Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Internacional - Exposição na cidade de Lisboa celebra diálogo artístico entre Japão e Portugal

A exposição internacional “Viagem ao Japão” regressa este mês para a sua quarta edição, reforçando o diálogo artístico entre Portugal e o Japão. A mostra inaugura esta sexta-feira, às 17h00, no Atelier Natália Gromicho, em Lisboa, onde permanecerá patente até 17 de julho


Depois do sucesso das edições anteriores, a iniciativa volta a reunir diferentes linguagens artísticas numa reflexão sobre cultura, identidade, tradição e expressão contemporânea, promovendo um encontro entre artistas portugueses e o universo estético japonês.

Pela primeira vez, a exposição coloca em destaque um grupo de artistas portugueses, cujas obras serão apresentadas em diálogo com perspetivas inspiradas no Japão, num intercâmbio intercultural que pretende aproximar as duas culturas através da arte.

A mostra reúne trabalhos de pintura, desenho, escultura, fotografia e técnicas mistas, convidando o público a descobrir diferentes interpretações da estética japonesa e da criatividade contemporânea portuguesa.

Os artistas portugueses selecionados para esta quarta edição são Ana Malta, Inês Prats, Joaquim Gromicho, Leonor Ribeiro, Mafalda Gonçalves, Mariana Santos, Natália Gromicho, Patrícia Mariano, Pedro Charters, Rita Félix e Tamara Alves. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 11 de novembro de 2025

Moçambique - Eugénio Saranga expõe “Os que julgam sem voz” na Fundação Fernando Leite Couto

O artista plástico Eugénio Saranga apresenta, nesta quarta-feira, uma exposição intitulada “Os que julgam sem voz – ensaio sobre a ferida da caça furtiva”, na Fundação Fernando Leite Couto.


A exposição apresenta uma faceta de Saranga, virada para as questões contemporâneas da vida selvagem ao próprio comportamento humano ligado à natureza.

Eugénio Saranga pertence à geração de artistas que se posiciona num momento de reafirmação de arte plástica moçambicana e procura ir além do que se exige ao artista, viver o seu tempo e denunciar o que subverte a ordem das coisas. A natureza e tudo que nela habita.

Nas obras de desenho com recurso a tinta-da-china e caneta gel sobre papel, as imagens são associadas ao mundo selvagem ao mesmo tempo que espiritual. Sobre as figuras preenchidas pelo preto destaca-se o vermelho, das criaturas ávidas de se alimentar de outros seres, dos animais que serão feridos de uma morte inesperada, que vai servir a um fim que vai além da ganância humana.

Eugénio Saranga é, actualmente, artista plástico e curador de arte. É membro e vice-presidente do Núcleo de Arte e da Associação de Fotografia em Moçambique. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 3 de março de 2025

Macau - Fotografia e desenho unem-se numa reflexão sobre a transformação urbana da Região

Imagens traçadas com luz e tinta. Obras de fotografia e desenho dos arquitectos Nelson Silva e João Nuno Marques convidam o público a reflectir sobre a efemeridade e a constante metamorfose do espaço urbano. A exposição “Framing a Future Past”, com curadoria de Sara Neves, será inaugurada na Creative Macau a 20 de Março, às 18h30, estendendo-se até 17 de Abril



Na intersecção entre memória e inovação, forma-se o núcleo da exposição “Framing a Future Past”, que será apresentada na Creative Macau entre 20 de Março e 17 de Abril. Com uma curadoria sensível a avanços culturais por parte de Sara Neves, esta mostra expõe as interpretações artísticas de dois arquitectos locais, Nelson Silva e João Nuno Marques, cuja obra convida a um mergulho reflexivo sobre a evolução incessante da cidade.

Macau, um território caracterizado pela sua riqueza cultural e histórica, é, ao mesmo tempo, um local em permanente transformação, segundo a descrição desta equipa de artistas. “Framing a Future Past” propõe um olhar atento sobre este fenómeno. Através da lente de Silva e o traço de Marques, as obras expostas ganham vida, transformando-se em crónicas visuais que capturam não apenas a estética do espaço urbano, mas também a narrativa histórica que subjaz a cada esquina, edifício e rua.

Nelson Silva, arquitecto e fotógrafo, traz para a mostra uma perspectiva íntima e poética. A sua formação em Arquitectura pela Universidade do Minho, associada a uma experiência transformadora na Noruega, enriqueceram a sua capacidade de observar e registar a vida quotidiana de Macau e as nuances do espaço habitável. As suas fotografias não são meros registos, mas sim interpretações que revelam a co-existência da natureza e da urbanidade. O segundo lugar no Concurso de Fotografia Arquitectónica de Macau em 2024 foi um reconhecimento do seu talento, mas, mais que tudo, das suas narrativas visuais que falam sobre as transformações da cidade sob uma perspectiva única.

Já João Nuno Marques destaca-se pelo seu enfoque na ilustração e no desenho como ferramentas de registo da realidade. Formado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, traz consigo uma bagagem cultural adquirida em vários países. Os seus desenhos, que documentam a paisagem urbana e o pulsar cultural da cidade, vão além da técnica. Reflexões que capturam a leveza dos momentos efémeros, e a essência da cidade em constante mudança. Através do traço, Marques transforma o que poderia ser fugaz em eternidade, permitindo que os visitantes da exposição experimentem uma nova forma de ver e sentir.

A curadora Sara Neves tem uma abordagem que combina a sensibilidade estética com uma leitura crítica da cidade. Ao organizar “Framing a Future Past”, Neves propõe um espaço de diálogo onde as transições urbanas são discutidas através da arte. A sua intenção é que os visitantes não só vejam, mas sintam a multiplicidade de Macau, reflectindo sobre o que foi, o que é e o que pode vir a ser.

Ao visitarem esta exposição, os participantes são convidados a fazer uma introspecção sobre a efemeridade das coisas, uma temática cada vez mais pertinente num mundo em constante evolução. As obras de Silva e Marques, embora distintas, criam um diálogo interpessoal intrínseco, refletindo a maneira como a arte pode ser um meio poderoso de reflexões além do visível.

Com a inauguração à vista, “Framing a Future Past” promete ser uma experiência enriquecedora que contribuirá para a valorização do património urbano de Macau, enquanto encoraja um diálogo sobre as suas transformações contínuas. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Macau - “She Left Her Body”, exposição de Clara Brito, na Casa Garden a partir de 23 de Setembro

Fruto da sua residência artística na Fundação Oriente, a designer Clara Brito concebeu em parceria com outros artistas locais uma exposição que recorre ao desenho, colagem e caligrafia chinesa para explorar “sentimentos interiores” e promover a literacia emocional, pegando ainda em diferentes formas de artesanato tradicional do Delta do Rio das Pérolas


Em colaboração com outros artistas locais, a exposição de artes visuais de Clara Brito “She Left Her Body” poderá ser visitada na Casa Garden a partir de 23 de Setembro. Com o objectivo de promover a literacia emocional, a exposição apresenta obras bidimensionais, com recurso a um conjunto de técnicas que vão desde o desenho, colagem, caligrafia chinesa e ‘lase’, bem como peças tridimensionais para serem usadas em instalações e espectáculos, indicou a nota da organização. O processo de colaboração entre Clara Brito, curadora e artista principal, e Elsa Lei Pui Mio, designer de luz, Lora Lo Iok Iong, designer de moda, e Mandy Cheuk, maquilhadora, resultou numa uma exposição de artes visuais sobre “emoções, sentimentos interiores e comportamentos, que utiliza diferentes formas de artesanato tradicional desta parte do mundo”.

A exposição é organizada pela Associação Cultural +853 e pela Fundação Oriente, na sequência da actual residência artística da designer, e conta ainda com o apoio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura, da Casa de Portugal em Macau, do Centro de Produtividade de Transferência de Tecnologia de Macau, da Faculdade de Gestão da Universidade da Cidade de Macau, e da Livraria Portuguesa.

A ideia nasceu em 2021, fruto de uma experiência própria de Clara Brito. “Estava a fazer leituras e a escrever sobre uma fase da minha vida em que estava bastante infeliz, e as emoções que conseguia visualizar nesses momentos assemelhavam-se quase a um sentimento que eu tinha saído do meu corpo, para poder sair daquele momento e desligar as minhas emoções”, recorda. Em Psicologia, a artista aprendeu que isso se chama dissociação, um termo usado para identificar a sensação em que se abandona o corpo para ultrapassar situações muito desafiadoras. Isso levou-a a este projecto, que visa informar as pessoas sobre literacia emocional para “permitir que os outros tenham uma vida melhor”.

Tomando como base a utilização de materiais de artesanato tradicional da região, Clara Brito explicou que aproveitou a oportunidade da exposição para “fazer uma pesquisa mais aprofundada desses materiais e utilizá-los como ferramenta mediática para fazer um trabalho artístico e explorar esses conceitos”.

A exposição “She Left Her Body” está sob a alçada do projecto “Tomorrow’s Heritage”: co-criado por uma comunidade de criativos, investigadores, designers e indústrias tradicionais de artesanato e têxteis sediadas na área da Grande Baía e nos Países de Língua Portuguesa, “Tomorrow’s Heritage” tem como objectivo “especular, investigar e documentar, nestes diferentes cantos do mundo, as crenças culturais vivas e os padrões de comportamento dos seus cidadãos e do seu património cultural secular de artesanato e indústria têxtil”.

O objectivo é de “não só documentar e mapear as indústrias tradicionais de Macau e do Sul da China – que são alguns dos materiais que tenho trabalhado ao longo do meu trabalho como designer nos últimos 20 anos – mas também explorar e documentar as indústrias tradicionais de Portugal e dos Países de Língua Portuguesa, e usar essas pesquisas e esses materiais numa abordagem mais contemporânea”, explica.

Fundada em 2006, a Associação Cultural +853 tem desenvolvido, todos os anos, projectos criativos e culturais em Macau, indicou a associação em nota.  Desde 2010, começou a desenvolver projectos culturais e criativos com Portugal. Em 2015 “deu os primeiros passos para exportar o património histórico cultural de Macau para as cidades mais relevantes do Delta do Rio das Pérolas”. No seu portefólio de experiências, a Associação Cultural +853 organizou o “This Is My City”, um festival que acontece anualmente, desde 2006, e a exposição de fotografia “Língua Franca”, organizada em 2019 em cooperação com o Instituto Cultural de Macau. Em 2020, organizou também a exposição “Outros Portos – Outros Olhares” na galeria dos Maus Hábitos na cidade do Porto em Portugal. Rita Gonçalves – Macau in “Ponto Final”




segunda-feira, 15 de maio de 2023

Reino Unido - Exposição de artista timorense Toto Educk assinala 21 anos de independência

Uma exposição do artista timorense Edyh Calado assinala no sábado, na biblioteca da cidade inglesa de Crewe, o 21.º ano da restauração da independência de Timor-Leste, disse o próprio à Lusa.


A inauguração da exposição “A nossa Alegria: A Felicidade não tem Fronteiras”, que reúne desenhos e pinturas do artista, conhecido como Toto Educk, ocorre na véspera da votação para as quintas eleições legislativas do país.

As eleições de domingo vão pela primeira vez incluir um centro de votação em Crewe, no noroeste de Inglaterra, um dos destinos preferidos no Reino Unido para os emigrantes timorenses. O objectivo, explicou Toto, é “levar um pouco de Timor-Leste a Crewe”, cidade onde residem atualmente mais de 500 timorenses. “’A Felicidade não tem Fronteiras’ significa muito para mim. Não só é a minha primeira exposição no Reino Unido, mas serve como lembrete para mim e para os meus colegas para nos orgulharmos do nosso património – e partilhá-lo com os nossos colegas residentes em Crewe”, explicou.

O artista é um dos nomes jovens da arte timorense, que apesar de algumas melhorias nos últimos anos, continua a enfrentar grandes desafios, desde falta de oportunidades de formação, de espaços de trabalho e exposição e até de materiais.

Os cadernos eleitorais mostram que estão recenseados para votar na Inglaterra cerca de 3700 eleitores, mais 66,44% que nas presidenciais – o recenseamento aumentou 65,89% em toda a diáspora -, o que traduz a crescente emigração de Timor-Leste. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa” 


segunda-feira, 10 de abril de 2023

Moçambique - Artista cubano celebra mulher moçambicana em exposição

No auditório do BCI, na Cidade de Maputo, está patente a exposição “Rostos de África”, do artista plástico cubano Rachid Gutiérrez. Com recurso a desenho a carvão como técnica principal e à utilização de colagem com capulanas, matizes e tonalidades com cores usando tinta a óleo, a mostra é composta por cerca de 20 obras, através das quais o artista procura estabelecer um diálogo visual, baseado na pesquisa por si efectuada e nas experiências vividas em Moçambique.


O projecto, segundo adiantou o autor, na cerimónia de abertura, que teve lugar na quarta-feira, foi iniciado em 2020 e concluído em 2021, e tem a particularidade de focalizar a figura da mulher. “O ponto mais importante foi mostrar uma mulher moçambicana forte, independente e capaz de lutar”, disse, esperando que “cada mulher se sinta identificada, ao olhar para estes quadros”.

O Director de Relações Públicas do BCI, Heisler Castelo David, afirmou que “esta exposição vem testemunhar, de certa forma, o carácter multifacetado do Auditório do BCI, como espaço de cruzamento de culturas. Com efeito, para além da exibição de obras de arte, da publicação de livros, da realização de eventos científicos e socioeconómicos, tem acolhido manifestações multiculturais, dando sentido ao posicionamento do BCI como Banco de apoio à Cultura”.

Nesta exposição, os títulos dos quadros retratando mulheres partem de “sabedoria” até “resistência”, passando por “firmeza”, “coragem”, “constância”, “determinação”, “elegância”, entre outros designativos que caracterizam a força da mulher.

Rachid Gutiérrez nasceu em 1991, em Cuba, tendo começado os seus primeiros estudos artísticos aos 7 anos de idade. Em 2000, fez um curso de desenho e pintura no “Gran Teatro de La Habana”, onde participou na sua primeira exposição colectiva. A sua primeira mostra individual, intitulada “Fusion”, teve lugar em 2019, na Associação de Escritores Moçambicanos (AEMO), na cidade de Maputo.

‘Rostos de África” é a segunda exposição individual do autor e estará aberta ao público até ao dia 18 de Abril. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Moçambique - Associação Moçambicana da Língua Portuguesa celebra Craveirinha com concurso de Poesia, Redacção e Desenho


Por ocasião das comemorações do centenário de nascimento de José Craverinha, a AMOLP realizou concursos literários de Poesia, Redacção e Desenho de Retrato de José Craverinha, envolvendo alunos da 10ª à 12ª classe das escolas públicas e privadas de Maputo, com o objectivo de celebrar a vida e obra do Poeta-Mor de Moçambique.

Segundo avança a AMOLP, em comunicado de imprensa, participaram desta actividade as seguintes Escolas: Secundária da KaTembe; Willow International; Secundária Estrela Vermelha; Secundária Francisco Manyanga; Secundária da Lhanguene; Secundária da Machava Comunitária Franciscana Hospitaleira e Comunitária Sagrada Família.

A Gala de Premiação dos Vencedores aconteceu dia 16 deste mês de Novembro, no Centro de Conferência da Tmcel, em Maputo, e contou com a participação do agrupamento musical dirigido por DManyissa, que cantou poemas de José Craveirinha.

O júri de Redacção composto pelo Professor e Ensaísta Crimildo Bahule, e pelas poetisas Iracema de Sousa e Énia Lipanga, atribuiu o primeiro lugar a Nicole Simone Alves, da Willow International School; o segundo lugar a Catlhe Horácio Foia, da Willow International School e terceiro lugar a Celma Silvestre Urinho, da Escola Secundária da KaTembe.

Na Categoria de Poesia, o júri, composto pelos professores e poetas Nelson Lineu, Leo Cote e Solange Macie, atribuiu o primeiro lugar a Alcirio Endes Langa, da Escola Secundária Francisco Manyanga, segundo lugar a Yolanda Helena Mondlane, da Escola Secundária Francisco Manyanga e o terceiro lugar a Rofina Mapsuangane da Escola Comunitária Sagrada Família.

Na Categoria Desenho de Retrato de Craveirinha, o júri, composto pelos professores de arte Celestino Mudaulane, Carmen Muianga e pelo artista plástico Butcheca, atribuiu o primeiro lugar a Vânia Larissa, da Willow International School, segundo lugar a Jaime José Enginheiro, da Escola Comunitária Franciscana Hospitaleira, e o terceiro lugar a Alliyana Filipe Tembe, da Willow International School.

Como premiação, os alunos receberam material diverso, como tablets; telemóveis; pastas escolares; livros de literatura de autores nacionais, material de desenho, entre outros. A concretização desta actividade foi possível graças ao apoio da Tmcel; Bolsa de Valores de Moçambique; Coca-Cola; Águas de Namaacha; Alcance Editores; Plural Editores; Porto de Maputo e Associação Ilhas da Paz. In “O País” - Moçambique




 

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Macau - Catarina Cottinelli expõe na Casa Garden


Estava marcada primeiramente para 25 de Junho, no âmbito das comemorações do “Junho, mês de Portugal na RAEM”, mas devido ao surto local de Covid-19 que assolou Macau em Junho e Julho, só agora a artista Catarina Cottinelli vai apresentar ao público “Desenhar Macau – Desenho, Pintura, Gravura e Monotipias”, no próximo sábado, dia 24 de Setembro, pelas 17h30, na Casa Garden da Fundação do Oriente.

A proposta da portuguesa é uma mostra com cerca de 150 obras de pintura a óleo, desenho e gravura, que estará patente até 21 de Outubro. Trata-se de uma espécie de retrospectiva dos trabalhos que Catarina Cottinelli tem vindo a fazer desde que chegou a Macau em 2018.

Catarina Cottinelli havia confessado ao nosso jornal, em Junho passado, que a presença nos cursos de Casa de Portugal promovidos pela artista Madalena Fonseca, em 2019, ajudaram a desenvolver em si várias técnicas desde a pintura a óleo, paisagem, retratos e também gravura. “Os trabalhos expostos revelam o conjunto destas experiências e são o resultado destes quatro anos em Macau. Uma parte da exposição é dedicada às quarentenas, a primeira em casa em Março de 2020 e a outra já em 2021 no hotel Grand Coloane Resort”, explicou, acrescentando que há também uma série de retratos de família que a autora fez em 2020 para poder “estar com todos mesmo sem voltar a Portugal”. Entretanto voltou a Portugal e fez mais uma quarentena.

Todas as obras de Catarina Cottinelli são, no seu conjunto, uma espécie de diálogo entre dois mundos: um mundo afectivo, distante tendo em consideração o afastamento que nos tem sido imposto pela pandemia, e um mundo realista que resulta da observação do meio envolvente, pode ler-se no comunicado de imprensa enviado ontem pela Fundação Oriente às redacções.

Catarina nasceu em Lisboa e é licenciada em Arquitectura pela Universidade Técnica de Lisboa. Estudou desenho à mão livre na Berkeley University of California (UCLA), em 1985. Desde que chegou a Macau, em 2018, que é professora visitante na Universidade de São José (USJ). Integrou o programa de residências artísticas da delegação de Macau da Fundação Oriente, programa que teve início em 2011, no qual participaram vários artistas de Macau e de Portugal. É filha de Daciano da Costa, considerado o “pai do design português”, e neta de Cottinelli Telmo, arquitecto e cineasta, responsável pela Exposição do Mundo Português e por ter idealizado o Padrão dos Descobrimentos, bem como por ter realizado o filme “A Canção de Lisboa” com Vasco Santana, Beatriz Costa e António Silva. É caso para dizer que filha de peixe sabe nadar. Do trabalho deles, é quase certo, bebeu a influência do meio artístico. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


 

terça-feira, 14 de junho de 2022

“Desenhar Macau” com um “olhar crítico”

Naquela que é a sua primeira exposição, Catarina Cottinelli apresenta uma série de técnicas de representação que vão do desenho à pintura, e da gravura à monotipia. Intitulada “Desenhar Macau”, a mostra inaugura a 25 de Junho ficando patente ao público até 31 de Julho. Ao Jornal Tribuna de Macau, a arquitecta explicou que obras são estas que vai expor e o processo para chegar a elas


Cerca de uma centena de trabalhos da arquitecta Catarina Cottinelli vão compor a mostra “Desenhar Macau Desenho. Pintura. Gravura. Monotipias”, que vai inaugurar na Casa Garden, no dia 25 de Junho, pelas 17h30, no âmbito das comemorações de “Junho, Mês de Portugal”. Apesar do título, a artista refere que as obras não se cingem ao desenho, por um lado porque é também “no sentido de pensar, observar, ter um olhar crítico sobre as coisas que nos rodeiam”, e, por outro, porque ao longo de quatro anos e meio explorou uma série de técnicas diferentes do desenho, que é a sua “base”.

“Como arquitecta, tenho essa experiência de, quando chego a um sítio novo como foi chegar a Macau, ter essa curiosidade de conhecer, estar e perceber um pouco como é que as pessoas vivem os espaços”, começou por contar ao Jornal Tribuna de Macau. Chegada ao território em 2018, e estando a dar algumas aulas na Universidade de São José, Catarina Cottinelli decidiu ir para a Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal, onde fez o curso de pintura e gravura com Madalena Fonseca. “A minha ideia era também experimentar um pouco outras coisas, porque sempre tive curiosidade de fazer pintura a óleo e explorar outras técnicas de representação”, acrescentou.

A exposição – que é a primeira de Catarina Cottinelli, e, por isso, “uma aventura” – é, assim, o resultado de vários anos de “investigação” feita nas diferentes áreas. “É uma investigação em várias áreas de representação, que vão do desenho à pintura, e técnicas mistas. É uma série de experimentações que são importantes para as pessoas se soltarem um pouco. Mas para mim a parte fundamental é desenhar, essa é a minha base”, sublinhou.

Segundo explicou a este jornal, a mostra será dividida visualmente em três blocos: Macau, o confinamento e a família. “A primeira parte inclui a arquitectura, as pessoas, os sítios mais especiais para mim. Adoro o Jardim de Lou Lim Ioc, por isso vai aparecer muita coisa relacionada com o jardim, há trabalhos sobre a Rua da Felicidade, sobre o Lilau”.


Já a parte do confinamento abarca trabalhos que realizou durante uma quarentena que realizou em casa e outra de 21 dias que fez num hotel, quando regressou a Macau. “É uma série de desenhos que pratiquei durante estes 21 dias. Foi uma maneira de não me perder muito. Estava em Coloane e portanto é Coloane desenhado com olhares diferentes, apesar de ser a mesma vista”, recordou Catarina Cottinelli.

Por fim, a parte dedicada à família apresentará uma série de retratos dos seus familiares. “Esta parte foi feita em 2020. Foi o ano em que não pude ir a casa e por isso desenhei os retratos de quase toda a gente da família”, explicou.

Sublinhando que a exposição “não é um fim”, porque ainda tem muito para “explorar”, Catarina Cottinelli apontou que a pandemia acabou por ser uma oportunidade para apostar na descoberta de outras técnicas. “Estar aqui fechada e ter também mais tempo foi uma oportunidade para desenvolver muito mais estas matérias. Foi uma grande oportunidade para mim. Temos de fazer das adversidades oportunidades, não é? E foi exactamente isso. Acho que nunca teria feito tanta coisa se não tivesse ficado aqui fechada. Teria viajado, mas assim tive oportunidade de investigar”, afirmou.

Segundo a programação do mês de Junho, a mostra “resulta de uma prática diária na vida de Catarina Cottinelli como forma de observar e reconhecer o mundo envolvente”. “Macau tem sido para a artista uma grande fonte de inspiração pela sua Arquitetura e Ambientes muito próprios e também pelas pessoas e encontros felizes que Macau lhe proporcionou”, pode ler-se. A exposição fica patente ao público até 31 de Julho.

Nascida em Lisboa, Catarina Cottinelli é licenciada em Arquitectura pela Universidade Técnica de Lisboa, tendo ainda estudado desenho à mão livre na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




quinta-feira, 4 de junho de 2020

Macau - Exposição de desenho “Dias de Portugal, Desenhos de Sul a Norte”, de Adalberto Tenreiro

Arranca hoje o programa oficial das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com a exposição de desenho “Dias de Portugal, Desenhos de Sul a Norte”, de Adalberto Tenreiro. Segundo Diana Soeiro, coordenadora da Casa de Portugal, vai ser uma exposição “num formato arrojado” que visa dar a conhecer ao público o talento artístico do arquitecto nascido em São Tomé e Príncipe.



“Dias de Portugal, Desenhos de Sul a Norte”, da autoria de Adalberto Tenreiro, vai abrir hoje, na chancelaria do Consulado-Geral de Portugal, as celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Em exibição vão estar vários desenhos de monumentos e paisagens de Portugal num “formato arrojado” que procura sair um pouco do modelo tradicional de exposições, segundo explicou ao Ponto Final Diana Soeiro.

“É uma exposição com um formato diferente, que foi idealizado pelo próprio Adalberto. É uma exposição arrojada em que os trabalhos são apresentados em estruturas concebidas pelo próprio arquitecto. Não vai ser aquela exposição de a pessoa chegar e ver um quadro. Tem uma estrutura arrojada, está original”, referiu a coordenadora da Casa de Portugal (CPM).



Diana Soeiro explicou ainda que a escolha de Adalberto Tenreiro para o programa de “Junho – Mês de Portugal”, que decorre entre 4 e 28 de Junho, deveu-se à qualidade do trabalho do arquitecto nascido em São Tomé e Príncipe, que muitas vezes passa despercebida do público. “Reconhecemos o seu talento e quisemos dar a conhecer ao público de Macau o trabalho que o Adalberto realiza. Nem toda a gente tem esse privilégio, muitas vezes ele envia-nos coisas e quisemos dar a possibilidade ao público de conhecer o trabalho dele e confirmarem o seu talento”, acrescentou a coordenadora da CPM.

A exposição vai inaugurar hoje na chancelaria do Consulado-Geral de Portugal, permanecendo em exibição até 10 de Julho. Devido à situação pandémica que se vive actualmente, os visitantes terão que utilizar máscara e medir a temperatura corporal à entrada. “Ainda assim, com estas restrições todas, acho que vamos ter casa cheia. Não temos limite [de pessoas], mas se sentirmos que a sala está muito cheia vamos ter que impor algum limite. Achamos que isso não vai acontecer, mas estamos preparados”, concluiu Diana Soeiro.



O programa das comemorações do Dia de Portugal prossegue amanhã com uma mostra de cinema, na Cinemateca Paixão, com a exibição de “Tristeza e Alegria na Vida das Girafas”, da autoria de Tiago Guedes. No sábado, para além da exibição de mais filmes e documentários, haverá um espectáculo de marionetas apresentado por Elisa Vilaça intitulado “O Arraial”. Pedro Santos - Macau in “Ponto Final”

pedrosantos.pontofinal@gmail.com

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Portugal - Mertolarte 2020, inscrições abertas até 7 de fevereiro

O Município de Mértola pretende assumir um papel dinamizador na valorização, sensibilização e divulgação das artes plásticas e de novos artistas de modo a combater a interioridade e distância dos grandes centros culturais, para esse efeito promove o presente projeto MertolArte que reveste a forma de concurso destinado a todos os artistas que nele queiram participar.

MertolArte é uma atividade orientada para o incremento das artes plásticas na região e que pretende dar a conhecer novos artistas e simultaneamente sensibilizar o público para as artes e cultura.

Será atribuído o Prémio Mário Elias ao melhor trabalho apresentado por um jovem natural do concelho de Mértola, com idade entre os 16 aos 25 anos inclusive.

O regulamento visa estabelecer as regras para a participação e atribuição de prémios no âmbito do concurso MertolArte, e é dirigido a todos os interessados que desenvolvam trabalho na área da Pintura, Escultura e Desenho.

Os interessados deverão apresentar a sua candidatura, até dia 7 de Fevereiro, mediante o preenchimento da ficha de inscrição anexa a este regulamento em data a designar pela Câmara Municipal e devidamente publicitada através de edital, que deverá ser entregue na Divisão de Cultura e Património, Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Mértola durante os dias úteis das 9:00 horas às 12:30 horas e das 14:00 horas às 17:30 horas. Câmara Municipal de Mértola – Portugal


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Centro InterculturaCidade - Desenhos, aguarelas e guaches de Elvis Afonso em exposição

Desenhos, Aguarelas e Guaches de Elvis Afonso – Abertura de Exposição, Domingo 01 de Setembro



Elvis Afonso é formado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo.  É artista visual, músico e professor universitário com larga experiência no ensino superior para os cursos de Artes Visuais, Publicidade e Arquitetura. Apresenta nesta exposição um conjunto de desenhos, aquarelas e guaches em pequeno formato, sendo o papel o suporte específico. O título refere-se à leveza do traço, da poesia da mancha livre e delicada e, efetivamente, da ação da cor sobre o espaço pictórico. São desenhos e aquarelas ou técnicas mistas que diretamente estão atrelados há um universo simbólico, em que os corpos em movimento, por vezes inteiros e por outros fragmentados, sugerem o esforço dos corpos em liberdade, do movimento comedido e sinuoso como num gesto último de ascensão e prazer. A cor em muitos momentos assume o controle em alguns trabalhos em que a composição, a organização espacial torna-se a tónica, produzindo efeitos e ambiguidades visuais.

Esta é a primeira exposição de Elvis Afonso em Portugal e marca também o início da colaboração regular do artista com o Centro InterCulturaCidade enquanto formador e animador de oficinas e cursos relacionados com a história da arte brasileira e diferentes técnicas artísticas, nomeadamente a xilogravura, a serigrafia e a monotipia, que serão anunciados já em Setembro próximo. Centro InterCulturaCidade - Portugal

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Macau - Obras de Vítor Pomar para apreciar no Clube Militar

“Ver o Mundo como Ornamento”, assim se intitula a mostra que apresenta 29 obras do pintor Vítor Pomar, integrada no ciclo “Pontes de Encontro”, bem como nas comemorações de “Junho – Mês de Portugal”. A mostra estará patente entre 29 de Maio e 7 de Julho no Clube Militar



As obras já estão no território, falta montar a exposição e que chegue o artista – Vítor Pomar. “Ver o Mundo como Ornamento” é o título da mostra que integra este ano o ciclo “Pontes de Encontro”, organizado pelo Clube Militar, bem como as comemorações de “Junho – Mês de Portugal”. À Tribuna de Macau, José Duarte, da Associação para a Promoção de Actividades Culturais (APAC) e um dos curadores, disse que a escolha recaiu em Vítor Pomar por ser um dos pintores com quem tinham contacto, mas também pela sua vasta obra, que permite realizar uma exposição individual.

“Temos procurado, ao longo destes anos, trazer sempre artistas diferentes, umas vezes em exposições colectivas outras vezes em exposições individuais. Muitas vezes o problema é haver obra suficiente disponível para fazer uma exposição individual. Neste caso ela existe em alguma dimensão e ele é um pintor de estilo muito característico”, explicou José Duarte.

Um artista “com consistência temática e de estilo”, que estará no plano do “abstraccionismo expressionista”, mas que tem também algumas experiências do que faziam os surrealistas, como é o caso do chamado desenho automático, disse o curador.

As 29 obras, de diferentes tamanhos e entre as quais se encontram, na maioria pinturas, mas também alguns desenhos, “marcam várias fases da vida do autor e têm diferentes abordagens”. Apesar disso, José Duarte afirmou que “as pessoas perceberão que existe uma característica comum” entre elas.

Duas, explicou José Duarte, são “trípticos de grande dimensão, com quatro metros de largura e dois de altura por isso acabam por se transformar em 33 unidades no total, mas são 29 obras”.

A mostra, que inaugura no dia 28, estará patente na galeria do Comendador Ho Yin, no Clube Militar, entre 29 de Maio e 7 de Julho, entre as 12:00 e as 20:00. A curadoria é feita por José Duarte e Lina Ramadas.

Vítor Pomar é filho do também pintor Júlio Pomar e vive e trabalha actualmente em Assentiz, Rio Maior. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Portugal - Mostra colectiva de Arte, pintura, escultura, desenho, em Sintra






















A LM - Galeria de Arte Contemporânea apresenta desde o passado dia 06 de Agosto de 2016, uma mostra colectiva de arte na sua galeria em Chão de Meninos, Sintra.

Estão em exposição obras de trinta artistas de pintura, escultura e desenho, podendo visualizar algumas delas aqui. Baía da Lusofonia