Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Islândia – Pela primeira vez foram encontrados mosquitos, após temperaturas recordes

Depois que a espécie foi identificada perto da capital da Islândia, a Antártida continua a ser o único refúgio livre de mosquitos do mundo


Pela primeira vez na história, mosquitos foram detectados em solo islandês.

Até este mês, a Islândia era um dos únicos lugares do planeta que não tinha população de mosquitos, graças ao seu clima inóspito e à ausência de água parada. O único outro paraíso livre de mosquitos agora é a Antártida.

Agora, as alterações climáticas estão a aquecer o país quatro vezes mais rápido que o resto do hemisfério norte, resultando no derretimento de glaciares sem precedentes e ondas de calor frequentes.

Em maio deste ano, a Islândia registou o seu dia mais quente, com temperaturas a chegar a impressionantes 26,6°C, enquanto regiões do país registaram temperaturas mais de 10°C acima da média durante a primavera.

Teme-se que este aquecimento rápido permita que o infame inseto sobreviva no país e se estabeleça nos pântanos e lagoas da Islândia.

Mosquitos

Acredita-se que o entusiasta de insetos Bjorn Hjatason tenha encontrado três mosquitos no vale glacial de Kjós, perto de Reykjavik, enquanto usava cordas embebidas em vinho, normalmente usadas para observar mariposas.

Na quinta-feira, 16 de outubro, ele compartilhou a sua descoberta numa página local do Facebook, descrevendo o primeiro inseto que capturou como uma “mosca estranha”.

“Percebi imediatamente que aquilo era algo que eu nunca tinha visto antes”, escreveu ele.

Hjatason enviou os três mosquitos para o Instituto de Ciências Naturais da Islândia, onde o entomologista Matthías Alfreðsson os identificou como duas fêmeas e um macho Culiseta annulata.

Estes tipos de mosquitos são mais resistentes ao frio do que outros e podem ser encontrados em climas rigorosos, como a Sibéria.

Alfreðsson afirma que as espécies geralmente procuram abrigo em áreas internas, como celeiros, para resistir às condições rigorosas do inverno.

As alterações climáticas estão a atrair mosquitos?

O entomologista não tem a certeza se as alterações climáticas pode ser a única culpada pela chegada dos mosquitos, mas alerta: “O aumento das temperaturas provavelmente aumentará o potencial de outras espécies de mosquitos se estabelecerem na Islândia, caso cheguem”.

Também é possível que os insetos tenham chegado de outros países por meio de navios ou contentores.

Há vários anos, um mosquito de uma espécie diferente foi descoberto num avião no Aeroporto Internacional de Keflavík. No entanto, o inseto nunca havia sido avistado na natureza até este mês.

Agora, será necessária uma monitorização mais aprofundada para confirmar se a espécie de mosquito tornou-se “verdadeiramente estabelecida” na Islândia. Euronews.green


segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Portugal – Investigadora cria pulseira que engana mosquitos

Uma ex-aluna da Universidade do Minho (UMinho) criou uma pulseira odorífera “que leva os mosquitos a julgar que os humanos são plantas”, prevenindo assim picadas associadas a doenças como malária, dengue ou zika

Em comunicado, a UMinho refere que aquela tecnologia, chamada X-OCR e desenvolvida ao longo de cinco anos, está a ser alvo de patente e foi agora testada com 98% de sucesso em 300 pessoas no Brasil, prevendo-se para breve novo teste no Burkina Faso, com aval da Organização Mundial de Saúde.

A pulseira é produzida em Vila Verde, distrito de Braga, e começou a ser vendida este mês, em seis cores, em style-out.com e em farmácias do sul do país, mas o foco principal está nas regiões tropicais e subtropicais.

“Podemos ajudar a diminuir a mortalidade destas doenças e, quiçá, a erradicar a propagação, além de permitir poupanças aos sistemas nacionais de saúde”, admite, citada no documento, a investigadora Filipa Fernandes, autora da pulseira.

Citando estudos, notou que os mosquitos “custam” 410 milhões de euros por ano ao Governo do Brasil e a cada 30 segundos morre uma criança africana por malária.

“Mortes são casos extremos, mas importa contar ainda todos os doentes e os milhões de pessoas picadas”, sublinha.

Segundo a investigadora, cada pulseira tem um raio de ação de 60 centímetros e dura 30 dias.

“Só sentimos um leve aroma ao colocar a pulseira, ao contrário dos mosquitos, que até se podem aproximar e pousar em nós, mas não vão picar, pois desta vez julgam estar sobre uma planta e irão procurar alimento [sangue] noutros animais”, frisa.

Sublinha que a pulseira não danifica o ecossistema e também não é um repelente.

A pulseira é feita de silicone medicinal e, no interior, de cera com compostos e derivados de plantas, que, perante o calor corporal, liberta de forma controlada um odor que “confunde” os insetos.

As plantas utilizadas são citronela, neem e lavanda, a combinação que, segundo Filipa Fernandes, “se revelou mais eficaz para confundir” as espécies de mosquitos ‘Anopheles’ e ‘Aedes’, transmissoras de doenças como malária, zika, dengue, febre amarela e chikungunha.

Os ensaios em contexto real arrancaram no Ceará, nordeste do Brasil.

“Foi um sucesso e com inúmeros relatos de felicidade. Um jovem deu a sua pulseira à avó fragilizada para a proteger. Não é medicamento, mas claramente previne o contacto com mosquitos e doenças associadas e é uma esperança para quem vive nesses ambientes”, refere Filipa Fernandes.

Prevê-se novo ensaio na Unidade de Investigação Clínica de Nanoro, no Burkina Faso, com supervisão da Organização Mundial de Saúde, estando-se a aguardar financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.

Outro desafio é o dispositivo poder camuflar também os humanos perante as espécies ‘Culex’, transmissoras da febre do Nilo, entre outras doenças.

“Cada espécie de mosquito tem repulsa por plantas específicas, como quando gostamos ou não de um perfume, e estamos a apurar a equação certa neste caso”, diz ainda a investigadora. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Portugal - Politécnico de Viana cria modelos matemáticos para prevenir surtos de mosquitos

Projeto termina em março de 2022 e já estão a ser realizados testes na Itália e na Croácia


Sofia Rodrigues, docente e investigadora da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), tem em mãos a criação de novos modelos matemáticos para prever e combater surtos de mosquitos.

Acresce dizer que novos têxteis com repelentes e um software para prevenir e combater doenças provocadas por mosquitos estão a ser criados no âmbito da rede CostActions – Investigation and Mathematical Analysis of Avant-garde Disease Control via Mosquito Nano-Tech-Repellents.

Este projeto, financiado pela União Europeia, reúne especialistas em epidemiologia, bioestatística, matemática, biologia, nanotecnologia, engenharia química e têxtil para implementar novas técnicas de combate às doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika, chikungunya e febre-amarela.

“Pretende-se estudar o efeito de medidas de controlo de vanguarda, nomeadamente as que envolvem novas tecnologias em produtos têxteis e tintas à base de nanopartículas e micropartículas que liberam repelentes ou pesticidas”, explica Sofia Rodrigues, citada em comunicado enviado a O Minho.

O projeto, que termina em março de 2022, envolve investigadores de vários países, que partilham ideias e trabalho desde 2017.

“Nós, matemáticos, estamos a trabalhar a parte da epidemiologia para perceber quando chegam os surtos. Já a parte dos têxteis, por exemplo, está a trabalhar na criação de têxteis com repelentes”, refere a investigadora.

Os novos produtos já estão a ser testados na Itália e na Croácia.

“Para testar se os tecidos são bons ou não, os investigadores colocam-se numa zona com mosquitos durante um determinado período de tempo. Uns vestem roupas sem repelentes e outros investigadores vestem roupas com repelentes e, no final, contam quantas picadas têm cada um”, conta a investigadora da ESCE-IPVC.

O passo seguinte, depois do projeto terminar, é a produção de têxteis com repelentes. “Os produtos têxteis podem ser, por exemplo, t-shirts para o cidadão comum utilizar”, esclarece Sofia Rodrigues, recordando que, a nível militar, as tropas norte-americanas e europeias já usam camuflados impregnados com repelentes quando vão para países mais tropicais.

Cost financia atividades de colaboração transnacional

Desde 1971 que a Cost financia atividades de colaboração transnacional num sistema de redes de investigadores com livre acesso e bottom-up, em todos os domínios científicos e tecnológicos.

Estas redes, denominadas Cost Actions, possibilitam avanços no desenvolvimento do conhecimento científico, contribuindo para o fortalecimento da Europa como líder em I&DT.

Através da sua política inclusiva e dando especial relevância aos jovens investigadores, a Cost constitui um meio único para que os investigadores, de uma forma livre, aberta e em conjunto, desenvolvam as suas ideias e iniciativas.

A Cost promove a integração e enriquecimento das diversas comunidades científicas, proporciona a maximização do investimento nacional em I&DT e contribui decisivamente para a desfragmentação de conhecimento na Europa. In “O Minho” - Portugal