Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 27 de setembro de 2026

Cabo Verde e Portugal cooperam para proteger os direitos das crianças

A Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) de Cabo Verde e o Instituto de Apoio à Criança (IAC) de Portugal vão estreitar a cooperação, segundo um protocolo anunciado


O protocolo tem como objetivo reforçar a cooperação” e abrange “ações de informação, educação, apoio técnico, programas de formação e apresentação conjunta de candidaturas a programas e linhas de financiamento”, entre outras atividades, anunciaram em comunicado.

Durante a assinatura, através de uma teleconferência, na terça-feira, Eurídice Mascarenhas, presidente da CNDHC, aludiu ao acidente rodoviário na ilha do Fogo, no início do mês.

O desastre vitimou 25 crianças e jovens e mostrou “a importância de unir esforços na proteção dos direitos das crianças”.

Manuel Ataíde Coutinho, presidente do IAC, referiu que a parceria “permite unir esforços e experiências”.

“Podemos aprender uns com os outros e encontrar formas de responder melhor aos desafios que enfrentamos”, disse.

A CNDHC foi instituída em 2004 e é composta por representantes de diversas organizações, que se reúnem ordinariamente a cada três meses.

A organização tem pontos focais em todos os 22 concelhos do arquipélago, que funcionam como intermediários entre a CNDHC e as comunidades.

O IAC foi fundado em 1983 reunindo diferentes áreas profissionais – médicos, magistrados, professores, psicólogos, técnicos de serviço social, educadores – e promovendo projetos nacionais a par de ações locais em diferentes pontos de Portugal. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Venezuela - AICEP vai abrir escritório para apoiar negócios entre empresas portuguesas e venezuelanas

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), vai abrir em breve um escritório comercial junto da embaixada lusa em Caracas para servir de apoio a negócios entre empresas portuguesas e venezuelanas


O anúncio foi feito em Caracas pelo assessor do Conselho da Administração da AICEP, João Mota Pinto, no âmbito de uma visita de uma semana à Venezuela.

“Vim à Venezuela com uma missão dupla. A primeira missão é inteirar-me das condições económicas da Venezuela, porque a nossa agência vai abrir um escritório comercial junto da embaixada [de Portugal], para que possamos apoiar as empresas portuguesas, a fazer um negócio com empresas venezuelanas e fazer negócios na Venezuela”, disse à Lusa.

João Mota Pinto precisou que a segunda missão da deslocação, foi preparar a visita do ministro de Economia, Manuel Castro Almeida, a Caracas, em finais de outubro, durante a qual se fará acompanhar com representantes de empresas portuguesas.

“Para mim tem sido uma surpresa muito positiva, o que tenho encontrado na Venezuela. É um país, obviamente, que está em mudança. É um país que ainda tem grandes desafios, mas que, acima de tudo, tem imensas oportunidades para as empresas portuguesas”, disse o assessor.

No entanto, Mota Pinto frisou que “é preciso é entrar no mercado com alguma cautela, com alguns cuidados, dar passos seguros, mas é um mercado que tem um potencial enorme e que para as empresas que possam e saibam navegar bem o mercado, poderão ter muito sucesso”.

Sobre as áreas em que identificou oportunidades, o assessor referiu que “é um espetro muito grande de oportunidades” desde “a área de construção, da parte de toda a maquinaria, de máquinas, para a indústria, da parte alimentar, até da parte de alguns serviços ligados à energia elétrica”.

“Pensamos que existem muitas oportunidades, mas que não se ficam por aí.  Existem em todos os setores com quem falamos e existem oportunidades na Venezuela”, disse Mota Pinto.

O assessor confirmou que os luso-venezuelanos poderiam também aproveitar essas oportunidades: “O nosso objetivo com esta visita é trazer empresas portuguesas que possam fazer parcerias com empresas locais de forma a entrar no mercado”.

João Mota Pinto frisou ainda que sentiu uma enorme esperança em todas as pessoas e instituições com que tem falado.

“A Venezuela é um país que está em profundas mudanças, mas acima de tudo, há muita esperança e as pessoas olham com uma nova esperança para este país, que o futuro vai ser risonho e vai crescer muito”, concluiu o assessor. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


À Espera do Fim











Vamos aprender português, cantando

 

À Espera do Fim

 

Vou andando por aí

sobrevivendo á bebedeira e ao comprimido

vou dizendo sim à engrenagem

e ando muito deprimido

é difícil encontrar quem o não esteja

quando o sistema nos consome e aleija

trincamos sempre o caroço

mas já não saboreamos a cereja

 

Já houve tempos em que eu

tinha tudo não tendo quase nada

quando dormia ao relento

ouvindo o vento beijar a geada

fazia o meu manjar com pão e uva

fazia o meu caminho ao sol ou à chuva

ao encontro da mão miúda

que me assentava como uma luva

 

Se ainda me queres vender

se ainda me queres negociar

isso já pouco me interessa

perdemos o gozo de viver

eu a obedecer e tu a mandar

os dois na mesma triste peça

os dois à espera do fim

 

Tu tens fortuna e eu não

Podes comer salmão e eu só peixe miúdo

Mas temos em comum o facto de ambos vermos

A vida por um canudo

Invertemos a ordem dos factores

Pusemos números à frente de amores

E vemos sempre a preto e branco o programa

Que afinal é a cores

 

Se ainda me queres vender

se ainda me queres negociar

isso já pouco me interessa

perdemos o gozo de viver

eu a obedecer e tu a mandar

os dois na mesma triste peça

os dois à espera do fim

só à espera do fim

 

Jorge Palma – Portugal

Jorge Manuel de Abreu Palma - (Lisboa, 4 de junho de 1950 – 21 de setembro de 2026)

 

Estróina

Deixa-me rir

 

sábado, 26 de setembro de 2026

Moçambique - Emílio Cossa relança “Ritmo, Alma e Poesia” e revisita a história do Hip Hop moçambicano

O escritor e investigador cultural Emílio Cossa lançou no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, a segunda edição do livro “Ritmo, Alma e Poesia – A História e as Estórias do Hip Hop em Moçambique”.


A apresentação da obra foi feita pelo rapper DingZwayu, tendo seguido a exibição do filme “Quem Constrói o Som?”, de Epodez da Siderurgia.

Publicado pela primeira vez em 2019, o livro reúne memórias, testemunhos e experiências de protagonistas do Hip Hop, acompanhando a evolução do movimento desde as primeiras manifestações, no final da década de 1980, até à actualidade.

A obra percorre diferentes regiões do país, do Rovuma ao Maputo, destacando artistas, espaços de criação e as várias formas de expressão e apropriação da cultura Hip Hop em Moçambique.

Na nova edição, Emílio Cossa amplia e actualiza a abordagem, incorporando novos contributos e reflectindo sobre as transformações provocadas pela digitalização, pelo surgimento de novas sonoridades e linguagens e pela entrada de novas gerações no movimento.

Autor, editor, investigador cultural e fundador da Editora Kulera, Emílio Cossa tem dedicado o seu trabalho à documentação e preservação da memória cultural moçambicana, com particular atenção às expressões culturais urbanas e ao Hip Hop. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola - Kanguimbu Ananaz prepara-se para lançar o livro “A Casa e o Botão”

A escritora Kaguimbu Ananaz está, neste momento, a preparar-se para fazer o lançamento do livro “A Casa e o Botão”. Ainda sem uma data prevista para a apresentação da nova obra, a escritora abordou o processo e a linhagem de escrita nas entrelinhas de uma publicação feita na sua página oficial

Durante a preparação do livro chancelado pela Elite Editora, de acordo com a publicação, Kanguimbu Ananaz declarou que viveu paragens, dores, suores, lágrimas, trabalho, fala interior e pensamento ecológico.

“Na escrita, faço alinhamento com o ritmo, diálogo, personagem e os lugares de memórias. Não é tão fácil, levei anos a elaborar, nada a ver com IA (Inteligência Artificial)”, escreveu.

A literatura-literária, prosseguiu nas entrelinhas, leva-a a ampliar os horizontes, conhecimentos, percebendo o mundo, a realidade artística e cultural de Angola e do mundo.

Segundo Kanguimbu Ananaz, o livro A Casa e o Botão é uma obra com pendor educativo e pedagógico e foi no silêncio que surgiu a sua imaginação e criatividade. In “O País” - Angola


Lusofonia - Candidaturas à 45.ª edição do Prémio Ferreira de Castro abertas até 11 de Dezembro

Cidade da Praia - Jovens dos países de língua portuguesa podem concorrer até 11 de Dezembro à 45.ª edição do Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro, uma iniciativa que pretende incentivar a criatividade e revelar novos talentos na área da escrita.


Segundo informações divulgadas na página Camões, I.P, o concurso, promovido pela Associação do Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro, destina-se a jovens portugueses, lusodescendentes e oriundos de países de língua oficial portuguesa.

Nesta edição os participantes podem concorrer nas modalidades de conto e relato de viagem.

O concurso está dividido em dois escalões, sendo o escalão A destinado a jovens dos 12 aos 15, e o escalão B dirigido a participantes dos 16 aos 25 anos.

Os trabalhos a submeter devem ser estritamente originais e inéditos, com limites de 10 páginas para o Escalão A e de 15 páginas para o Escalão B, prevendo-se a atribuição de um primeiro prémio de mil euros em cada categoria e escalão.

As propostas podem ser enviadas de forma online na plataforma oficial da organização ou entregues na sede do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, Portugal, admitindo-se até dois trabalhos por participante.

A iniciativa visa homenagear a memória do escritor português Ferreira de Castro e valorizar o contributo da diáspora lusófona na preservação e promoção da língua e da cultura portuguesas. In “Inforpress” – Cabo Verde

Regulamento e outras informações

Mais esclarecimentos através do endereço de email:

apnljfc@esfcastro.pt


Cabo Verde - Edson Dany lança single “N’Tenta”

Cidade da Praia – O artista cabo-verdiano Edson Dany lançou o single “N’Tenta”, uma música romântica que retrata a história de um casal em crise, em que apenas uma das partes procura lutar pela continuidade da relação.


Em declarações à Inforpress, Edson Dany explicou que a música aborda uma relação marcada por problemas, na qual apenas um dos parceiros procura encontrar uma solução e salvar a união, enquanto o outro “não faz nada”, demonstra desinteresse e não toma iniciativa para ultrapassar as dificuldades.

Segundo Edson Dany, “N’Tenta” mantém a linha musical que tem marcado o seu percurso, com temas ligados ao amor e melodias de “compasso lento”.

O artista explicou que, habitualmente, as suas músicas começam a partir de um tema e vão ganhando forma durante o processo de criação, ou seja, que a composição não é totalmente definida desde o início.

“A primeira palavra que começamos a escrever vai seguindo a linha de pensamento e acabamos por terminar a música”, descreveu, acrescentando que, no seu processo criativo, começa geralmente por fazer a melodia e só depois trabalhar a letra.

O artista considerou que é actualmente um músico mais maduro e que essa maturidade também se reflecte na forma como encara a criação musical.

“Hoje não tenho pressa de escrever música”, disse, embora reconheça que sente a necessidade de colocar um novo disco no mercado.

Para o cantor, contudo, um novo trabalho deve ser preparado com tempo e estudado antes de ser apresentado ao público.

Com uma carreira iniciada aos 11 anos, Edson Dany recordou alguns momentos do seu percurso musical, como a participação, em 1999, no projecto “Ayam”, ao lado de Tcheka, Vadu e Princezito.

Em 2001 integrou o projecto “Verão”, que contou com a música “Ca Tem Dispidida”, e, dois anos depois, lançou o seu primeiro CD a solo.

Apesar de acompanhar as tendências musicais do momento, o cantor avançou que procura preservar a sua identidade artística.

Sobre o actual cenário musical, Edson Dany disse respeitar as diferentes opções e estilos dos artistas, considerando que cada músico tem os seus gostos e capacidades e que muitas pessoas fazem música simplesmente porque gostam.

O cantor abordou ainda o impacto da inteligência artificial na produção musical, particularmente quando esta é utilizada para substituir a voz do próprio intérprete.

Na sua perspectiva, quando um artista recorre à inteligência artificial e não utiliza a sua própria voz numa música, essa diferença poderá ser vista claramente quando chegar o momento de actuar ao vivo. In “Inforpress” – Cabo Verde