Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta INSA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta INSA. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

União Europeia - Instituto Ricardo Jorge de Portugal integra a rede europeia contra vírus respiratórios

O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) é um dos oito laboratórios que vão integrar o Laboratório Europeu de Referência para os Vírus Respiratórios, que visa fortalecer a resposta da UE a ameaças transfronteiriças graves


O INSA adianta em comunicado que integrará o consórcio selecionado para constituir o Laboratório Europeu de Referência para os Vírus Respiratórios (EURL RV) que pretende “reforçar a preparação e a resposta a ameaças transfronteiriças graves, numa altura em que há um número crescente de pessoas a procurar cuidados de saúde no espaço da União Europeia, devido à circulação significativamente elevada de vírus respiratórios”.

Criado em colaboração com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), o EURL RV será parte integrante das redes de doenças coordenadas por este organismo e será o décimo EURL para a saúde pública.

“Estes laboratórios europeus apoiam os laboratórios nacionais de referência para os vírus respiratórios, garantindo a comparabilidade dos dados e o reforço das capacidades em matéria de métodos laboratoriais”, salienta o INSA.

Como exemplo disso, aponta os esforços para harmonizar diagnósticos e testes para a vigilância, notificação e comunicação de doenças, bem como reunir conhecimentos científicos em toda a UE para melhorar a preparação, a deteção rápida e a resposta.

O Laboratório Europeu de Referência para os Vírus Respiratórios, designado pela Comissão Europeia, terá um período de sete anos e deverá ter início em 2027, com financiamento específico do programa EU4Health.

Para o presidente do INSA, Fernando de Almeida, a presença do instituto neste consórcio “comprova a qualidade, segurança e prestígio internacional do trabalho desenvolvido no INSA ao nível da identificação dos vírus da gripe e outros vírus respiratórios em circulação no território nacional, bem como da monitorização da evolução da atividade gripal e da caracterização genética e antigénica destes vírus”.

O INSA é, desde 2023, coordenador do Programa Nacional de Vigilância da Gripe e outros Vírus Respiratórios (PNVGVR), na qualidade de Laboratório do Estado no setor da saúde, de Laboratório Nacional de Referência para a saúde e de Observatório Nacional da Saúde.

O PNVGVR é desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios do Departamento de Doenças Infecciosas, e pelo Departamento de Epidemiologia do INSA, em colaboração com a Direção-Geral da Saúde. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 12 de março de 2022

Portugal - Médicos de saúde pública dizem que há “anormal disseminação” da gripe A no país

O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública afirmou que há em Portugal uma “anormal disseminação” do vírus da gripe A e apelou para a adoção de medidas de proteção usadas para a covid-19.

Gustavo Tato Borges disse à agência Lusa que nesta altura é normal haver casos de gripe, mas sublinhou que “haver tantos casos de gripe A não é tão frequente”.

“A propagação da doença acaba por ser relativamente normal, mas este ano estamos a detetar mais casos do que habitual em Portugal”, disse.

O especialista lembrou o surto de gripe A ocorrido na zona de Leiria com “uma dimensão bastante grande”, que atingiu mais de 60 jovens e estava a ser investigado pelas autoridades de saúde da região Centro, para além dos relatos de infeção por gripe A espalhados pelo país.

O presidente da associação observou que a vacinação contra a gripe voltou a contemplar este ano a proteção contra a gripe A, mas referiu que a cobertura vacinal fica mais restringida aos grupos de risco, sendo que “há muitas crianças, jovens e adultos que não foram vacinados”.

Para prevenir a gripe A, bem como outras infecções respiratórias, Gustavo Tato Borges aconselhou o uso da máscara em situações de maiores aglomerados populacionais, a etiqueta respiratória, não ir trabalhar com sintomas gripais, a lavagem frequente das mãos e a vacinação.

Recordou que o efeito destas medidas se refletiu no ano passado em que a gripe foi praticamente inexistente.

Contactada pela Lusa sobre alegados surtos em escolas, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo afirmou que “os alegados casos de gripe sazonal – subtipo A foram identificados num contexto comunitário, não associado a nenhuma escola em específico”.

“Reforçamos que a atividade gripal mantém um nível semelhante ao ano passado, incluindo a circulação de diversos vírus respiratórios, entre os quais a gripe sazonal – subtipo A”, sublinhou numa resposta escrita à Lusa.

Também contactado pela agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Nuno Jacinto, afirmou que os casos de gripe A “não serão algo de anormal”.

“Estamos no inverno e já há poucas medidas de contenção, pelo que surgem infeções respiratórias. Temos tido conhecimento de alguns casos de gripe A, embora na prática na clínica diária seja para nós difícil saber de que vírus se trata”, disse Nuno Jacinto, explicando que essa monitorização é feita pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Segundo o boletim de vigilância da gripe do INSA, referente à semana de 28 de fevereiro a 06 de março, a taxa de incidência de síndrome gripal subiu para 15,1 por 100000 habitantes, numa tendência de atividade gripal crescente.

Neste período, foram registados 165 casos positivos para o vírus da gripe, todos do tipo A. Em 20 dos casos foi identificado o subtipo A(H3N2) e num dos casos o subtipo A(H1N1), refere o INSA, ressalvando que os valores de incidência devem ser interpretados tendo em conta “a reorganização do atendimento ao doente respiratório e a menor população sob observação do que a observada em período homólogo de anos anteriores”.

Os valores de vigilância clínica da gripe foram apurados através da rede médicos-sentinela, um sistema de informação constituído por médicos de medicina geral e familiar do continente e das regiões autónomas. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Portugal - Mais de metade dos produtos alimentares para crianças não cumpre critérios nutricionais

Mais de metade dos produtos alimentares para crianças não cumpre todos os critérios nutricionais recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), especialmente por adição de açúcar ou adoçantes, indica um estudo do Instituto Ricardo Jorge, em Portugal.

No estudo foram avaliados 138 alimentos complementares para crianças dos seis aos 36 meses, rotulados como adequados para essas idades, concluindo-se que parte deles tinha adicionado açúcar ou sal.

A propósito do estudo, a Ordem dos Nutricionistas pediu hoje à Direção-Geral da Saúde (DGS) que tenha “mão forte junto da indústria alimentar” e pressione “a reformulação dos seus produtos”.

De acordo com o estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), 69% dos produtos alimentares avaliados não cumpria todos os critérios.

“Saber que 31% dos produtos destinados a crianças contêm pelo menos uma fonte de açúcar e que 25% têm sal adicionado é preocupante, uma vez que o sal e o açúcar não devem ser consumidos durante o primeiro ano de vida”, alerta a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, citada num comunicado da ordem.

Alexandra Bento acrescentou que é nos primeiros anos de vida que as crianças adquirem hábitos e que serem expostas precocemente ao sal e ao açúcar condiciona-lhes o gosto.

Porque há “uma clara necessidade” de reformulação dos produtos alimentares compete à DGS “atenção redobrada à composição nutricional de produtos alimentares destinados, principalmente, a idades precoces”, considera a Ordem no comunicado.

O INSA afirma no relatório que há grande variedade de oferta de alimentos destinados a lactentes e crianças jovens e acrescenta que, pela vulnerabilidade dessa faixa etária, tem havido uma crescente preocupação com a adequação da oferta a uma alimentação saudável e nutritiva.

Quase todos os produtos analisados apresentavam pelo menos um tipo de alegação nutricional ou de saúde na embalagem, diz o estudo do INSA, segundo o qual os resultados revelam a importância de uma monitorização e avaliação nutricional contínuas, e reforçam a necessidade de serem aplicadas medidas efetivas que limitem a promoção de alimentos menos saudáveis destinados à faixa etária dos seis aos 36 meses.

Dos 138 alimentos analisados, 34 (25%) foram papas infantis, 94 (68%) foram refeições “de colher” (sobremesas lácteas, purés de fruta e purés de carne/peixe) e 10 (7%) são bolachas/snacks.

O INSA também já tinha feito um estudo sobre alimentos com o sistema de rotulagem nutricional Nutri-Score (com letras de A a E e cores do verde ao vermelho, sendo que supostamente as letras a verde representam produtos mais saudáveis).

Foram analisados 268 alimentos e o INSA concluiu que 91% não cumpre os valores de referência definidos na Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS) para os açucares e sal, quando avaliados conjuntamente.

Considerando apenas os produtos com Nutri-Score com as letras A ou B (tidos como mais saudáveis), 87% excederam os valores de referência da EIPAS, pelo que o sistema de rotulagem “pode ser considerado pouco eficiente e potencialmente enganador em algumas categorias de alimentos”, diz o INSA. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”