Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Internacional - Samskip lidera projecto de navios eléctricos

Navegar entre a Polónia, a Suécia e a Noruega com emissões zero é o objectivo do SeaShuttle, um projecto liderado pela Samskip



O projecto contempla o desenvolvimento e construção de dois navios porta-contentores para o shortsea 100% eléctricos, com a energia a ser-lhes fornecida a partir de pilhas de combustível alimentadas a hidrogénio.

Os navios ligarão portos da Polónia e da Suécia ao fiorde de Oslo. Numa primeira fase, serão abastecidos de hidrogénio em Oslo, o que lhes permitirá realizar 20% de uma viagem de ida-e-volta – o percurso em águas norueguesas – sem produzirem emissões poluentes.

À medida que outros portos disponham das instalações de abastecimento, caminhar-se-á para as emissões zero em todo o trajecto.

O Seashuttle recebeu um financiamento de seis milhões de euros do governo da Noruega.

A Samskip foi a escolhida para liderar o projecto. “O que distingue este projecto – e que será decisivo para o seu sucesso – é a combinação do combustível e da tecnologia que o tornarão competitivo com as soluções actuais em termos de custos. Com os nossos parceiros, estamos convencidos de que esta ambição é realista”, comentou, a propósito, o director-geral da Samskip Norway.

“Uma vez operacionais, não há razões para que os navios de zero emissões não possam atrair as cargas dos 2 000 camiões que passam diariamente pelos portos noruegueses”, acrescentou Are Grathen, citado pela assessoria de imprensa. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 2 de março de 2018

Marrocos - APM Terminals recebe primeiros pórticos STS para o MedPort Tangier

A APM Terminals recebeu os primeiros pórticos de cais automatizados para o terminal de MedPort Tangier, com abertura prevista para 2019.

Os novos pórticos têm um alcance de 72 metros, o que os torna capazes de operar navios porta-contentores de 22 mil TEU. São, no seu género, os maiores pórticos STS do mundo.

“Estes guindastes usam tecnologia digital para garantirem a maior eficiência nos seus movimentos. Isto ajudar-nos-á a oferecer uma produtividade acrescida ao longo de todo o processo, desde a retirada do contentor do navio até ao seu depósito no parque, e vice-versa”, referiu a propósito o MD do terminal, Dennis Olesen, citado num comunicado da companhia.

O operador portuário encomendou, em 2016, 12 pórticos de cais e 32 pórticos de parque automatizados (ARMG) para o novo terminal.

O terminal de MedPort Tangier, um hub de transhipment com início de operação agendado para 2019, foi desenhado e está a ser implementado à imagem das necessidades da Maersk Line, que ali operará com os seus parceiros de aliança (desde logo, a MSC). In “Transportes & Negócios” - Portugal



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Internacional - MSC “estica” navios de 14000 até aos 17000 TEU



As operações serão realizadas nos estaleiros chineses da Beihai Shipbuilding Industry. O contrato assinado abrange nove navios, podendo a MSC alargá-lo a mais dois, em Janeiro do próximo ano.

Para aumentar a respectiva capacidade de transporte, os navios serão alongados, dos actuais 365,5 metros para 394,4 metros de comprimento, mediante a inserção de uma nova secção central com mais slots.

A MSC tem encomendados na Coreia do Sul 11 navios de 22 000 TEU, que, afinal, serão de 23 356 TEU, segundo a Alphaliner.

O aumento da capacidade dos navios mediante a inserção de novas secções não é novidade. A própria MSC já recorreu a tal expediente. Todavia, não há memória de um contrato do género envolvendo tantos navios. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 7 de outubro de 2017

Holanda – Metade dos contentores descarregados em Roterdão foram transportados por super porta-contentores

Em 2016, mais de 900 dos dois maiores tipos de navios porta-contentores escalaram o porto de Roterdão para descarregar contentores. São 2,5 vezes mais porta-contentores de grande porte que em 2011. Juntos, estes navios porta-contentores transportaram quase metade de todos os contentores descarregados em Roterdão. O Instituto holandês de Estatística (CBS) informa baseado em novas fontes existentes (grandes dados) como parte do seu programa de inovação.

Os super porta-contentores têm uma capacidade de carga superior a 10 mil TEU (a unidade de capacidade padrão para navios porta-contentores). Podem descarregar em média quase 3 mil contentores por visita nos cais holandeses. Em 2016, um número relativamente pequeno de super porta-contentores - 8% de todos os porta-contentores recebidos - entregou mais de 2,5 milhões de TEU com carga. Os navios porta-contentores menores transportaram 2,8 milhões de TEU. Em 2011, os super porta-contentores foram responsáveis ​​por 16% do transporte de contentores recebidos.

Donde vêm estes super porta-contentores?

A maioria destes gigantes transportadores de contentores têm origem nos portos da China. Depois de escalarem outros portos asiáticos, chegam à Europa, onde a sua carga também é descarregada em diversos portos. Cerca de 22% do total de contentores são descarregados em Roterdão para um transbordo para pequenos porta-contentores para seguirem para outros portos marítimos; envolve uma média de 23 outros navios, transportando principalmente os contentores para os portos de outros países europeus, como o Reino Unido (20%), a Rússia (16%), a Irlanda (11%) e a Suécia (11%). In “Centraal Bureau voor de Statistiek” - Holanda


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Internacional – Porta-contentores de quase 400 metros cruza novo canal do Panamá

CMA CGM Theodore Roosevelt tornou-se o maior navio a cruzar o Canal do Panamá ampliado

O porta-contentores com capacidade para 14855 TEU poupou mais de 21 mil toneladas de emissões de CO2 face a uma travessia pelo Cabo da Boa Esperança, diz a Autoridade do Canal do Panamá.

No passado dia 22 de Agosto, o porta-contentores Neopanamax CMA CGM Theodore Roosevelt, com capacidade para 14855 TEU, tornou-se o maior navio a cruzar o Canal do Panamá depois da sua expansão.

O navio mede 365,9 metros de comprimento, o equivalente a duas Grandes Pirâmides, quatro Big Bens ou oito Estátuas da Liberdade, medidas de ponta a ponta. Começou a viagem em Xangai, na China, e o seu percurso inclui escalas na Costa Leste dos Estados Unidos (Norfolk, Savannah e Charleston), além do porto de Nova Iorque e Nova Jersey.

Segundo a Autoridade do Canal do Panamá (ACP), com esta travessia, o navio poupou 21561 toneladas de emissões de CO2 face à travessia pelo Cabo da Boa Esperança. Em comunicado, a ACP sublinhou ainda que o primeiro ano da utilização do Canal do Panamá ampliado significou uma redução de 17 milhões de toneladas em emissões de CO2, graças à diminuição da distância a percorrer pelos navios e ao aumento da capacidade de transporte que a infra-estrutura veio permitir. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

terça-feira, 16 de maio de 2017

Noruega – Navio porta-contentores sem emissões poluentes está para breve

Porta-contentores inovador deverá entrar em funcionamento na segunda metade de 2018


As empresas Yara Birkeland e Kongsberg associaram-se para construir o primeiro navio porta-contentores autónomo e sem emissões poluentes, 100% elétrico.

A Yara prevê com este projeto reduzir 40 mil viagens de camiões a gasóleo por ano.

A Konsberg irá fazer a integração dos sistemas de sensores, de controlo, de comunicações e elétricos.

O projetado navio Yara Birkeland será o primeiro porta-contentores do Mundo completamente elétrico e autónomo.

A entrada em funcionamento deste navio está prevista para o segundo semestre de 2018, para transportar produtos da unidade fabril da Yara em Porsgrunn, entre os portos de Brevik e Larvik, na Noruega. Nuno Silva – Portugal in Jornal Económico

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Portugal – Porto de Sines o quarto porto ibérico em contentores

Durante o primeiro semestre de 2016 o porto de Sines movimentou 692866 TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés), um aumento de 2,35% face ao primeiro semestre de 2015, sendo o quarto porto da península ibérica em mercadorias transportadas por contentores.

Os portos espanhóis atingiram no conjunto dos portos um total de 7,38 milhões de TEU, um ganho homólogo de 6,42%. O porto de Valência com o movimento de 2373193 TEU e com um crescimento homólogo de apenas 0,93% foi o primeiro porto ibérico, logo seguido do porto de Algeciras, situado no sul de Espanha com 2354075 TEU, com um aumento face ao mesmo período do ano passado de 13,07%. O porto de Barcelona foi o terceiro com um movimento de 1069865 TEU, uma subida de 12,54% em relação ao ano transacto.

Pela sua posição estratégica, a península ibérica encontra-se na rota das principais linhas de porta-contentores que navegam entre o ocidente e o oriente, os seus portos procuram oferecer as melhores condições para a movimentação de contentores em trânsito para outros países.

Porto de Sines
No movimento de contentores “em trânsito” o porto de Sines ocupa o terceiro lugar ibérico com um movimento de cerca de 500 mil TEU no primeiro semestre de 2016, sendo ultrapassado pelo porto de Algeciras com 2174054 TEU e um aumento de 15,75% em relação a igual período do ano passado e o porto de Valência com um movimento de 1259174 TEU, uma quebra de -3,34% face ao período homólogo. Baía da Lusofonia

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Alemanha – Porta-contentor CSCL Indian Ocean tem hoje nova tentativa para desencalhar

O porta-contentor CSCL Indian Ocean registado em Hong Kong e propriedade da companhia de navegação chinesa China Shipping Container Lines vai tentar, mais uma vez, libertar-se do encalhe no rio Elba.

O CSCL Indian Ocean encalhado no Rio Elba

Hoje, 09 de Fevereiro de 2016, aproveitando uma maré cheia favorável, o porta-contentor depois de removido a maior parte do combustível, com o apoio das equipas de salvamento, onde estão duas dragas que têm aprofundado o canal circundante, vai tentar desencalhar e prosseguir a parte final do seu percurso entre os portos de Felixstowe e Hamburgo.

O navio de quase 400 metros além de ter tido uma falha energética, perdeu uma âncora de estibordo e cerca de cem metros de corrente, situação que não comunicou às autoridades locais.

O acidente que ocorreu no passado dia 03 de Fevereiro vem alertar as autoridades marítimas das acessibilidades dos portos em zonas interiores, principalmente em leitos de rios, onde estes navios têm dificuldades em manobrar, devido a acumulação de inertes, reduzindo os canais de navegabilidade a estes mega porta-contentores de cerca de 20000 TEU. Baía da Lusofonia


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Reino Unido – Porta-contentores Al Muraykh acostou em London Gataway

O navio porta-contentores Al Muraykh da United Arab Shipping Company (UASC) acostou no porto London Gataway sendo a sua primeira escala na Europa, transportando mercadoria com origem na Malásia.


Com capacidade para transportar até 18800 contentores, o Al Muraykh carregou 18601 TEU dos quais 3 800 foram desembarcados no porto londrino. A particularidade deste porta-contentores, de 400 metros de comprimento por 59 metros de largura e um calado máximo de 15,6 metros, é a sua reduzida libertação de CO2, inferior a 60% do que habitualmente os navios congéneres libertam, tornando-se num navio altamente ecológico, sendo o mais verde do mundo e um dos maiores em operação na actualidade, beneficiando de propostas de reduções tarifárias nos portos em virtude de ser um transporte ecológico sustentável. Baía da Lusofonia

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Portugal – Armador MSC regista navios na Madeira

MSC Isabelle
O segundo maior armador mundial, a Mediterranean Shipping Company (MSC), optou recentemente por inscrever dois dos seus porta-contentores no Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR). É mais um sinal da competitividade que este segmento do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) ganhou nos últimos meses.

“MSC Isabelle” e “MSC Jenny” são as duas unidades que passam a arvorar a bandeira portuguesa e o nome Madeira no casco. No entanto, prevê-se um reforço da aposta da MSC no registo de navios da Madeira, com a inscrição de mais quatro navios.

É uma opção que deixa a SDM satisfeita. “A decisão da MSC e a opção pelo Registo Internacional de Navios da Madeira é resultado do esforço e do trabalho da SDM e dos seus parceiros, bem como das recentes alterações legislativas adoptadas pelo Governo Regional e pelo Governo da República, que vieram reforçar a competitividade do MAR”, refere a empresa que detém a concessão do CINM, que recorda o crescimento que o registo da Madeira tem conquistado nos últimos anos.

O terceiro maior registo da UE

O MAR é hoje o quarto maior registo de navios da União Europeia no número de navios e o terceiro em termos de tonelagem de arqueação bruta. A SDM conta consolidar esta posição a médio prazo.

De acordo com os dados mais recentes, relativos ao final do primeiro semestre de 2015, há 377 embarcações registadas no MAR, mais 52 do que em Dezembro de 2014. Em relação ao semestre homólogo do ano passado, a arqueação bruta dos navios de comércio praticamente duplicou (de 3.488.005 toneladas para 6.487.866 toneladas), o que reflecte um aumento significativo da dimensão dos novos navios registados. Por outro lado, a idade média dos navios diminuiu de 13,82 para 11,96 anos. A SDM assinala que esta é “uma das médias mais positivas da União Europeia e que coloca o MAR ao nível dos registos marítimos internacionais de maior qualidade”.

MSC Jenny
A empresa concessionária considera que a evolução positiva do MAR nos últimos anos “confirma o acerto da estratégia seguida pela SDM no que respeita ao desenvolvimento e promoção do Registo Internacional de Navios da Madeira e consolida a sua posição internacionalmente”. Por outro lado, entende que “o aumento da competitividade do Registo assegura um contributo muito concreto para o desenvolvimento da ‘economia do mar’, tanto na Região como no país, traduzindo-se num conjunto de efeitos directos e indirectos importantes, nomeadamente na criação de postos de trabalho, tanto em terra como nos navios; na promoção do nome Madeira, no desenvolvimento dos mais variados serviços de apoio, na atracção de receitas e na defesa de um papel prestigiado de Portugal nos organismos internacionais relacionados com o sector.

Conforme já fizemos referência, a MSC é a segunda maior companhia de navegação mundial. Na sua frota conta com diversas classes de navios, mas aqueles que mais fazem escala na Madeira e que também lhe dão notoriedade são os paquetes.

É de assinalar que o maior armador mundial, a Maersk, também tem diversos navios inscritos no Registo Internacional de Navios da Madeira. In “Diário de Notícias da Madeira” - Portugal

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Internacional - Novo Canal do Panamá tornará “obsoletos” mais de 200 porta-contentores

A abertura do renovado Canal do Panamá, agendada para Abril de 2016, poderá tornar desnecessárias mais de duas centenas de navios da categoria Panamax, avisa a Alphaliner.

Pior, a idade média dessa frota é, segundo a consultora, de dez anos e apenas 28 navios têm mais de 20 anos, o que significa que são poucos os que reúnem condições para desmantelamento.

Os números da Alphaliner indicam há 238 porta-contentores entre 4 000 e 5 100 TEU alinhados em serviços que usam o canal panamense e que serão, quando o novo Canal do Panamá abrir, substituídos por embarcações com capacidade de até 13 000 TEU. Só no serviço Ásia-Costa Leste dos Estados Unidos há 160 navios Panamax, dos quais 155 usam o Canal do Panamá e cinco o Canal do Suez, diz.

A consultora prevê que as actuais 16 rotações Ásia-Costa Leste dos Estados Unidos via Canal do Panamá sejam, depois do alargamento, racionalizadas em dez, com recurso a navios de entre 6 000 e 10 000 TEU. Este cenário promete agudizar um cenário que já era crítico para os Panamax. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

França – Novo porta-contentores CMA CGM Boungainville

O CMA CGM Bougainville, inaugurado esta semana em Le Havre pelo PR francês, é o primeiro navio preparado para transportar contentores “inteligentes”.


A tecnologia Traxens transforma os contentores normais em objectos conectados entre si, levando os sistemas de transportes multimodais para a era do Big Data. A Traxens é uma start up sediada, tal como a CMA CGM, em Marselha. As duas empresas iniciaram este projecto conjunto em Fevereiro passado.

Os contentores com o sistema instalado podem comunicar entre si e com o navio através de antenas. Os dados recolhidos são, então, enviados para a sede da CMA CGM através dos servidores da Traxens.

A informação em tempo real (em terra ou no mar) é relativa a itens como localização, temperatura, nível de humidade, vibrações, impactos, tentativas de arrombamento, estado do desalfandegamento, etc.

Além do impacto óbvio em clientes, companhias de seguros e alfândegas, esta tecnologia será ainda muito importante para o transporte a temperatura controlada e de bens perecíveis.

Com 400 metros de comprimento e 54 metros de largura, o novo “gigante” dos mares pode transportar 18 000 TEU, ou cerca de 200 mil toneladas de mercadorias, entre a Ásia e o Norte da Europa.

O CMA CGM Bougainville foi nomeado em homenagem ao navegador francês Louis-Antoine de Bougainville, que comandou a primeira viagem oficial de circum-navegação francesa, no século XVIII.

Apesar ser “gémeo” dos outros navios de 18 000 TEU já operados pela companhia gaulesa, o CMA CGM Bougainville assume-se como o maior porta-contentores do mundo com pavilhão francês. Construído nos estaleiros sul-coreanos da Samsung Heavy Industries, foi entregue a 25 de Agosto, sendo de imediato alinhado no serviço FAL1. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 3 de outubro de 2015

Bélgica – Porto de Antuérpia investe para melhorar serviços

O Porto de Antuérpia, na Bélgica, tem alocado esforços no desenvolvimento sustentável do complexo, por meio de ações que agregam valor, defendem a posição competitiva do porto e cuidam do meio ambiente. Considerado um dos principais portos da Europa, o complexo conta com um calado que permite a operação dos maiores navios porta-contentores do mundo. Recentemente, inclusive, o segundo maior navio porta-contentores em todo o mundo, o MSC Zoe (19,224 TEU), atracou por ali.

Conectado com destinos no exterior, tendo serviços diretos para 1300 portos em todo o mundo, o Porto de Antuérpia, segundo a própria autoridade portuária, tem a maior frequência de serviço de contentores diretos semanais em 5 das 6 zonas de navegação, entre as quais a América Latina, de todos os portos europeus. Quanto às cargas fracionadas, o porto, hoje, tem a maior cota do mercado europeu. Porém, para se destacar na concorrência no mercado mundial, as empresas têm recorrido, ali, a uma cadeia de fornecimento sustentável, flexível e eficiente, em que todas as pontas da cadeia devem desempenhar um papel decisivo. Isso, na prática, significa que há um foco na gestão da infraestrutura, com pontes, cais, bem como estradas que dão acesso ao porto.

Um bom exemplo dos esforços do Porto de Antuérpia para otimizar cadeias de suprimentos de seus clientes é o fato de que o porto está avançando nas condições para a navegação interior e para o transporte ferroviário. O objetivo disso é transformar o transporte do complexo ainda mais eficiente e ágil. Segundo a autoridade portuária, as medidas incluem investimentos em infraestrutura para um aumento da capacidade de transporte e em melhorias de processo para uma maior eficiência. Por último, mas não menos importante, o Porto de Antuérpia tem facilitado o acesso a serviços intermodais e aumentado a frequência dos serviços intermodais com centros econômicos estratégicos existentes na Europa para garantir uma conectividade otimizada. “A cooperação com muitos terminais e portos de navegação interior, como Duisport, é parte deste esforço de transferência modal. Trens e barcaças já respondem por 51% de todos os transportes de carga que passam através da porta e a meta é aumentar este percentual para 60% até 2030”, afirma a autoridade.


Para continuar crescendo, a autoridade portuária de Antuérpia adianta que, dado o crescimento na movimentação, serão investidos 10 mil milhões de euros em projetos que contemplam um novo túnel ferroviário com 16,2 km de extensão, que tem capacidade de transportar 109 trens de carga com uma rota direta livre de congestionamento para a Alemanha, França e Países Baixos. Além disso, tem o plano desenvolvimento da doca Deurganck, que conta com um cais com capacidade de 11 milhões de Teus. O terminal será equipado com 39 guindastes de cais até 25 recipientes de largura e 200 carros-pórticos. Com um comprimento de 2,600 m e uma largura de 450 m, é maior do terminal de contentores na Europa. Também tem projetos em torno do porto, que incluem o aumento das pontes sobre uma grande hidrovia para Antuérpia, o Canal Albert, para permitir barcaças com 4 camadas de recipientes para chegar ao porto de Antuérpia, além de outras medidas. Andrezza Queiroga – Brasil in “Guia Marítimo”

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Singapura - Pacific International Lines encomendou porta-contentores

A Pacific International Lines (PIL) encomendou oito navios de 11 800 TEU ao estaleiro chinês Yangzijiang.

Com 314,5 metros de comprimento, 48,2 metros de largura e um calado de 13 metros, os novos navios começarão a ser entregues em 2018 e serão os maiores porta-contentores da frota da companhia sediada em Singapura.

PIL e Yangzijiang não revelaram dados financeiros sobre o negócio.

Esta é a segunda encomenda de sempre recebida pelo estaleiro de Xangai para a construção de navios com capacidade de cinco dígitos. A Yangzijiang tem em mãos um contrato de construção de 17 navios de 10 000 TEU para a Seaspan. Treze já foram entregues e estão quatro em fase de produção. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Internacional - CSCL prestes a encomendar 11 navios de 20 000 TEU

A China Shipping Container Lines (CSCL), que Pequim quer fundir com a Cosco, estará em vias de fechar uma encomenda de 11 porta-contentores de 20 000 TEU.


A CSCL, que já este ano recebeu cinco navios de 19 000 TEU e encomendou oito de 13 500 TEU, estará na iminência de investir mais 1,8 mil milhões de dólares na compra de 11 gigantes, para serem entregues em 2018.

Os contratos deverão ser formalizados com os estaleiros chineses da China State Shipbuilding Corporation e da China Shipbuilding Industry.

Ao longo do primeiro semestre a CSCL aumentou em cerca de 20% a capacidade da sua frota de porta-contentores, para a casa dos 909 mil TEU, beneficiando dos apoios do governo chinês à renovação de frotas (com os navios mais antigos a serem desmantelados).

Também por influência directa de Pequim, a CSCL e a Cosco, ambas empresas cotadas em Bolsas, estarão a negociar uma operação de fusão, que a acontecer poderá ter vastas implicações no mercado internacional.

A CSCL divulgou há dias os resultados do primeiro semestre, com uma redução de 8% no volume de negócios e de 97% nos resultados líquidos. Os volumes transportados cresceram apenas 1% para cerca dos 4 milhões de TEU. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Internacional – MSC Maya, o próximo a entrar ao serviço

Ainda o MSC Zoe está a fazer a sua viagem inaugural e já a MSC recebeu o MSC Maya, o quarto navio de 19 224 TEU do armador helvético.

A MSC recebeu da sul-coreana Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering (DSME) o MSC Maya, que se junta ao MSC Oliver, ao MSC Oscar e ao MSC Zoe (este último aportou em Sines na semana passada). Ao todo, a companhia suíça encomendou 20 unidades de navios com aquelas características: 12 à DSME, seis à Samsung e duas à Hyundai.

Com uma capacidade efectiva de 18 000 TEU, estes porta-contentores têm 395,4 metros de comprimento, 59 metros de boca e 23 filas de contentores no convés.

O MSC Maya deverá ser alinhado no serviço Extremo Oriente-Norte da Europa Swan/AE-2, operado em conjunto pela MSC e pela Maersk Line no âmbito da Aliança 2M. A nova embarcação vai substituir o Ebba Maersk, navio com capacidade para 15 500 TEU, que deverá passar para o serviço Shogun/AE-1.

Os quatro navios da MSC são os maiores do mundo (segue-se-lhes o CSCL Globe, com capacidade de 19 100 TEU) mas ainda não são navios de 20 000 TEU. Deverão, por isso, ser em breve destronados, dada a carteira de encomendas com que os estaleiros asiáticos contam de embarcações com capacidades entre 20 000 e 21 000 TEU, com entregas previstas para 2017 e 2018.

Esta corrida à capacidade dos navios não é, porém, unânime no sector. Recorde-se que, por um lado, o ganho de capacidade traz vantagens económicas e ambientais, mas, por outro, aumenta os riscos de acidentes de maiores dimensões. Além disso, num cenário de estagnação da procura, aumenta a pressão sobre os preços médios dos fretes. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Portugal – Porta contentores MSC New York escala Porto de Sines

O navio MSC New York, de 16 652 TEU de capacidade máxima, fez a sua primeira escala no porto de Sines, tendo como procedência o porto de Antuérpia e destino o Extremo Oriente, com paragem em “King Abdullah City” na Arábia Saudita após passagem pelo Canal do Suez.

Depois do MSC Zoe na passada semana, este foi mais um ULCS - Ultra Large Container Ships a escalar o Terminal XXI do porto de Sines. O navio porta-contentores tem um comprimento de 399 metros (LOA) e 54 metros de largura (Boca). Tem um porte de 186.766 Toneladas (DWT) e um calado máximo de 16,02 metros.

A sua operação consistiu no embarque de 2.258 contentores (3.284 TEU), contemplando carga com destino ao Medio Oriente e Extremo Oriente, nomeadamente Singapura e Xangai, numa operação que durou menos de 24h.

A primeira escala do MSC New York foi assinalada com a entrega de uma Cresta do Porto de Sines ao Comandante do navio. Carlos Moura – Portugal in “Transporte em Revista”

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Portugal – Porto de Setúbal divulga as suas possibilidades de expansão

Está em curso o estudo de impacte ambiental das dragagens que permitirão em breve a entrada no porto de navios até 14m de calado em qualquer maré, porta-contentores de 4 mil TEU e de navios de graneis e carga geral de tamanho médio

O Porto de Setúbal possui uma localização excecional, a 30 km do centro de Lisboa, com ligação rodoviária direta à autoestrada sem passar pela malha urbana e é o segundo maior porto nacional em número diário de comboios de carga. Na componente das acessibilidades marítimas, está em curso o estudo de impacte ambiental das dragagens que permitirão em breve a entrada no porto de navios até 14m de calado em qualquer maré, porta-contentores de 4 mil TEU e de navios de graneis e carga geral de tamanho médio.



O porto em apreço tem vindo a registar nos últimos anos um forte crescimento no movimento de mercadorias, tendo passado recentemente de 6 milhões para 8 milhões de tons por ano, perspetivando-se que este fluxo continue a aumentar durante a próxima década, o que conduz à necessidade de uma reflexão atempada sobre a construção de infraestruturas adicionais que permitam o crescimento da oferta.



Apesar de estar localizado numa região de grande interesse ambiental, que a APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra ajuda a preservar, possui ainda uma área de expansão para novos terminais portuários de mercadorias com uma potencial frente de cais de cerca de 3 km. Estas áreas dividem-se em duas partes distintas, apenas separadas pelo terminal Sapec e pelas instalações do Trem Naval, conforme abaixo descrito.

1 - Área Central do Porto

Entre o Terminal Ro-Ro “Coelho da Mota” e o Terminal Sapec, é possível a construção de 1,9 km de cais novo no alinhamento do terminal Ro-Ro. O potencial destas áreas está atualmente em processo de divulgação internacional tendo em vista obter manifestações de interesse, para qualquer que seja o tipo de carga. Estas novas áreas portuárias correspondem a uma capacidade acrescida de 1,5 milhões de TEU, a adicionar à oferta atual de 500 mil TEU.

2 - Projeto Blue Atlantic

O projeto “Blue Atlantic” localiza-se entre as infraestruturas do Trem Naval e o Terminal Alstom, cerca de 1 km a montante do Terminal Sapec. Nesta área é possível a implantação de um novo cais com 800 m de comprimento e uma vasta área industrial e logística adjacente. Neste momento, este projeto está já em divulgação internacional através do promotor Sapec. In “Revista de Marinha” - Portugal


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Portugal – Porta-contentores MSC Zoe acostou no Porto de Sines

O Expresso foi conhecer o maior porta-contentores do mundo - MSC Zoe - e acompanhou as suas manobras de entrada no porto de Sines. Se fossem colocados em linha, os 19 mil contentores que transporta estender-se-iam por 115 quilómetros


É como se fosse um ilhéu com quase meio quilómetro de comprimento. Só que projeta na perpendicular ao mar, a partir da linha de água, uma parede com mais de 15 andares. Quem chega de lancha ao porta-contentores MSC Zoe, parado ao largo da costa, terá facilmente esta perceção. Aliás, foi o que aconteceu terça-feira à equipa do Expresso, quando foi conhecer este navio. A diferença é que este ilhéu dá a volta ao mundo pelos oceanos, transportando o equivalente a 19.224 contentores de seis metros de comprimento.

Antes da equipa do Expresso ter chegado ao MSC Zoe - parado nas águas escuras da costa alentejana, de onde só se via ao longe o molhe exterior de Sines -, elementos ligados à administração portuária local e ao terminal de contentores explicaram o “bilhete de identidade” do Zoe.

A noção mais relevante sobre a importância do Zoe capta-se num exercício simples: alinhando todos os contentores que transporta. Assim, teremos uma linha contínua com 115 quilómetros de extensão. Eis as características mais relevantes do maior porta contentores que até esta quarta-feira rumou ao porto de Sines.

É verdade que os seus 396 metros de comprimento não ultrapassam os 400 metros do gigante concorrente Barzan, pertencente ao armador UASC, do Koweit. E também não é mais comprido que os meganavios do armador dinamarquês Maersk - Magleby, Madison, Mc-Kinney, Magestic, Marie e Mary.

Mas é inegável que nenhum navio concorrente transporta 19.224 TEU (a unidade padrão correspondente a um contentor de 20 pés, isto é, de seis metros de comprimento). É, por isso, juntamente com os seus “irmãos gémeos” MSC Oscar e MSC Oliver pertencentes ao mesmo armador - o grupo suíço Mediterranean Shipping Company (MSC), fundado em 1970 por Gianluigi Aponte - classificado como o maior porta-contentores do mundo.

Outro dado curioso sobre o Zoe é que foi batizado há dias em Hamburgo pela neta do fundador da MSC, com quatro anos de idade, chamada precisamente Zoe, acompanhada na efeméride pelos seus pais, Alexa Aponte Vago e Pierfrancesco Vago. De resto, este gigante construído no estaleiro sul-coreano da Daewoo, seguiu o ritual instituído pelo armador Gianluigi Aponte de dar o nome dos seus netos aos mais recentes navios da sua frota - que simbolizam o futuro da sua empresa.

Foi sabendo isso que a equipa do Expresso deixou a pequena doca lateral do porto de Sines embarcando na lancha dos pilotos do porto de Sines, rumo ao MSC Zoe. Com a proa levantada, a lancha sulcou veloz as águas profundas da costa alentejana, aproximando-se depressa do gigantesco MSC Zoe que aguardava, ao largo, a chegada do piloto Miguel Vieira de Castro.

Com o céu coberto de nuvens mas sem ondulação no mar, a missão reservada a este especialista em manobras portuárias seria diferente do habitual, na manhã de 11 de agosto: iria comandar as operações de entrada inaugural no porto de Sines de um casco com quase meio quilómetro de comprimento e perto de 60 metros de largura. Essa missão só seria concluída após a sua acostagem e amarração ao cais do terminal de contentores concessionado ao grupo PSA, de Singapura.

ieira de Castro garantiu que apesar das nuvens cinzentas que toldavam a manhã, as condições de mar eram excelentes para esta operação, pois nem havia ondulação. Mesmo assim, dois ou três metros de ondulação não fariam diferença ao MSC Zoe. O pior seria sair da lancha e pegar nas escadas lançadas de uma porta de acesso, aberta a meio do casco do MSC Zoe.

A aproximação ao porta contentores foi feita pela proa, cuja dimensão tornou minúscula a lancha dos pilotos de Sines. Todo o MSC Zoe foi contornado, o que deu uma ideia precisa dos 396 metros que tem de cada lado, até chegarmos à popa, onde, por baixo do nome, tem a inscrição do país de registo: o Panamá. A rotação completa a 360 graus, em torno do navio, perfaz cerca de um quilómetro dentro de água.

“Colada” a lancha ao lado do Zoe que estava virado a sul da costa alentejana - com a sua proa alinhada em direção à entrada no porto de Sines -, a equipa que acompanhou o piloto Miguel Vieira de Castro pegou nas escadas e trepou, degrau a degrau, para bordo do porta contentores. Entre a comitiva estava o presidente executivo da MSC Portugal, Carlos Vasconcelos, e o administrador executivo da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, José Pedro Soares - ambos subiram aquela escada de corda com muita concentração, sem olhar para baixo, para as águas escuras oceânicas da costa alentejana.

Dentro do Zoe, tudo estava incólume, reluzente e sem dedadas. Havia um intenso cheio a tinta fresca, que denunciava os poucos dias de vida que o porta contentores tinha. A tripulação é multiétnica, com predomínio de asiáticos e italianos. A equipa do Expresso foi conduzida por mais acessos de escadas verticais, passou por corredores que certamente teriam mais de 250 metros de comprimento, até chegar a um elevador que daria acesso ao topo da torre de comando. “Agora temos elevadores, mas nos navios mais antigos era preciso subir tudo em escadas”, comentou com humor um dos elementos da tripulação, de origem italiana. A placa colocada no acesso ao elevador identifica 10 níveis de “decks”. Mas o navio tem mais. “Na parte exterior da zona de carga pode transportar 11.256 TEU. E na parte inferior carrega 7.999 TEU. No total, 19.224 TEU”, explica outro elemento da tripulação.


O Zoe pode levar uma tripulação máxima de 35 pessoas. Mas na altura em que rumou a Sines, vindo de Antuérpia, trazia cerca de 20 tripulantes. A ideia de 20 pessoas num navio daquelas dimensões, feito para dar voltas ao mundo, transmite um estranho sentimento de isolamento. Mas nenhum tripulante se queixa disso porque as tarefas diárias não dão tréguas.

Depois de três rebocadores da Svitzer terem chegarem ao Zoe, começou a operação de aproximação ao porto. Com toda a comitiva no topo da torre de comando, o piloto Miguel Vieira de Castro assumiu o controlo das operações, acompanhado pelo comandante Pica Domenico, que se encontrava no centro da sala, em frente aos diversos ecrãs digitais, com indicações técnicas sobre o navio e mapas com as características do fundo do mar e a localização geográfica local.


Ambos são veteranos do transporte marítimo. Miguel de Castro não é um piloto qualquer. É vice-presidente da Associação Europeia de Pilotos Marítimos. E Pica Domenico tem 36 anos de profissão, 26 dos quais como “capitão”. Miguel Castro diz que como é a primeira vez que o Zoe entra em Sines, justifica-se o aparato de ser apoiado por três rebocadores. Numa situação recorrente, dois chegariam.

Da sala de comando vê-se todo o porto de Sines, todos os navios que estão nas redondezas e os rebocadores parecem miniaturas, lá em baixo. Para o lado da proa, a área de transporte de contentores é inferior à área que fica para a popa, que, lá de cima, mais parece um campo de futebol cheio de peças de lego. Do topo do navio, por cima da sala de comando, onde rodam os radares, o mar circundante quase parece mais redondo.

Com um intercomunicador na mão, Pica Domenico passou para fora da sala e foi até ao fim da extensão exterior esquerda da torre de comando. No fim desse “braço”, abriu uma consola que, vista de longe, mais parecia um enorme grelhador para churrascos. Assim que o Zoe passou o molhe exterior do porto de Sines, soou várias vezes a buzina - que deve ter sido ouvida em todo o porto e provavelmente também no centro de Sines. “Comandamos toda a operação final deste extremo lateral exterior da torre de comando”, explicou o primeiro oficial do Zoe.

Os rebocadores começaram o seu trabalho de tração lateral do porta contentores, rodando o navio até ficar de lado, paralelo ao cais do terminal de contentores. É desconcertante a facilidade da operação de “arrumar” o gigante Zoe à plataforma do Terminal XXI, em frente às enormes gruas que mantinham erguidos os longos braços com os quais retiravam e colocavam contentores nas 23 filas alinhadas no deck exterior.

Em terra já estava tudo pronto para dar início a uma operação cronometrada que iria operar 3000 TEUs no Zoe. “Será tudo muito rápido, porque o Zoe tem de estar o mínimo tempo possível em Sines para seguir viagem para Tanger Med”, explica o responsável da MSC Portugal.

Para Carlos Vasconcelos, a entrada do MSC Zoe em Sines é um marco na operação de contentores do Terminal XXI, pois a partir de agora estão reunidas todas as condições para a atividade disparar. “O crescimento desta operação vai ser considerável nos próximos anos, muito mais rápido do que tem sido nos últimos anos, razão pela qual é fundamental começar a pensar no desenvolvimento da operação de contentores de Sines”, refere.

Além do mercado internacional ficar a saber que um gigante como o MSC Zoe entra e sai de Sines com a maior das facilidades - o que contribuirá para atrair o número de grandes porta contentores que rumam ao porto alentejano, incluindo os do armador dinamarquês Maersk -, é relevante saber que a MSC ganhou recentemente a privatização da CP Carga, e que pretende transformar o operador ferroviário português de mercadorias no líder ibérico deste sector. A MSC tem operações de contentores de grande dimensão em Barcelona e Valência, e tem um projeto de ligação destes portos e do porto de Sines à zona logística de Madrid, onde se localiza o maior centro de consumo do mercado ibérico.

Ambos são veteranos do transporte marítimo. Miguel de Castro não é um piloto qualquer. É vice-presidente da Associação Europeia de Pilotos Marítimos. E Pica Domenico tem 36 anos de profissão, 26 dos quais como “capitão”. Miguel Castro diz que como é a primeira vez que o Zoe entra em Sines, justifica-se o aparato de ser apoiado por três rebocadores. Numa situação recorrente, dois chegariam.

Da sala de comando vê-se todo o porto de Sines, todos os navios que estão nas redondezas e os rebocadores parecem miniaturas, lá em baixo. Para o lado da proa, a área de transporte de contentores é inferior à área que fica para a popa, que, lá de cima, mais parece um campo de futebol cheio de peças de lego. Do topo do navio, por cima da sala de comando, onde rodam os radares, o mar circundante quase parece mais redondo.

Com um intercomunicador na mão, Pica Domenico passou para fora da sala e foi até ao fim da extensão exterior esquerda da torre de comando. No fim desse “braço”, abriu uma consola que, vista de longe, mais parecia um enorme grelhador para churrascos. Assim que o Zoe passou o molhe exterior do porto de Sines, soou várias vezes a buzina - que deve ter sido ouvida em todo o porto e provavelmente também no centro de Sines. “Comandamos toda a operação final deste extremo lateral exterior da torre de comando”, explicou o primeiro oficial do Zoe.

Os rebocadores começaram o seu trabalho de tração lateral do porta contentores, rodando o navio até ficar de lado, paralelo ao cais do terminal de contentores. É desconcertante a facilidade da operação de “arrumar” o gigante Zoe à plataforma do Terminal XXI, em frente às enormes gruas que mantinham erguidos os longos braços com os quais retiravam e colocavam contentores nas 23 filas alinhadas no deck exterior.

Em terra já estava tudo pronto para dar início a uma operação cronometrada que iria operar 3000 TEUs no Zoe. “Será tudo muito rápido, porque o Zoe tem de estar o mínimo tempo possível em Sines para seguir viagem para Tanger Med”, explica o responsável da MSC Portugal.

Para Carlos Vasconcelos, a entrada do MSC Zoe em Sines é um marco na operação de contentores do Terminal XXI, pois a partir de agora estão reunidas todas as condições para a atividade disparar. “O crescimento desta operação vai ser considerável nos próximos anos, muito mais rápido do que tem sido nos últimos anos, razão pela qual é fundamental começar a pensar no desenvolvimento da operação de contentores de Sines”, refere.

Além do mercado internacional ficar a saber que um gigante como o MSC Zoe entra e sai de Sines com a maior das facilidades - o que contribuirá para atrair o número de grandes porta contentores que rumam ao porto alentejano, incluindo os do armador dinamarquês Maersk -, é relevante saber que a MSC ganhou recentemente a privatização da CP Carga, e que pretende transformar o operador ferroviário português de mercadorias no líder ibérico deste sector. A MSC tem operações de contentores de grande dimensão em Barcelona e Valência, e tem um projeto de ligação destes portos e do porto de Sines à zona logística de Madrid, onde se localiza o maior centro de consumo do mercado ibérico. 


Pica Domenico, nascido em Sorrento, na região da Campania, que pertence à província de Nápoles, diz que já leva navios porta-contentores a Sines há cerca de oito anos, mas admite que a entrada do MSC Zoe trará um salto qualitativo à atividade do porto alentejano. “Agora que o Zoe está arramado ao cais, tudo será muito rápido”, comenta, apertando a mão a Miguel de Castro pelo apoio dado a esta entrada inaugural em Sines. “A seguir vamos para Tanger Med, para depois irmos para o canal do Suez, rumo a Singapura, e seguirmos para os portos da China, em Xangai, Qingdao, Ningbo e Hong Kong”, refere Domenico.

“São 75 dias de viagem no total. O que não é nada comparado com o mar que tenho cruzado desde 1979. Espero que tenham gostado. O Zoe é um bom navio”. João Palma-Ferreira – Portugal in “Semanário Expresso

MSC Zoe no Porto de Sines



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Reino Unido – Porto de Felixstowe com plano de expansão

O porto de Felixstowe anunciou que pretende expandir para o dobro a sua capacidade para poder acomodar os maiores porta-contentores do mundo até 2030.

O maior porto do Reino Unido, propriedade da Hutchison Ports UK, adjudicou a liderança do contrato para expandir os cais ao consórcio Volker Stevin e Boskalis Westminster (VSBW). A ampliação dos berços oito e nove, que entraram em funcionamento no ano de 2011, será para os 920 metros. O aumento do cais irá permitir a atracagem em simultâneo de dois porta-contentores com capacidade até os 21000 TEU com um calado de 16 metros.


A primeira fase da ampliação nos berços inclui a aquisição de 10 pórticos, acrescidos de mais três quando a obra estiver completa.


O porto de Felixstowe movimentou mais de 4,1 milhões de TEU em 2014 e neste ano de 2015 já recebeu o CSCL Globe, com uma capacidade de 19100 TEU e o MSC Oscar com capacidade para 19224 TEU.

Num futuro próximo está previsto a construção do berço 10 que irá permitir o aumento da capacidade do porto para 8 milhões de TEU. Baía da Lusofonia