Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 12 de março de 2019

Moçambique - Porto de Maputo investe em novos equipamentos multiuso para manusear cargas pesadas e contentores

O Porto de Maputo conta com mais dois novos guindastes móveis, com capacidade máxima de 144 toneladas cada, adquiridos no âmbito de um amplo programa de investimento em curso, para a ampliação e modernização da maior infraestrutura portuária do País.

O equipamento, inaugurado na passada sexta-feira, 8 de Março, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, representa um investimento de 19 milhões de dólares norte-americanos e vai conferir uma maior eficiência e competitividade ao porto, traduzida em aumento de volumes manuseados, mais receitas, empregos gerados à montante e à jusante, entre outros efeitos positivos para a economia.

Para o titular da pasta dos Transportes e Comunicações "não há dúvidas que o investimento realizado terá um efeito multiplicador, não só nas operações do Porto de Maputo, como também na economia nacional e regional".

Como resultado da implementação do Plano Director do Porto de Maputo, aprovado pelo Governo em 2010, segundo referiu Carlos Mesquita, foram materializados investimentos maciços que permitiram a dragagem, reabilitação de infra-estruturas e formação do capital humano especializado.

Num outro desenvolvimento, o governante explicou que, “seguindo a tendência de 2017, o manuseamento de carga pela via ferroviária voltou a crescer em cerca de 50 por cento, em 2018, consolidando os melhores resultados conseguidos em 2017 em que o volume ferroviário da principal carga manuseada pelo porto de Maputo cresceu em quase 100 por cento”.

Estes resultados, conforme enfatizou o ministro, representam um enorme ganho para a economia nacional se tivermos em linha de conta que a retirada das rodovias, de carga tradicionalmente ferroviária, incrementa a competitividade das nossas infra-estruturas, para além de melhorar a fluidez do trânsito na N4, melhoria da segurança rodoviária, entre outros ganhos.

Como resultado dos investimentos realizados para o retorno da carga tradicionalmente ferroviária, transportada por via rodoviária, o porto passou a manusear, desde Janeiro desde ano, 204 vagões por dia, contra os anteriores 120 vagões, um salto que permitiu a retirada da N4 de mais de 25 mil camiões por ano.

Andreas Muller, director de vendas de guindastes móveis do porto da Liebherr-MCCtec, empresa alemã fornecedora do equipamento, referiu que as máquinas inauguradas no Porto de Maputo fazem parte do modelo com mais êxito no mundo, contando com mais de 200 unidades em vários portos internacionais.

"Faz agora três anos que vendemos as primeiras máquinas a Moçambique. Hoje em dia, existem cinco unidades no País, sendo que quatro funcionam no Porto de Maputo e uma no Porto de Nacala, na província de Nampula”, disse Andreas Muller.

Trata-se, segundo explicou de máquinas multi-uso, que podem manusear cargas pesadas e contentores e podem custar entre quatro a cinco milhões de euros dependendo do modo do seu transporte. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Moçambique – Aposta no transporte ferroviário de magnetite

O comboio de transporte de magnetite que está a ser ensaiado na linha férrea de Ressano Garcia, desde o dia 1 de Abril, está a reduzir a quantidade de camiões que demandam, diariamente, o Porto de Maputo, transportando este minério a granel.

Trata-se de uma longa composição, composta por 75 vagões de 60 toneladas cada, transportando um total de 4.500 toneladas de magnetite por viagem. Neste momento, circulam, naquela linha, cinco comboios por semana, estando o aumento da frequência dependente da melhoria das condições operacionais da linha de Ressano Garcia e do Porto de Maputo.

O recurso à via ferroviária para o transporte deste minério surge como resultado dos esforços do Governo, visando conferir maior competitividade e eficiência ao Corredor de Maputo.

De acordo com o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, numa visita recente efectuada ao local onde é manuseado o minério, no Porto de Maputo, “o transporte via ferroviária, não só está a contribuir para o descongestionamento da Estrada Nacional Número Quatro (EN4), mas também a conferir melhorias na cadeia logística, em geral”.

Conforme explicou Carlos Mesquita, o transporte ferroviário concorre para a redução dos custos operacionais, quando comparado com o sistema rodoviário, que era predominantemente usado para o transporte de magnetite.

A introdução deste comboio, que liga a África do Sul ao Porto de Maputo, através da linha de Ressano Garcia, permitiu, até ao momento, a redução de pelo menos 140 camiões por dia, e 700 por semana, que trafegavam na EN4, num só sentido.

Assim, espera-se que até o final do ano a mobilidade na EN4 e o congestionamento de camiões no acesso ao Porto de Maputo conheçam melhorias significativas.

Para o ministro dos Transportes e Comunicações, esta medida enquadra-se no âmbito da visão integrada entre o sistema ferroviário e o manuseamento portuário que o Governo tem vindo a promover.

“Temos estado a trabalhar para que os investimentos que estão a ser feitos no Porto de Maputo sejam acompanhados por medidas profundas de melhoria de desempenho da linha de Ressano Garcia para atender, de forma harmonizada, ao crescimento da demanda, sendo a introdução deste comboio um passo importante”, referiu Carlos Mesquita.

A reconquista das cargas tradicionalmente ferroviárias, actualmente transportadas com recurso ao sistema rodoviário, afigura-se como de capital importância para a economia do País, assim como na melhoria da mobilidade ao longo da EN4, para além de contribuir para a melhoria da receita cobrada pela empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), através da maior utilização da linha de Ressano Garcia.

A EN4 registava um movimento desusado de camiões, provenientes da África do Sul, transportando minérios a granel, carga tradicionalmente ferroviária, o que, para além de causar constrangimentos à mobilidade, torna as operações mais caras e incrementa o consumo de combustíveis.

Neste sentido, espera-se que até o final do ano o Porto de Maputo passe a receber cerca de quatro milhões de toneladas de magnetite através da linha de Ressano Garcia, facto que vai reverter a actual tendência, em que maior parte da carga manuseada é transportada via rodoviária.

Refira-se que o Porto de Maputo tornou-se ainda mais competitivo nos mercados regionais e internacionais, com a recente conclusão da dragagem do canal de acesso, que passou de 11 para 14 metros de profundidade, permitindo o acesso àquela infra-estrutura de navios de porte até 120 mil toneladas. Iniciada no terceiro trimestre de 2015, a dragagem do canal de acesso ao Porto de Maputo custou 84,1 milhões de dólares norte-americanos e enquadra-se numa estratégia que irá permitir que o Porto atinja a meta estabelecida de manusear 40 milhões de toneladas até 2020.

Por outro lado, para conferir maior capacidade à Linha de Ressano Garcia, está prestes a iniciar a implementação de um pacote de cerca de USD 120 milhões na aquisição de equipamento rolante e melhoria da linha férrea. No concreto prevê-se, ainda este ano, a instalação dum sistema centralizado de comando de circulações, o aumento da extensão dos cruzamentos de 1000 para 1500 metros, reforço de 3 pontes e substituição de alguns carris e travessas de betão. Em função da evolução da demanda, está prevista a aquisição de 3 locomotivas de 3000 HP e 100 vagões, para a melhoria de tracção nesta linha, de capital importância para o Corredor de Maputo. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Moçambique - Porto de Maputo com fundos de -14 metros no próximo ano

O porto de Maputo ficará em condições de receber navios até 85 mil toneladas quando em Fevereiro de 2017 ficarem concluídos os trabalhos de dragagem em curso desde Maio passado, disse o engenheiro responsável pelo projecto.

Paulo Mata, engenheiro do projecto, orçado em cerca de 100 milhões de dólares e que está a ser executado pela empresa Jan de Nul Dredging Middle East FZE, disse que o porto dispõe actualmente de capacidade para processar 25 milhões de toneladas de carga diversa por ano.

“Quando os trabalhos que visam aumentar a profundidade e a largura do canal de acesso ficarem concluídos o porto disporá de capacidade para estar a processar mais de 40 milhões de toneladas de carga até 2020”, disse o responsável, citado pela agência noticiosa “AIM”.

“O canal de acesso tem actualmente uma profundidade de -11 metros, depois da dragagem feita em 2010, mas para atingir 40 milhões de toneladas até 2020 revelou-se necessário aumentar a profundidade até -14 metros”, disse Paulo Mata.

A par das obras de dragagem do porto, está igualmente previsto o aprofundamento do cais de carvão da Matola, a expansão do terminal de contentores bem como a construção de um outro cais. In “Transporte & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 18 de março de 2016

Zimbabué – Importa milho da América do Sul

A Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) vai transportar milho entre os portos de Maputo e da Beira e o Zimbabué.

O contrato, firmado pela companhia nacional ferroviária do Zimbabué (NRZ) e que envolve também a sul-africana Transnet Freight Rail, prevê o transporte diário de seis mil toneladas de milho, importado da América do Sul.

O ministro do Desenvolvimento da Agricultura, Mecanização e Irrigação do Zimbabué, Joseph Made, informou recentemente que o país precisará de importar 700 mil toneladas de milho, entre Maio próximo e a próxima colheita em 2017, a fim de evitar a fome decorrente da seca que está a afectar as plantações na maior parte da África Austral.

O director-geral da NRZ, Lewis Mukwada, disse ao “The Southern Times” que o milho será importado através dos portos de Maputo e da Beira, em Moçambique, e de outros na África do Sul.

Na sequência do anúncio por parte da Zâmbia da proibição de exportação de milho, o principal ingrediente da dieta alimentar dos povos da região, o Zimbabué e os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral começaram a importar o cereal da América do Sul, principalmente do Brasil e da Argentina. In “Transportes & Negócios”

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Moçambique - Porto de Maputo perdeu quase 20% das cargas

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC na sigla em inglês) justificou a queda verificada com as condições difíceis vividas nos mercados internacionais, com uma descida acentuada dos preços das matérias-primas em comparação com anos anteriores.

As maiores quebras em tonelagem verificaram-se no carregamento de carvão e de magnetite, bem como no terminal de viaturas e de açúcar, informou a MPDC em comunicado.

Apesar da quebra na actividade e da difícil conjuntura internacional, a MPDC garante ir manter os investimentos previstos para 2016 no âmbito do plano director traçado para o porto de Maputo. A grande prioridade é o aprofundamento do canal de acesso ao porto para -14,2 metros.

AMPDC é uma empresa privada, participada pela Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique, pelos grupos Grindrod e DP World e pela Mozambique Gestores. In “Transportes & Negócios” - Portugal


domingo, 22 de março de 2015

Moçambique – Dragagem do canal de acesso ao Porto de Maputo

O processo de selecção da empresa que vai proceder à dragagem do canal de acesso ao porto de Maputo para que a profundidade passe dos actuais 11 metros para 14 metros está já em curso, informou a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC).

A MPDC, em comunicado assinado pelo director executivo Osório Lucas, informou ainda que a dragagem que vai ser efectuada vai permitir o acesso às instalações portuárias de navios até 80 mil toneladas, tornando o porto de Maputo num dos mais competitivos nos mercados regional e internacional.

“Dragar o canal de acesso ao porto é uma decisão estratégica que irá não só permitir atingir a meta estabelecida de processarmos 40 milhões de toneladas até 2020, mas que terá um efeito multiplicador sobre a economia moçambicana”, afirmou o director executivo da MPDC, citado no comunicado.

Esta será a segunda dragagem do canal de acesso ao porto, depois de em 2010/2011 ter o mesmo sido dragado de 9,4 metros (a profundidade desenhada para o canal) para 11 metros, o que contribuiu para o aumento da carga processada de 12 milhões em 2011 para mais de 19 milhões em 2014.

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) é uma empresa privada, que resulta da parceria entre a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, o grupo sul-africano Grindrod, DP World dos Emirados Árabes Unidos e a Mozambique Gestores.

O porto de Maputo foi concessionado pelo governo de Moçambique à MPDC em 2003 mas ganhou uma nova dinâmica em 2008 quando a Grindrod e a DP World adquiriram a maioria das acções da Portus Índico, o maior accionista (51%) e patrocinador do projecto. In “Macauhub” - Moçambique

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Porto de Maputo apetrecha-se

Moçambique: Porto de Maputo tem mais dois rebocadores

A Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) lançou à água na passada semana dois rebocadores com 1750 cavalos-vapor cada para melhorar as condições de funcionamento do porto. Segundo o presidente executivo da MPDC, Osório Lucas, os dois rebocadores – Sereia e Bulani – foram especificamente construídos para funcionamento no porto de Maputo tendo custado 15 milhões de dólares.

Os dois rebocadores são operados pela P&O Maritime, empresa que em 2012 ganhou o contracto para fornecer serviços navais incluindo pilotagem, atracação e fornecimento de equipagens e de manutenção dos rebocadores e dos navios dos pilotos.

Estas duas novas embarcações fazem parte de um plano director que contempla investimentos de 1,8 mil milhões de dólares para aumentar a capacidade de processamento do porto para 50 milhões de toneladas até 2033.

A carga processada no porto tem vindo a crescer de forma constante ao longo da última década, tendo aumentado de 5 milhões de toneladas em 2003 para 15 milhões de toneladas em 2012 e 17 milhões de toneladas no ano passado.


A MPDC é uma parceria entre a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (49%) e a parceria privada Portus Indico (51%), que reúne a DP World do Dubai, Grindrod da África do Sul e a empresa moçambicana Moçambique gestores. In “Cargo  edições” - Portugal