Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Cabo Verde - Associação satisfeita com campanha de recolha de livros para biblioteca em Chã de Alecrim no município de Porto Novo

Porto Novo – A associação “Nós zona ma Nós”, na Ribeira das Patas, Porto Novo, manifestou-se hoje satisfeita pelo envolvimento das pessoas na campanha de recolha de livros para a biblioteca de Chã de Alecrim, cuja abertura acontece em Maio.


O presidente desta associação, Hernany Neves, informou que “Nós zona ma Nós” (Nossa zona Connosco, em português) já recolheu “uma grande quantidade de livros”, com destaque para livros infantojuvenis, que viabilizará o projecto da biblioteca, muito aguardada pelos habitantes de Chã de Alecrim.  

“A nossa associação já dispõe de uma grande quantidade de livros, mas continuamos a pedir as pessoas para colaborar na recolha de mais livros para a nossa biblioteca, que terá ainda uma sala de estudo”, sublinhou este líder associativo.

A associação “Nós zona ma Nós” traçou como um dos propósitos colaborar com as estruturas da educação na Ribeira das Patas no combate ao analfabetismo e no abandono escolar. 

Esta associação tem ainda como foco ajudar na resolução dos problemas que a comunidade de Chã de Alecrim enfrenta nos diferentes domínios, sobretudo, a nível de habitação social, apoiando as famílias em situação de vulnerabilidade. In “Inforpress” – Cabo Verde


sexta-feira, 5 de julho de 2024

Luxemburgo - Livros portugueses chegam às escolas

No âmbito do Plano de Incentivo à Leitura (PIL) do Instituto Camões, a Coordenação de Ensino Português no Luxemburgo, Bélgica e Países Baixos procedeu, na semana passada, à entrega de várias “bibliotecas” no norte do Luxemburgo


O objetivo é enriquecer o acervo bibliográfico em língua portuguesa das instituições que acolhem os cursos em/de português nesta região.

O périplo iniciou-se em Ettelbruck, com uma oferta à Associação de Pais de Ettelbruck, que festeja os seus 40 anos de existência, parceira da Coordenação de Ensino na oferta de cursos de língua e cultura portuguesas nesta localidade.

Com vista à integração dos livros em português em bibliotecas escolares, permitindo o acesso a todos os alunos, independentemente de frequentarem os cursos em/de língua portuguesa, procedeu-se à oferta de “bibliotecas” nas escolas fundamentais das localidades seguintes:

• Reisdorf, onde os alunos podem usufruir do interveniente de língua portuguesa no ciclo 1, dos cursos complementares de língua portuguesa e de cursos de Português como Língua Estrangeira;

• Diekirch, cuja escola oferece cursos integrados em língua portuguesa;

• e Vianden, onde são oferecidos cursos complementares de língua portuguesa.

O PIL arrancou em 2015 e, até à presente data, o Camões, I.P., através da CEPE Benelux, procedeu já à entrega de cerca de 150 “bibliotecas” no Luxemburgo, Bélgica e Países Baixos. Estas “bibliotecas” estão organizadas por idade e nível de proficiência em língua portuguesa, abarcando desde o público infantil (níveis A1 e A2, do ensino pré-escolar e 1° e 2° ciclos do ensino básico), até um público juvenil (níveis B1, B2 e C1, do 3° ciclo do ensino básico e secundário) e adulto (nível C2, do ensino universitário, e público em geral).

“Trata-se de uma iniciativa que pretendemos continuar a desenvolver, dado o seu valioso contributo no desenvolvimento de atividades de promoção da leitura, não só pelos professores EPE, mas também por instituições parceiras”, disse Joaquim Prazeres, responsável pela Coordenação do Ensino de Português do Benelux. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 15 de maio de 2023

Reino Unido - Exposição de artista timorense Toto Educk assinala 21 anos de independência

Uma exposição do artista timorense Edyh Calado assinala no sábado, na biblioteca da cidade inglesa de Crewe, o 21.º ano da restauração da independência de Timor-Leste, disse o próprio à Lusa.


A inauguração da exposição “A nossa Alegria: A Felicidade não tem Fronteiras”, que reúne desenhos e pinturas do artista, conhecido como Toto Educk, ocorre na véspera da votação para as quintas eleições legislativas do país.

As eleições de domingo vão pela primeira vez incluir um centro de votação em Crewe, no noroeste de Inglaterra, um dos destinos preferidos no Reino Unido para os emigrantes timorenses. O objectivo, explicou Toto, é “levar um pouco de Timor-Leste a Crewe”, cidade onde residem atualmente mais de 500 timorenses. “’A Felicidade não tem Fronteiras’ significa muito para mim. Não só é a minha primeira exposição no Reino Unido, mas serve como lembrete para mim e para os meus colegas para nos orgulharmos do nosso património – e partilhá-lo com os nossos colegas residentes em Crewe”, explicou.

O artista é um dos nomes jovens da arte timorense, que apesar de algumas melhorias nos últimos anos, continua a enfrentar grandes desafios, desde falta de oportunidades de formação, de espaços de trabalho e exposição e até de materiais.

Os cadernos eleitorais mostram que estão recenseados para votar na Inglaterra cerca de 3700 eleitores, mais 66,44% que nas presidenciais – o recenseamento aumentou 65,89% em toda a diáspora -, o que traduz a crescente emigração de Timor-Leste. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa” 


terça-feira, 11 de abril de 2023

Macau - Vai acolher Fórum internacional das línguas chinesa e portuguesa

O 1º Fórum internacional das línguas chinesa e portuguesa, que decorrerá em Outubro na Universidade de Macau, vai ser “o ponto focal da interacção” entre os dois idiomas no mundo, disse Rui Martins, vice-reitor da instituição


O fórum vai reunir membros de duas alianças bibliotecárias académicas, que integram universidades chinesas e dos países de língua portuguesa (PLP), num total de 40 instituições, e que foram criadas por ocasião do 40º aniversário da Universidade de Macau (UM), em 2021, para serviços de empréstimo interbibliotecas e de transmissão de documentos.

“Temos aqui um portal na nossa biblioteca, uma plataforma digital, onde essas universidades têm colocado material em língua portuguesa para aprender português e as universidades chinesas têm colocado material em língua chinesa”, explicou à Lusa o vice-reitor para os Assuntos Globais da UM, Rui Martins.

“E isso é importante”, continuou, “porque apesar de haver muitas universidades da China que estão a oferecer português, um dos grandes problemas é a não existência de materiais didácticos em número suficiente”. Além disso, também em “Portugal, Brasil, Moçambique e outros países” de língua portuguesa “podem ter acesso a material em língua chinesa”.

O fórum, que se realiza entre 17 e 20 de Outubro, vai ser “o ponto focal da interacção das línguas portugueses e chinesas no mundo”, considerou o académico, referindo que esta é uma organização do departamento de língua portuguesa e do Instituto Confúcio, com o apoio da biblioteca da UM. Entre os temas em debate vão estar o ensino de português e chinês como línguas estrangeiras e estudos nas áreas de Linguística, Literatura, Cultura e Tradução.

Além das duas alianças bibliotecárias, 19 universidades de Macau, do Interior da China e dos PLP assinaram também, em Setembro de 2022, uma aliança para a área da investigação oceânica. Nos planos deste organismo, está a criação para breve de um laboratório de diversificação oceânica “entre a Universidade de Macau, a Universidade de Lisboa e um instituto em Qingdao”, cidade no leste chinês, referiu Rui Martins.

Pandemia não travou inscrições do exterior

A pandemia obrigou “bastantes alunos internacionais” da UM a anos de percurso académico à distância, disse o vice-reitor, referindo que, apesar das “condições difíceis”, as inscrições de fora aumentaram. “A pandemia nunca interrompeu a admissão de alunos internacionais, só que eles tiveram de o fazer em condições difíceis, através da plataforma ‘zoom’ e aulas ‘online’, porque nós demos sempre aulas ‘online’ até Dezembro”, referiu.

“Houve alunos de licenciatura que estiveram três anos fora e que só agora estão a regressar ao campus para o primeiro ano [presencial]”, continuou o responsável. “Com alguns alunos de mestrado as coisas foram um pouco suspensas, só agora estão a regressar para fazer a tese”.

Apesar disso, Rui Martins admitiu que houve “um pequeno aumento” das inscrições do exterior: “um pouco menos do que 30%”. “A previsão que eu tinha era multiplicar o número de alunos de cento e pico por cinco, para 500, e isso não conseguimos – se não houvesse pandemia quase de certeza conseguíamos este ano – mas aumentámos para perto de 200 e esses alunos internacionais ficaram fora [de Macau durante a pandemia]”, explicou.

Além destes estudantes internacionais, que completam integralmente os estudos académicos na UM, a instituição recebe alunos de intercâmbio – “à volta de 200” antes do aparecimento da covid-19. “E tínhamos um número igual de alunos nossos que iam fazer esse intercâmbio na Europa, EUA, etc, e isso com a pandemia foi a zero”, lembrou.

A UM tinha, no primeiro semestre deste ano lectivo, 7515 alunos em licenciaturas, 59 em pós-graduações, 3368 a fazer mestrados e 1836 doutorandos, num total de 12778 inscritos, de acordo com o ‘sítio’ da instituição. Um ligeiro aumento – quase 5% – em relação ao ano anterior (12208).

Cerca de 80 alunos são provenientes de países lusófonos, sendo que “talvez cerca de 80%” frequentem estudos na área do Direito, notou o vice-reitor. “Nós aqui somos apoiados pela Fundação Macau, aumentámos o número de bolsas que demos a alunos internacionais, que também cobre o numero de alunos africanos [dos PLP] e, portanto, espero que esse número venha a aumentar”.

Nos planos da universidade para os próximos três anos, avançou ainda, está um crescimento do volume de inscritos para entre “15 e 17 mil”, com a aposta a ser direccionada para cursos pós-graduados.

“Os alunos de pós-graduação vêm essencialmente da China”, declarou Rui Martins, considerando que a UM atrai “cada vez mais alunos de topo”. “Há cerca de dez, 20 anos, os alunos da China que se candidatavam aqui à universidade eram alunos medianos. (….) Agora compete com a [universidade de Pequim] Tsinghua, agora são alunos de muito alto nível que se candidatam, essencialmente para mestrado, mas também para doutoramento”, disse.

Sobre a oferta de língua portuguesa, o investimento passa por “manter os programas”, com o responsável a considerar a possibilidade de “recrutar mais professores” na área da Literatura. “Em tempos tivemos essa área, mas alguns professores foram embora e podemos tentar desenvolver mais essa área”, disse. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


quinta-feira, 9 de março de 2023

Brasil - Projeto inspirado no Real Gabinete Português de Leitura será lançado em 2023

Antologia “A biblioteca das almas esquecidas” reunirá contos de 29 autores brasileiros


Reconhecida como uma das bibliotecas mais bonitas do mundo, o Real Gabinete Português de Leitura será palco e protagonista de uma antologia que reunirá 29 autores nacionais. Mais do que ambientar contos no coração literário do Rio de Janeiro, na tradicional rua Luís de Camões, a obra “A biblioteca das almas esquecidas” chega para instigar o imaginário coletivo, segundo a organização, em uma celebração à cultura lusófona.

A antologia conecta uma pluralidade de estilos, vozes e ideias que alimentam a imaginação acerca do Real Gabinete, inclusive por meio de encontros fantasmagóricos. Quantos segredos se libertam das páginas dos livros e andam livremente pelos corredores da biblioteca depois que as visitas acabam e as luzes se apagam? As narrativas breves trazem enredos inspirados em obras, autores e, até mesmo, membros da equipe do local.

Conforme explica Mih Lestrange, organizadora do projeto, a proposta é surpreender o público. “A ideia de histórias envolvendo fantasmas de personagens de livros clássicos, ou mesmo de alguns autores, pode parecer bastante restrita, pois tanto o cenário quanto alguns personagens principais já estão pré-definidos. Ainda assim, é impressionante ver como os autores exploraram as brechas da proposta, criando histórias envolventes, assustadoras, reflexivas e inovadoras”.

Para a revisora de textos e leitora crítica, a autora carioca Raiany Távora, a experiência de escrever um conto sobre a biblioteca pública foi “maravilhosa”. “Sou do Rio e, durante a graduação, eu costumava ir ao Real Gabinete para estudar. O lugar possui uma aura mágica incrível e o meu principal desafio, ao criar o conto ‘Quando ninguém vê’, era passar essa sensação para o papel. Além de escrever sobre um casal de outras vidas, o amor pelos livros precisava ficar marcado em cada linha”.

O projeto

Segundo a organização, a realização de antologias é um posicionamento da editora para lançar no mercado autores que estão iniciando na carreira ou autores já experientes, dando apoio e incentivo à escrita.

“É uma alegria imensa ver a realização e satisfação dos nossos autores, é o sorriso que nos estimula a continuar! A campanha de arrecadação foi um sucesso e a previsão de entrega dos exemplares aos apoiadores é agosto de 2023”, reforça Janaina Storfe, diretora executiva da Cartola Editora.

O projeto ainda está com campanha de financiamento coletivo no Catarse. Interessados podem apoiar a obra até o dia 10 de março de 2023. As recompensas englobam desde versões do livro em e-book a impresso, além de marcadores de páginas personalizados e descontos na livraria da Cartola Editora. Mais informações pelo Instagram: @cartolaeditora. In “Mundo Lusíada” - Brasil



segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Angola - Biblioteca pública no Distrito do Ngola Kiluanje, em Luanda, encerrada por falta de trabalhadores

O distrito do Ngola Kiluanje, em Luanda, está sem qualquer biblioteca pública desde 2019. Encerramento da única estrutura, por falta de trabalhadores, deixa 134 mil sem espaço para ler

Mais de 134 mil habitantes do distrito do Ngola Kiluanje, em Luanda, estão há quase quatro anos sem espaço para leitura, em consequência do encerramento, desde 2019, da única biblioteca pública da zona.

Inaugurada em Junho de 2017, pela então vice-presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, Mara Regina Baptista Quiosa, a biblioteca funcionou por um período de quase dois anos, com três funcionários, em regime de colaboração, que recebiam apenas um subsídio que a directora da biblioteca retirava do próprio salário e da venda de gelados.

Entretanto, este semanário sabe que a construção e o apetrechamento da referida biblioteca, que funciona dentro das instalações da Escola do I Ciclo do Ensino Secundário nº 3107, mais conhecida por "Escola dos Ossos", custou aos cofres do Estado perto de 400 milhões de Kwanzas.

Moradores do bairro contam que a falta de funcionários de limpeza e bibliotecários foi o motivo que levou ao encerramento da biblioteca.

"Abandonada" há quase quatro anos, o espaço de leitura tem os vidros e computadores vandalizados pelos amigos do alheio, de acordo com relatos do coordenador da comissão local de moradores, Vicky João. A única biblioteca pública do Ngola Kiluanje é agora habitação dos pássaros e gatos, com um cenário que ilustra mesas e livros empoeirados e ar condicionados transformados em ninhos. André Kibode – Angola in “Angola online”


terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Brasil - Pedra em que Dom Pedro II teria escorregado é preservada no Santuário do Caraça


O Santuário do Caraça (Estrada do Caraça, Km 9 – entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara) guarda consigo histórias marcantes que vão muito além da sua fundação pelo Irmão Lourenço e dos seminaristas que passaram por ali. Uma curiosidade histórica é que Dom Pedro II esteve no local no ano de 1881, acompanhado por sua esposa, a imperatriz Teresa Cristina, para conhecer as belezas do local, que foram registradas em seu diário. E foi nesta ocasião que a famosa frase do imperador: “Só o Caraça paga toda a viagem a Minas” ficou marcada para sempre. Além do relato do monarca, outra situação chama a atenção: um suposto escorregão que teria feito o imperador cair de costas, originando a Pedra do Tombo de Dom Pedro II, que se tornou uma atração à parte no destino turístico.

De acordo com a Gerente de Hospedagem do Santuário do Caraça, Lucélia Valadares, mesmo tendo sido um acidente desconfortante para Dom Pedro II, a situação mostrou que o imperador tinha bom humor, já que, de acordo com a história oral, ele quase se machucou, mas mesmo assim, continuou sua saga no Caraça. “O tombo que ele teria sofrido na ladeira das Sampaias, no ano de 1881, acabou se tornando algo marcante, já que, por causa deste fato, a pedra foi datada e demarcada para que o a situação inusitada não fosse esquecida, se tornando mais uma atração no Santuário do Caraça. Mesmo tendo sido uma queda constrangedora, pelos relatos da época, o imperador manteve o humor e continuou sua caminhada e prova do seu encantamento, foi que ele ficou impressionado com a beleza do Caraça, dizendo para a comitiva que o acompanhava: Só o Caraça paga toda a Viagem a Minas”, explica.

O encantamento de Dom Pedro II foi tão grande, que ele acabou registrando tudo em seu diário. Para os turistas que visitam o Caraça, um prato cheio de muito conhecimento, já que no local, além da pedra onde o imperador escorregou, os objetos do quarto que foi preparado para ele e para sua esposa se hospedarem, estão no museu. “Ele se encantou com o que viu no Caraça e por isso, fez questão de detalhar tudo em seu diário, desde a serra, as cascatas e outras belezas. Com isso, ficou claro que a visita agradou o imperador, tanto que ele ordenou que fosse encomendado da França um belíssimo vitral e o presenteou à Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, cuja construção estava terminando. Para o turista sentir o clima histórico, móveis e objetos, como as camas em que ele e dona Teresa Cristina dormiram, ou o penico imperial, estão no museu. Vale a pena conhecer, pois faz parte da nossa história”, conclui Lucélia Valadares.

Gastronomia

A gastronomia do Caraça é um ponto que merece atenção especial dos visitantes. Além da experiência de comer no refeitório histórico, com toda a simplicidade e variedade de sabores da comida mineira, há uma adega no local onde dá para ver o processo de produção dos vinhos de uva e jabuticaba do hidromel. Há também a padaria, que fabrica pães, bolos e biscoitos, e a doçaria, para doces, geleias e compotas. O queijo minas artesanal, cujo processo de fabricação existiu há mais de 200 anos e foi resgatado, é uma das delícias mais procuradas no Santuário e é matéria prima de vários pratos da região em concursos e festivais gastronômicos.

Fonte de conhecimento

O complexo é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual. Foi escolhido como uma das Sete Maravilhas da Estrada Real. Conta com um amplo Conjunto Arquitetônico onde estão a primeira igreja de estilo neogótico do Brasil, o prédio do antigo Colégio (hoje Museu e Biblioteca), o hotel com 57 apartamentos e quartos, com capacidade para até 230 pessoas, e a Fazenda do Engenho, com 26 apartamentos. O Complexo do Caraça possui enorme diversidade de fauna e flora, com raridades de animais e plantas no meio ambiente. Na ampla diversidade de sua fauna, há 386 espécies de aves, 42 espécies de répteis, 12 espécies de peixes e 76 espécies de mamíferos.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural do Santuário do Caraça faz parte de duas importantes reservas ecológicas, as Reservas da Biosfera da Serra do Espinhaço Sul e a da Mata Atlântica, onde há diversas espécies de flora e fauna, algumas encontradas somente no Complexo do Santuário do Caraça, que fica na transição entre Mata Atlântica e Cerrado, onde também há campos rupestres. Em suas serras há nascentes, ribeirões e lagos que possuem águas de coloração escura, que carreiam material orgânico em suspensão.

Seu solo é rico em minérios, explorados nos séculos anteriores, e com grande concentração de quartzito ou rocha metamórfica. Desde 2011, passou a ser preservado contra exploração comercial. O clima tem baixas temperaturas e elevada umidade do ar, comuns em ambientes de mata. O território do Complexo do Caraça integra a Área de Proteção Ambiental ao Sul da Região Metropolitana de BH, onde começam duas grandes bacias hidrográficas, a do rio São Francisco e a do rio Doce, que abastecem aproximadamente 70% da população de Belo Horizonte e 50% da população de sua região metropolitana.


Biblioteca

A Biblioteca hoje está instalada no prédio onde funcionava o célebre Colégio, que hoje abriga também o Museu, o Arquivo e um Centro de Convenções

Museu

O museu, montado a partir de mobiliário e artefatos diversos de uso diário, pertencentes ao próprio Caraça e com algumas peças remanescentes de séculos passados, constitui um interessante lugar de visitação, diariamente procurado pelos hóspedes e visitantes, através de percursos guiados pelos monitores ou por conta própria.

Igreja Neogótica

O Santuário do Caraça é a primeira igreja neogótica do Brasil, construída sem mão-de-obra escrava e toda com material regional: pedra-sabão (retirada de perto da Cascatona), mármore (das proximidades de Mariana e Itabirito, Gandarela) e quartzito (da região do Caraça e vizinhanças), unidas com produtos de base de cal, pó de pedra e óleo.

Serviço

Santuário do Caraça

Local: Estrada do Caraça, Km 9 – Entre os municípios de Catas Altas e Santa

Bárbara – CEP 35960-000

Fácil acesso pelas rodovias BR 381 e MG 436, além do da possibilidade de ir por trem (Estação Dois Irmãos – Barão de Cocais)

Taxa entrada:

R$ 20 (em dias de semana)

Finais de semana, feriados e datas comemorativas:

R$30 (por pessoa)

Idosos: 50% de desconto

Moradores de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara

R$10 por pessoa (qualquer dia)

Entrada gratuita na 1ª quarta-feira de cada mês (mediante agendamento)

Sítio com opções de hospedagens: www.santuariodocaraca.com.br




 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Portugal - Espólio de Eugénio de Andrade vai ter nova morada na Casa dos Livros

A assinatura do contrato de depósito da biblioteca do poeta portuense terá lugar a 14 de dezembro, na sede do Centro de Estudos da Cultura em Portugal da U.Porto (CECUP)


São mais de 17 mil livros, mas também manuscritos, desenhos, postais ou fotografias que ajudam a trilhar o percurso de um dos mais relevantes poetas portugueses do século XX. Juntos, perfazem a biblioteca de Eugénio de Andrade e vão passar a habitar a Casa dos Livros, sede do Centro de Estudos da Cultura em Portugal da Universidade do Porto (CECUP), ao abrigo do contrato de depósito que será assinalado no próximo dia 14 de fevereiro, quarta-feira, entre a Câmara Municipal do Porto e a Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP).

Com a cedência do acervo de Eugénio de Andrade ao CECUP, concretiza-se o anúncio feito pelo Presidente da CMP aquando da inauguração da Casa dos Livros, em abril de 2022. “A clarividência de colocar aqui neste belo palacete o acervo bibliográfico e os manuscritos pessoais de Eugénio de Andrade representa um simbólico regresso do poeta à cidade, garantindo-se, assim, a salvaguarda de um riquíssimo espólio, cuja relevância cultural espelha a vida e obra de uma figura incontornável da nossa literatura”, sublinhou então Rui Moreira.

Atualmente depositado na Biblioteca Municipal do Porto, a biblioteca de Eugénio de Andrade é composta por mais de 17 mil livros; 1400 manuscritos, dactiloscritos, tiposcritos com anotações e desenhos; 7400 cartas, telegramas, postais e fotografias. “Tudo será classificado, indexado pela FLUP, que é justamente uma das mais reputadas instituições no que diz respeito ao cruzamento destas duas áreas de conhecimento aqui representadas: a Literatura e a Ciência da Informação”, enalteceu o autarca.

Ao abrigo deste contrato, a FLUP assume então a obrigação de proceder ao tratamento técnico do acervo, proporcionar o acesso presencial e online, bem como promover atividades para toda a cidade. Cabe ainda à faculdade “assegurar as condições de tratamento físico e documental da coleção, incluindo a preservação física das espécies, acondicionamento e catalogação de todas as obras que passarão a integrar o catálogo bibliográfico da ‘Casa dos Livros’”.

Recorde-se que a Câmara Municipal do Porto prevê igualmente doar à Casa dos Livros um apoio de 60 mil euros – 20 mil anualmente nos próximo três anos – para apoiar o “tratamento e disponibilização ao público de todos os fundos documentais em formato físico e digital à sua guarda”. Em estudo está ainda o lançamento de um “prémio anual que potencie e promova a publicação de obras que estudem os poetas da cidade do Porto”.

Sobre Eugénio de Andrade

Natural do Fundão, onde nasceu a 19 de janeiro de 1923, Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, é um dos maiores poetas portugueses contemporâneos, com uma extensa obra traduzida para mais de 20 línguas.

Autor de dezenas livros de poesia, mas também de diversas antologias poética, livros de prosa e livros infantis, é, depois de Fernando Pessoa, o poeta português mais traduzido – em quase todas as línguas românicas, mas também em inglês, alemão, checo, sueco, servo, croata, búlgaro, letão, japonês, ou  chinês. É, também, o poeta mais celebrado pela crítica e o mais editado.

Entre os inúmeros prémios e distinções que recebeu em vida, destacam-se o prémio da “Associação Internacional dos Críticos Literários” (1986), o “grande prémio da Poesia da Associação Portuguesa de Escritores” (1989), o prémio “APCA” (Brasil, 1991), o prémio “Vida Literária”, da Associação Portuguesa de Escritores (2000), ou o “prémio Camões” (2001). Foi ainda agraciado pelo Presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito (1988) e com o título de Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1982).

A 22 de março de 2005, foi condecorado com o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Porto, juntamente com a também escritora Agustina Bessa-Luís. Faleceu três meses depois, a 13 de junho de 2005, aos 81 anos de idade. Universidade do Porto - Portugal

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Guiné-Bissau - Fundação João XXIII doa materiais escolar para a biblioteca do liceu Nacional Kwame N'krumah


Bissau - A Fundação João XXIII / Casa do Oeste de Portugal entregou hoje um donativo constituído por materiais escolares para a biblioteca do Liceu Nacional Kwame N'krumah.

Na ocasião, o delegado da Fundação e igualmente  Director da Cooperativa Escolar São José, Raul Daniel Silva disse que a tarefa de aprendizagem é para todos os guineenses e que não estão lá para particularizar as escolas, acrescentando que devem ser criadas as condições, tanto para os professores como para alunos que possam proporcionar cada vez mais ensino de qualidade.

"O Liceu Nacional Kwame N'krumah tem, a partir de hoje, condições para criar matérias para alunos e professores, a exemplo da Escola São José. Convidamos os responsáveis do Liceu e governantes no sentido de apoiarem este Liceu porque nenhum agricultor vai para o campo sem arado”, disse.

Raul Silva frisou que a Guiné-Bissau ratificou o acordo ortográfico a nível de Países Africanos da Língua Oficial Portuguesa (PALOP) mas  que, até hoje, cada um continua a escrever à sua maneira, e que o Liceu Nacional, enquanto referência e património nacional deve ser  capaz de levar os professores e alunos a respeitarem as regras deste acordo que estão nos livros entregues. Afirmou ainda que os responsáveis do Liceu devem solicitar o bom uso dos livros doados.

Idrissa Cassamá, Director do Liceu Nacional Kwame N'krumah, agradeceu à Fundação pelo gesto e disse que é com enorme prazer que a direcção da sua instituição recebeu estes donativos em livros de todos os níveis para reequipar a biblioteca que deixou de funcionar há muitos anos.

Aquele responsável disse que esses materiais vão mudar significativamente o desempenho de todos os servidores daquela casa assim como a comunidade escolar pelo que promete fazer o bom uso dos mesmos.

O Director-geral do Ensino, Beto Gomes Lopes Embassa, em representação do governo agradeceu à Fundaçâo João XXIII e ao seu delegado Raul Silva pela resposta rápida ao pedido do Director do Liceu Nacional Kwame N'krumah, Idrissa Cassamá.

Disse crer que esta cooperação entre as duas partes terá pernas para andar tendo em conta a resposta rápida e sábia do representante da Fundação, Raul Silva, em disponibilizar materiais que vão servir de suporte para professores, alunos e toda a comunidade educativa do país.

Beto Embassa louvou a iniciativa e pediu que não ficasse só no Liceu Kwame NKrumha já que a Fundação tem capacidade para responder às necessidades, de acordo com as expectativas dos directores das escolas.

Os materiais escolares entregues ao Liceu Nacional resultaram da solidariedade de diversos professores de agrupamentos escolares do Conselho da Mafra e Sobral de Monte Agraço em Portugal. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau


 

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Brasil - Real Gabinete Português de Leitura: uma joia lusitana



O que define uma nação não é seu território, mas sua cultura. Portugal é, portanto, muito maior do que a representação presente nos mapas. Seu idioma é falado por quase 300 milhões de pessoas em todos os quadrantes da Terra. Nesse sentido, os livros cumprem uma função primordial. Em suas páginas, eternizam-se as crenças, histórias, informações e tradições dos lusófonos.

Foi a transcendência dos livros que inspirou 43 portugueses residentes no Rio de Janeiro a criarem, em 1837, o Gabinete Português de Leitura, que, em 1906, recebeu de D. Carlos I o título de Real. A principal intenção desses pioneiros, comerciantes, em maioria, era elevar o nível cultural dos seus patrícios que, não raro, chegavam ao Brasil com pouca ou nenhuma instrução. Ao mesmo tempo, a instituição se transformaria em repositório daquilo que se escreve e publica em Portugal, preservando pelo menos parte do conhecimento acumulado pelo país, que, naquele tempo, vivia crises das mais diversas ordens e tinha seu futuro ameaçado.

A contribuição do Real Gabinete Português de Leitura para a cultura vai além dos livros, que podem ser consultados por qualquer pessoa. A sede da entidade encanta pela imponência e suntuosidade. É belíssima a visão que se tem do portão principal. Chamam atenção as grandes colunas de madeira trabalhadas à mão, as estantes repletas de raridades e a luz suave vinda da belíssima claraboia e do imenso lustre de metal. Cada detalhe evoca não apenas o universo literário, mas também as glórias de Portugal, algo próprio do estilo neomanuelino que define o projeto arquitetônico. Trata-se de uma das bibliotecas mais bonitas do mundo e de um dos pontos turísticos mais visitados do Rio de Janeiro.

Mas o trabalho do Real Gabinete Português de Leitura não se resume a preservar e emprestar publicações. O centro de estudos da entidade promove congressos, conferências, cursos e palestras, além de construir parcerias com instituições culturais e educativas no Brasil e no exterior. Também edita a revista científica Convergência Lusíada, dedicada à divulgação da literatura e da cultura portuguesas no Brasil. No Polo de Pesquisas Luso-Brasileiras, professores e pesquisadores dedicam-se a pensar a relação entre os dois países de forma crítica e interdisciplinar.

Durante a vigência das medidas de isolamento social provocadas pela pandemia do novo coronavírus, o Real Gabinete Português de Leitura encontra-se fechado para visitação. Tão logo este período passe, quem ama cultura deve conhecer pessoalmente essa biblioteca, joia lusitana que reluz no coração do Rio de Janeiro e representa a união de Brasil e Portugal através das palavras. Fernando Morgado – Brasil in “Mundo Lusíada”


Fernando Morgado - Consultor e palestrante. Professor das Faculdades Integradas Hélio Alonso. Coordenador-adjunto do Núcleo de Estudos de Rádio da UFRGS. Membro da Academy of Television Arts & Sciences, entidade realizadora dos prêmios Emmy. Possui livros lançados no Brasil e no exterior, incluindo o best-seller Silvio Santos – A Trajetória do Mito (5ª edição em 2017). Mestre em Gestão da Economia Criativa e especialista em Gestão Empresarial e Marketing pela ESPM. http://fernandomorgado.com

domingo, 28 de junho de 2020

Portugal - Biblioteca de escritor português quer ser referência na manutenção de títulos brasileiros

O escritor português Adélio Amaro está a desenvolver um projeto pessoal que promete dar destaque à literatura brasileira. Em causa está a criação da Biblioteca e Arquivo Adélio Amaro (BAAA) que reúne títulos dedicados a Leiria, ao arquipélago dos Açores e à etnografia.

Numa nova fase, que teve início há alguns meses, a Biblioteca está a apostar no desenvolvimento de uma parte totalmente dedicada ao mundo das letras no Brasil.

O objetivo, segundo o escritor, é “desenvolver a parte brasiliana para que em Leiria, Portugal, possa existir uma biblioteca dedicada aos autores e temas brasileiros”.

“O projeto surgiu apenas para catalogar o acervo que adquiri e fui colecionado ao longo dos anos, até que começou a ganhar outra dimensão, passando, nos dias de hoje, os 12 mil volumes e mais de 30 mil entradas documentais, das quais se destaca a enorme coleção de títulos de Revistas, Jornais e Catálogos de todo o mundo, que conta com quase três mil títulos”, afirma Adélio Amaro, que revela que o livro mais antigo que tem em mãos é de 1592, além de outros volumes dos séculos XVII, XVIII e XIX.

A Biblioteca e Arquivo Adélio Amaro trata-se de um projeto particular, “sem qualquer tipo de apoio financeiro”, que nasceu em 2008.

A BAAA está a desenvolver, para 2021, exposições temáticas em bibliotecas, associações, escolas e outros espaços com o acervo que dispõe, assim como estuda realizar tertúlias.

Este projeto, com sede em Leiria, no Centro de Portugal, aceita doações de títulos, com especial atenção para os brasileiros.

Para informações sobre como fazer a doações, os interessados podem contatar o escritor, autor de dezenas de livros, pelo e-mail: 
adelioamarobiblioteca@gmail.com. Igor Lopes - Brasil In “Mundo Lusíada”

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Brasil – Biblioteca instalou-se num cemitério no interior de São Paulo



Anteriormente, “Caminhos da Leitura” funcionava dentro de uma unidade básica de saúde, mas o local ficou pequeno.

Alguns jovens tiveram a ideia de criar um espaço cultural e a biblioteca foi instalada na antiga casa do coveiro, no cemitério da Colônia, em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo.

Sem opções de lazer e cultura, a biblioteca tornou-se uma alternativa para o estudo e entretenimento. A biblioteca comunitária “Caminhos da Leitura” tem quase dez anos de funcionamento e há cinco anos atua dentro do cemitério.



Possui um acervo de quatro mil obras, entre livros infantis e clássicos da literatura brasileira e internacional e, anualmente, atende cerca de 500 pessoas com projetos e atividades culturais.

Sem ajuda do poder público, o projeto ganhou apoio de uma fundação que estimula a leitura na periferia. A iniciativa auxilia na formação de leitores e disseminação de práticas literárias e culturais na região. Rebeca Bulcão – Brasil in “Notaterapia”

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Moçambique - Odebrecht apoia bibliotecas de instituições do ensino superior

A Odebrecht Moçambique ofereceu, em Maputo, à Universidade Politécnica e ao Instituto Superior de Ciências e Gestão (INSCIG), mais de 500 livros académicos, para enriquecer o acervo das bibliotecas daquelas instituições de ensino superior.

A iniciativa faz parte de um conjunto de acções de responsabilidade social levadas a cabo em Moçambique, nesta fase, com instituições ligadas à Cidade de Nacala, na província de Nampula. Para a Odebretch, trata-se de um pequeno mas significativo gesto para apoiar os estudantes: “A educação é o pilar do desenvolvimento e para a Odebrecht é gratificante poder dar o nosso pequeno contributo na construção de um futuro melhor”, segundo afirmou o director de Relações Institucionais da Odebrecht, Miguel Paiva.

A Universidade Politécnica tem uma unidade orgânica denominada Instituto Superior Politécnico e Universitário de Nacala (ISPUNA), com cursos como Engenharia Civil, Informática e de Telecomunicações, Engenharia do Ambiente, entre outros.

Na ocasião, a directora da Biblioteca Central da Universidade Politécnica, Sara Laísse, considerou que a oferta dos livros é muito bem-vinda, porque "irá contribuir para a revitalização do processo de ensino e dinamizar à leitura entre os discentes".

Por seu lado, o INSCIG tem a sua sede naquela cidade, ministrando cursos como Administração Pública, Ciências Jurídicas, Gestão de Recursos Humanos, Contabilidade e Auditoria e Gestão Empresarial, entre outros. O administrador-geral desta Instituição, Pedro Tualufo, disse também que a oferta da Odebrecht vai contribuir para "enriquecer o acervo da biblioteca daquele instituto superior, possibilitando um melhor processo de ensino-aprendizagem e prática pedagógica". In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 15 de abril de 2017

Holanda - Em Roterdão uma biblioteca ajuda a manter viva a língua portuguesa

Foi a necessidade comum de manter viva a língua materna e de a passar aos filhos, que levou três amigas portuguesas a abrirem uma biblioteca de livros infantis escritos em português, na cidade de Roterdão, Holanda

Andreia Costa, Constança Saraiva, e Patrícia Pinheiro de Sousa concretizaram este objetivo com a abertura da Biblioteca Roterdão em dezembro do ano passado, com o apoio do Arte Institute e de cinco editoras e a parceria com as Escolas Portuguesas de Roterdão, Haia e Amsterdão.

As artistas plásticas Constança Saraiva e Patrícia Pinheiro de Sousa e a designer Andreia Costa, três portuguesas que emigraram para a Holanda ao longo da última década, decidiram em 2016 fazer algo para ajudar a manter viva a sua língua materna em Roterdão, cidade onde residem. Em causa estava “a necessidade comum de manter viva a nossa língua materna e de a passar aos nossos filhos”, como referem na apresentação da página que criaram na rede social ‘Facebook’.

“O objetivo é disponibilizar livros às crianças de forma a apoiar a sua utilização da língua portuguesa e fortalecer os laços linguísticos e culturais destas crianças com as suas origens lusófonas”, explicam, defendendo que “ler histórias a crianças pequenas é essencial para o aumento de vocabulário, para o desenvolvimento da linguagem escrita e oral, e até para o desenvolvimento do conhecimento geral”, porque, acrescentam, “a leitura estimula a imaginação e curiosidade da criança, o seu desenvolvimento emocional, e o seu auto-conhecimento”.

À agência Lusa, Constança Saraiva contou que as três amigas emigraram para a Holanda por razões profissionais “e também por amor”. “Tivemos filhos, que são bilingues, e como portuguesas queríamos que continuassem a falar também em português. Roterdão tem uma biblioteca central muito boa, mas não tem quase nada em língua portuguesa, por isso avançámos com este projeto”, contou.

A Biblioteca Roterdão, que é ainda pequena, funciona temporariamente no atelier de Andreia Costa, no centro de Roterdão e contempla mais de 200 livros infanto-juvenis em língua portuguesa, fruto de doações de cidadãos e das editoras Máquina Voar, Pato Lógico, Tcharan, Planeta Tangerina e Porto Editora. Conta ainda com o apoio do Instituto Camões e do Arte Institute e tem parcerias com a Escola Portuguesa de Roterdão, a Escola Portuguesa de Haia e a Escola Portuguesa de Amsterdão, onde já organizaram sessões de leitura.

Voluntariado e boa vontade

O trabalho é feito com a boa vontade e o voluntariado das três portuguesas a pensar não só na comunidade de portugueses e descendentes de portugueses em Roterdão, mas também noutras comunidades que têm em comum a língua, como a brasileira e cabo-verdiana. “Aqui existe muito a cultura da requisição de livros em bibliotecas e os miúdos precisam sempre de histórias novas, por isso estamos abertos a doações de editoras ou de quem nos quiser enviar livros infantis em língua portuguesa”, afirmou Constança Saraiva.

Além do empréstimo de livros, a biblioteca tem organizado, com alguma regularidade, sessões de leitura de livros, envolvendo a comunidade lusófona, mas a ideia é no futuro encontrar um espaço definitivo e alargar o programa de atividades. “Estamos ainda a ver como as pessoas estão a aderir. Ter um espaço implica ter tempo, andamos a fazer pesquisas sobre bibliotecas, a falar com bibliotecários. Este é um espaço da comunidade e queremos que seja uma plataforma para fazer outras coisas. Queremos trazer autores, ilustradores, publicar o nosso próprio livro”, adiantou a artista plástica. Mas em pouco mais de três meses, Constança Saraiva está satisfeita com a adesão e com o interesse que tem suscitado esta Biblioteca Roterdão, criada “para todas as comunidades lusófonas residentes em Roterdão (e arredores), para todos que tenham de alguma forma afinidade com a língua portuguesa”. In “Mundo Português” - Portugal

terça-feira, 21 de março de 2017

Moçambique - Japão financia construção de bibliotecas em Quelimane

O Governo do Japão vai doar 82 mil de dólares para a construção de “bibliotecas de bairro” em dois postos administrativos na cidade de Quelimane, capital da província central de Zambézia, em Moçambique. Para o efeito será assinado um contrato de doação pelo embaixador do Japão, Akira Mizutani, e o presidente do município de Quelimane, Manuel de Araújo.

“O projecto será implementando pelo Progetto Mozambico Onlus e o valor doado é de 82200 dólares americanos”, refere o comunicado de imprensa da embaixada nipónica. Segundo a nota, as bibliotecas serão construídas em dois postos administrativos, daquela província.

“O Japão acredita que, com a construção destas infra-estruturas, irá oferecer oportunidades aos estudantes das áreas periféricas, sobretudo jovens, leitores de aprofundar e melhorar os seus conhecimentos académicos através da leitura, principalmente pela quase inexistência ou pelo elevado custo dos livros”, lê-se na nota.

Em Moçambique, para ter acesso aos livros, muitos cidadãos são obrigados a deslocarem-se aos centros das cidades onde geralmente é possível encontrar uma biblioteca. Por isso, a construção destas bibliotecas poderá ajudar os cidadãos dos postos administrativos a evitar percorrer longas distâncias para ter acesso a uma.

Este será o centésimo projecto comunitário do Governo Japonês realizado desde o ano 2000 em Moçambique. Recentemente, o governo Japonês comprometeu-se a disponibilizar cerca de 83 mil dólares norte-americanos para melhorar a provisão de água potável e saneamento do meio à vila sede do distrito de Mavago, na província do Niassa, norte de Moçambique. In “Txopela” - Moçambique

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Angola - Escola portuguesa de Saurimo ganha biblioteca

Projecto vai ser financiado pela Câmara de Vila Nova de Gaia, cidade que vai ser geminada com a capital da Lunda Sul.

A Escola Portuguesa da Lunda Sul, em Saurimo, vai ganhar uma biblioteca patrocinada pela Câmara de Vila Nova de Gaia, cidade portuguesa junto ao Porto, anunciou o presidente da câmara, Eduardo Vítor Rodrigues, à agência Lusa.

O projecto vai ser financiado com EUR 5000 (USD 5590) e o transporte de livros escolares e didácticos será garantido pela Porto Editora, no âmbito do acordo de cooperação assinado entre as três entidades: câmara, escola e editora.

A biblioteca, que vai chamar-se Vila Nova de Gaia, vai assim aumentar a qualidade de ensino na escola recentemente inaugurada e que conta com 121 alunos, entre os quatro e os 11 anos.

“Vila Nova de Gaia e Saurimo, capital da província de Lunda Sul, têm em curso um processo conducente à geminação das respectivas cidades, destinado a fortalecer os laços históricos, culturais e linguísticos que unem indelevelmente os povos angolanos e português”, afirmou o autarca, citado pela Lusa.

A geminação entre estes dois municípios contribuirá para fomentar e dinamizar o intercâmbio e a cooperação entre instituições das suas regiões, nomeadamente em projectos de educação e ensino visando a valorização recíproca e o progresso e bem-estar das populações, explicou. In “Rede Angola” (com Lusa) - Angola

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Biblioteca


                                                     Para um novo leitor

A iniciativa “Para um novo leitor”, que conta com a colaboração de todos os professores da Escola Portuguesa Ruy Cinatti na sua divulgação, tem trazido para a biblioteca da Escola muitos livros novos.

Romance, conto, poesia são os géneros mais comuns, destinados a um público adulto e juvenil, que tem vindo a encontrar na biblioteca um espaço de leitura diversificado nos temas, idades e públicos e menos limitado aos clássicos universais.

Entretanto, os livros chegados mais recentemente são edições de 2010 a 2012, o que mostra a adesão a este projeto de enriquecimento da biblioteca. E, graças aos portugueses que colaboram com a Escola, o número de obras impressas em língua portuguesa na Escola tem vindo a aumentar.

Os nossos alunos agradecem o contributo dado por todos na consolidação da presença de livros de língua portuguesa no Sudoeste Asiático! Escola Portuguesa Ruy Cinatti – Timor Leste

Para todos aqueles que pretendam colaborar com a Escola Portuguesa Ruy Cinatti em Dili, Timor Leste, poderão enviar os livros para a morada seguinte:

Escola Portuguesa Ruy Cinatti
Rua de Balide - Santa Cruz - Díli
Timor Leste

Outros contactos:

Tel. +670 3310878
Fax +670 3310581