Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Portugal - Investigadores desenvolvem base de dados e modelos avançados de visualização para prevenir colisões no Espaço

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver uma base de dados e modelos avançados de visualização para prevenir colisões em órbita.


 

O projeto “Neuraspace - AI FIGHTS SPACE DEBRIS”, liderado pela Neuraspace e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), inclui a criação de ferramentas que permitem aos operadores de satélites antecipar e evitar colisões, otimizando processos através de Inteligência Artificial (IA) e modelos de Machine Learning (ML) de última geração. 

«Estas ferramentas não só reduzem falsos alertas e manobras desnecessárias, poupando cerca de 25 mil euros por manobra, como também aumentam a eficiência, prolongam a vida útil dos satélites e permitem tomadas de decisão rápidas e seguras. Este desenvolvimento é essencial num setor em rápida expansão e que exige soluções tecnológicas avançadas para garantir a segurança e a sustentabilidade das operações espaciais», considera Nuno Lourenço, docente do Departamento de Engenharia Informática (DEI) da FCTUC e investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC). 

A plataforma desenvolvida pela Neuraspace integrará estas ferramentas num produto autónomo, acessível a operadores de satélites e instituições como a ESA ou a NASA, ajudando a mitigar os riscos de colisão no espaço. A maior precisão das manobras controladas por IA, a economia de combustível e a criação de um ambiente operacional mais sustentável são algumas das vantagens desta plataforma. 

«A FCTUC desempenha um papel relevante neste projeto, desenvolvendo a base de dados necessária para armazenar e processar grandes volumes de informação. Esta infraestrutura será essencial para disponibilizar aos utilizadores da Neuraspace dados em tempo real, permitindo decisões rápidas e informadas», explica o coordenador do projeto na UC. 

Adicionalmente, continua Nuno Lourenço, «a FCTUC está a criar modelos avançados de visualização para apresentar informações multidimensionais de forma intuitiva. Este trabalho garante que os operadores possam interpretar os dados de maneira eficiente e tomar decisões críticas em segundos». 

Neste momento, os resultados já são tangíveis. O serviço de visualização de dados, está já em fase de testes pela Neuraspace e integra os modelos desenvolvidos pela equipa da FCTUC. O do sistema de recolha e processamento de dados está também, em fase de conclusão, com estudos realizados para selecionar os fornecedores mais vantajosos.

«Com o aumento exponencial de satélites em órbita, o risco de colisões também cresce, tornando este tipo de soluções indispensável. Tal como acontece nas estradas, no espaço, os acidentes podem causar danos significativos aos satélites e impactar a sustentabilidade das operações espaciais. O “Neuraspace - AI FIGHTS SPACE DEBRIS” posiciona-se assim como uma resposta inovadora e indispensável para os desafios do futuro do espaço», conclui Nuno Lourenço. Universidade de Coimbra - Portugal


terça-feira, 29 de março de 2022

Portugal - Startup Neuraspace lança-se ao espaço

A Neuraspace desenvolveu uma plataforma avançada de monitorização de detritos espaciais com inteligência artificial (IA) para permitir operações em órbita seguras e sustentáveis

Fundada em 2020, a startup tem como missão combater o lixo espacial. A empresa desenvolveu uma plataforma avançada de monitorização de detritos espaciais com inteligência artificial e plataforma de prevenção de colisões por satélite, para permitir operações em órbita seguras e sustentáveis.

A própria economia espacial está prestes a crescer de perto de 300 mil milhões para quase 1 bilhão de euros, alimentada pelo menor custo de acesso ao espaço, possibilitado pelo sucesso da diversificação de plataformas, e acelerado por várias operadoras bem financiadas que planeiam lançar dezenas de milhares de novos satélites, como refere a tech.eu.

Além do esperado aumento exponencial do número de satélites, estima-se que existam cerca de 1 milhão de objetos de detritos, com tamanhos entre 1cm e 10cm, em órbita terrestre. A probabilidade de colisões de satélites já está a aumentar drasticamente e assim continuará, tal como a consequente interrupção maciça de negócios e riscos de segurança.

Enfrentando este problema, a Neuraspace, com sede em Portugal, levantou 2,5 milhões de euros da Armilar Venture Partners. A empresa vai usar o financiamento para acelerar a comercialização da sua plataforma.

Nuno Sebastião, fundador da Neuraspace e cofundador e CEO do unicórnio Feedzai, afirmou que acredita “que muitos dos desafios enfrentados pela segurança e proteção do espaço hoje podem ser resolvidos aplicando muitas das lições que aprendemos ao transformar a Feedzai em uma empresa de bilhões de dólares. A Neuraspace fará pelo espaço o que a Feedzai está fazendo pelas finanças usando IA avançada e uma plataforma de operações de risco totalmente automatizada.”

Chiara Manfletti, diretora de operações da Neuraspace, acrescentou que o “objetivo é fornecer aos operadores de satélite a solução que os ajudará a desbloquear o valor extraordinário da economia do Novo Espaço. A Neuraspace ajudará a inaugurar uma nova era no espaço, e faremos isso junto com o ecossistema que queremos ver se desenvolver ao nosso redor”. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo