Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Moçambique - 850 militares indianos reforçam segurança marítima no país

Moçambique recebe 850 militares indianos para reforço da segurança marítima. O objectivo é fortalecer a protecção da costa moçambicana, considerada estratégica, face às crescentes ameaças no Oceano Índico.


Quatro navios de patrulha marítima da Índia encontram-se em Moçambique, desde terça-feira, no âmbito de um programa de intercâmbio com as Forças de Defesa e Segurança. A iniciativa visa intensificar a cooperação militar entre os dois países e fortalecer a capacidade de protecção da costa moçambicana.

Moçambique manifesta interesse em colher experiência no domínio da segurança marítima, com foco na protecção da  Zona Económica Exclusiva.

Segundo as forças indianas destacadas em Moçambique, três oficiais moçambicanos estão actualmente a beneficiar de treinamento especializado naquele país asiático.

Os militares indianos deixam o país na próxima sexta-feira. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 4 de julho de 2023

Portugal e Gana vão assinar acordo de defesa abrangendo múltiplas áreas

Portugal e o Gana vão assinar um acordo de defesa, abrangendo áreas como segurança marítima, indústrias de defesa e missões de paz, durante a visita a Lisboa do Presidente do país africano, anunciou a ministra da Defesa portuguesa.


“Tive ocasião de falar com o meu homólogo sobre o acordo de defesa que pretendemos assinar”, e que “vai desenvolver a nossa relação bilateral em múltiplas áreas, designadamente a segurança marítima, as missões de paz, as indústrias de defesa, e uma variedade de áreas em que podemos melhorar, promover, aumentar a nossa cooperação”, detalhou Helena Carreiras, à Lusa.

O acordo vai ser assinado por ocasião da visita do Presidente do Gana, Nana Addo Akufo-Addo, a Portugal que vai ocorrer em 18 e 19 de julho.

Helena Carreiras, em visita ao Gana, teve uma reunião com o seu homólogo, Dominic Nitiwul, onde reiterou o convite ao Gana para participar do Centro do Atlântico, uma iniciativa portuguesa que reúne 21 países de todo a região para promover o diálogo político, o conhecimento e a promoção do conhecimento e também a capacitação dos parceiros do ponto de vista de segurança.

O ministro da Defesa do Gana assegurou que o seu país irá juntar-se ao acordo e quer “garantir que ele se torne um programa do qual todos (os integrantes) se possam orgulhar”.

Para o Gana como para todos as questões da segurança tornaram-se globais, e por isso vários temas foram discutidos e, em detalhe, “as questões de segurança do Golfo da Guiné”, revelou.

“São questões muito importantes e agradecemos aos nossos amigos portugueses” a ajuda dada, sublinhou Dominic Nitiwul, referindo-se nomeadamente a barcos insufláveis doados em apoio a um programa em curso.

O ministro ganês destacou que “a segurança marítima e a luta contra o terrorismo” são prioridades e grandes “preocupações” do Governo do seu país e disse ter escutado com interesse a experiência de Portugal nesse domínio, nomeadamente no apoio a Moçambique.

“É verdade que não temos ataques terroristas no Gana”, mas isso deve-se, frisou o ministro, aos programas de desenvolvimento do país, que proporcionam “estradas, escolas, saúde” e outros serviços à população.

Helena Carreiras e o ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, estão hoje numa visita “também a preparar a visita de Estado do Presidente do Gana a Portugal”, como referiu o chefe da diplomacia.

“Uma visita de grande utilidade, grande interesse, para o relacionamento entre os dois países, não só pela cooperação multilateral, mas também porque o Gana está numa região muito importante para Portugal, a África Ocidental”, salientou.

João Gomes Cravinho, que se reuniu com a sua homóloga, Shirley Ayorkor Botchwey, realçou que é uma região que é politicamente muito relevante, mas também “economicamente tem um grande potencial e, numa perspetiva de segurança, também é da maior importância”.

O programa da visita do Presidente do Gana, Nana Addo Akufo-Addo, a Portugal no próximo mês ainda não é conhecido, mas, como a Lusa noticiou, vai participar ao lado do seu homólogo português num diálogo que encerrará, em 19 de julho, o EuroAfrican Forum 2023, revelou fonte da organização do evento.

Na visita de dois dias, os dois ministros vão ainda ser recebidos pelo navio da Marinha Portuguesa NRP Setúbal, que está de passagem pelo Gana no âmbito da missão Mar Aberto, irão visitar o Kofi Annan International Peacekeeping Traning Centre.

O chefe da diplomacia portuguesa seguirá o seu périplo por outros dois países africanos, passando por Costa do Marfim e Burkina Faso até quinta-feira. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”




quarta-feira, 13 de julho de 2022

Cabo Verde - Recebe embarcações para reforçar resposta a aplicação da lei do mar nos países costeiros da CEDEAO

Cidade da Praia – Cabo Verde vai receber, através da implementação do programa SWAIMS, duas embarcações de alta velocidade para reforçar respostas a aplicação da lei e gestão do Estado de Direito no mar nos 12 países costeiros da CEDEAO.

A informação foi avançada hoje pelos parceiros do programa no acto da assinatura do memorando de entendimento entre a Direção Nacional da Defesa do Ministério da Defesa Nacional e a Camões-Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., para a implementação do programa “Support to West Africa Integrated Maritime Strategy (SWAIMS)”.

Na ocasião, o director Nacional da Defesa, o tenente-coronel Domingos Correia, congratulou-se com o acto que, segundo disse, celebra o nascimento de duas “gémeas embarcações” com equipamentos forense e semirrígidas, bem como a formação de formadores e o apoio à formação das guarnições, no âmbito de uma estratégia para a segurança marítima integrada na CEDEAO.

“Será uma segurança marítima integrada a nível regional podendo proporcionar respostas operacionais rápidas e eficazes para o cumprimento da lei e do direito do mar no combate às ameaças específicas que tende a desestabilizar a região, nomeadamente, no espaço do Golfo da Guiné”, disse.

Neste sentido, afirmou que o acto representa o início da implementação de uma visão integrada mais ampla da segurança marítima regional a que Cabo Verde e outros Estados parceiros estão empenhados em incrementar para garantir a segurança do espaço e dos recursos marítimos de todos os países da região.

O representante do Instituto Camões, João Ribeiro Almeida, por seu lado, manifestou a satisfação do Instituto em contribuir para melhorar a segurança marítima no Golfo de Guiné, agradecendo, por outro lado, a CEDEAO e ao Governo de Cabo Verde por fazerem parte deste programa.

“O SWAIMS é um excelente exemplo de parceria e cooperação entre Europa e África que visa responder a necessidade de reforço da paz nos países costeiros da CEDEAO com condições mínimas indispensáveis para imposição da lei do Mar em tempo útil e de por forma a atingir eficazmente incidentes ilícitos marítimos”, ressaltou.

Na sua comunicação, manifestou ainda o compromisso dos parceiros para o reforço da capacidade marítima em Cabo Verde e da sub-região, com o reforço da cooperação entre a UE e os Estados da CEDEAO para partilha de informações com base na criminalidade marítima.

A embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Carla Grijó, focou a sua mensagem no apoio e reforço da resposta operacional e no Estado de Direito nas águas de subjurisdição dos 12 países da CEDEAO.

“A SWAIMS teve o seu início em 2020, com uma duração de 45 meses, num orçamento total de 12 milhões de euros, e visa responder às necessidades das forças navais dos países costeiros de CEDEAO para intervier no mar em tempo útil e eficazmente”, acrescentou.

Neste processo, revelou a determinação e confirmação “ao mais alto nível” de Cabo Verde em operacionalizar a curto prazo um centro multinacional de cooperação marítima, na Cidade da Praia, centro acordado na reunião de grupo de amigos do Golfo da Guiné em 2018.

Por sua vez, a representante da CEDEAO, Kely Lopes, avançou que o memorando engloba respostas para a operacionalização da estratégia marítima da comunidade adaptada em 2014, no âmbito de um processo que visa a proteção marítima.

“Isso mostra a consciência da CEDEAO quanto aos perigos que os oceanos têm sido alvo nas últimas décadas”, indicou, salientando que a visão da estratégia marítima integrada foi elaborada no sentido de contribuir para a construção de um domínio marítimo próspero, seguro, passivo e orientado para um desenvolvimento ambiental sustentável.

Para Kelly Lopes, esta visão tão importante para os Estados membros costeiros da CEDEAO torna-se fundamental para Cabo Verde, único estado insular desta organização.

O SWAIMS é uma das componentes operacional de apoio à Segurança Marítima Integrada da África Ocidental que visa operacionalizar a Estratégia de Segurança Marítima, fortalecer a capacidade operacional e de respostas rápidas, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), no combate às ameaças na região do Golfo da Guiné. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Timor-Leste – Disponibilizado equipamentos de controlo à componente naval das F-FDTL pelo Japão


Díli – O Governo do Japão entregou equipamentos de controlo de atividade marítima à Componente Naval das FALINTIL – Forças de Defesa Nacional de Timor-Leste (F-FDTL) para expandir o quadro operacional marítimo.

No seu discurso, a representante do Executivo japonês, Kazumi Yamada, disse que a Consciência do Domínio Marítimo é um elemento chave da segurança e da proteção do mar.

“A tecnologia entregue, chamada ‘mesa interativa’, como parte do apoio do Programa das Nações Unidas contra a Droga e o Crime, contribui para a segurança, para a proteção da região e para a realização de um Indo-Pacífico livre e aberto”, afirmou Kazumi Yamada, via comunicado a que a Tatoli teve acesso.

A fonte acrescenta ainda que o equipamento “vai ajudar a seguir os movimentos dos navios e a identificar padrões suspeitos nas águas circundantes, o que contribuirá para a segurança e proteção na região”.

Kazumi Yamada sublinhou a importância do Estado de Direito no mar para Estados insulares, como o Japão e Timor-Leste, pois os dois países partilham os valores de democracia e liberdade.

O Executivo japonês elogiou a dedicação do Centro de Operações Marítimas de Timor-Leste para aperfeiçoar a segurança marítima em áreas comuns, através da implementação de novas tecnologias.

“Estamos confiantes de que a tecnologia da mesa interativa vai contribuir para uma gestão eficiente do domínio marítimo, em coordenação com os parceiros internacionais”, concluiu.

Kazumi Yamada acrescentou que este ano se assinalou o 20º aniversário da Restauração da Independência de Timor-Leste, bem como o das relações diplomáticas entre os dois países, concluindo que o Japão continua empenhado em apoiar os esforços de desenvolvimento do país. Afonso do Rosário – Timor-Leste in “Tatoli”




 

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Cabo Verde - Apresentado como potencial país beneficiário do projecto de segurança marítima no Golfo da Guiné


Cidade da Praia – Cabo Verde afigura-se como um potencial país beneficiário do projecto SWAIMS, vocacionado para a melhoria das condições de segurança marítima no Golfo da Guiné, enquanto um país costeiro da CEDEAO, alvo dos crimes ocorridos nas águas marítimas.

A informação foi avançada à imprensa pelo coordenador geral da unidade de implementação do projecto, comodoro Rodrigues Campos, no final de uma sessão de trabalho “fechada à comunicação social”, realizada no Centro Cultural Português da Praia, onde foi dado a conhecer de forma detalhada o projecto e apresentado o ponto de situação dos mesmos aos parceiros.

Rodrigues Campos enalteceu o “comportamento já privilegiado e antigo de Cabo Verde com Portugal”, asseverando que o arquipélago tem todas as condições para ser um país beneficiado, desde que cumpra os requisitos estipulados, enquanto objectos de definição no memorandum de entendimento a ser assinado por todos os países identificados.

“Se Cabo Verde entender que cumpra estes requisitos e estiver dentro dos padrões que vão ser efectuados, com certeza que será um país beneficiário e, particularmente, não vejo nenhuma razão para que não seja”, realçou, depois do encontro no qual Cabo Verde fez-se representar por uma delegação liderada pela ministra de Estado, da Defesa Nacional e ministra da Coesão Territorial, Janine Lélis e do ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

Rodrigues Campos apresentou o SWAIMS como um projecto da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, co-financiado pela União Europeia e pelo Estado português, através do Ministério da Defesa, e do Ministério dos Negócios Estrangeiros em aproximadamente 12 milhões 479 mil euros, com o objectivo de aumentar a segurança marítima no Golfo da Guiné.

Pretende-se com este projecto, aumentar a capacidade de respostas dos países beneficiados e melhorar o exercício da autoridade do Estado no mar, mediante combate a todos os crimes que têm assolado esta região, como a pirataria, roubo armado, tráfico de drogas de entre os crimes típicos do ambiente marítimo.

Para o comodoro Rodrigues Campos, de uma forma global, “Portugal está preocupado com a insegurança que se vive na região do Golfo da Guiné”, pelo que se pretende aumentar essa segurança porque, atestou, não só afecta todos os países no Golfo da Guiné, como na realidade acaba por afectar todo o mundo, caso não haja segurança dos países que navegam nesta região.

Espera-se que no final do projecto todas as embarcações e equipamento forense fornecidos aos 12 países beneficiários tenham tripulações, guarnições e equipas em terra capacitadas e prontas para intervenções no contexto marítimo, com capacidade para conduzirem inspecções e recolha de prova com eficácia e em segurança.

No capítulo formativo, destaca-se a operação e a manutenção dos meios recebidos, assim como o treino específico em combate à criminalidade e ilícitos marítimos e à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

A formação, avançou Rodrigues Campos, irá ser dada tanto em Portugal, como em cada um dos 12 países beneficiários, visando a adaptação dos conteúdos às realidades de cada um destes Estados, sendo que no último ano do projecto, está também previsto um exercício real no Golfo da Guiné com as forças navais parceiras, envolvendo o apoio de um navio da Marinha Portuguesa. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

sábado, 11 de setembro de 2021

Cabo Verde - Navio Independência da Marinha Brasileira visita porto do Mindelo durante operação GUINEX 2021

Mindelo – O navio Independência da Marinha Brasileira deverá atracar no Porto Grande do Mindelo entre os dias 15 e 19 de Setembro para diversos exercícios com a Guarda Costeira de Cabo Verde, enquadrados na operação GUINEX 2021.

Conforme informações do chefe da Missão de Assessoria Naval do Brasil em Cabo Verde, a visita faz parte da Operação GUINEX-I (2021), planeada e coordenada pela Marinha do Brasil (MB), em parceria com países da Costa Ocidental africana como Cabo Verde, Camarões, Guiné Equatorial, Nigéria e São Tomé e Príncipe.

Estes países, que segundo a mesma fonte, o Brasil é unido pelo Atlântico Sul e com quem quer estreitar laços.

“Nesse contexto, a MB planeou a execução da Operação GUINEX I (2021), cuja missão é conduzir adestramentos e exercícios combinados no mar e/ou no porto com as marinhas ou guardas costeiras de Cabo Verde, Camarões, Guiné Equatorial, Nigéria e São Tomé e Príncipe, a fim de estreitar os laços de confiança e incrementar, reciprocamente, a capacitação do Brasil e desses países nas actividades de segurança marítima”, lê-se na nota enviada pela assessoria.

Esta primeira GUINEX visa a realização, segundo a mesma fonte, de uma série de exercícios com o propósito de “alavancar a interoperabilidade entre meios navais de países integrantes da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) e estreitar os laços de cooperação e amizade entre o Brasil e os países participantes”.

As operações GUINEX, a princípio, ocorrerão anualmente, tendo como meta a ampliação da capacidade da MB para o Comando de um GT multinacional, operando no Golfo da Guiné.

Durante a estada do navio Independência (F44), no Mindelo, a MB e a Guarda Costeira conduzirão uma série de treinamentos teóricos e práticos e ainda serão ministradas aulas de abordagem a embarcações cooperativas, workshops de operações especiais de mergulhadores, com ênfase na abordagem a embarcações não cooperativas.

Estão programados ainda treinos de primeiros socorros, de manutenções planeadas, de combate a incêndios, controle de avarias em navios, de poluição ambiental e de planeamento e confecção de rancho.

Para cumprir essa missão foi constituído, conforme a assessoria, um Grupo Tarefa, que é integrado pelo F44, uma aeronave Wild Lynx (AH-11B), um destacamento de mergulhadores de combate e de fuzileiros navais.

“A Operação GUINEX I é, portanto, a materialização da crença de que os países da Costa Ocidental africana, juntamente com o Brasil, desempenham um papel importante no cenário internacional para manter a estabilidade, segurança e prosperidade do Atlântico Sul”, rematou a mesma fonte. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Moçambique – Cooperação na área da segurança marítima com a França

Na sexta-feira, a França comprometeu-se a tratar de assuntos de segurança marítima com Moçambique “numa lógica de vizinhos”, segundo o ministro francês para a Europa e Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian.

A vizinhança diz respeito à jurisdição francesa sobre diversas ilhas do canal de Moçambique, no oceano Índico, que fazem da segurança um dos “desafios comuns”, como referiu o governante.

Os ataques armados em Cabo Delgado, Norte do país, onde a petrolífera francesa Total constrói um megaprojeto de exploração de gás natural, também foram abordados no encontro que manteve esta tarde com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Mas Jean-Yves Le Drian não entrou em detalhes e os jornalistas não tiveram direito a perguntas no final de uma declaração conjunta com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicana, Verónica Macamo – logo após o encontro com Nyusi.

Segundo Macamo, na reunião, o ministro francês ficou a saber que “o povo vive dias maus” em Cabo Delgado, para onde são necessárias “outras soluções” que não passem pelo recurso às armas para devolver a paz à província.

Em causa, os ataques de grupos armados – reivindicados pelo Estado Islâmico, mas cuja origem permanece obscura – que desde 2017 já provocaram, pelo menos, 350 mortos e afetaram 156 400 pessoas.

Seja como for, Jean-Yves Le Drian frisou que a França está empenhada em “apoiar o processo de paz” sustentado pelo acordo de paz assinado entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, em agosto de 2019.

A par da paz, há um compromisso com o desenvolvimento económico, assinalou.

Neste último dossiê, o país já soma 60 empresas e 12 mil postos de trabalho criados em Moçambique, sobretudo nos setores agroalimentar, das pescas e energias renováveis, referiu, números aos quais se poderão juntar 14 mil empregos no complexo industrial de exploração de gás natural de Afungi.

Ou seja, é um megaprojeto em que os dois países saem a ganhar, destacou.

O ministro francês disse que os temas abordados voltarão a estar em cima da mesa em junho, quando o Presidente moçambicano participar na cimeira África-França sobre o tema dos territórios e cidades sustentáveis, na cidade francesa de Bordéus.

Filipe Nyusi já foi convidado pelo seu homólogo a estender a visita a França para lá do programa da cimeira e retribuiu fazendo o convite para Emmanuel Macron se deslocar a Moçambique no final do ano ou início de 2021.

Jean-Yves Le Drian aterrou dia 20 em Maputo depois de um périplo pelas ilhas Maurícias e Madagáscar, seguindo de Moçambique com destino a França.

O programa de sábado na capital lusófona incluiu uma visita ao navio militar francês Champlain, que fez uma escala no porto de Maputo e onde Le Drian manteve conversações com o ministro da Defesa, Jaime Bessa Neto.

Parte das águas do canal de Moçambique pertencem a ilhas habitadas e ilhéus desertos que fazem parte dos territórios ultramarinos franceses, tornando frequente a presença da Marinha de França. In “Mundo Lusíada” - Brasil

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Angola – Analisa segurança marítima no golfo da Guiné com a Guiné Equatorial

Simeon Esono Angue foi recebido, em audiência, pelo Presidente João Lourenço, a quem fez a entrega de uma mensagem do Chefe de Estado da Guiné Equatorial, Obiang Nguema, no quadro das consultas mútuas de alto nível entre os estadistas e o fortalecimento das relações de amizade e de cooperação.

Em declarações à imprensa, no final da audiência, Simeon Esono Angue, recebido na qualidade de enviado especial de Obiang Nguema, lembrou que os Chefes de Estado estão cientes de que a riqueza dos dois Estados está no mar.

“É preciso lutar contra a insegurança no Golfo da Guiné. Aproveitando que estamos aqui, em Angola, para participar na reunião ministerial do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, é preciso reforçar a nossa cooperação”, salientou o ministro dos Assuntos Exteriores e Cooperação da Guiné Equatorial.

A insegurança marítima, acrescentou, deve ser um aspecto fundamental para os dois países. Daí, realçou, ter merecido a atenção do Presidente João Lourenço.

O enviado especial do Presidente equato-guineense falou da necessidade de os dois Estados, que têm vários acordos de cooperação a nível sectorial, fazerem um esforço conjunto para a sua implementação.

Segundo o ministro dos Assuntos Exteriores e Cooperação da Guiné Equatorial, é preciso identificar outras áreas inscritas na agenda bilateral de diversificação da economia para contrariar, com alguma urgência, o actual quadro económico de Angola e da Guiné Equatorial.

“Neste momento, a nossa cooperação gira em torno da exploração de petróleo e gás, que é, até agora, a base das nossas economias. Apesar disso, e da necessidade de diversificação económica dos nossos países, temos de reforçar a cooperação neste domínio”, defendeu o chefe da diplomacia equato-guineense.

Simeon Esono Angue lembrou que “Angola e Guiné Equatorial são dois países irmãos que optam por cultivar boas relações de amizade e cooperação”. João Dias – Angola in “Novafrica”

domingo, 1 de dezembro de 2019

Angola - Advoga maior cooperação para segurança no Golfo da Guiné

Luanda - Angola defende uma actuação coordenada entre os Estados do Golfo da Guiné para o reforço da segurança marítima na região, afirmou o director dos Assuntos Multilaterais do MIREX, Mário Constantino



O responsável expressou o facto em declarações à imprensa, no segundo dia da sessão de peritos, preparatória da 49ª reunião do Comité Consultivo Permanente das Nações Unidas encarregue das Questões de Segurança na África Central (UNSAC).

Informou que a região do Golfo da Guiné possui oito por cento dos recursos de petróleo do mundo, segundo dados oficiais, bem como actividades pesqueiras e tráfego marítimo significativos.

Este quadro, de acordo com Mário Constantino, torna a zona numa das áreas mais perigosas para os marinheiros.

Mário Constantino, responsável dos Assuntos Multilaterais do MIREX e também Ponto Focal de Angola na UNSAC, entende que apesar dos países possuírem estratégias nacionais para combater a pirataria no Golfo da Guiné, só uma cooperação internacional pode tornar a região mais segura, eficaz e voltada à paz.

Deu a conhecer que durante a sessão, dominada pela segurança marítima, os participantes aconselharam os países a procurar financiamento para a melhoria das condições de segurança.

“Angola dá uma importância à segurança no Golfo da Guiné, por causa da importância que o mar tem para a nossa economia”, disse.

Relativamente ao desarmamento, outro tema do dia, explicou que avaliou-se o grau de implementação das convenções relativas à adesão dos países ao tratado de comércio de armas que, por enquanto, grande parte dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) ainda não aderiu.

Esclareceu que a adesão a este instrumento é fundamental para a manutenção da segurança na região, por proibir a circulação ilegal de armas de pequeno porte.

Angola orientou os trabalhos da 49ª reunião da UNSAC, depois de assumir, na passada terça-feira, a presidência rotativa do comité, criado em 1991.

Fazem parte da região do Golfo da Guiné, Angola, Costa do Marfim, Gana, Togo, Benin, Nigéria, Camarões, Guiné Equatorial, Gabão, São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo e República do Congo. In “Angop Agência Angola Press” - Angola

quarta-feira, 7 de março de 2018

Portugal – Navios da marinha portuguesa chegaram a Cabo Verde

A fragata da Marinha Portuguesa NRP Álvares Cabral e o reabastecedor de esquadra NRP Bérrio estão a realizar, entre o dia 05 e o dia 16 de março, uma missão na República de Cabo Verde em apoio à Cooperação Técnico-Militar nacional através da partilha de conhecimento, experiência e capacidades com as Forças Armadas cabo-verdianas, e em particular com a sua Guarda Costeira com quem serão realizadas ações de patrulha e fiscalização conjuntas nas águas de jurisdição deste país, à luz dos acordos estabelecidos entre os dois Estados.

Nesse âmbito, a fragata Álvares Cabral estará atracada no porto da Praia, de 05 a 08 de março, e no porto do Mindelo, de 14 a 16 de março, enquanto o NRP Bérrio estará no porto de Mindelo, de 06 a 12 de março. Durante as vistas dos dois navios portugueses à Republica de Cabo Verde, serão realizadas diversas atividades de cooperação com as Forças Armadas e a Guarda Costeira de Cabo Verde, entre as quais se destacam ações de formação, treino conjunto e demonstração de capacidades no âmbito do apoio humanitário em caso de catástrofe.



De igual modo, na vertente da ação social, serão levadas a cabo várias ações de cariz social promovidas pela Marinha Portuguesa e por diversas associações, entre as quais se destacam a Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento (RCID), a qual disponibilizou vários bens hospitalares, de construção e cariz social para ao Município da Praia.

Importa referir o transporte e entrega de livros por parte da fragata Álvares Cabral a bibliotecas locais, cedidos pela Biblioteca Nacional de Portugal, pelo instituto Camões, à sua congénere local, pela Biblioteca Municipal de Condeixa-a-Nova ao centro cultural português na Cidade da Praia, e ainda pelo Agrupamento escolar João Villaret, o qual faz parte da Rede de Escolas Associadas da UNESCO, e que angariou livros com o objetivo de enriquecer a biblioteca escolar da Escola SOS Praia.

A visita de ambos os navios portugueses a Cabo Verde, insere-se no âmbito da missão Iniciativa Mar Aberto que tem como principal objetivo contribuir para o esforço internacional de capacitação dos países do Golfo da Guiné em matéria de segurança marítima e combate às atividades ilícitas no mar. In “Marinha Portuguesa” - Portugal