Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Portugal - Faculdade de Ciências da Universidade do Porto testa bebidas funcionais para prevenir doenças cardiovasculares

Bebidas produzidas pela Sumol + Compal e Tetrapack serão testadas no âmbito do projeto FERMEN.TO, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia


São fermentadas de forma análoga a um vinho, mas não têm álcool e podem ser a chave para a prevenção de doenças cardiovasculares (DCV). Uma tese a comprovar ao longo dos próximos meses nos laboratórios da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), onde serão testadas as primeiras receitas formuladas pela Sumol + Compal e Tetrapack no âmbito do projeto FERMEN.TO, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT)

Ricos em fruta contendo compostos fenólicos (antioxidantes) associados à saúde, estes “néctares do futuro” utilizam a tecnologia de fermentação alcoólica através de leveduras para reduzir o teor de açúcar dos sumos sem lhes alterar o sabor. Para além desta vantagem para a saúde, acredita-se que podem prevenir ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais, a principal causa de morte em todo o mundo.

Numa primeira fase, o foco dos cientistas vai centrar-se nas características químicas e nutricionais das receitas. A ideia é perceber o que muda num sumo ao ser fermentado e quais as moléculas e nutrientes mais promissores.

Um estudo inicial para um objetivo bem claro: “Queremos perceber se estas bebidas são capazes de reverter um conjunto de alterações metabólicas, como a diabetes e a hipertensão, porque sabemos que quem as desenvolve tem 3,5 vezes mais propensão para desenvolver DCV”, explica a líder do projeto, Iva Fernandes, docente da FCUP e investigadora do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV-REQUIMTE).

No projeto FERMEN.TO, os investigadores querem perceber todo o impacto do processo de fermentação numa bebida durante a sua produção e a viagem e transformação dos diferentes componentes após ingestão por via oral. “Para perceber o impacto das bebidas fermentadas na saúde humana, vamos simular, numa plataforma in vitro o processo de ingestão dos sumos desde a boca, passando pelo estômago e intestino, retirar amostras ao longo do processo e perceber o que é absorvido em cada compartimento”, antecipa a investigadora.

No final da “viagem” simulada destas bebidas pelo corpo humano, vão ser selecionadas as moléculas mais relevantes que poderão chegar aos diferentes órgãos através da corrente sanguínea. Para testar se revertem ou não as condições metabólicas, no final, o que resulta deste projeto é testado com células adiposas e do tecido muscular, onde serão simuladas condições como a diabetes ou a hipertensão.

O objetivo é confirmar se estes sumos fermentados são “mais fáceis de digerir” e se fortalecem a flora intestinal e para isso também se estuda a microbiota após a ingestão destas bebidas.

O passo seguinte, que ficará para um novo projeto, será validar estes resultados em voluntários com e sem síndrome metabólica. Se os resultados forem os esperados, os produtores poderão avançar com estas novas bebidas funcionais e prepará-las para chegar às prateleiras e fazer a diferença.

O projeto FERMEN.TO tem a duração de 18 meses e conta com o envolvimento de investigadores da FCUP e LAQV-REQUIMTE, da NOVA Medical School (NMS), do Instituto de investigação em Ciências da Alimentação da Universidade de Madrid, da Sumol+Compal e da Tetrapack. Universidade do Porto - Portugal


domingo, 26 de novembro de 2023

Portugal - Joaquim Magalhães de Castro lança um novo livro “Portugueses no Extremo Oriente – Antes e Depois de Fernão de Magalhães”

Eterno viajante e investigador por conta própria da presença portuguesa nos países e regiões do Sudeste Asiático, Joaquim Magalhães de Castro acaba de lançar um novo livro, resultado de crónicas e textos dispersos. “Portugueses no Extremo Oriente – Antes e Depois de Fernão de Magalhães” revela os sinais da presença portuguesa no século XVI nas Filipinas, norte da ilha de Java e no actual Brunei no contexto da viagem de Circum-Navegação do navegador Fernão de Magalhães


Como foi o percurso traçado até à edição desta obra?

Este livro deveria ter saído em 2021, porque foi nesse ano que se celebraram os 500 anos da [rota de] Circum-Navegação [de Fernão de Magalhães], mas a covid ofuscou todo este processo. Iria participar num projecto que implicava integrar a viagem da Circum-Navegação feita pelo navio [português] Sagres, mas a operação foi abortada. Só agora consegui editar o livro, daí o título ter a parte “Antes e Depois de Fernão de Magalhães”. Isso tem também a ver com o facto de a obra revelar aspectos menos conhecidos da presença portuguesa no Extremo Oriente e o Sudeste Asiático, em zonas como as Filipinas, o Mar de Java e o Bornéu [actual Brunei].

A obra divide-se, precisamente, em três partes.

Sim. Primeiramente falo da presença portuguesa nas Filipinas. Fernão de Magalhães deu inicialmente ao território o nome de Ilhas de São Lázaro, tendo este sido adoptado oficialmente pelos portugueses até existir a denominação Filipinas, em honra de Filipe de Espanha. A segunda parte do livro aborda o Bornéu, que logo depois da conquista de Malaca [1511] passou a ser frequentado pelos portugueses, que o utilizavam com frequência, sempre com boas relações com o sultão local. Isso explica que Fernão de Magalhães tenha sido recebido depois de forma amistosa por ele. Na terceira parte do livro continuo, no fundo, o trabalho que comecei no meu primeiro livro, “Mar das Especiarias”, sobre a presença portuguesa na ilha de Java, na Indonésia. Desta vez concentro-me no norte da ilha e no que restou dos contactos com os portugueses, algo que está pouco estudado. Naqueles portos da costa norte fazia-se comércio, pois não havia portos no sul de Java. Todo o livro reúne, essencialmente, crónicas de viagens.

Em que período as realizou?

Tenho viajado nos últimos anos. Trata-se de [uma compilação] de crónicas que fui publicando n’O Clarim.

Começando pelas Filipinas, o livro aborda a figura de Bartolomeu Landeiro, que esteve em Macau a investir na obra dos jesuítas. Fale-me mais sobre esta personalidade.

Era de origem judaica e digamos que foi um elo fundamental na posterior relação entre Macau, China, Japão e Filipinas. Os espanhóis tentaram, sem sucesso, entrar na China, e só conseguiram fazê-lo através de Macau. Bartolomeu Landeiro desempenhou um papel importante nessa ligação entre Manila, Macau, China e Japão, mas sobretudo entre Manila e Macau. Foi o personagem mais importante como comerciante e diplomata, jogava um pouco em ambos os mundos, era alguém muito astuto. Contribuiu bastante para essa relação que ainda hoje é visível em muitos aspectos. Esses pormenores da influência portuguesa nas Filipinas via Macau são muito pouco conhecidos. Aliás, [a influência] é patente na toponímia, mas também nos apelidos de filipinos, que sabem dessa origem portuguesa. Isso vai de encontro à primeira parte do livro, que mostra que os portugueses já andavam por aquela região antes de Fernão de Magalhães lá ter chegado.

Malaca foi um importante ponto de partida para esta presença comercial?

A partir do estabelecimento de Malaca os portugueses começaram a estabelecer acordos com a Indonésia e outros lugares e passaram a ser respeitados, até pelo temor que as pessoas lhes tinham desde a posse de Malaca. Houve depois um interregno de vários anos em que os espanhóis não voltaram às Filipinas, até que houve uma expedição [liderada por] Miguel Logaspi, que ficou em Cebu, tendo os portugueses questionado [essa presença]. Porque é que os portugueses não ficaram nas Filipinas? Porque não havia especiarias, como o cravo e noz-moscada, que existiam na zona nas ilhas Molucas. Mas há provas [da presença portuguesa nas Filipinas], com acordos e pactos de sangue. Houve uma série de viagens feitas pelos portugueses que antecederam a presença definitiva dos espanhóis no país.

A presença da pimenta em Java é então o grande factor explicativo para a presença dos portugueses nessa zona da Indonésia. Quanto tempo durou essa presença?

Sim. Cerca de 150 anos até à chegada dos holandeses, que nos afastaram de lá. Macau foi de facto o único sítio em que não conseguiram afastar os portugueses. Java não era uma colónia nossa, mas o Sri Lanka [antigo Ceilão] poderia considerar-se praticamente uma colónia portuguesa. Sempre fizemos comércio em Java, juntámo-nos aos hindus para combater os muçulmanos e fizemos acordos consoante os interesses, mas nunca estabelecemos uma colónia. Ficámos lá a partir de 1513 e durante cerca de 150 anos.

A capa do livro faz referência a uma comunidade de lusodescendentes que são os Bayingyi, no Myanmar. É também um grupo étnico muito pouco conhecido.

Sim. Tenho falado bastante sobre essa comunidade, mas ela continua a ser pouco conhecida. Digamos que [o seu maior reconhecimento] tem sido uma das minhas bandeiras. Essa comunidade foi-se formando a partir de portugueses forasteiros que andavam por ali à revelia da Coroa portuguesa. Tinham objectivos comerciais, eram pessoas com os seus negócios, mas estavam fora do controlo da Coroa. Vendiam os serviços aos reinos locais, houve miscigenação.

Porque é que esta é a sua bandeira?

Porque foi aí que começou o meu trabalho de investigação sobre alguns aspectos portugueses da expansão. Tudo começou com uma conversa com Luís Sá Cunha [académico e residente em Macau] que me falou dessa comunidade. Visitei-a nos anos 90 e comecei a escrever sobre ela, a fotografar e a fazer documentários. O meu primeiro livro, de fotografia, foi sobre esta comunidade também.

Editar esta obra chama a atenção para estes portugueses perdidos a Oriente?

O meu foco é sempre o mesmo: dar a conhecer aspectos que não são conhecidos do grande público e que talvez só o sejam junto da academia. Tento mostrar sempre [as informações] com base num conhecimento feito no terreno. Actualmente vivo na Indonésia, na zona de Java, a minha esposa é, precisamente, de uma zona que foi um entreposto de comércio de portugueses, por volta de 1525.

Há ainda muito a explorar no seio destas comunidades?

Há ainda muito por investigar, é sempre um trabalho inacabado. As ilhas Molucas [na Indonésia], por exemplo, é uma zona muito rica em presença portuguesa. Penso visitá-las um dia destes. Andreia Silva – Portugal in “Hoje Macau”


China – Novo bairro de Macau em Hengqin pode ter escola secundária em 2024/2025

O director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, afirmou que a primeira Escola para Filhos e Irmãos de Residentes de Macau no Novo Bairro de Macau em Hengqin vai ser coordenada pela Associação de Apoio à Escola Hou Kong e deverá começar a leccionar as primeiras aulas no ano lectivo 2024/2025.


Segundo o jornal Ou Mun, o responsável apontou que até ao momento a associação foi a única a demonstrar interesse em abrir uma escola na Ilha da Montanha. Kong Chi Meng revelou que os procedimentos burocráticos para autorizar a escola a operar em Hengqin estão na fase final e está confiante de que tudo esteja pronto para o próximo ano lectivo.

O director da DSEDJ acrescentou ainda que a Escola para Filhos e Irmãos de Residentes de Macau no Novo Bairro de Macau irá abrir com turmas que vão desde o jardim de infância até ao 2.º ano do ensino primário.

Kong Chi Meng indicou também que a escola pode recrutar os professores do Interior da China ou de Macau, cujas qualificações têm que corresponder aos critérios do quadro de qualificações do Interior e do quadro geral da RAEM. In “Hoje Macau” - Macau


Experiência









Vamos aprender português, cantando

 

Experiência

 

E tudo mudou...mudou!

A inocência acabou...acabou!

A sapiência gritou...gritou!

Quando a experiência chegou, tudo mudou!

 

Criança que nasceu em paz,

criada em família capaz.

Na turbulência cresceu o rapaz,

resiliência e rosto tenaz!

 

Agora, está na tua hora.

Deita tudo cá para fora,

que o medo evapora!

 

Agora, está na tua hora.

Deita tudo cá para fora,

que a vida já te implora!

 

E tudo mudou...mudou!

A inocência acabou...acabou!

A sapiência gritou...gritou!

Quando a experiência chegou, tudo mudou!

 

Porta entreaberta e o menino espreitou,

a caixa de pandora, o novo ciclo iniciou.

Acabou-se a inocência, então, o mundo mudou

mano, tudo era chill sem demais preocupação.

Sentado na colina a matar mais um canhão,

dia de cada vez, era a minha visão.

Era assim que idealizava o meu mundo padrão.

Eu era assim, era um baita sonhador!

 

Não que hoje não seja mas com menos fervor.

E tu que me pisaste, hoje nem guardo rancor,

porque todas as etapas, eu passei-as com louvor.

Numa visão global mudei a forma de pensar.

menino de outrora, agora quer concretizar...

Sonhos de homem grande, sem limite de alcançar.

Voltei a abrir a porta e desta vez não vou fechar,

voltei a renascer e desta vez é para vingar.

 

E tudo mudou...mudou!

A inocência acabou...acabou!

A sapiência gritou...gritou!

Quando a experiência chegou, tudo mudou!

 

Agora, está na tua hora.

Deita tudo cá para fora,

que o medo evapora!

 

Agora, está na tua hora.

Deita tudo cá para fora,

que a vida já te implora!

 

E tudo mudou...mudou!

A inocência acabou...acabou!

A sapiência gritou...gritou!

Quando a experiência chegou, tudo mudou!

 

E tudo mudou...mudou!

A inocência acabou...acabou!

A sapiência gritou...gritou!

Quando a experiência chegou, tudo mudou!

 

CVIEIRA – Portugal

De Britto – Cabo Verde 


sábado, 25 de novembro de 2023

Ilha do Príncipe - “Lung’ie, Lunge No” o primeiro dicionário do crioulo da ilha


São Tomé – O Presidente do Governo da Região Autónoma do Príncipe, Filipe Nascimento presidiu à cerimónia de lançamento do Livro “Lung’ie, Lunge No”, o primeiro dicionário do crioulo da ilha do príncipe, que resulta da investigação de vários anos dos académicos Ana Lívia Agostinho e Gabriel Araújo.

Na sua intervenção, Filipe Nascimento realçou o empenho do Governo Regional no resgate, preservação e promoção da nossa Cultura, relembrando o historial de programas radiofónicos em Lung’ie, introdução do Lung’ie nas escolas, sendo que neste ano letivo estendeu-se para o curso noturno, e que agora passamos a contar com mais esta ferramenta didática para acelerar a aprendizagem.


Além do líder do governo regional, a cerimónia contou com a presença de várias personalidades da sociedade, autoridades regionais, grupos culturais, professores, alunos, fazedores da Cultura, Ministro Conselheiro da Embaixada do Brasil.

Sendo uma língua crioula de base portuguesa, o lung’Ie é falado na Ilha do Príncipe, enquanto outros dois crioulos são-tomenses, designadamente, santomé e angolar, são falados na ilha de São Tomé, neste arquipélago de língua oficial portuguesa. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP Press”




 

Alemanha - Coleção de Arte do Estado português no Instituto Camões de Berlim

Uma exposição com obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) português, com o objetivo de incentivar a descoberta de jovens artistas portugueses, é inaugurada quinta-feira no Instituto Camões de Berlim, na Alemanha


Tendo como título “Fresh Breeze”, a exposição vai reunir obras dos artistas Fernão Cruz, Isabel Cordovil, Luís Lázaro Matos e Mariana Gomes no Kunstraum Botschaft, com inauguração marcada para as 18h00, segundo a organização, da Embaixada de Portugal em Berlim/Instituto Camões.

Com curadoria de Sandra Vieira Jürgens, a mostra apresenta uma seleção de artistas portugueses nascidos em Portugal nas décadas de 1980 e 1990, pertencentes a uma geração que desenvolve um trabalho em vários suportes, nomeadamente a escultura, a fotografia, a pintura e a instalação vídeo.

“Através deste conjunto de diferentes autores e tipologias, ensaiamos uma aproximação a diversas práticas, linhas de trabalho, de pensamento e reflexão produzidas por artistas que têm em comum o uso da ironia no tratamento dos seus temas, e o apelo ao humor na convocação de certas relações entre as formas plásticas, concretas, físicas e as ideias, num jogo claramente atento ao caráter literal e metafórico das imagens e do discurso”, descreve a curadoria num texto da organização.

Endereçando “um convite à experiência da dimensão lúdica da arte e ao jogo coletivo, a exposição destaca obras que dialogam com a vida de uma forma próxima, porosa e flexível, sem prescindir, por vezes, de uma abordagem interventiva e crítica na relação com determinadas realidades culturais e sociopolíticas”, acrescenta.

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Direção-Geral do Património Cultural e a Embaixada de Portugal/Camões Berlim, e faz parte do programa de circulação internacional da CACE, que visa a projeção e internacionalização de artistas portugueses.

“Fresh Breeze” estará patente até ao dia 12 de janeiro de 2024 e pode ser visitada de terça-feira a sexta-feira, das 11h00 às 13h00 e das 15h00 às 17h00. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Cabo Verde - Ally Évora apresenta livro de poemas “Corpus – 69 Valsas D’Prazer” no Centro Cultural do Mindelo

A obra foi apresentada ontem, sexta-feira,24, no Centro Cultural do Mindelo. “Corpus – 69 Valsas D’Prazer” é uma coleção de sessenta e nove poemas de carácter erótico, composto por 14 quadras e 55 sonetos. A apresentação esteve a cargo do jornalista Nuno Ferreira

Segundo o autor da obra, Ally Évora, “Corpus – 69 Valsas D’Prazer” é um livro onde o “prazer está presente em cada página, levando o leitor a uma sensação de êxtase, de adrenalina e de uma curiosidade que só acaba na última poesia”.

O livro, que segundo o mesmo não enfatiza “somente a carne”, mas também fala da alma, da ligação que se estabelece entre o corpo e a alma.

“Na verdade, [o livro] nos desnuda e nos faz encontrar e conviver com a nossa natureza erótica”, sublinha ainda.

Recorde-se que Ally Évora apresentou, há bem pouco tempo, a sua primeira obra literária de poesias que abordam o amor e os flagelos sociais.

Nesta segunda obra, Ally decidiu enveredar por uma poesia “mais atrevida” e mostrar “a outra face” do poeta num livro carregado de um erotismo que, de acordo com o mesmo, ainda é tímido e escasso na nossa sociedade.

Sobre o autor

Ally Évora nasceu na cidade do Porto Novo, ilha de Santo Antão, em 24 de fevereiro de 1982.

Formado em Matemática e Informática de Gestão, é técnico bancário de profissão e poeta por paixão. Apesar de sua formação ser em áreas exatas, sempre se deixou “fascinar pelas palavras e pelas histórias que elas contam”, explica.

Conheceu os prazeres da literatura, principalmente pela literatura poética ainda e no ensino secundário e desde então tem vindo a “rabiscar poemas”, tendo editado o seu primeiro livro intitulado “Palavras Nuas – 100 Pedaços D’Alma”, em junho de 2021, aos 39 anos de idade. Tiago Ribeiro – Cabo Verde in “A Nação”