Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Macau - Portugueses seguem tradição de oferecer dinheiro no Ano Novo Lunar

A tradição de oferecer dinheiro no Ano Novo Lunar, para desejar sorte e afastar maus espíritos, tem origem há mais de dois mil anos na China e é mantida por muitos portugueses em Macau

No momento de entregar um ‘lai-si’ no Ano Novo Lunar, Rui Barbosa e Ana Dias respeitam o ritual. Manda a tradição que o portador deste pequeno envelope o faça com as duas mãos. “Sempre que possível com as duas mãos”, diz à Lusa a portuguesa. “Também sigo as regras da data em que se começa a dar”, observa Rui.

Os envelopes ‘lai-si’, como se diz em cantonês (em mandarim é ‘hong bao’), são distribuídos na China e noutros países do Sudeste Asiático em ocasiões especiais, como casamentos ou durante o Ano Novo Lunar, que arranca já este sábado.

Pequenos, vermelhos – cor auspiciosa – e estampados com caracteres dourados. Esta é a fisionomia mais comum dos envelopes, que, por esta altura, combinam com as ruas de Macau, carregadas de lanternas vermelhas ou outras decorações festivas, e lojas a vender posters com o deus da Fortuna, com mensagens de sorte, ou peixes, símbolo de abundância na cultura chinesa.

“Os ‘lai-si’ têm especialmente um significado cultural, é uma forma de integração nos costumes do sítio onde vivemos”, diz Rui Barbosa. A viver há 17 anos no território, o engenheiro civil nota que na área da construção esta é uma prática comum, talvez porque muita mão-de-obra seja oriunda da China continental e aguarde o gesto dos patrões.

Ana Dias, a trabalhar na área da promoção da língua portuguesa, tem 14 anos de Macau. Abraçou o costume por respeito às tradições e para “participar culturalmente na sociedade” em que vive. Admite que para quem tem rendimentos baixos, este “é um reforço simpático” nas finanças. “Os ‘lai-si’ significam transmitir votos de desafogo económico – os colegas chineses falam do dinheiro a circular”, continua.

Ana deposita notas de 50 ou 100 patacas (5,76 ou 11,52 euros) nos pequenos envelopes e oferece-os, por exemplo, aos porteiros do prédio onde vive, empregados de limpeza e filhos de amigos. Já Rui distribui os presentes monetários na semana a seguir às festividades, já que durante os feriados muitas pessoas estão fora.

Diz a tradição que os envelopes devem ser dados por casados a jovens solteiros, apesar de, hoje em dia, as fronteiras entre o que deve ou não ser feito estarem cada vez mais esbatidas. O mesmo acontece com a data de entrega, ou até com o valor ofertado.

Em Guangdong, a província mais rica do país, onde se inclui Macau, dá-se sobretudo 10 ou 20 yuan (1,3 ou 2,6 euros) e é um acto mais simbólico, refere Wang Yu, especialista na história cultural da China.

Mas se subirmos no mapa, em direcção a regiões com economias mais fragilizadas, os valores podem disparar. O académico do departamento de História da Universidade de Macau sugere que esta é uma forma de ajudar pessoas com dificuldades ou até uma questão de estatuto: “Se der muito dinheiro, isso significa que tem dinheiro, que ganha bem”.

Na infância deste professor, situada na província de Anhui, no centro-Este do país, a prática era marcada por um sabor agridoce. “Os meus pais estavam sempre ansiosos com o Ano Novo, porque tínhamos uma família grande e tinham de dar muito dinheiro”, recorda. Era assim que o valor coleccionado por Wang acabava por servir para pagar contas. “A felicidade durava só uma noite”, diz.

Mas e qual é a origem dos ‘lai-si’? Conta o académico que o hábito popularizou-se nas últimas dinastias chinesas, Ming (1368-1644) e Qing (1644–1911). No entanto, a ideia já data do período Han (202 a.C – 9 a.C; 25–220), em que se ofereciam moedas de metal com inscrições para afastar os maus espíritos.

O dinheiro adquire um papel central na dinastia Song (960-1279), sendo uma prática restrita a um grupo próximo do imperador. “A cultura comercial era muito popular e alguns académicos defendem que, se olharmos para as origens do capitalismo chinês, estas podem remontar à dinastia Song”, avalia.

Um hábito que se tem transformado e que procura hoje respostas para a revolução digital, com aplicações de telemóvel a permitirem que envelopes vermelhos virtuais cheguem ao outro lado do planeta.

Uma tradição materialista? Rui Barbosa fala num acto “essencialmente simbólico”, à imagem do Natal com a oferta de presentes. Ana Dias reflecte: “Simbólico por um lado, porque muitas pessoas que recebem também dão e vice-versa – a tal ideia do dinheiro a circular – e materialista, dentro do espírito pragmático chinês de valorizar o plano económico”.

Já o artista de Macau Eric Fok defende que este é um método útil para ajudar os mais novos a desenvolverem o sentido de poupança. E admite que tem uma preferência pelos envelopes físicos que “permitem o toque, sentir o calor”.

Quem também não aderiu à tecnologia foi Ana Dias. “Embora sejam mais ecológicos, parece-me que os ‘lai-si’ virtuais perdem o encanto associado ao ritual”

Nos últimos sete anos, foram recolhidos 13,69 milhões de envelopes de ‘lai-si’ pelas autoridades locais, com a possibilidade de reutilizar 3,43 milhões, de acordo com dados da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental. In “Ponto Final” - Macau


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Cabo Verde – Recebe doação de 1042 toneladas de arroz da China

A China entregou 1042 toneladas de arroz a Cabo Verde, orçadas em 1,2 milhões de euros, para mitigar os efeitos da escalada dos preços e que vão ser distribuídas gratuitamente por instituições sociais e de saúde.

A entrega oficial do donativo foi feita na cidade da Praia pelo embaixador da China em Cabo Verde, Su Jie, ao ministro da Agricultura e Ambiente cabo-verdiano, Gilberto Silva, que sublinhou que a doação representa a “expressão concreta” de uma “cooperação profícua” de um país que tem sido um “parceiro importante” do desenvolvimento do arquipélago.

O ministro notou, ainda, que a oferta é feita num momento em que o país tem estado a sofrer as consequências das alterações climáticas, com anos de seca e diminuição da produção, mas também de uma guerra que acontece longe, mas com efeitos no arquipélago.

Sendo Cabo Verde um país que importa cerca de 80% dos produtos alimentares que consome, Gilberto Silva referiu que a escalada de preços teve consequências negativas em toda a população cabo-verdiana, com risco de insegurança alimentar nas pessoas com maiores necessidades. “De modo que esta ajuda vem na hora e corresponde à resposta afirmativa da República Popular da China ao pedido de Cabo Verde”, salientou o governante, prometendo transparência para fazer “bom uso” da ajuda no país.

O donativo, segundo o ministro, vai ser gerido através de organizações da sociedade civil e instituições do Estado, que se dedicam à assistência alimentar, bem como outras organizações complementares.

Em Maio, o Conselho de Ministros de Cabo Verde aprovou a distribuição gratuita por instituições sociais e de saúde das 1042 toneladas de arroz doadas pela China, que foram transportados em Junho para a cidade da Praia.

Do total, 302 toneladas serão entregues em lares de idosos, 340 toneladas a hospitais e centros de saúde, e 400 a organizações da sociedade civil e instituições de cariz social.

A distribuição desta ajuda alimentar será assegurada pela Direção Geral de Inclusão Social, em articulação com o Secretariado Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, “mediante critérios e procedimentos aprovados pelo ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social”.

O embaixador da China em Cabo Verde, Su Jie, lembrou que, no ano passado, o Governo cabo-verdiano formalizou o pedido de ajuda alimentar, que chega agora, com 1042 toneladas de arroz, orçados em 141 milhões de escudos (1,2 milhão de euros). “A doação da ajuda alimentar a Cabo Verde pela China, numa altura em que Cabo Verde mais necessita, reflete a profunda amizade do povo chinês para com o povo cabo-verdiano. Espera-se que este lote de ajuda alimentar desempenhe um papel positivo no alívio das dificuldades do povo cabo-verdiano”, afirmou o diplomata.

Em Maio do ano passado, Cabo Verde aprovou um conjunto de medidas mitigadoras dos impactos da escalada de preços dos alimentos e dos combustíveis, e, visando uma maior resiliência do sistema alimentar no país, o Governo solicitou aos seus parceiros de desenvolvimento uma ajuda alimentar de emergência para apoio às famílias mais vulneráveis.

Esta é quarta ajuda alimentar da China a Cabo Verde nos últimos anos, depois das de 2016, 2017 e 2019. In “Ponto Final” - Macau

 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

São Tomé e Príncipe – Recebe 2800 toneladas de arroz oferecido pelo Japão

São Tomé – O Governo do Japão, por intermédio do seu embaixador, Noguchi Shuji, procedeu à entrega da ajuda alimentar de 2800 toneladas de arroz, avaliada em 50 milhões de dobras. A ajuda foi entregue ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Alberto Pereira, num acto que contou também com a presença do ministro do Planeamento, Finanças, e Economia Azul, Genésio da Mata, e que decorreu nas instalações do armazém do PAM, em Almeirim.

No acto da entrega o embaixador nipónico afirmou que a ajuda visa garantir a segurança alimentar, face a alguma escassez de alimento, ao mesmo tempo que os fundos de contrapartida gerados pela venda do arroz podem ser utilizados para financiar projectos socioeconómicos e organização das eleições em São Tomé e Príncipe. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades agradeceu o donativo e destacou a relevância da cooperação com o Japão, sobretudo, nas áreas das pescas, educação e no apoio a consolidação do processo democrático, através da realização de eleições. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

 

terça-feira, 22 de março de 2022

Guiné-Bissau - Unicef apoia governo nos esforços de reforço da saúde comunitária

A agência da ONU entregou meios de locomoção a 11 áreas sanitárias onde os acessos aos serviços e às necessidades são críticos. O donativo pode melhorar o desempenho dos supervisores de mais de 4 mil agentes comunitários


Um donativo do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, pretende melhorar o acesso da população de áreas de difícil acesso à saúde na Guiné-Bissau.

A agência entregou 30 motocicletas ao Ministério da Saúde como parte da atuação conjunta.

Redução da pobreza

O donativo orçado em US$ 90 mil visa reforçar a ação do sistema de saúde comunitária.

O propósito é garantir que estando saudável a população seja mais produtiva, reduza a pobreza e aumente a riqueza.

A ação insere-se nas metas do Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ligados a saúde.

A doação foi financiada pelo Fundo Global para o combate ao VIH, Sida, tuberculose e malária administrados no país pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 

Falando no ato, o vice representante do PNUD, José Levy, destacou a saúde comunitária como base para fornecer serviços essenciais à população guineense num contexto de greves repetidas e prolongadas no setor.

“A saúde comunitária, com mais de 4 mil agentes comunitários de saúde em todo o país, também representa intervenções com melhor relação custo-benefício, atingindo 80% da população com menos de 10% dos custos e sem custos diretos para os pacientes, despesas desembolsadas que na Guiné-Bissau estão entre as mais altas da África Subsaariana”.

Saúde Comunitária

O Programa de Saúde Comunitária inclui a vacinação, prevenção e tratamento da malária, diarreia e infeções respiratórias.

Programas da suplementação em vitamina-A, desparasitação, promoção da amamentação precoce e exclusiva e alimentação complementar, designados de pacote de intervenções para a sobrevivência da criança.

As motos são destinadas a reforçar a capacidade institucional do governo nas 11 regiões sanitárias do país, onde vão servir nas ações de monitorização e promoção das 18 práticas familiares essenciais com foco para as famílias das áreas mais remotas.

O chefe do Programa de Sobrevivência e Desenvolvimento da Criança da Unicef na Guiné-Bissau, Salvator Nibitanga, afirma que há mais componentes da cooperação nesta área.

“A transferência destes equipamentos realiza-se no quadro de uma parceria mais abrangente, sob financiamento do Fundo Global, a qual inclui: ações de estratégias avançadas ao nível comunitário, formação de agentes de saúde comunitária, ações de sensibilização e informação para a prevenção do paludismo”.

Gestão

Num total de mais de € 66 milhões, o Comité de Coordenação Multissetorial do Fundo Mundial selecionou o PNUD para gerir 30 milhões para a componente comunitária, o reforço do sistema de saúde e a Covid-19.

As duas agências da ONU trabalham com o governo na promoção, prevenção e tratamento da malária e 15 outras práticas familiares como a nutrição, pneumonia, imunização, tuberculose e VIH.

O objetivo da parceria é tornar o pacote essencial de intervenção em saúde acessível às comunidades. O maior destaque será para áreas mais isoladas e desfavorecidas. ONU News – Nações Unidas


quarta-feira, 7 de julho de 2021

Timor-Leste - Contribui com verba para iniciativa do Secretário-Geral da ONU

Díli – Timor-Leste atribui um donativo de 50 mil dólares americanos para a iniciativa do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, para fazer face aos seus desafios.

Esta iniciativa do Secretário-Geral da ONU é denominada “Uma agenda comum como resposta para os desafios presentes e futuros”.

O Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidélis Magalhães, disse que o projeto de Resolução do Governo, aprovado com alterações, foi apresentado pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Adaljiza Magno.

“É uma iniciativa do Secretário-Geral, António Guterres, para reformar o sistema das Nações Unidas, e que apelou aos países-membros que contribuam com um apoio financeiro para as Nações Unidas de modo a melhorar o seu funcionamento. Por isso, Timor-Leste disponibiliza a contribuição de 50 mil dólares, aprovada hoje pelo Governo”, afirmou o ministro, à margem da reunião do Executivo, no Palácio do Governo, em Díli.

A contribuição pretende também comemorar o 75.º aniversário da criação da ONU, que pede a necessidade de reforço do multilateralismo e de revitalização do papel das Nações Unidas no mundo atual.

A ONU é uma organização internacional estabelecida para promover a cooperação internacional. Uma substituição à Liga das Nações, a organização foi estabelecida em 24 de outubro de 1945, após o término da Segunda Guerra Mundial. Na altura da sua fundação, a ONU tinha 51 estados-membros e hoje tem 193. Isaura de Deus – Timor-Leste in “Tatoli”

 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Timor-Leste - Religiosa portuguesa pede ajuda para a reconstrução

A religiosa portuguesa Cristina Macrino, das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima, afirmou que a “normalidade está longe de ser uma realidade” em Timor-Leste, apelando à solidariedade com a população afetada pelo temporal de abril


“O ponto da situação nas zonas mais afetadas agora é reunir meios para a reconstrução; Infelizmente a normalidade está longe de ser uma realidade. Para além de toda a destruição e perdas da calamidade do dia 4 de abril existem muitas limitações que têm de ser superadas”, referiu à Agência ECCLESIA.

A irmã Cristina Macrino exemplifica que em Díli, a capital timorense, várias organizações estão a “reunir todos os meios e esforços” para ajudar as pessoas a reconstruir as suas casas, e como são muitas famílias “tenta-se dar a cada uma pelo menos o suficiente para viver”.

A “grande barreira”, acrescenta, é grande número de pessoas infetadas com o novo coronavírus Covid-19, por isso, Díli está numa “cerca sanitária, confinamento obrigatório”, o que origina várias limitações, como não poderem circular “por todo o país com os materiais e os bens que deveriam chegar mais facilmente às famílias sem nada”.

A missionária em Timor-Leste explica que para entrarem na capital do país lusófono têm de ter uma carta escrita pelo município onde vive, “a justificar a deslocação que não deve ultrapassar três dias” e, no contexto das medidas de precaução por causa pandemia, só estão abertas as lojas de “bens essenciais, alimentação e medicamentos”.

“Estamos com uma economia muitíssimo escassa e pobre. Toda a reconstrução é lenta sem urgências, mesmo que a nosso ver existam”, acrescenta.

As Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima, através da sua fundação, estão a dinamizar uma campanha de solidariedade para adquirir alimentos, água, produtos de higiene, lonas, mosquiteiros e donativos para apoiar a reconstrução das casas, que vão ser partilhados na página ‘Por Timor um Gesto uma Dádiva’, no Facebook.

No terreno, a ajuda é encaminhada para Díli e para os distritos de Liquiçá, Manatuto e Viqueque através de várias congregações portuguesas que se uniram para dar resposta a estas necessidades imediatas, nomeadamente as Irmãs Reparadoras, as Irmãs Concepcionistas dos Pobres, as Escravas da Divina Eucaristia e da Mãe de Deus, os Franciscanos Capuchinhos e os Irmãos de São João de Deus.

“As populações agradecem e sentem alívio com os bens recebidos (alimentação, produtos de higiene e colchões) e, a partir de agora, vamos ajudar na reconstrução das casas: Um exemplo na missão dos irmãos de São João de Deus que será uma pequena parte, 80 famílias perderam as suas casas e aguardam ajuda”, indica a irmã Cristina Macrino.

Segundo a religiosa, a missão das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima está a trabalhar “normalmente num ritmo mais reduzido” e precisam de ajuda a longo prazo, o centro social apoia este ano 300 crianças e adolescentes, têm uma clínica, inaugurada a 25 de julho de 2020, e esperam também apoio para 400 famílias, “com um agregado familiar em média de 8 a 10 pessoas”.

A congregação desenvolve projetos nas áreas da educação e da saúde, apoiando cerca de seis mil pessoas, em Memo, na Diocese de Maliana, Distrito de Bobonaro. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 20 de março de 2021

Cabo Verde – Aquisição de equipamentos de pesca com o apoio do Japão

Cidade da Praia – O Governo do Japão vai disponibilizar à Cabo Verde o montante de 300 milhões de ienes, equivalente a aproximadamente 260 mil contos para a aquisição de equipamentos destinados ao desenvolvimento do sector da pesca artesanal.

Este montante, de acordo com uma nota de imprensa do Governo, constitui um donativo do Japão a Cabo Verde no âmbito do Programa de Desenvolvimento Económico e Social, no domínio das pescas.

O acordo que formaliza a doação é assinado no dia 23 de Março, pelas 10:00, em Dakar, pelo embaixador de Cabo Verde no Senegal, Inácio Felino de Carvalho, e o embaixador do Japão, Arai Tatsuo.

O acto será presidido pelo ministro da Economia Marítima, Paulo Veiga, por videoconferência, através de uma plataforma digital, na sala de conferência do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, na Cidade da Praia.

De acordo com o Governo cabo-verdiano, o Japão tem sido um dos principais parceiros de desenvolvimento do arquipélago, tendo em conta o número e impacto das acções de cooperação desenvolvidas em vários sectores.

Na área das pescas, indicou a mesma fonte, os dois países têm desde 1980 desenvolvido um processo de cooperação “bastante profícuo”, sendo de destacar, por um lado o apoio desse país (através de Japan Grant Aid), ao desenvolvimento sustentável do sector das pescas, com relevo para a assistência técnica, o processo de motorização dos botes, fornecimento de alguns barcos de pesca semi-industrial.

O Japão financiou, igualmente, a construção e ampliação dos Portos de Pesca da Praia, em Santiago, e da Cova de Inglesa, em São Vicente, para além de instalação de infra-estruturas de frio.

Na semana passada, os governos dos dois países assinaram o acordo para o adiamento, por um ano, do pagamento do serviço da dívida por Cabo Verde, no valor de 67 milhões de escudos.

Um acordo inserido na iniciativa de Suspensão da Dívida, aprovada em 2020, pelo G20 e endossada pelos países credores membros do Club de Paris, através do Memorando de Entendimento assinado em 12 de Agosto de 2020, para ajudar o país na luta contra as consequências provocadas pela pandemia de covid-19. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Suíça – Solidariedade de emigrantes ajuda a equipar bombeiros de Mondim de Basto

Os Bombeiros Voluntários de Mondim de Basto, a atravessar um período de carência de equipamentos de proteção individual, começaram 2021 sob uma onda de solidariedade vinda da Suíça



"O equipamento oferecido, neste início do ano de 2021, para além do enorme valor económico, que rondará os 70 mil euros, terá a maior importância e utilidade para os bombeiros de Mondim de Basto", disse, ao JN, Carlos Magalhães, comandante da corporação.

Estes donativos resultam da ação de dois emigrantes portugueses no país alpino, também bombeiros, que ficaram sensibilizados para as necessidades dos colegas desta vila transmontana. "Estas preciosas ajudas não existiriam se não fosse o empenho de dois emigrantes portugueses, bombeiros na Suíça, o sr. Filipe Luís e o sr. José Luís Páscoa, e o empenho de um empresário português com grande atividade económica na Suíça, o sr. José Carlos Teixeira, o qual já nos assegurou o transporte de vários equipamentos e materiais de forma gratuita", acrescentou o responsável.

A esperança dos bombeiros mondinenses é que até ao final do primeiro semestre deste ano "a totalidade dos elementos do corpo de bombeiros fique provida de equipamento de proteção individual para o combate a incêndios urbanos e industriais". "Os nossos amigos e congéneres bombeiros suíços estão atentos às nossas necessidades e estão a fazer tudo que está ao seu alcance para que em breve cheguem mais donativos", sublinhou Carlos Magalhães.

Para que esse objetivo possa ser cumprido, além da ajuda desta onda de solidariedade, os bombeiros contam também "com a ajuda do município de Mondim de Basto, que, através do executivo da Câmara Municipal, tem mostrado disponibilidade e interesse em reforçar as ajudas" ao corpo de bombeiros.

Além dos equipamentos de proteção individual, os Bombeiros de Mondim de Basto também receberam da Suíça uma motobomba rebocável. In “Jornal de Notícias” - Portugal


quinta-feira, 23 de julho de 2020

São Tomé e Príncipe - Fundo Africano de Desenvolvimento aprovou donativo para o combate à pandemia no país

São Tomé – O Conselho de Administração do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) aprovou esta quarta-feira um apoio orçamental em donativo para São Tomé e Príncipe no valor de 7,5 milhões de UC (cerca de 10 milhões de dólares) na sequência da pandemia de Covid-19, soube-se em São Tomé.

De acordo com uma fonte governamental citando a ADF, além de São Tomé e Príncipe, mais três países do sul da Africa foram beneficiados com este apoio orçamental da ADF, nomeadamente, Malawi com empréstimo de 17, 87 milhões de UC e uma doação 15,3, Madagáscar empréstimo de 30 milhões e Moçambique doação de 30 milhões de UC.

O programa é financiado através de recurso do Fundo Africano de Desenvolvimento, a base concessional, visando, apoiar países de baixa rendimento, tendo sido possível graças ao apoio robusto de acionistas do Banco.

A ADF considera que esta ajuda apoiará as ações nacionais dos quatro países na mitigação do impacto de Covid-19 com o objectivo geral de proteger vidas e meios de subsistências incluído o fortalecimento de sistema de saúde e relançar as atividades económicas de cada Estado beneficiário.

Tendo considerado que, antes da pandemia, as perspectivas de crescimento nos quatro países eram favoráveis, impulsionadas pela exportação e pelo turismo, a ADF declara que “com o início do Covid-19, as economias dos quatros países foram severamente atingidas”. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

terça-feira, 12 de maio de 2020

Estados Unidos da América - Fundação Sousa Mendes recebe bolsa



A Fundação Sousa Mendes, com sede nos EUA, recebeu uma bolsa da Bloomberg Philanthropies para um projeto de vídeo-escultura sobre o português que salvou milhares de refugiados durante a Segunda Guerra Mundial, anunciou a organização.

A bolsa, no valor de 25 mil dólares (cerca de 23 mil euros), foi atribuída pela organização filantrópica associada à Bloomberg LP, empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro.

O donativo vai servir para apoiar “uma instalação artística inovadora, pensada para trazer a história de Aristides de Sousa Mendes a novos públicos através da arte”, explicou a Fundação em comunicado.

Segundo a fundação, a obra multimédia foi concebida por um dos netos do cônsul português, Sebastian Mendes, já falecido, que foi professor na faculdade de artes da Western Washington University, e vai ser repensada e atualizada pelo artista plástico Werner Klotz, um norte-americano nascido na Alemanha, conhecido por fazer instalações em espaços públicos nos Estados Unidos.

Fundada em 2010, a Fundação Sousa Mendes, com sede nos Estados Unidos, dedica-se a “honrar a memória de Aristides de Sousa Mendes”, também conhecido como ‘o Schindler português’, e “a educar o público sobre os refugiados e o seu resgate durante o Holocausto”, de acordo com os seus estatutos.

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes, então cônsul de Portugal em Bordéus, França, emitiu vistos que salvaram milhares de pessoas do Holocausto, desobedecendo às ordens de António de Oliveira Salazar, que governava o país. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo