Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Macau - Festival sino-lusófono atraiu mais de 61 mil participantes

O Instituto Cultural (IC) fez um balanço do 7.º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que se articulou com a Festa da Lusofonia para realizar sete programas culturais entre Outubro e Dezembro. Este festival sino-lusófono contou com um total de 780 artistas e atraiu mais de 61 mil participantes


O 7.º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que se articulou com o Festival da Lusofonia, trouxe a Macau 780 artistas e intérpretes nacionais e estrangeiros, cerca de 80 espectáculos e actividades paralelas e atraiu mais de 61 mil participantes, indicou o Instituto Cultural (IC) num balanço feito ontem.

Nos espectáculos, foram utilizados espaços históricos e culturais e locais comunitários de Macau, de forma a “exibir uma esplêndida mescla de diferentes culturas regionais em edifícios de património cultural repletos de charme humanístico, áreas públicas comunitárias, teatros profissionais e outros locais”.

O IC lembra que o Festival da Lusofonia deu destaque, ao longo de dois fins-de-semana consecutivos, à promoção da cultura angolana, apresentando a sua gastronomia típica e retratos. Tiveram ainda lugar actuações por grupos artísticos provenientes de dez países e regiões de língua portuguesa, bem como de mais de 40 artistas lusófonos locais.

No âmbito deste festival, foi também realizado o evento “GEG Espectáculos de Música e Dança Tradicional na Comunidade” durante duas semanas consecutivas em vários bairros de Macau e também no Galaxy pela Escola da Música da Universidade Politécnica Normal de Guangdong, bem como oito grupos provenientes dos países e regiões de língua portuguesa, nomeadamente Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Timor-Leste, Brasil, Moçambique, Guiné Equatorial e Goa, Damão e Diu.

Dedicada ao tema “Mundo de Contos de Fadas”, a “Exposição de Livros Ilustrados em Chinês e Português” disponibilizou mais de 800 livros no Auditório do Carmo durante dez dias consecutivos. Foram realizadas sessões de apresentação de livros, teatro de marionetas, pintura facial e vários workshops interactivos.

Foi realizado também o 7.º Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que teve como tema “Transcendendo Fronteiras” e que apresentou uma selecção de cerca de 30 filmes da Ásia Oriental e das regiões de língua portuguesa.

Esta edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa apresentou também o “Concerto de Vanessa da Mata com a Orquestra Chinesa de Macau” e a “Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, que está a decorrer ainda na Galeria de Exposições e na Casa da Nostalgia das Casas da Taipa, com 28 peças/conjuntos de obras de arte contemporânea, incluindo pintura, escultura, vídeo e instalação, oferecendo um banquete visual em diversos suportes e guiando o público numa viagem de autorreflexão e exploração espiritual. A exposição está patente até 1 de Março do próximo ano.

Além disso, o “Workshop de Degustação Chinesa e Portuguesa” organizou três sessões do “Workshop de Café Preparado à Mão” e três sessões do “Workshop para Pais e Filhos sobre Experiência de Escultura em Chocolate”.

Em conclusão, o IC salienta que, “como ponte cultural e artística entre a China e os países de língua portuguesa, Macau continuará empenhada em estabelecer plataformas para o intercâmbio e a cooperação cultural”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

 


segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Macau - Festival de artes e cultura da lusofonia teve cerca de 70 mil participantes

O Instituto Cultural (IC) fez um balanço sobre a última edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, assinalando que a iniciativa contou com cerca de 70 mil participantes. Esta edição contou com 70 espectáculos e actividades paralelas, entre as quais o Festival da Lusofonia



A última edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa contou com a presença de cerca de 70 mil participantes, indicou o Instituto Cultural (IC) em comunicado, acrescentando que a iniciativa teve sete séries de programas entre os meses de Outubro e Dezembro, num total de cerca de 70 espectáculos e actividades paralelas, em que participaram mais de 700 artistas.

O Festival da Lusofonia, incluído neste evento, foi alargado, pela primeira vez, a dois fins-de-semana consecutivos e atraiu um total de cerca de 38 mil participantes. Esta edição centrou-se na cultura de Goa, Damão e Diu, “propondo uma variedade de iguarias típicas e técnicas de pinturas corporais e convidando várias entidades artísticas de países de língua portuguesa e mais de 30 grupos artísticos locais de língua portuguesa para actuar no âmbito do evento, a fim de dar a conhecer o singular encanto sino-português de Macau aos residentes e turistas através da apresentação de diversos stands, espectáculos, especialidades gastronómicas e jogos”, destaca o IC.

A edição deste ano dos GEG Espectáculos de Música e Dança Tradicional na Comunidade foi também alargada para duas semanas consecutivas. O grupo artístico chinês Guangdong Zhongshan Torch Singing and Dance Troupe e oito grupos artísticos dos países e regiões de língua portuguesa, nomeadamente Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Goa, Damão e Diu, apresentaram 14 espectáculos animados de música e dança em vários pontos da cidade, como o Jardim do Mercado do Iao Hon, o Diamond Lobby e no Crystal Lobby do Galaxy Macau, as Ruínas de S. Paulo e a Feira do Carmo na Taipa.

Por outro lado, ao longo de dez dias, a Porto Editora, a Beijing Cheerful Century Co. Ltd., bem como outras editoras de Macau participaram na exposição e mostraram ao público as publicações produzidas na China e nos países de língua portuguesa, tendo atraído mais de 2800 visitantes. Este ano, a exposição do livro realizou, pela primeira vez, um evento de grande dimensão intitulado “Leitura de Livros Ilustrados”, no qual vários leitores partilharam o prazer da leitura com os participantes.

A edição deste ano do Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, dedicado ao tema “Criar um Contraste Interessante”, reuniu cerca de 30 filmes do interior da China, de Macau e de países e regiões de língua portuguesa, em cinco secções, nomeadamente “Alegria de Dupla Exibição I – Realizador em Foco: Guan Hu X Miguel Gomes”, “Alegria de Dupla Exibição II — Uma História de Duas Cidades”, “Estreia de Filmes Chineses e Lusófonos”, “Curtas-Metragens Sino-Portuguesas” e “Projecção ao Ar Livre — Novas Forças Visuais em Macau”.

Este ano, o Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa trouxe à região o músico cabo-verdiano Tito Paris, que actuou ao lado da Orquestra Chinesa de Macau.

A exposição “Memórias ∙ Legados ∙ Mutações – Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa” reuniu mais de 20 artistas da China e do exterior, nomeadamente de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau, os quais apresentaram, na Galeria de Exposições das Casas da Taipa e no Museu de Arte de Macau, mais de 130 obras/conjuntos de variadas categorias, incluindo pintura, vídeo e instalação interactiva de multimédia. Esta exposição continuará patente até 9 de Fevereiro.

No comunicado, o IC assinala que, “enquanto elo de ligação cultural e artístico entre a China e os países de língua portuguesa, Macau continuará a desenvolver-se como plataforma de intercâmbio e cooperação culturais entre a China e os países de língua portuguesa”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Balanço positivo de fim de ano

Chegamos ao fim do ano com boas notícias, uma é nacional. É o início prático do processo dos chefes golpistas, depois de já ter sido julgada e condenada uma parte dos seus fanáticos seguidores, autores dos atos de vandalismo nos prédios da praça dos Três Poderes, em Brasília, há quase dois anos.

O ano 2025 deverá monopolizar a atenção da imprensa na sequência do indiciamento do primeiro escalão dos articuladores de um golpe com assassinatos, envolvendo militares de alto escalão e autoridades do governo passado.

E poderá incluir, ao que tudo indica, o ex-presidente Jair Bolsonaro, embora ele mesmo e seus filhos, apostem numa pressão contrária pelos Estados Unidos, com novo governo no dia 20 de janeiro.

A próxima condenação e prisão de Bolsonaro parece um filme policial da série Columbo, no qual não há suspense, pois, desde o começo, todos já sabem quem é o culpado.

Viveremos o retorno ao passado de intervenções diretas ou indiretas do governo norte-americano no Brasil? Elon Musk e Donald Trump poderão criar condições favoráveis a um impeachment de Lula e Alexandre Moraes?

Improvável, pois Trump estará empenhado num acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, numa normalização no Médio Oriente e no fim de uma ameaça nuclear pelo Irão.

Ao contrário, o julgamento do ex-presidente Bolsonaro, preso ou em liberdade, criará condições para o indiciamento por incitação para o Golpe para juristas intérpretes do artigo 142 da Constituição, interessados em legalizar a intervenção militar, pela Minuta do Golpe, da qual teria participado o jurista Ives Gandra.

Terá chegado a vez, em 2025, de serem processados os idealizadores do "gabinete do ódio" com suas redes sociais especializadas em fake news. Sem esquecer dos guias espirituais evangélicos pregadores e justificadores do Golpe com o uso do Velho Testamento bíblico e da chamada "teoria do domínio".

Outra notícia, também recente, é a queda do ditador sírio Bashar al-Assad, deposto pelo grupo HTS, de Abu Mohammad al-Jolani, um movimento islamista "sui generis", contrário à aplicação da truculenta lei da charia e, até agora, disposto a aceitar a presença de cristãos na Síria.

Algumas redes sociais brasileiras de esquerda lamentam a queda do ditador al-Assad, de longe muito pior que um Ustra. Mas é gratificante ler num texto de Fernando Gabeira - "Considero-me feliz por ter passado um fim de semana colado à TV, vendo o fim de uma longa ditadura, as pessoas festejando nas ruas de Damasco, os presos saindo das masmorras, bandeiras, gritos, exilados preparando a volta."

A ONU e alguns países da União Europeia já vão se encontrar com o chefe Jolani do HTS para avaliarem a situação na Síria e se certificarem da implantação pacífica do novo governo islamita sem criação de uma nova ditadura teocrática na região.

Como a do Irão, apoiadora da ditadura de al-Assad, para a qual este fim-de-ano é negativo. Um debate no canal francês Arte discute se, depois da Síria, não será a vez da teocracia iraniana, que apoiava al-Assad e apoia o Hamas e o Hezbollah, e cuja expectativa de ter a bomba nuclear poderá ser impedida por Trump. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins - Jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Angola – Presidente do Porto do Lobito apresenta balança anual

Presidente do Conselho de Administração endereça mensagem de fim de ano de 2014 a todos os portuários

Anapaz de Jesus Neto
É já uma tradição milenar por essa altura realizar-se o balanço do ano que se apresta a passar a história, e projectar com novas expectativas o advento do ano que surgirá no calendário, seja a nível particular, seja dos entes colectivos. E, connosco não é diferente.

Permitam-me, antes de mais, manifestar o privilégio que tem sido para mim, o facto de participar do processo de liderança do Porto do Lobito, cuja nata de homens e mulheres selectivos, profissionais abnegados e dotados de enorme postura, têm procurado a cada dia responsavelmente colocar, cada um, a sua pedra no alicerce deste “canteiro de obras” em que o nosso país se transformou.

Com a inauguração a 21 de Agosto de 2014 por Sua Excelência Engenheiro José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola, das infra-estruturas constantes do Projecto de Expansão e Modernização do Porto do Lobito – Porto Seco, Terminal de Contentores e Terminal de Mineiro – à face desse marco histórico da nossa memória colectiva, somos, por isto, chamados a desempenhar um papel importante enquanto pilar nefrálgico da plataforma intermodal que o país reclama para si, no âmbito da política de gestão do executivo angolano para o sector dos transportes.

Para uma Empresa Prioritária da dimensão estrutural e organizacional da nossa, é natural que existam ainda alguns pormenores que devem ser afinados para a realização cabal da Missão e da Visão para o qual o Porto foi concebido.

Nesta conjuntura, teremos de continuar a reflectir atentamente, em vista, as valências criadas, na melhor forma de contribuir quer para facilitação na atracação e desatracação de navios, no aumento dos níveis de carga e descarga, e de um modo geral, no planeamento atempado das manobras de movimentação das mercadorias e concomitante arrumação e stockagem nos terraplenos e armazéns.

Sabemos bem que a real motivação para este salto qualitativo é a superação e especialização do Capital Humano, daí o facto de mantermos uma contínua formação de quadros quer no local de trabalho ou noutros centros profissionalizantes.

A sensação de aldeia global em que o mundo se tornou, legitima-nos a apreendermos das práticas e modalidades que se operam em todos os espaços geo-portuários.

Atingir a Excelência de Serviços em todas áreas, e simultaneamente poderá parecer uma tarefa hercúlea, mas porque somos um “povo heroico e generoso”, Vamos Vencer mais esta etapa do percurso.

Um factor que não desmerece realce, tem sido o empenhamento social do Porto do Lobito enquanto baluarte do desenvolvimento socioeconómico do país. Com efeito, participamos sem hesitação nas mais diversas causas sociais como foram a Campanha de Prevenção Rodoviária, a Campanha de Prevenção Contra o Ébola, o Natal Solidário, bem como outras doações e benfeitorias que efectuamos às várias instituições carenciadas dentre Infantários e Lares da Terceira Idade da província de Benguela, e de outras regiões.

Estas acções sociais são, contudo, levadas a cabo, sem prejuízo de continuarmos a manter a cesta básica mensal do trabalhador, a assistência médica e medicamentosa gratuita, através da nossa Clínica e, em certos casos a evacuação para Luanda, ou até para o exterior.

Ainda no que a dimensão social diz respeito, é agradável sublinhar que está na fase derradeira a construção dos novos fogos habitacionais do Porto do Lobito que conferirão aos trabalhadores portuários um maior conforto.

Por último, gostaria de almejar que para o ano vindouro, possamos nessa mesma altura de balanço, concretizar o sentimento de realização pessoal e colectiva de continuarmos firmes ao serviço da Nação.

Quero, assim, no meu nome próprio e, no dos demais membros do Conselho de Administração da Empresa Portuária do Lobito, augurar à todos os colegas no activo, bem como os reformados, os melhores votos de um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de prosperidades.

Que DEUS nos Abençoe! Anapaz Neto – Angola

Anapaz de Jesus Neto - natural do Moxico (Luena), mestrado em Gestão de Empresas pela Universidade de Haal - Londres (MBA/Managemant); pós graduado em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa; Eng.º Técnico de Química Industrial pelo Instituto Politécnico de Pedro Maria Rodrigues, Cuba.