Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

São Tomé e Príncipe - Bastonário dos enfermeiros de Portugal pede maior valorização da classe de enfermeiros

O bastonário da ordem dos enfermeiros de Portugal prometeu apoio aos enfermeiros são-tomenses.

De visita a São Tomé e Príncipe, Luís Filipe Barreira destaca a importância da valorização da classe, num país de grandes carências na área da saúde. Apelidou de heróis os enfermeiros do arquipélago.

«Estes enfermeiros de S. Tomé e Príncipe são os heróis com vencimentos baixos, mas que de facto, têm um nível de competência e um trabalho fantástico em termos do sistema de saúde. Precisam, naturalmente, da ajuda do governo e da Ministra da Saúde e eu faço um apelo no sentido de olhar para esta classe profissional, para os enfermeiros e dar-lhes a valorização que merecem».

Luís Filipe Barreira, que está no país para uma visita de três dias, assinou com a ordem dos enfermeiros de S. Tomé e Príncipe um protocolo de colaboração e prometeu ajudar a congénere santomense.

«Os apoios são sempre de ponto de vista de regulação do exercício, da ajuda naquele que são os referenciais da profissão, quer de ponto de vista dos padrões de qualidade, quer das próprias áreas de especialidade. Por outro lado, temos o compromisso de ponto de vista técnico-científico em termos de formação».

O bastonário da ordem dos enfermeiros de Portugal reuniu-se com a direção do hospital de referência nacional, o Ayres de Menezes e visitou os diversos serviços instalados. José Bouças – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”


segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Suíça - Enfermeiros exaustos deixam os seus empregos a cada mês

Quase 300 enfermeiros na Suíça deixam os seus empregos todos os meses, principalmente devido às difíceis condições de trabalho. Esse fenómeno também afeta os jovens recém-formados e representa um grande desafio para os hospitais suíços

Altas cargas de trabalho, baixa remuneração, dificuldade de conciliar a vida pessoal e profissional: as condições de trabalho dos enfermeiros estão cada vez mais levando-os a deixar os seus empregos. De acordo com o último relatório do Observatoire de la santé, 36% dos jovens enfermeiros com idade entre 20 e 24 anos abandonam a profissão durante os seus primeiros anos de trabalho.

"Nunca adaptamos a carga de trabalho, nunca adicionamos alguém quando o serviço está muito pesado, quando falta alguém, não o substituímos", disse anonimamente uma enfermeira que está no cargo há menos de um ano num grande hospital da Suíça francófona.

"Não consigo imaginar-me neste emprego daqui a cinco anos, neste ritmo", disse ela. "Então, sim, eu penso com frequência em mudar de emprego. Todos os meus colegas estão a pensar em mudar de emprego, e há saídas regulares.

Apoio dos colegas

As condições de trabalho não melhoram. Diante deste êxodo, alguns estabelecimentos estão a tentar encontrar soluções. No CHUV, foi criado um comité de jovens. Esse órgão oferece apoio de colegas aos recém-formados.

"Criamos dois questionários por ano entre os novos funcionários para saber como as pessoas estão se sentindo. A ideia é ter uma rede de segurança em termos de problemas psicológicos ou físicos, ou quaisquer outras questões, para que possamos dar o alarme", explica Wassim Jerbia, enfermeiro do CHUV.

Apesar das dificuldades, a profissão continua a atrair vocações. As matrículas permanecem estáveis, como é o caso da Haute école de santé La Source. "O que me interessa é a função de pessoa capacitada", diz a estudante de enfermagem Lorraine Brandt. "Estou realmente esperançosa com relação à iniciativa para uma assistência de enfermagem forte. As coisas estão no caminho certo para a mudança. De qualquer forma, esperamos vê-las evoluir."

Mais formação

A iniciativa de enfermagem inclui uma ofensiva de formação. Ela deve ser implementada em 2024 e disponibilizará quase mil milhões de dólares para formar mais enfermeiros.

Essa implementação é aguardada com ansiedade pela La Source. "Formamos 300 alunos. Para atender às necessidades do mercado, precisamos formar pelo menos o dobro", calcula Stéphane Cosandey, diretor da La Source.

"A iniciativa aliviará a pressão sobre o sistema agora. O que precisamos fazer com inteligência é garantir que essas medidas sejam sustentáveis. E esse é o trabalho da Confederação e dos cantões, trabalhando com as instituições."

Num momento em que há uma escassez crónica de pessoal de saúde, reter os jovens é um grande desafio. Na Suíça, há quase 7000 vagas de enfermagem a serem preenchidas. In “Swissinfo” - Suíça


quarta-feira, 24 de maio de 2023

Reino Unido - Perdeu dois mil enfermeiros portugueses em seis anos

Nos últimos seis anos abandonaram o registo profissional britânico quase dois mil enfermeiros portugueses e só cerca de 500 se inscreveram para trabalhar no Reino Unido, de acordo com a entidade reguladora britânica

Dados publicados pelo Nursing and Midwifery Council (NMC) [Conselho de Enfermagem e Obstetrícia] mostram que o número de enfermeiros formados em Portugal registados no Reino Unido caiu 21,8%, dos 5262 inscritos em março de 2017 para 4055 em março de 2022.

Neste período, inscreveram-se 553, mas 1908 rescindiram a inscrição, obrigatória para exercer a profissão no Reino Unido, embora nem todos os inscritos estejam a trabalhar.

O NMC explicou que os números podem não coincidir porque os dados relativos aos novos membros apenas incluem aqueles que aderem ao registo pela primeira vez e não pessoas que interromperam a atividade profissional.

Este saldo negativo também é verificado no registo de outros enfermeiros europeus, como espanhóis, italianos e romenos, que antes da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) eram recrutados em grande número pelo serviço de saúde público britânico (NHS).

Pelo contrário, nos últimos anos o número de profissionais da Índia, Quénia, Jamaica, Guiana, Zimbabué, Botsuana ou Gana dispararam, refletindo uma predominância do recrutamento fora da UE.

No geral, o NMC registou um número recorde de 52148 novas adesões, cerca de metade não britânicos, e o número de profissionais que abandonou o registo desacelerou.

Mas o relatório publicado indica que mais de metade dos enfermeiros saiu mais cedo do que o previsto da profissão e a maioria não tenciona regressar.

“Embora o recrutamento continue a ser forte, há avisos claros sobre as pressões no local de trabalho que estão a afastar as pessoas das profissões”, afirmou a presidente executiva do NMC, Andrea Sutcliffe.

Como motivos para cancelar a inscrição estão o esgotamento ou exaustão, falta de apoio dos colegas, preocupações com a qualidade dos cuidados prestados às pessoas, carga de trabalho e níveis de pessoal, acrescentou.

O Partido Trabalhista criticou o recurso a profissionais de países da “lista vermelha” da Organização Mundial de Saúde, que procura desincentivar o recrutamento de médicos, enfermeiros e enfermeiros parteiros em países em desenvolvimento onde os serviços de saúde são deficitários.

“O NHS será sempre uma força de trabalho internacional, e isso faz parte da sua força. Mas a abordagem dos Conservadores é injusta para com os países de onde vêm e para com os estudantes britânicos a quem é negada uma grande carreira no NHS”, criticou o deputado Wes Streeting. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 16 de outubro de 2021

Guiné-Bissau - Cerca de 1500 técnicos de saúde trabalham há mais de um ano sem salário

Bissau - O presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros, Técnicos de Saúde e Afins (SINETSA), Yoio João Correia, revelou que cerca de 1500 técnicos de saúde da Guiné-Bissau trabalham há mais de um ano sem salários.

"Temos profissionais de saúde nas diferentes áreas colocados recentemente e outros que estão a trabalhar há mais de 15 meses sem receber. Se fizermos as contas, são cerca de 1500 técnicos de saúde que estão no sistema e que levam mais de um ano a trabalhar sem receber os seus respetivos salários", disse.

Yoio João Correia falava à Lusa sobre o processo da negociação solicitado pelo executivo guineense, bem como sobre a situação das dívidas que o Governo tem com diferentes categorias dos profissionais de saúde da Guiné-Bissau.

O sindicalista explicou que o setor de saúde depara-se com grandes problemas além das questões das dívidas, sobretudo no que diz respeito à questão dos estatutos da carreira profissional para organizar o setor bem como o regulamento interno.

“Até agora temos profissionais de saúde que trabalham, mas que não recebem salários e que condições terão para ir para o serviço, se não recebem os seus ordenados", questionou o sindicalista.

"Nestas condições é difícil controlar os técnicos de saúde e muito menos exigir-lhes para irem prestar os serviços mínimos", acrescentou.

Este sindicato integra a central sindical União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG), que tem vindo a convocar greves no setor da saúde e na função pública em geral há cerca de um ano. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “Lusa”