Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Guiné Equatorial - Inauguração da Missão Permanente junto da CPLP

Foi inaugurada em Lisboa a sede da Missão Permanente da Guiné Equatorial junto da CPLP, no dia 10 de setembro de 2015. Estiveram presentes na cerimónia o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da Guiné Equatorial, Agapito Mba Mokuy, e o Embaixador da Guiné Equatorial junto à CPLP, Tito Mba Ada. Para além de convidados, onde se incluem o Secretário Executivo da CPLP, embaixador Murade Murargy, estiveram ainda presentes os representantes dos Estados-membros e os Observadores Associados da CPLP.

A CE-CPLP esteve representada pelo seu Presidente, Salimo Abdula, acompanhado pelo Secretário Geral da CE-CPLP, José Medina Lobato e pelo Presidente da União de Exportadores da CPLP, Dr. Mário Costa. CE-CPLP

Brasil - Contêineres: perspectivas de crescimento

SÃO PAULO – Dados coletados pela Statistics Netherlands, também conhecida como Dutch Central Bureau of Statistics (CBS), mostram que o contêiner como equipamento utilizado para o transporte de carga tem ainda muito o que crescer e uma vida longa pela frente. Basta ver que, em 2014, o transbordo de contêineres nos portos marítimos holandeses cresceu 9% e o volume de mercadorias que chegam e saem desses complexos acondicionadas nessas caixas metálicas subiu 2,3%, alcançando 570 milhões de toneladas.

No peso total de contêineres transbordados em portos holandeses – especialmente em Roterdã, o maior porto de contêineres da Europa –, houve um crescimento de 25% desde 2000, enquanto o transbordo de mercadorias a granel diminuiu 2% durante o mesmo período. Com a conclusão do projeto Maasvlakte 2, os maiores navios porta-contêineres poderão chegar a Roterdã, o que faz prever um aumento ainda mais significativo no manejo de contêineres neste porto.

É de se lembrar que hoje o transporte de contêineres responde por 20% do peso total do transporte de mercadorias nos portos holandeses. E que cerca da metade da carga marítima consiste em granéis líquidos, principalmente petróleo e seus derivados, enquanto granéis sólidos, como carvão e minério, respondem por 25%. À falta de números confiáveis sobre a movimentação de cargas no Brasil, pode-se imaginar que essa proporção seja semelhante à que se registra nos portos brasileiros.

Mas, como não dispõe em andamento de nenhum projeto semelhante a Maasvlakte 2, o Brasil não deverá acompanhar no mesmo ritmo esse crescimento na movimentação de contêineres. E tampouco deverá se preparar adequadamente para esse futuro porque o atual governo não dispõe de recursos para novos investimentos. Pelo contrário. Em luta pela própria sobrevivência política, o que mais tem feito é cortar investimentos em áreas essenciais para a economia.

Além disso, a esperança que tinha de formalizar uma parceria com a China para a retomada de investimentos em infraestrutura e na área de petróleo, como forma de estancar a recessão, escorreu pelo ralo depois da desaceleração registrada na economia chinesa, que inclusive começa a causar consequências negativas nas exportações de commodities de minério e produtos agrícolas para aquele país.

Por isso, a previsão do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), do Rio de Janeiro, em trabalho de 2011 feito por encomenda da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), segundo a qual a carga transportada por contêineres nos portos brasileiros cresceria 7,4% ao ano e iria dobrar até 2021, precisa ser revista. Segundo o estudo, o volume de contêineres em 2021 atingiria 14,7 milhões de TEUs – unidade equivalente a um contêiner de 20 pés –, 90% a mais do que em 2011, quando o País movimentou 8,2 milhões de TEUs.

Para tanto, porém, seria necessário um aumento de capacidade suficiente para atender à demanda no período, o que exigiria investimentos de R$ 10 bilhões nos terminais de contêineres de uso público, instalados nos portos organizados para prestar serviços a terceiros, o que, obviamente, não acontecerá em função da crise. Por outro lado, acuados pela insegurança econômica, os empresários aguardam melhor momento para investir em terminais privados. Milton Lourenço – Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Internacional – Parceria Europa e África, longe da sustentabilidade

O Presidente da Confederação Económica da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), Salimo Abdula, considerou haver um longo percurso para se falar de parceria e sustentabilidade nas relações de negócios entre a Europa e África.

Salimo Abdula, que falava recentemente em Milão, Itália, durante a Expo, afirmou que para que a parceria seja efectiva é necessário, primeiro, “uma mudança de mentalidade”.

“Nas relações Europa/África predomina ainda a mentalidade de doador e beneficiário. Aos africanos em particular, urge a necessidade de mudar a mentalidade e abdicar da mão estendida, por um lado e, por outro, adoptarem cada vez melhores práticas de cooperação”, disse.

Salimo Abdula, que é igualmente presidente do conselho administrativo da Intelec Holdings e accionista da Vodacom Moçambique, frisou que a Europa tem conhecimento, tecnologia e capacidade, enquanto que África tem recursos naturais e gente.

“Há que procurar as complementaridades e avançar. O mundo está a mudar, temos um mercado global cada vez mais aberto e a olhar para África como terra de oportunidades, daí a necessidade de assumirmos esta relação como parceria e evitar a desconfiança”, afirmou.

No evento em que participaram empresários que representam a Itália no Mundo e que estão interessados em consolidar uma presença forte e estável nas economias emergentes, bem como uma delegação de dez empresas portuguesas pertencentes à UE-CPLP (União dos Exportadores da CPLP), personalidades do mundo empresarial e autoridades diplomáticas da CPLP em Itália, Salimo Abdula falou da importância de África no mercado mundial.

“Outros investidores começam a estar mais atentos e se aproveitam das oportunidades deixadas pelos que ainda vêm como desconfiança a relação entre a Europa e África”, disse.

Durante o evento, Simone Santi, presidente do conselho administrativo do grupo Leonardo, recebeu o título de delegado oficial da CE-CPLP na Itália, tomando em consideração que o mesmo “desde sempre investiu e acreditou no potencial das relações de negócios na Comunidade de Países de Língua Portuguesa. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

Moçambique – Instituto Nacional de Estatística tem novo presidente

Presidente da República desafia nova Presidente do INE para que estatísticas estejam ajustadas à demanda dos usuários

O calendário estatístico nacional deve ser harmonizado de forma a satisfazer as necessidades de informação do Governo e de outros utilizadores em tempo útil. Este desafio foi lançado esta terça-feira, 21 de Setembro corrente, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. O Chefe do Estado falava no acto de tomada de posse da recém-nomeada Presidente do Instituto Nacional de Estatística, Dra. Maria Isaltina Lucas, que substitui o Dr. João Dias Loureiro no cargo.

Para o Presidente da República, ainda prevalece, a título de exemplo, um desfasamento temporal entre as necessidades de informação para a avaliação da implementação de políticas nacionais e a disponibilidade de dados para o efeito em tempo útil. Esta prática acrescentou, pode constranger o Governo na avaliação do impacto da sua actuação com vista a aplicação de medidas correctivas e de ajustamento estrutural ou conjuntural de políticas sempre que se revelar necessário.

“O conceito de servir exprime a ideia de que a informação produzida vai de encontro às necessidades de informação dos seus utilizadores. Por outro lado, seja presente a estes utilizadores em tempo útil, o que significa que sendo a estatística fundamental para o processo de tomada de decisões ela deve ser presente quando requerida para o efeito”, acrescentou.

Indicou que sendo o INE um órgão reitor do sistema estatístico nacional, tem uma responsabilidade acrescida na dinamização e coordenação da recolha, tratamento e difusão e disseminação de informação estatística oficial nacional fiável e oportuna para que sirva de referência e expressão numérica do desempenho da economia nacional. “A monitoria das políticas do Governo e a avaliação do impacto da implementação da agenda do desenvolvimento exigem do INE maior aptidão na disponibilização de análises de conjuntura e estrutura económica. A referida análise inclui a avaliação das dinâmicas demográficas e sociais expressas na projecção de políticas sociais e populacionais com vista a garantir um desenvolvimento harmonioso equilibrado e alcance do bem-estar dos moçambicanos”, desafiou.

Das acções em curso, o Presidente da República destacou a relevância, pertinência e urgência da aceleração do processo de conclusão da sistematização dos dados do inquérito ao orçamento familiar 2014/2015, a preparação, execução e disseminação dos resultados do recenseamento geral da população de 2017.

Na óptica do Chefe do Estado, os resultados deste inquérito irão ditar as tendências da evolução dos indicadores nacionais e do impacto das políticas do Governo no combate à pobreza.

Com relação ao censo da população 2017, este deve merecer atenção especial, sobretudo porque os resultados do último censo populacional de 2007 são desafiadores ao apresentar uma taxa de omissão de 2 por cento que permitiu a classificação de muito bom para os parâmetros internacionais. “Nestes termos, desafiamos a empossada a dedicar-se na dinamização e coordenação da actividade estatística, na melhoria dos métodos, técnicas e procedimentos na produção de dados resultantes da leitura dos fenómenos incluindo a harmonização do calendário estatístico às necessidades de informação do Governo e doutros utilizadores”, indicou. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

Singapura - Pacific International Lines encomendou porta-contentores

A Pacific International Lines (PIL) encomendou oito navios de 11 800 TEU ao estaleiro chinês Yangzijiang.

Com 314,5 metros de comprimento, 48,2 metros de largura e um calado de 13 metros, os novos navios começarão a ser entregues em 2018 e serão os maiores porta-contentores da frota da companhia sediada em Singapura.

PIL e Yangzijiang não revelaram dados financeiros sobre o negócio.

Esta é a segunda encomenda de sempre recebida pelo estaleiro de Xangai para a construção de navios com capacidade de cinco dígitos. A Yangzijiang tem em mãos um contrato de construção de 17 navios de 10 000 TEU para a Seaspan. Treze já foram entregues e estão quatro em fase de produção. In “Transportes & Negócios” - Portugal

Internacional - XXIV Congresso Latino-americano de Portos


Com a presença do Ministro dos Transportes do Chile, Andrés Gómez-Lobo, teve lugar o lançamento do XXIV Congresso Latino-americano de Portos que se realizará em Arica, Chile, entre 30 de novembro e 3 de dezembro de 2015.

Participaram do encontro com o Ministro o Presidente do Diretório de Porto Arica, Francisco Javier González Silva; o Coordenador para a América Latina da Associação Americana das Entidades Portuárias (AAPA), Rafael Díaz-Balart; a Coordenadora Internacional do Congresso, Zulma Dinelli e o Ex-presidente da Delegação Latino-americana da AAPA e atual Presidente de Porto Valparaíso, Raúl Urzúa.

Durante a reunião, o titular dos Transportes pôde conhecer os avanços do congresso, para o qual já têm confirmada sua participação os executivos de mais de 20 portos, entre eles destacam-se todos os terminais públicos do Chile e os mais importantes dos Estados Unidos, do México, da Argentina, da Colômbia, do Equador, do Panamá e do Peru, entre outros países.

No final do evento, o Ministro Gómez-Lobo confirmou sua participação no painel inaugural do programa de conferências e destacou a importância do encontro para gerar debate em torno aos desafios da indústria portuária.

“Este evento é muito importante para o país. É muito importante dividir as experiências, as projeções na área logística e portuária em particular, assim que com muito prazer confirmei minha participação neste evento que vai reunir a mais de 400 delegados das autoridades portuárias desde Alasca até Magalhães. É um evento muito importante para o futuro portuário do nosso país”, destacou Gómez-Lobo.














Por sua vez, o Presidente de Porto Arica, Francisco Javier González Silva, firmou que o Congresso da Associação Americana de Autoridades Portuárias se constitui numa “grande responsabilidade” e em todo um desafio que irá testar à totalidade da região que já leva um ano preparando-se junto ao porto para receber às delegações.

“Esta é uma grande honra, um tremendo privilégio e uma grande responsabilidade. Este é um evento que não só vai ser desenvolvido em Arica, mas também vai ter uma cobertura nacional e vamos poder mostrar a região e o país, a discussão dos temas que estão a ser analisados nesta indústria e também teremos a possibilidade de ouvir a líderes de opinião e especialistas que vêm a esta conferência que dura quatro dias”, afirmou.

Díaz-Balart recordou que a Sustentabilidade -eixo temático principal do Congresso-, é uma das áreas onde o Porto de Arica é líder, portanto poderá mostrar sua experiência e as políticas aplicadas para gerar desenvolvimento sustentável na indústria.

“O Chile forneceu membros muito importantes à associação. O Chile é líder a nível mundial na indústria portuária e temos visto um grande interesse, não só dos sócios da AAPA, senão a nível internacional, de poder participar neste congresso”, assegurou Díaz-Balart.

“Os principais portos do hemisfério, tanto dos Estados Unidos e do Caribe, quanto do resto da América Latina, vão ver-se representados e também haverá membros participantes de fora do hemisfério. Uma grande parte do temário está relacionada à questão da sustentabilidade e também vamos observar os efeitos que traz a ampliação do Canal do Panamá, a mudança nas rotas comerciais marítimas e o impacto que tem não só nos portos chilenos, senão também no resto do hemisfério”, adiantou.

Além do Ministro dos Transportes, está confirmada a participação do titular de Obras Públicas, Alberto Undurraga, aos quais se somarão mais de 40 palestrantes de distintos países, mídia especializada e as principais empresas da indústria a nível internacional.

Para mais informações e inscrição, aceda aqui. Associação Americana das Entidades Portuárias 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Portugal – Prémio Novo Banco Photo 2015

Exposição A Tendency to Forget prossegue a investigação da artista sobre as ondas de choque provocadas pelo colonialismo e pelo pós-colonialismo nas sociedades contemporâneas.

As ressonâncias e o impacto do colonialismo e do pós-colonialismo nas sociedades contemporâneas têm sido o cerne do trabalho de Ângela Ferreira (Maputo, 1958). A exposição A Tendency to Forget, patente no Museu Colecção Berardo até 11 de Outubro, regressa a esse universo e valeu-lhe o Novo Banco Photo 2015, o principal prémio de arte contemporânea em Portugal (com um valor pecuniário de 40 mil euros), que distingue desde 2007 artistas de nacionalidade portuguesa, brasileira ou de países africanos de língua oficial portuguesa.

Para o Museu Berardo, a artista concebeu uma escultura evocativa do edifício onde funcionava o ministério do Ultramar (actual ministério da Defesa), através da qual se podem ver vídeos captados pelo casal Jorge e Margot Dias, antropólogos, cujo trabalho sobre o povo Maconde de Moçambique lhes trouxe reconhecimento internacional nas décadas de 1960 e 1970.

Se por um lado esta instalação questiona a simbologia e a monumentalidade de uma estrutura que representou o domínio português sobre as antigas colónias, por outro questiona o posicionamento científico e académico destes dois investigadores. Para a curadora Elvira Dyangani Ose, A Tendency to Forget “lida de forma activa com um episódio da história colonial portuguesa” e “desvela não só a importância dos feitos alcançados nos primórdios da chamada Nova Antropologia, como também realça a agenda política escondida por detrás das investigações do casal Dias e das suas alianças com o regime salazarista” (Jorge Dias estudou folclore e etnologia na Alemanha nazi). Ao lado da réplica do edifício da Avenida da Ilha da Madeira (Lisboa), fotografias do antigo ministério do Ultramar e do Museu Nacional de Etnologia surgem lado a lado, naquilo que pode ser entendido como provocação ou um convite à reflexão sobre a proximidade (estão separados por uma rua) de dois edifícios que tanto podem ser antagónicos como complementares.



Nesta instalação multimédia inédita, o júri realça "o trabalho altamente sensibilizado que desafia a nossa percepção do passado e nos confronta com os fantasmas do contexto colonial e pós-colonial". Este trabalho, prossegue o júri no argumentário de premiação, "recorda-nos o lado mais sombrio da modernidade, à medida que desvela o lado oculto dos arquivos onde a artista joga com a tensão entre o visível e o invisível, entre a presença e a ausência, e com o inquietante".

Em declarações ao PÚBLICO, logo após a atribuição do prémio, a artista afirmou que sobre o legado colonial há ainda "coisas profundas por resolver", mas reconhece que Portugal começa a abrir as portas a essa discussão, nomeadamente no campo da arte contemporânea. "Há que questionar os legados de uma forma profunda, estabelecer conexões que não seja meramente para dizer que a culpa é deste ou daquele. Temos que tentar compreender a complexidade dos acontecimentos para evoluirmos para um momento em que podemos ultrapassar esse passado."

No ensaio que assina no catálogo da edição deste ano do prémio, Ose relembra uma frase de Ângela Ferreira que pode servir de referencial para boa parte do seu percurso artístico: “Os edifícios podem ser lidos como textos políticos, e é isso que procuro fazer.” A partir deste posicionamento, a artista, que se formou em escultura na África do Sul, “vai além da superfície de cada estrutura analisada, explorando e revelando as subtilezas dos diversos episódios históricos que deixaram a sua marca nesses edifícios.”

Para Ângela Ferreira, ainda há algum medo de questionar o legado colonial e pós-colonial porque é "um universo que magoa". "É preciso alguma coragem, porque produz algumas emoções e não estou só a falar da questão colonial, o próprio processo de descolonização também não foi gerido em termos de memória. O arquivo desse processo está por abrir. Há feridas que estão por resolver (...). Muitas vezes evitamos falar de certos assuntos porque são desconfortáveis, e eu às vezes não resisto em insistir um pouco."



Sobre a "tendência para esquecer": "Sou aquela pessoa chata que continua a insistir que estes assuntos ainda não estão resolvidos. Este trabalho é a continuação de um outro que fiz em 1997 e que se chamava Amnésia, cujo assunto era o mesmo. (...) Mas o conforto do esquecimento às vezes impede-nos de evoluir filosoficamente, conceptualmente e politicamente."

Para além de Ângela Ferreira, foram nomeados para o prémio Novo Banco Photo 2015 o brasileiro Ayrson Heráclito e o angolano Edson Chagas. Em Janeiro, o júri de nomeação escolheu Ângela Ferreira pela exposição Indépendance Cha Cha, apresentada em 2014 na galeria Lumiar Cité, em Lisboa. A exposição Luanda, Encyclopedic City, que representou Angola na 55.ª Bienal de Veneza (2013), onde conquistou o Leão de Ouro pela melhor participação nacional, e a exposição na galeria Belfast Exposed Photography (2014), valeram a Edson Chagas a nomeação. Ao longo de 2014, o brasileiro Ayrson Heráclito participou em várias exposições, entre as quais o júri destaca Segredos Internos (1999-2009), Do Valongo à Favela (Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro) ou Múltiplo II em Histórias Mestiças (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo).

Numa primeira fase, cada um dos artistas seleccionados recebe uma bolsa de produção para a realização da exposição que agora se pode ver no Museu Berardo. A partir desta mostra, o júri de premiação escolhe o vencedor. A decisão de atribuir o prémio a Ângela Ferreira foi unânime entre um júri composto por Dana Whabira, artista e curadora independente, Manthia Diawara, historiador de arte e professor da New York City University e Salah Hassan, historiador de arte e professor na Cornell University (EUA).

A artista brasileira Letícia Ramos foi a vencedora da edição do ano passado, que foi disputada com Délio Jasse (Angola) e José Pedro Cortes (Portugal). Sérgio Gomes – Portugal in "Jornal Público"