Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Portugal – NRP D. João II um navio inovador para explorar o oceano

Vai chamar-se "D. João II" - um navio polivalente e inovador capaz de atuar em operações de emergência, vigilância, investigação científica e oceanográfica, monitorização ambiental e meteorológica


Com um comprimento de total de 107,6 metros, o "D. João II" funcionará como um ‘porta drones’ aéreos, terrestres e submarinos, potenciando assim a capacidade de monitorização e investigação no oceano. Esta Plataforma Naval Multifuncional integra tecnologia de ponta e estende as funcionalidades de um navio de vigilância oceânica e de investigação oceanográfica a outros cenários, nomeadamente cenários de emergência.

Com uma capacidade de alojamento para uma guarnição de 48 elementos, a que se somam mais 42 para cientistas e operadores de sistemas não tripulados, o navio permitirá o alojamento temporário de cerca de 100 pessoas.

"O navio D. João II é uma grande oportunidade para se alavancar o conhecimento e a investigação na área do mar, produzindo-se recursos que sejam valorizados através da economia azul", sublinhou o primeiro-ministro, António Costa, na cerimónia de assinatura do contrato para a construção da Plataforma Naval Multifuncional, que decorreu na manhã desta sexta-feira (24 de novembro), no Museu de Marinha, em Lisboa.

Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em 94,5 milhões de euros, a que se somam 37,5 milhões de investimento do Estado, o navio da República Portuguesa (NRP) D. João II deverá ser entregue à Marinha no segundo semestre de 2026.

O mar é uma das componentes do investimento do PRR, com o objetivo de enfrentar uma série de desafios, incluindo cartografar e avaliar recursos minerais e todos os outros recursos não renováveis do solo e subsolo marinhos sob jurisdição portuguesa, mitigar as ações humanas nocivas no oceano e produzir conhecimento através da fusão de informações, desenvolvendo modelos de previsão com diferentes escalas temporais e espaciais.

A Plataforma Naval Multifuncional é uma das vertentes desta aposta, contando com valências que pretendem aumentar a capacidade de monitorização dos oceanos e investigação oceanográfica, o acompanhamento da ecologia marinha, visando também a Integração de novas tecnologias para a intervenção nos oceanos, incluindo sistemas robóticos aéreos e submarinos. Governo de Portugal


quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

São Tomé e Príncipe – Declarado o “Estado de Calamidade” devido a fortes chuvas

São Tomé – Uma ponte que dá acesso ao Aeroporto Internacional de São Tomé, sofreu uma cratera, nesta manhã, como consequência do mau tempo que fustigou o país nas últimas 24 horas.

Fontes disseram a STP-Press que, para tentar encontrar a solução para este incidente, já se encontram no local o ministro das Infraestruturas, Osvaldo d’Abreu e alguns colaboradores, a fim de encontrar uma solução rápida para o problema.

A cratera na ponte em causa, localizada a alguns metros de uma instalação turística, inviabiliza a circulação para a cidade capital e vice-versa das populações de comunidades das Praias Emília, Lagarto, Nazaré, Francesa, Cruz, Gambôa e Loxinga.

As chuvas ininterruptas de quarta-feira, causaram até ao momento duas mortes, alguns desaparecidos, desabamento de pontes no extremo norte da ilha de São Tomé, e várias estradas foram igualmente danificadas.

Face à situação catastrófica o Primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus declarou “o Estado de Calamidade” no país, assim como accionou um fundo especial para mitigar os danos, nomeadamente, às vítimas desta intempérie.

De acordo com Aristones Nascimento, Director do Instituto Nacional de Meteorologia disse que este registo pluviométrico não acontecia há mais de 30 anos no país e não afasta a hipótese de se continuar a registar chuvas nos próximos dias.

A propósito, o Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, lançou um apelo de solidariedade para com as vítimas deste desastre natural.

Apelo de Vila Nova, segue-se às visitas de “contacto” às diversas localidades afectadas pela intempérie, nomeadamente, em Água Grande, distrito que aloja a cidade capital de São Tomé e Príncipe, cidade de São Tomé e a Lembá, distrito do extremo norte onde se registou os maiores danos materiais.

A STP-Press soube que em Mé-Zóchi, na zona centro e em Cantagalo, também se registaram situações de desabamento de terra que inviabilizaram a circulação de pessoas e bens. Manuel Dênde – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Moçambique - Meteorologia prevê época de chuvas mais intensa no centro do país

O centro de Moçambique pode sofrer mais intempéries que o resto do país na próxima estação das chuvas, acentuando um padrão de anos anteriores, segundo a mais recente previsão sazonal

As autoridades estão inclusivamente a planear um investimento num novo centro meteorológico para aquela zona com apoio do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que se deve tornar realidade até 2024 e aumentar a precisão das previsões e alertas. A nova estação chuvosa está a começar: acontece anualmente de Outubro a Março.

Desta vez, para a região centro do país prevê-se que possa cair chuva “acima do normal” em “practicamente em todos os períodos” e isto sem ainda conhecer a previsão ciclónica – cuja época vai de Novembro a Abril, refere Acácio Tembe.

Numa sala com vários computadores, o chefe do departamento de previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inam), em Maputo, olha para os mapas que recebe de serviços de satélite para antecipar o que se vai passar nos próximos dias. Outros colegas traçam o padrão meteorológico sazonal.

Em média, em cada época, formam-se nove a 12 sistemas de baixas pressões na bacia do sudoeste do oceano Índico, dos quais cinco a sete chegam à categoria de ciclone tropical.

Destes, dois a três ciclones podem atingir o canal de Moçambique e depois chegar ao país. “Na última época [2020/21] tivemos os ciclones Chalane, Eloise e Guambe” a provocar inundações, estragos e mortes, recorda.

Segundo dados oficiais, a conjugação de diferentes desastres naturais provocou 96 mortes na anterior época chuvosa em Moçambique.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória no território: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois dos maiores ciclones (Idai e Kenneth) de sempre a atingir a nação lusófona, especialmente as províncias de Sofala e Manica, no centro.

“Estamos a trabalhar para instalar um centro regional de previsão de tempo na cidade da Beira e que vai permitir fazer previsões mais precisas para as províncias centrais”, sem depender apenas de modelos nacionais, refere Acácio Tembe.

O projecto tem o apoio do BAD e está em fase de preparação para ser concretizado nos próximos dois anos. “Vai permitir criar melhores condições” de previsão e alerta “para aquela região que tem sido assolada nos últimos tempos” por alguns dos mais graves desastres naturais, sublinha.

Além de infraestruturas e equipamento, o investimento inclui formação de meteorologistas que deve arrancar em breve, acrescenta. Nos terrenos no Inam, no centro de Maputo, três antenas parabólicas ocupam o espaço exterior à entrada do gabinete de previsões, ligadas a diferentes satélites que fornecem imagens, sendo que boa parte dos dados também chega diretamente através de redes fechadas na Internet a que o instituto tem acesso.

Mais à frente, há uma estação automática e outra manual que realizam diferentes medições: vento, temperatura, humidade, pluviosidade, entre outras.

Dezembro e Janeiro costumam ser meses críticos, com os solos a começar a ficar saturados e os níveis de precipitação ainda a aumentar, o que requer do Inam “mais trabalho de monitorização e alerta” relativos às condições meteorológicas.

Acácio Tembe prepara no seu computador as previsões que dão conta da aproximação de vento forte. “No início e fim da época chuvosa há vendavais, fenómenos de curta duração” que podem ser acompanhados por “trovoadas severas e queda de granizo” devido a bruscas oscilações de temperatura – no caso, dias subitamente tórridos com os termómetros a baterem nos 40º no Sul do país.

Outra ambição do Inam passa por instalar estações meteorológicas em todos os distritos – há inclusive um programa governamental intitulado “Um distrito, uma estação” -, aumentando a rede que já produz previsões para 40, aqueles onde há maior actividade económica e turismo.

“Com dados locais é possível dar informação com maior precisão e antecipar quaisquer fenómenos meteorológicos” com maior rigor, conclui Acácio Tembe, antes de mudar de sala para iniciar uma intervenção para uma televisão local.

A previsão do tempo continua a ser uma das informações diárias obrigatória para os meios de comunicação social, com atenção redobrada durante a época chuvosa que agora arranca em Moçambique. In “Ponto Final” - Macau