Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 6 de abril de 2022

Casamansa - Invicta Félix!

No 24º dia da guerra de Macky Sall em Casamansa, uma saída timidamente toma forma. O preço desta aventura de jovens recrutas senegaleses nas florestas ao norte de Bignona é de cem mortos e dez mil refugiados e deslocados. Tudo isso pela vontade de um único homem, ferido pelo ódio do povo de Casamansa e sedento de sangue.

O presidente Macky Sall teria como alvo o início do mês do Ramadão e a data de 3 de abril, véspera do feriado nacional e do exército, para declarar no seu tradicional discurso, a sua "grande vitória" contra os combatentes da independência de Atika do Movimento de Forças Democráticas de Casamansa (MFDC). A aposta está perdida.

É aliás “uma guerra relâmpago” que os oficiais militares senegaleses anunciaram aos soldados, à opinião pública nacional e internacional nestes termos: “uma operação cujo principal objetivo é desmantelar todas as bases da facção Salif Sadio situadas ao longo da fronteira norte."

Noutras palavras, "destruam todas as bases rebeldes e capturem vivo ou morto o seu líder no norte, Salif Sadio."

No terreno, a realidade parece transformada em pesadelo. As forças senegalesas "recuaram" para se concentrar em torno das cidades de Bignona e Ziguinchor, de modo que se retiraram completamente do norte de Casamansa, que vários observadores definem como uma derrota.

Mais de 35% das capacidades móveis do exército foram eliminadas. Das 52 viaturas militares mobilizadas pelo exército senegalês na sua “segurança fronteiriça”, 34 regressaram ao quartel, notam os peritos militares.

Após dez anos de suprema magistratura à frente do Estado do Senegal, Macky Sall, como os seus antecessores, Léopold Sédar Senghor, Abdou Diouf, Abdoulaye Wade, como os portugueses, os franceses e as várias alianças turcas e marroquinas, nunca vencerá em Casamansa e os seus dignos filhos do MFDC. “Invicta Félix!“, Feliz Invicta! Antoine Bampoky – Casamansa in “Journal du Pays”

 

terça-feira, 1 de junho de 2021

Casamansa - Círculo de Intelectuais e Universitários na Europa do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa denunciam bombardeio do exército senegalês


Na série de provocações que já dura há mais de 5 meses, o exército de ocupação senegalês, com o seu novo Comandante do Estado Maior na região, bombardeou o principal eixo rodoviário da cidade de Nyassia que a liga a Ziguinchor, chegando a reivindicar que atacara as forças do MFDC. Isto, depois de ter alardeado por toda a parte que teria destruído as suas bases durante as suas operações em fevereiro de 2021.

O Círculo de Intelectuais e Universitários na Europa do MFDC denuncia estes bombardeios que em nada afetam as posições do MFDC, mas sim as populações civis, o meio ambiente, a economia da região. O Círculo condena os efeitos colaterais dos bombardeios das tropas coloniais geralmente indiscriminados.

Ao mesmo tempo, na floresta de Elinkine, bem como na de Diouloulou, ocorreram confrontos entre a guarda florestal ocupante e as forças do MFDC, causando algumas vítimas. O que está em jogo aqui é o controlo dos recursos florestais. A riqueza da Casamansa deve ir primeiro para a Casamansa.

Tornou-se cada vez mais evidente que o exército de ocupação está numa posição ofensiva total quase implacável, instalando assim a guerra no coração das aldeias. Durante este tempo, conclaves iniciados por vários fazedores da paz são realizados aqui e ali, troçando da gravidade da situação, da provocação das tropas coloniais contra o MFDC, dos efeitos do nervosismo e da tensão que essas operações podem causar nas populações inocentes.

Tudo se passa para demarcar o terreno para a próxima visita, dita económica, de Macky Sall a Casamansa, para que esta visita nos atulhe da sua demagogia quanto ao processo de resolução política do conflito na Casamansa. O chefe do exército senegalês parece estar com medo de tomar o eixo que as suas tropas estão atualmente a atacar.

Não resolvemos a questão da Casamansa com comunicações militares ou bombardeios, muito menos com espectáculo militar esporádico, principalmente para salvar o seu miserável ego. Pelo contrário, resolvemos politicamente a questão da Casamansa, detendo as ofensivas e provocações em curso há 5 meses, com vista a atos políticos fortes e dignos da categoria democrática que o Estado conspiratório do Senegal dolorosamente reclama.

O nosso povo tem sofrido tanto nestes 40 anos com a negação ou a violação dos seus direitos políticos, com a militarização na abordagem da resolução como na ocupação do seu território.

Bem-vindo a Macky Sall nesta Casamansa, sufocada sob as bombas, que, neste aspecto e consequentemente, não precisa das suas receitas de desenvolvimento, mas de paz política a favor de um verdadeiro processo de negociações que traça os contornos institucionais de Casamansa, finalmente Livre e Independente! Círculo de Intelectuais e Universitários na Europa do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa