Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Moçambique - Inicia contactos para garantir vacinas contra Mpox

O país está a contactar parceiros internacionais para ter acesso a vacinas contra a varíola dos macacos, apesar de ainda não existirem casos positivos. Moçambique vai reforçar a vigilância nas fronteiras para evitar a entrada de pessoas contaminadas, principalmente da vizinha África do Sul, país com casos confirmados.

A propagação da varíola dos macacos tem sido muito rápida pelo continente africano, tendo a vizinha África do Sul, casos confirmados. 

Apesar de não ter casos positivos, o país tem se antecipado na busca de vacinas pelo mundo, para responder ao surto, caso necessário.

“Através dos seus parceiros regionais e globais, Moçambique tem estado a fazer diligências para que tenha, quando disponível o estoque, para poder aplicar, em caso de declaração de surto no país. Neste momento, o país continua livre da doença, por isso, é elegível, mas estamos precavidos” disse Eduardo Samo Gudo, director-geral do Instituto Nacional de Saúde.

O Instituto Nacional de Saúde afirma que está a ser reforçada a vigilância nas fronteiras para evitar a importação de casos. “O que estamos a fazer é reforçar a segurança nas fronteiras, com foco para aqueles países que têm casos confirmados. A Organização Mundial da Saúde não recomenda a restrição de viagens para nenhum país, e nós estamos a cumprir com essa recomendação”, acrescentou Samo Gudo.

O Centro Africano de Controle de Doenças (CDC África), alerta que ainda há falta de vacinas no mundo para combater a Mpox. Enquanto isso, procuram-se soluções.

“As capacidades são muito limitadas, especialmente em termos de diagnóstico. E como sabem, só a Nigéria, na África, recebeu 10 mil doses de vacina, e estamos a trabalhar com os parceiros internacionais para receber mais vacinas para o continente. Não há tratamento, por enquanto, para a MPOX, mas também estamos a trabalhar para acelerar os treinamentos clínicos para obter uma dose segura”, explicou Benjamin Djoudalbaye, chefe de Política, Diplomacia de Saúde e Comunicação no CDC África.

O Conselho Consultivo Técnico do CDC África está reunido em Maputo para, entre outros, traçar estratégias conjuntas do continente, para o combate à doença.

“Esta reunião vai, igualmente, avaliar a  situação epidemiológica da Mpox no nosso continente e emitir as respectivas recomendações. Estamos convictos de que as deliberações que aqui sairão, vão fortalecer a capacidade nacional, regional e continental para uma resposta colectiva à Mpox e futuras emergências de saúde e segurança continental”, concluiu o ministro da Saúde, Armindo Tiago.

O encontro, de dois dias, vai igualmente discutir o quadro para a declaração de emergência de saúde pública de segurança continental. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 14 de agosto de 2024

África – União Europeia doa mais de 170 mil vacinas para combate da varíola

A Comissão Europeia, anunciou, esta quarta-feira, que vai doar mais de 170.000 vacinas contra a varíola dos macacos para fazer face à epidemia que foi declarada em África

Em comunicado, citado pela Lusa, o executivo comunitário disse que vai doar à autoridade africana para o controlo e prevenção de doenças 175.420 doses das vacinas MVA-BN, para ajudar os países do continente a combater a epidemia.

A Comissão Europeia acrescentou, ainda, que uma farmacêutica europeia também vai doar 40.000 vacinas, que serão distribuídas com base nas necessidades regionais.

Em simultâneo, Bruxelas está em coordenação com a autoridade sanitária africana para expandir o acesso ao diagnóstico e sequenciação da varíola na região, disponibilizando para isso 3,5 milhões de euros.

O comité de urgência da Organização Mundial da Saúde (OMS) reúne-se hoje, em Genebra, para avaliar a epidemia do vírus Monkeypox (Mpox), anteriormente conhecido por "varíola dos macacos", em vários países africanos. In “Jornal de Angola” com “Lusa”


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Internacional - Varíola dos macacos regista primeira queda de novos casos

A situação é impulsionada por baixa de casos na Europa. A OMS destaca que a maioria das ocorrências é relatada nas Américas, entre os 98 países com notificações, o Brasil aparece com 3450 infeções confirmadas e Portugal, com 810

O número global de casos de varíola dos macacos caiu 21% após quatro semanas de altas consecutivas. Nesta quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou um total de 5907 novas infeções no mundo, comparado aos 7477 da semana anterior.

No entanto, as notificações semanais até 21 de agosto subiram de forma contínua e acentuada nas Américas, seguindo a tendência regional observada nos períodos anteriores.

Europa e Américas

Em relatório sobre a situação internacional, apresentado em Genebra, a agência indica que a diminuição pode ser reflexo dos primeiros sinais de um declínio de recém-infectados na região europeia. A situação ainda precisa de ser confirmada.

Falando a jornalistas, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, mencionou a inversão dos estágios iniciais do surto, quando a maioria dos casos relatados ocorreu na Europa e uma proporção menor nas Américas.

O chefe da agência disse que agora menos de 40% dos casos são relatados na Europa e 60% nas Américas.  Ressaltando os sinais de baixa do surto na região europeia, afirmou que uma combinação de medidas eficazes de saúde pública, mudança de comportamento e vacinação estão a ajudar a prevenir a transmissão.

Na quarta-feira, a OMS assinou um acordo com a única farmacêutica licenciada a fabricar imunizantes contra a varíola dos macacos. A expetativa de Tedros Ghebreyesus é que o entendimento com a Bavarian Nordic ajude a controlar o surto na América Latina e Caribe.

A varíola dos macacos pode alastrar-se através do contato pele a pele, ou da pele de um paciente com as lesões que esteja infectado. Outra via é o contato com roupas ou lençóis de um infectado.

Brasil e Portugal

A OMS destaca que os dados das Américas representam 60% dos casos confirmados no mês passado. O Brasil teve 3450 pacientes e um morto, colocando o país em terceiro lugar na lista das 10 nações com mais infectados. Os primeiros são os Estados Unidos, com 14049, e Espanha com 6119 confirmações. 

O outro país lusófono no grupo de países com casos é Portugal, com um total de 810 e sem qualquer óbito. A região da Europa concentra cerca de 38% dos 45 mil casos relatados em 98 países desde o final de abril.

O relatório divulgado nesta quinta-feira confirma ainda as primeiras notificações no Irão e na Indonésia.

No continente africano, a Nigéria tem a maioria dos pacientes. Os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças destaca haver 219 novos casos notificados em toda a região, onde por várias décadas a varíola dos macacos foi considerada endémica.

Seropositivos

Os dados da OMS confirmam que 98% do total é do sexo masculino. Deste total, 96% são em homens que fazem sexo com homens.

O documento ressalta que de todos os tipos de transmissão relatados, o mais frequente foi de um encontro sexual.

Em pessoas com a varíola dos macacos que foram testadas para o HIV, 45% eram seropositivos.

A recomendação da agência é que homens com alto risco de contrair a doença considerem “reduzir temporariamente o número de parceiros sexuais, ou se abstenham de ter sexo em grupo ou ocasional”.

Parceiros

O pedido feito aos países que têm vacinas é que priorizem a imunização para pessoas com alto risco de contrair a doença, incluindo homens homossexuais e bissexuais com múltiplos parceiros.

De acordo com a OMS, o processo também deve dar primazia a profissionais de saúde, funcionários de laboratório e pessoas envolvidas na resposta a surtos. ONU News – Nações Unidas