Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 27 de maio de 2025

Moçambique - Carlos Paradona apresenta livros em São Tomé e Príncipe e Angola

Nas comemorações dos cinquenta anos da Independência Nacional de Moçambique, de São Tomé e Príncipe e de Angola, o escritor Carlos Paradona Rufino Roque apresenta, em São Tomé, na próxima sexta-feira, e em Luanda, dia 04 de Junho, os seus romances Pita Kufa, o Leito da Morte e Mueda, Nos Labirintos dos Ritos de Iniciação.



“Os livros, em circulação restrita naqueles países, têm despertado um interesse inusitado entre as comunidades literária e académica locais, o que motivou a intenção do autor. É o seu tributo e homenagem à luta dos Povos desses países e dos restantes de Língua Oficial Portuguesa em África”, adianta um comunicado de imprensa. 

Em São Tomé, a cerimónia de apresentação vai ter lugar na Biblioteca Nacional e, em Luanda, na Sede  da União dos Escritores Angolanos.

Moçambique, São Tomé e Príncipe  e Angola conquistaram as suas independências em 1975 e partilham fortes laços de história comum na sua luta pela emancipação e autodeterminação.

Na qualidade de Secretário–geral, Carlos Paradona Rufino Roque vai aproveitar o ensejo para estreitar os laços de cooperação existentes entre a Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), a União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé (UNEAS) e a União dos Escritores Angolanos (UEA). In “O País” - Moçambique


Angola - Reitera compromisso com pilares de cooperação em Energia da CPLP

O secretário de Estado para a Energia, Arlindo Carlos, reiterou o compromisso de Angola com os pilares do Roteiro de Cooperação em Energia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)



O governante falava na reunião dos ministros de energia da CPLP, que decorreu, esta terça-feira, em Lisboa, Portugal, sob o lema “Impulsionar uma transição energética resiliente, sustentável e inclusiva para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”.

Segundo uma nota, enviada ao JA Online, Arlindo Carlos apresentou o estado actual e as perspectivas do sector eléctrico angolano, assim como o roteiro da CPLP, nomeadamente, o planeamento energético robusto e coordenado, com metas ambiciosas e realistas, capacitação técnica e institucional dos quadros angolanos, baseada na troca de experiências Sul-Sul, a mobilização de financiamento climático, por meio de parcerias com o sector privado e criação de instrumentos inovadores e a implementação de soluções tecnológicas adaptadas às realidades locais, assegurando equidade e inclusão social.

A sessão de abertura contou com as intervenções do secretário Executivo da CPLP, Zacarias da Costa, e do ministro das Infra-estruturas e Recursos Naturais de São Tomé e Príncipe, presidente em exercício da CPLP, Nelson Cardoso.

Os governantes abordaram sobre o programa energético global, a transição energética, os benefícios mútuos dentro da comunidade e a segurança energética.

À margem desta reunião, vai realizar-se, hoje e quarta-feira, a Conferência de Energia da CPLP, à qual o secretário de Estado para a Energia, Arlindo Carlos, participará na Sessão Ministerial intitulada “Políticas Públicas como Incentivo à Transição Energética Resiliente, Sustentável e Inclusiva”.

Esta sessão pretende promover a partilha de experiências entre os países da CPLP, no sentido de desenvolver políticas e estratégias que favoreçam a transição energética. In “Jornal de Angola” - Angola


Angola - Antologia infanto-juvenil revela novos autores

Treze novos autores vão ser revelados, no próximo mês de Junho, na província de Luanda, com a publicação da antologia infanto-juvenil “Os livros são que nem o pomar”, pela Editora AMMA Angola, numa parceria com o escritor Onjila Yolondunge Ferreira



A antologia conta com poemas, contos e crónicas de 25 crianças e adolescentes, com idades entre os seis e os 16 anos, sendo que 13 autores vão ter pela primeira vez um texto publicado em obra literária.

Os temas são livres e abordam preocupações diversas voltadas às crianças, com a finalidade não só de descobrir novos escritores infantis,, mas também dar voz às suas preocupações e projecções futuristas.

O livro conta com a participação de nomes já conhecidos da literatura infantil, como Ombembwa, Poeta Zinho, Ana Benga, Luzy Ferreira, Poetisa Inês Safiti, Haniel Carneiro e Wende Bocado.

A antologia é exclusiva a autores que escrevem em Língua Portuguesa e futuramente vai fazer parte de uma colectânea, através de um edital público.

Em declarações ao Jornal de Angola, Onjila Yolondunge Ferreira, mentor do projecto disse que a iniciativa visa alertar a sociedade no geral, da necessidade de se dar maior atenção à criança. Roque Silva – Angola in “Jornal de Angola”


Angola - Sul coreanos pretendem construir autoestrada intercontinental africana com passagem pelo país

Um projecto para a construção de uma autoestrada intercontinental africana foi apresentado num encontro entre o embaixador de Angola na Coreia do Sul, Sianga Abílio, e o presidente da Korea-African Peace Foundation, Yongwoo Lee



Segundo um comunicado de imprensa que o JA Online teve acesso, o plano inclui um trecho de aproximadamente 1912 km em território angolano, ligando diversas províncias do país até a fronteira com a Namíbia.

Além da infra-estrutura rodoviária, Yongwoo Lee manifestou interesse em financiar um projecto social voltado à criação de um Centro de Acolhimento para Crianças e Formação Educacional, com formação aos níveis básico, médio, superior e técnico-profissional.

De acordo com o responsável da fundação sul-coreana, esse modelo já foi implementado com sucesso na Etiópia em 2024.

O embaixador Sianga Abílio mostrou-se receptivo às propostas e garantiu que serão encaminhadas às autoridades competentes, em especial ao Ministério das Relações Exteriores (MIREX), para avaliação e possíveis desenvolvimentos futuros. In “Jornal de Angola” - Angola


segunda-feira, 26 de maio de 2025

Macau - Conferência na Universidade de Macau reforça papel dos museus na transformação sociocultural da Grande Baía

A Universidade de Macau reuniu especialistas e responsáveis de museus da região da Grande Baía, na passada sexta-feira, para discutir o futuro do sector. O evento, denominado “Conferência de Intercâmbio de Desenvolvimento de Museus da Zona da Grande Baía”, deu principal destaque à inovação, à importância da cooperação regional e o papel dos museus na construção de uma sociedade mais humanista, com o intuito de fortalecer o património cultural da zona até Junho de 2025



Num momento em que a cultura e a inovação ganham foco na procura por um desenvolvimento sustentável, a Zona da Grande Baía tem-se destacado pelo esforço em fortalecer o papel dos museus como agentes de transformação social, como foi evidenciado na passada sexta-feira, dia 23 de Maio.

A Universidade de Macau (UM) recebeu uma conferência de relevo dedicada ao futuro do sector museológico na região, numa iniciativa que reflecte a ambição de criar uma sociedade mais humanista, integrada e inovadora através do património cultural. A organização do evento ficou a cargo do Instituto Cultural (IC) e da UM, com o apoio do MGM.

No âmbito das celebrações do Dia Internacional dos Museus, celebrado a 18 de Maio, o evento contou com a presença de peritos, académicos e dirigentes institucionais de várias regiões da Grande Baía, incluindo Guangdong, Hong Kong e Macau. O programa do dia incluiu diversas actividades, dando início com a inauguração da exposição “Sobre os Livros” no Museu de Arte da UM, que reuniu mais de 50 exemplares de livros antigos chineses e ocidentais, destacando a relevância dos livros enquanto veículos de conhecimento e obras de arte. A inauguração destacou o papel dos museus na preservação do património e na promoção do conhecimento, como elementos fundamentais para a construção de uma sociedade informada e culturalmente enriquecida.

A conferência, presidida por figuras como Wan Sucheng, director do Departamento de Publicidade e Cultura do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central em Macau, e Choi Kin Long, presidente substituto do IC, abordou temas que revelam o potencial dos museus na era da inovação tecnológica. Zhao Feng, membro do Comité Executivo do Conselho Internacional de Museus, falou sobre o impacto das novas tecnologias na museologia, destacando as oportunidades de inovação que estas proporcionam para envolver públicos mais diversificados e ampliar o acesso ao património cultural.

A discussão aprofundou-se ainda na importância de fortalecer os intercâmbios culturais na região da Grande Baía, com Feng Fangdan, da Direção dos Serviços de Assuntos de Subsistência em Hengqin, a sublinhar a necessidade de uma maior colaboração entre os diferentes sectores museológicos. Zhao Lifan, vice-directora do Museu de Guangdong, apresentou uma visão sobre a evolução dos museus na província, defendendo uma abordagem diversificada e de alta qualidade para garantir a relevância e sustentabilidade destas instituições na nova era.

O sector de Hong Kong também esteve presente com Lam Kwok Fai, do Museu do Património de Hong Kong, que destacou a importância da tecnologia na dinamização dos museus e na sua função de agentes culturais. Para os responsáveis pela gestão de museus de menor dimensão, como Zhang Peng, membro do Comité Permanente do Comité de Trabalho da Juventude da Associação dos Museus da China, os desafios da reactivação e da inovação em museus pequenos e micro-museus, são essenciais para garantir a sua sustentabilidade e impacto social.

Por sua vez, os docentes universitários Li Jun e Li Fan abordaram questões relacionadas com a curadoria na era da globalização e a relação entre museus universitários e o ensino superior, reforçando o papel formativo e educativo destas instituições no contexto contemporâneo.

O encontro foi também uma oportunidade para reforçar a cooperação regional, com a participação de representantes de treze museus de cidades como Guangzhou, Zhuhai e Shenzhen, empenhados em promover o intercâmbio de boas práticas e estratégias inovadoras para o sector.

Num esforço conjunto, Macau, Guangdong e Hong Kong pretendem consolidar uma região culturalmente vibrante, onde os museus deixam de ser apenas locais de exposição para assumirem funções de ponte entre o passado e o futuro; espaços educacionais sobre tradição e inovação. A iniciativa integra-se numa série de actividades que se estendem até meados de Junho, no âmbito do “Dia Internacional dos Museus de Macau 2025”, promovendo o diálogo, o conhecimento e a colaboração entre as diferentes instituições culturais.

Através da modernização e cooperação internacional, a região da Grande Baía demonstra o seu potencial cultural, destacando os museus como ferramenta poderosa para a construção de uma sociedade mais humanista e consciente do seu património, como delineado pelo Governo na página oficial dos “Museus de Macau”.

Numa outra iniciativa museológica, que já arrancou no dia 19 de Maio, a exposição “Corredor do Museu”, inserida na agenda do “Dia Internacional dos Museus de Macau 2025”, decorre até dia 15 de Junho, com diversas outras actividades distribuídas entre os vários museus de Macau. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


Centro Estudos Internacionais Iscte - Abertura de chamada de artigos para publicação na revista Cadernos de Estudos Africanos dedicado ao tema "Revoluções Sonoras"

A revista Cadernos de Estudos Africanos anuncia a abertura de chamada para submissão de artigos para um número especial dedicado ao tema "Revoluções Sonoras". Esta edição tem como objetivo assinalar os cinquenta anos das independências da Guiné-Bissau (1973), bem como de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, e Angola (1975).

Coordenado por Marco Roque de Freitas (INET-md / NOVA FCSH) e Cristina Sá Valentim (ICS / ULisboa), este número temático propõe-se a explorar a relevância da cultura expressiva — incluindo o som, a música e a dança — nos processos de formação de subjetividades políticas, construção da nação, (re)criação, preservação, negociação e/ou contestação de identidades, memórias e patrimónios, bem como na elaboração de estratégias de poder orientadas tanto para a dominação quanto para a resistência.

As propostas de artigos (entre 8000 e 10.000 palavras) podem ser redigidas em coautoria, em inglês ou em português, devendo ser enviadas até dia 15 de julho de 2025, para cadernos.cei@iscte-iul.pt, com o assunto ‘Revoluções Sonoras’.

Todas as informações da chamada podem ser encontradas aqui.


Portugal - Maria João Fonseca vai liderar maior rede europeia de museus e centros de ciência

Diretora de Comunicação do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto foi eleita presidente da Ecsite, rede que junta mais 300 museus e centros científicos de toda a Europa



A Diretora de Comunicação do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP), Maria João Fonseca, foi recentemente eleita para o cargo de Presidente da Direção (Board) da Ecsite (The European Network of Science Centres and Museums), a maior rede europeia de museus e centros de ciência.

Fundada em 1989 com o propósito de capacitar organizações e profissionais “no sentido de ampliar o envolvimento científico”, a Ecsite conta atualmente com mais de 300 membros – entre museus, centros de ciência, empresas, etc. – de diferentes países que, em conjunto, mobilizam anualmente mais de 40 milhões de pessoas através de programas educativos, exposições, debates, entre outras iniciativas.

Para Maria João Fonseca, que é também Diretora da Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva do MHNC-UP e professora convidada na Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP), esta nomeação representa “um motivo de grande orgulho e uma enorme responsabilidade”, mas também “uma evidência incontornável do reconhecimento do investimento que a U.Porto tem vindo a fazer no seu MHNC-UP”.

Na verdade, este é o corolário de um caminho iniciado em 2016, quando o maior museu da U.Porto se juntou à Ecsite, e reforçado um ano depois, com a organização da conferência anual da rede.

“Desde então, “temos vindo a percorrer um longo e intenso caminho de aproximação aos nossos públicos, e de diversificação dos mesmos, posicionando-nos como uma importante plataforma de promoção da cultura científica”, descreve Maria João Fonseca, sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido na Galeria da Biodiversidade (inaugurada em 2017), no histórico Jardim Botânico da U.Porto e no Polo Central (Reitoria) do MHNC-UP (em fase de reconstrução).

Não escondendo a “grande alegria” pela “confiança que em nós é depositada por esta incrível comunidade de peritos em museus e centros de ciência”, a ainda Vice-Presidente da direção da Ecsite lembra que “é agora tempo de retribuir este reconhecimento”. O rumo, esse, está traçado: “contribuir para a nossa missão partilhada de promover o envolvimento de todos na produção de conhecimento científico e tecnológico e na sua aplicação à resposta aos maiores desafios societais que hoje enfrentamos (…), como a emergência climática, a crise da biodiversidade, a utilização sustentável de recursos e a regeneração ambiental”.

Reorganização interna e compromisso com a crise climática

No que toca às prioridades para o mandato de dois anos que vai iniciar a 1 de julho à frentes dos destinos da Ecsite, Maria João Fonseca promete focar-se na “construção de uma rede ainda mais participativa e diversa, incluindo também instituições de menor dimensão”.

“Neste momento, contamos com 301 membros em mais de 50 países, dentro e fora da Europa. Para além de 180 museus e centros de ciência e 22 museus de história natural, temos centros de investigação, empresas, festivais e redes profissionais, entre outras instituições. A rede é, pois, vasta e variada. Mas há sempre espaço para ampliação e diversificação”, nota.

A “visão” da recém-eleita direção do Ecsite promete ainda privilegiar “a colaboração em detrimento da competição, num apelo a um ainda mais intenso trabalho de proximidade entre os membros”. Tudo isto para melhorar a resposta a desafios como o combate às “crises climática e da biodiversidade, dois temas globais e prementes em que a rede se tem vindo a focar nos últimos anos e que terão de continuar a estar no centro das nossas preocupações”.

“Para tal, poderemos recorrer a um vasto leque de estratégias e ferramentas, contrariando os efeitos da desinformação, investindo num regresso ativo à natureza, aproveitando o poder da inteligência artificial, recorrendo à emoção, às narrativas, cocriando experiências com os nossos públicos, alimentando o diálogo e o debate, e proporcionando um terreno seguro para a intervenção e o ativismo”, projeta Maria João Fonseca.

Sobre Maria João Fonseca

Licenciada em Biologia e doutorada em Ensino e Divulgação das Ciências pela Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP), Maria João Fonseca é Diretora de Comunicação do MHNC-UP desde 2017. Um cargo que acumula, desde 2020, com o de Diretora da Galeria da Biodiversidade – Centro de Ciência Viva, onde é responsável pela administração geral e pela coordenação e promoção de atividades de comunicação e divulgação de ciência.

Anteriormente, foi Coordenadora de Comunicação de Ciência do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da U.Porto entre 2013 e 2017.

Membro da direção da Ecsite desde 2020, tomou posse, em 2023, como Vice-Presidente daquele organismo. No mesmo ano, voltou a “casa” para assumir o lugar de Professor Auxiliar Convidada do Departamento de Biologia da FCUP. Universidade do Porto - Portugal