada para Julho.

Por sua vez, Rita Santos afirmou, face a Nelma Fernandes, que existe “liberdade de circulação de pessoas” na Grande Baía e que essa é uma vantagem para as empresas que pretendem entrar no Interior. Actualmente, qualquer cidadão dos países de língua oficial portuguesa, mesmo que seja residente em Macau, necessita de um visto para entrar na Grande Baía.

Mais-valias

Segundo o comunicado, a secretária-geral da ATFPM salientou “as mais-valias da complementaridade da Grande Baía com a RAEM, nomeadamente as vantagens do porto franco, baixos impostos, mobilidade e flexibilidade dos recursos financeiros e liberdade de circulação de pessoas, bens e mercadorias na sua maioria isentas de tarifas alfandegárias e trampolim para o grande mercado do interior do continente”.

No decurso do encontro, terão ainda sido trocadas opiniões sobre “diversos assuntos”, como as “formas de maior incremento das relações comerciais e económicas no âmbito das importações e exportações (indústria, comércio e serviços) entre os países membros da CPLP, utilizando Macau como plataforma de serviços”.

Além de Nelma, participou no encontro Vitório Rosário, membro da Comissão Executiva da CE-CPLP, e o presidente da direcção da ATFPM, o deputado José Pereira Coutinho. João Filipe – Macau in “Hoje Macau”


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Portugal - Já pode candidatar a sua empresa aos Troféus Luso-Franceses

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa organiza a 28.ª edição dos Troféus Luso-Franceses. São sete as categorias que galardoam as melhores empresas sediadas em Portugal e França em diferentes setores para incentivo das trocas comerciais entre os dois países e como reconhecimento pelas estratégias e investimentos em ambos os mercados

“Portugal e França são parceiros históricos, com laços profundos, e as relações económicas bilaterais são muito importantes”, lê-se no comunicado enviado ao Bom Dia. Na mesma nota, a organização refere que “os Troféus Luso-Franceses acabam por refletir, ano após ano, o mérito das empresas e o vigor das relações entre os dois países”.

Estes galardões são destinados a todas as empresas e PME/Startups portuguesas e francesas que exportam, investem ou inovam nestes mercados. As ações de promoção à sustentabilidade são também consideradas.

Todas as empresas, independentemente do seu ramo de atividade e/ou dimensão, poderão apresentar as suas candidaturas até ao dia 20 de setembro de 2022.

Os Troféus 2022 serão atribuídos no decorrer de uma Soirée de Gala no Hotel Palácio Estoril, em Cascais, no dia 13 de outubro de 2022. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quinta-feira, 21 de julho de 2022

CPLP – Maioria dos Estados-Membros submeteram acordo de mobilidade ao Secretariado Executivo

Díli – O Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias Albano, disse que a maioria dos Estados-Membros submeteram já o acordo de mobilidade ao Secretariado Executivo.

Segundo Zacarias, nos últimos anos, movidos pelo propósito de construção de um futuro comum sustentável, os Estados-Membros deram passos significativos, pondo em marcha uma estratégia renovada para melhor responder aos anseios dos cidadãos.

Segundo fonte oficial da CPLP, à exceção da Guiné-Equatorial, todos os países membros entregaram já os instrumentos de ratificação do acordo de mobilidade.

“Celebramos, por isso, o Acordo de Mobilidade entre os países da CPLP que foi ratificado em menos de um ano por praticamente todos os Estados-Membros. Este acordo permitirá uma maior circulação do conhecimento e da inovação dos bens e serviços culturais, um intercâmbio académico na área do turismo e na cooperação económica e empresarial”, disse Zacarias Albano, no âmbito do 26.º aniversário da CPLP.

O responsável salientou ainda que já se realizou a primeira reunião ministerial tripartida, nas áreas económica, comercial e financeira, e já se aprovou a agenda estratégica para a cooperação económica entre 2022 e 2027, a par da criação do fórum das agências de produção, do comércio e do investimento.

“Estes avanços permitirão estabelecer um ambiente de negócio que estimulará o comércio e novos investimentos no espaço da CPLP”, referiu.

Zacarias Albano congratulou a CPLP pelo seu 26.º aniversário.

“Celebramos a constituição de uma organização única e insubstituível que congrega países geograficamente dispersos, unidos por uma língua comum, unidos pela ideia de que na diversidade se pode contribuir decisivamente para um mundo mais justo e solidário”, concluiu.

Os Estados-Membros da CPLP são Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Domingos Freitas – Timor-Leste in “Tatoli”

 

sábado, 8 de janeiro de 2022

Timor-Leste – Serviço de Registo e Verificação Empresarial regista mais de quatro mil novas empresas

Díli – O Serviço de Registo e Verificação Empresarial (SERVE) registou, no ano passado, 4200 novas empresas.

Estas empresas incluem empresários individuais, sociedades limitadas unipessoais por quotas, anónimas e de representação permanente de internacionais.

“Encerrámos 71 pequenas empresas por causa da covid-19 e criámos a política do Programa Cesta Básica para atrair empresários para todo o território nacional. Estas empresas foram encerradas devido à alteração e renovação dos seus certificados”, afirmou o Diretor-Executivo, Florêncio Sanches.

Segundo o responsável, a maioria são empresas nacionais e oito internacionais, acrescentando que, desde 2013, o SERVE regista 35800 empresas.

“A maioria registou-se por e-mail”, afirmou.

Recorde-se que o SERVE iniciou, no passado dia 10 de agosto de 2020, a receção, por email, de pedidos relativos ao processo de pré-verificação para proceder ao registo comercial das empresas por via eletrónica.

Florêncio Sanches referiu ainda que a iniciativa é um contributo para a política da boa governação na administração pública, prestando um melhor serviço no atendimento público e reduzindo os custos, bem como o tempo. Isaura de Deus – Timor-Leste in “Tatoli”

 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

França - Empresas portuguesas retomam participação em certames

Com a retoma progressiva da economia, retomam também os eventos empresariais, as feiras e os salões. Várias empresas portuguesas participam este mês de setembro em vários eventos em França.

De 3 a 6 de setembro decorre em Paris a Who’s Next, uma das mais importantes feiras profissionais do setor da moda em França, este ano com a participação de 9 empresas portuguesas e uma associação setorial. Aliás, em paralelo com a Who’s Next, vão também ter lugar as feiras Bijorhca e Interfilière, todas em simultâneo e no Parque de Exposições da Porte de Versailles.

De 6 a 9 de setembro vai ter lugar em Lyon a Global Industrie, que vai contar com a presença de 68 empresas portuguesas, 3 associações empresariais e conta também com a visita do Secretário de Estado da Economia, João Neves.

A sessão de setembro da Maison & Objet vai ter lugar novamente no Parque de Exposições de Paris Villepinte, de 9 a 13 de setembro, com a participação de 18 empresas portuguesas e uma associação setorial. Estamos bem longe da forte presença de empresas portuguesas constatada em anos anteriores à pandemia de Covid-19 (110 empresas portuguesas na primeira sessão de 2019).

A feira Première Vision, evento de referência no setor da moda, vai ter lugar de 21 a 23 de setembro, em Paris, com 50 empresas portuguesas e 3 associações setoriais.

Pelo meio ainda vai acontecer, no dia 16 de setembro, a apresentação online da estratégia portuguesa para o hidrogénio, num webinar organizado em conjunto com o MEDEF. O orador vai ser o Secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba.

Todos estes eventos estão a ser acompanhados a partir de Paris, pela Delegação da AICEP na Embaixada de Portugal e pelo seu Diretor Eduardo Henriques. In “LusoJornal” - França

 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

OIT - Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2017: Empresas Sustentáveis e Empregos

Desenvolvimento lento de pequenas e médias empresas prejudica empregos e economia. Para impedir o aumento do desemprego no mundo, é fundamental investir em trabalhadores, inovação e ampliação do comércio e do diálogo social, afirma novo relatório da OIT



Com mais de 201 milhões de trabalhadores desempregados em 2017 – um aumento de 3,4 milhões em relação a 2016 – as empresas desempenham um papel crucial na criação de empregos decentes em todo o mundo, especialmente as pequenas e médias empresas (PME).

Entre 2003 e 2016, o número total de funcionários que trabalham em tempo integral nas PME quase dobrou. Isso significa que as PME eram responsáveis por 35% de todo o emprego no mundo em 2016, comparado a 31% em 2003. Os dados são do relatório global “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2017: Empresas Sustentáveis e Empregos” lançado no passado dia 09 de Outubro pela Organização Internacional do Trabalho.

No entanto, no último ano, a contribuição das PME para o emprego total estagnou. Entre 2015 e 2016, a contribuição delas para o emprego total se manteve praticamente inalterada, passando de 34,6% para 34,8%.

"As empresas do setor privado foram responsáveis pela maior parte do emprego global em 2016. Cerca de 2,8 bilhões de pessoas estavam empregadas pelo setor privado, o que representa 87% do emprego total. Para reverter a tendência recente de estagnação do emprego nas PME, precisamos de políticas para promovê-las de uma maneira melhor, assim como um ambiente de negócios melhor para todas as empresas, incluindo acesso a financiamento para as mais novas", disse a Diretora-Geral Adjunta de Políticas da OIT, Deborah Greenfield.

Nas economias em desenvolvimento, as PME representam 52% do emprego total, em comparação com 34% nas economias emergentes (incluindo o Brasil) e 41% nas economias desenvolvidas.

Além disso, entre 2003 e 2008, o crescimento do emprego permanente em tempo integral foi, em média, 4,7 pontos percentuais maior em pequenas empresas e 3,3 pontos percentuais maior em médias empresas do que em empresas maiores. No entanto, essa vantagem das PME não continuou no período entre 2009 e 2014.

A dinâmica de emprego entre as empresas novas, em termos de emprego permanente em tempo integral, também se enfraqueceu desde a crise financeira global, afirma o relatório.

Durante o período anterior à crise, a taxa de crescimento do emprego permanente em tempo integral nas empresas novas foi em média 6,9 pontos percentuais maior do que nas empresas estabelecidas. Porém, no período pós-crise, essa diferença diminuiu para 5,5 pontos percentuais. Essa mudança reflete os desenvolvimentos no ambiente geral de negócios, no qual empresas novas estão perdendo empregos num ritmo muito mais rápido do que antes.

Investir nos trabalhadores é a característica principal das empresas sustentáveis

O relatório também revela que as decisões das empresas de fornecer treinamento formal para seus funcionários permanentes estão associadas a salários mais altos, maior produtividade e menor custo de mão-de-obra por unidade produzida. Ao mesmo tempo, suas decisões de intensificar o uso de emprego temporário estão associadas a salários mais baixos e menor produtividade, sem quaisquer implicações para o custo de mão-de-obra por unidade produzida.

A evidência indica que, em média, as empresas que oferecem treinamento formal para seus funcionários permanentes que trabalham em tempo integral pagam salários 14% mais altos, são 19,6% mais produtivas e são mais competitivas, com custo de mão-de-obra por unidade produzida 5,3% menor, em comparação com as empresas que não oferecem treinamento. Além disso, em média, as empresas com uma participação de 10 pontos percentuais maior de emprego temporário em tempo integral, como parte de seu emprego total em tempo integral, pagam salários 2,6% mais baixos, são 1,9% menos produtivas e não são mais competitivas em termos de custo de mão-de-obra por unidade produzida.

Inovação e comércio impulsionam empregos e produtividade

O relatório afirma que a inovação é uma importante fonte de competitividade e criação de empregos para as empresas. As empresas inovadoras, em geral, tendem a ser mais produtivas, criar mais empregos, contratar mais mulheres trabalhadoras e empregar trabalhadores mais qualificados, o que significa que elas empregam trabalhadores mais educados e oferecem mais oportunidades de treinamento.

Em alguns casos, no entanto, a inovação levou a um uso mais intenso de trabalhadores temporários (especialmente em empresas com inovação de produtos e processos), com mais mulheres representadas no emprego temporário. Por exemplo, as empresas que implementam a inovação de produtos e processos tendem a empregar 75% mais trabalhadores temporários do que as empresas não inovadoras.

O engajamento do comércio e das empresas nas cadeias produtivas globais também são estímulos importantes para a criação de empregos e o crescimento da produtividade. Com a estagnação do comércio internacional nos últimos anos, o mesmo aconteceu com os empregos ligados ao setor. Em 2016, 37,3% dos trabalhadores estavam empregados em empresas privadas de exportação formal. Essa parcela é inferior à de antes da crise, de 38,6%. O relatório observa que as empresas exportadoras têm maior produtividade e pagam salários mais altos do que as empresas que não estão envolvidas no comércio internacional.

No entanto, as margens de produtividade para exportação e importação superam a margem de salário em 13 e 5 pontos percentuais, respectivamente, indicando que há margem para compartilhar os ganhos do comércio de forma mais inclusiva.

PME são fontes importantes de emprego para as mulheres

A pesquisa da OIT mostra que as funcionárias permanentes que trabalham em tempo integral no setor formal são mais propensas a serem encontradas nas PME do que nas grandes empresas. Em média, e em todas as regiões do mundo, cerca de 30% dos funcionários permanentes em tempo integral nas PME são mulheres, comparado com 27% nas grandes empresas.

Além disso, a participação do emprego das mulheres, particularmente nas PME, está fortemente correlacionada com a renda per capita de um país. Um número maior de mulheres nas empresas pode, portanto, ter um impacto positivo no crescimento e no desenvolvimento, porque as microempresas e as PME muitas vezes oferecem às mulheres uma porta de entrada no mercado de trabalho formal.

Por fim, o relatório da OIT insiste no papel fundamental do diálogo social entre governos, empregadores e trabalhadores para a sustentabilidade das empresas.

"Embora os governos desempenhem um papel importante na formação de instituições que promovam empresas sustentáveis e crescimento inclusivo, os trabalhadores e suas organizações defendem políticas e regulamentos adequados, assim como representação. Por sua vez, as empresas sustentáveis promovem oportunidades de emprego com igualdade, proteção e direitos dos trabalhadores, além de investirem nos trabalhadores e em outros fatores importantes de produção", concluiu Greenfield. Organização Internacional do Trabalho

quinta-feira, 16 de março de 2017

Portugal – AICEP publica documento sobre o estabelecimento de empresas na Guiné Equatorial

A Aicep – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal tem um novo documento disponível, trata-se do “Guiné Equatorial – Estabelecimento de Empresas” (Março 2017), que disponibiliza informação sobre o quadro legal de diversas áreas relevantes para o investimento estrangeiro, procurando facilitar a tomada de decisão por parte dos potenciais investidores portugueses.

Todo o enquadramento legal da Guiné Equatorial é adaptado às directivas da Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC), da qual é Estado-membro.

Em termos de condições legais de acesso ao mercado, a Guiné Equatorial possui um regime de investimento estrangeiro que sujeita os projectos a certas formalidades (autorização ministerial), existindo alguns sectores de actividade vedados ao capital externo.

Medidas de simplificação

Relativamente ao ambiente de negócios e de acordo com o Relatório Doing Business in Equatorial Guinea 2017, a abertura de uma empresa de responsabilidade limitada implica a realização de vários procedimentos, contudo, o Governo da Guiné Equatorial tem vindo a adoptar medidas que visam melhorar/simplificar o processo de constituição/registo de sociedades como, por exemplo, a Lei n.º 2/2015, de 28 de maio, que cria uma one-stop-shop (cuja implementação está para breve) e um decreto em 17 de Agosto de 2016, que elimina as autorizações governamentais exigidas para a constituição de sociedades.

No que concerne à presença portuguesa esta é ainda residual, sendo que incide, predominantemente, no sector de construção e obras públicas.

Pode consultar o documento aqui. Carlos Caldeira – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”