Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 17 de julho de 2021

Cabo Verde - Diva Barros lança novo disco “Un ben dun cavaquin” e o vídeo-single intitulado “Morabeza”

Cidade da Praia – A cantora Diva Barros lançou nas plataformas digitais o seu novo disco “Un ben dun cavaquin” que expressa a sua paixão pela cidade do Mindelo e as suas gentes, juntamente com o vídeo-single da morna “Morabeza” de B.Leza.

Para o disco “Un ben dun cavaquin”, Diva Barros escolhe os nomes de B.Leza e Manel d’Novas para, através das mornas “Morabeza” e “Rufux Sacacarex”, cumprimentar a cidade do Mindelo.

Com o auxílio de Luís Morais, dão vozes ao tema “Amdjer Coque e Bafa”, e há ainda lugar para as composições escritas pela artista sobre várias temáticas.

Depois de ter aberto as portas do álbum, com o vídeo-single lançado há algum tempo e que dá nome ao álbum, lança agora também o vídeo de “Morabeza” num dueto com Tito Paris.

Segundo Diva Barros, o álbum que conta com nove temas, retrata a sua vivência com a música, com os músicos e com a ilha de São Vicente.

Das composições, quatro são da autoria da Diva e os outros são de compositores como Manuel d’Novas, Luís Morais, B.Leza, entre outros.

Diva Barros disse estar “satisfeita” com o trabalho e que espera que as pessoas sintam toda a energia e a “vibe” que colocou neste projecto. In “Inforpress” – Cabo Verde

 


Morabeza

 

Sol dispontá

Num leque radioso

Sol di Mindelo enfeitá

C’u sê vestido luminoso

 

Sol dispontá

Num leque radioso

Sol di Mindelo enfeitá

C’u sê vestido luminoso

 

Céu vistí de azul

Todo bordado di ore

Mindelo de Norte a Sul

Visti di Gala e Flôr

 

Céu vistí de azul

Todo bordado di ore

Mindelo de Norte a Sul

Visti di Gala e Flôr

 

Gente di Mindelo

Nô abri nôs broçe

Nô po coraçon na mom

Nô bem dá um pequeno abraço

 

Gente di Mindelo

Nô abri nôs broçe

Nô po coraçon na mom

Nô bem dá um abraço

 

Abraço de Morabeza

Di nôs de São Vicente

Esse home de alma grande

Di rosto sabe e contente

 

Abraço de Morabeza

Di nôs de São Vicente

Esse home de alma grande

Di rosto sabe e contente

 

Abraço de Morabeza

Di nôs de São Vicente

Esse home de alma grande

Di rosto sabe e contente

 

Céu vistí de azul

Todo bordado di ore

Mindelo de Norte a Sul

Visti di Gala e Flôr

 

Céu vistí de azul

Todo bordado di ore

Mindelo de Norte a Sul

Visti di Gala e Flôr

 

Gente di Mindelo

Nô abri nôs broçe

Nô po coraçon na mom

Nô bem dá um abraço

 

Gente di Mindelo

Nô abri nôs broçe

Nô po coraçon na mom

Nô bem dá um abraço

 

Abraço de Morabeza

Di nôs de São Vicente

Esse home de alma grande

Di rosto sabe e contente

 

Abraço de Morabeza

Di nôs de São Vicente

Esse home de alma grande

Di rosto sabe e contente

 

Abraço de Morabeza

Di nôs de São Vicente

Esse home de alma grande

Di rosto sabe e contente

 

Diva Barros – Cabo Verde

Tito Paris – Cabo Verde

 

(Música) B.Léza – Cabo Verde

 


quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Cabo Verde - Escritor angolano propõe festival comum nas cidades de língua portuguesa

O escritor angolano Ondjaki propôs, na cidade da Praia, a criação de um festival que se realize nas cidades capitais africanas de língua oficial portuguesa, com um nome comum em todas elas.

“Temos alguns festivais em Angola, mas o que um dia penso que seria bonito é que um festival com o mesmo nome visitasse as capitais de língua portuguesa (em África), primeiro, mas depois se estendesse a outros países de África que falem qualquer língua”, sugeriu.

Ondjaki falava na cidade da Praia, no âmbito da sua participação na terceira edição da Morabeza – Festa do Livro, evento literário promovido pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde.

Para o escritor angolano, um festival desse tipo poderia aumentar a interação cultural entre esses países, poderia haver novas publicações, originar novas traduções, contacto com criadores de língua portuguesa e troca cultural entre e dentro do continente africano.

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) são Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Relativamente ao festival Morabeza, Ondjaki disse que é um evento grande e que está a crescer e considerou ser uma “ideia bonita” esse tipo de encontro acontecer em África, uma vez que os escritores muitas vezes encontram-se fora do continente.

“Penso que este encontro, nestas ilhas, em Cabo Verde, que fica no meio do mundo, como eu costumo dizer, para não dizer no centro do mundo, é uma excelente ideia. Por aqui pode passar gente vinda de África, da Europa, da América Latina, acho que é uma ideia muito bonita”, afirmou à Lusa.

No festival, Ondjaki apresentou uma performance de “escrita ao vivo” e ainda deu uma “entrevista de vida”, além da participação nas outras atividades.

Prosador e poeta, também escreve para cinema e teatro, Ondjaki nasceu em Angola, em 1977, e vive atualmente em Luanda.

É membro da União dos Escritores Angolanos, membro honorário da Associação de Poetas Húngaros e fundador da Associação Protetora do Anonimato dos Gambuzinos.

Está traduzido para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, sueco, chinês e swahili. Recebeu os prêmios FNLIJ (Brasil, 2010, 2013); JABUTI juvenil (2010); e, em Portugal, o prémio José Saramago (2013).

Reescreve crónicas para jornais e, ocasionalmente, é professor de escrita criativa.

A terceira edição da Morabeza – Festa do Livro arrancou na cidade da Praia, com a presença, entre os convidados, logo no primeiro dia, de José Ramos-Horta, antigo Presidente da República de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz em 1996, que dará uma “entrevista de vida”.

O festival estende-se pela primeira vez à ilha do Fogo, com atividades em todos os três municípios até ao dia 03 de novembro.

A edição de 2019 da Morabeza conta com uma feira do livro com obras de autores internacionais e lusófonos, encontros com os autores, visitas a escolas, ‘showcooking’, sessões de literatura com crianças, pintura de murais e debates.

Além de Ondjaki, entre outros convidados para conversas com o público estão previstos Abdulai Sila, da Guiné-Bissau, Eurídice Monteiro, Fausto do Rosário, Germano Almeida, Manuel Veiga e Margarida Fontes, de Cabo Verde, Conceição Lima, de São Tomé e Príncipe, Mário Augusto e João Tordo, de Portugal. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Timor-Leste – "O português está a sobreviver muito mais do que se esperava”

O antigo chefe de Estado de Timor-Leste José Ramos-Horta sublinhou a "seriedade" de Portugal quando se optou pelo português como língua oficial no país, notando que a língua evoluiu muito mais do que se esperava



Numa resposta a uma pergunta durante uma "entrevista de vida" realizada no âmbito da terceira edição da Morabeza - Festa do Livro, promovido na cidade da Praia pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Ramos-Horta referiu que o português é um dos três pilares da identidade timorense, a par da língua nacional tétum e da religião católica.

O antigo chefe de Estado lembrou que no último ano da missão civilizadora portuguesa apenas 7% dos timorenses falavam o português, mas que essa percentagem é atualmente de 30% dos pouco mais de 1,2 milhões de pessoas.

"O português está a sobreviver muito mais do que se esperava em Timor-Leste", considerou, frisando que, nos últimos dez anos, a língua de Camões "já se infiltrou muito" no tétum, a língua nacional oral.

"O Portugal antigo, antes do 25 de abril, fez muito pouco, ou quase nada, pelo português em Timor. Se hoje o português está a expandir em Timor, é graças à seriedade com que Portugal responde à nossa decisão estratégica de utilizar o português como língua oficial", enfatizou.

Neste sentido, entendeu que a literatura e o livro podem ligar os países que falam o português, não obstante Timor-Leste estar numa fase em que a produção literária em português e em geral ainda é muito limitada.

Ramos-Horta lembrou que a embaixada de Portugal em Timor-Leste, a Fundação Oriente e o Instituto Camões têm feito iniciativas ao longo dos anos, como feiras de livros e cinema de língua portuguesa.

"Não é nada de novo que nós não tenhamos feito. E verificamos que essas iniciativas como esta que está aqui a acontecer agora é muito útil também porque os livros são de preço acessível", sustentou, indicando que o livro mais comprado em Timor é o dicionário de língua portuguesa.

"Porque é muito útil, prático para os jovens que ainda estão a aprender o português", notou.

Ramos Horta afirmou que Cabo Verde é um "grande exemplo" de democracia e de boa governação e que cada vez que visita o país fica "impressionado" com os progressos materiais, culturais e económicos.

A edição de 2019 da Morabeza arrancou na sexta-feira à noite, cidade da Praia, e conta com uma feira do livro com obras de autores internacionais e lusófonos, bem como mesas de debate, visitas a escolas, 'showcooking', sessões de literatura com crianças, pintura de murais e debates.

Na cidade da Praia, a Biblioteca Nacional de Cabo Verde foi a escolhida para receber os encontros com os autores, mas o evento estende-se à ilha do Fogo, onde a programação divide-se entre Chã das Caldeiras, Santa Catarina, São Filipe e Mosteiros.

Entre outros convidados para conversas com o público está prevista a presença na Morabeza deste ano de Abdulai Sila, escritor da Guiné-Bissau, Eurídice Monteiro, Fausto do Rosário, Germano Almeida, Manuel Veiga e Margarida Fontes, de Cabo Verde, Conceição Lima, de São Tomé e Príncipe, Mário Augusto e João Tordo, de Portugal, e Ondjaki, de Angola. In “Notícias ao Minuto” - Portugal

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Cabo Verde - Morabeza Festa Literária: Mia Couto defende “figura de um editor” na literatura portuguesa

Cidade da Praia – O escritor moçambicano Mia Couto defendeu, na Cidade da Praia, que faz falta a “figura de um editor” na literatura portuguesa para que a escrita seja “mais interessante”.



Com a sala da Biblioteca Nacional de Cabo Verde cheia, Mia Couto encerrou a segunda sessão da I edição de Morabeza- Festa Literária, cuja primeira sessão teve lugar de 31 de Outubro a 05 de Novembro de 2017, na Cidade da Praia, e hoje foi feita uma conversa aberta com o autor de Terra Sonâmbula, com a moderação de Tito Couto, da Booktailors.

Durante esta conversa de mais de uma hora, Mia Couto falou da sua obra multifacetada, isto é, do seu envolvimento com a escrita portuguesa, com a sua profissão de biólogo e de uma tentativa de ser arquitecto.

Para Mia Couto, escrever é “construir um chão que não existe” e a ideia de haver uma conversa entre a figura do editor e do autor é muito interessante para desenvolver a escrita, entretanto esta figura não existe na literatura portuguesa.

“No mundo da língua portuguesa também faz falta uma figura de um editor, na literatura anglo-saxónico tem. O editor intervém na escrita e discute com o autor, portanto ele é quase um co-autor, com a língua portuguesa acontece o contrário, o autor é como uma entidade divina (…)”, disse.

Tendo como pressuposto a guerra pela independência de Moçambique, em que há diversas versões sobre a história, Mia Couto considerou que a literatura não tem a pretensão de construir uma verdade, mas que ela é um lugar onde essas verdades “podem conversar”.

Este diálogo, indicou, pode construir uma nação e pode ajudar um país a construir uma identidade, na medida em que ela tem a pretensão de mostrar que essas identidades são várias e que não há uma entidade e que essa identidade não está feita.

Assim como a ideia que o Ministério da Cultura quer com a realização do Festival Morabeza, de levar mais jovens a ter o gosto pela literatura e de incentivar o aparecimento de mais jovens escritores, Mia Couto, com o seu projecto “Fundação Fernando Couto”, tem trabalhado na mesma ideia de ajudar os jovens Moçambicanos a escrever e a publicar.

Apesar de afirmar que não conhece muito bem a realidade cabo-verdiana, o autor de “O gato e o escuro” acredita que é necessário ajudar os jovens a terem mais gosto pela escrita, de os ajudar nas suas publicações, e mostrar aos mais pequenos de que vale a pena contar e ouvir estórias. In “Inforpress” – Cabo Verde