Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Espanha - Escritor Xosé Lois García contribui para a divulgação da literatura angolana

O escritor, poeta e crítico angolano Lopito Feijóo reconheceu, em Espanha, o facto de o escritor galego Xosé Lois García ter-se tornado o maior divulgador da obra poética de Agostinho Neto, em território espanhol, tendo sido o primeiro tradutor da obra poética “Sagrada Esperança”, publicada naquele país europeu sob o título “La Lutcha Continua”


Esse reconhecimento foi feito durante a realização de um simpósio internacional dedicado à vida e à obra de Xosé Lois García, que decorreu, entre sexta-feira e domingo, no auditório Municipal do Conselho da Chantada, província de Lugo, local de nascimento do renomado escritor, crítico literário, estudioso e principal divulgador das literaturas africanas de língua portuguesa no território espanhol.

Na sua comunicação, o escritor, poeta e crítico angolano destacou os importantes aspectos das intervenções do homenageado, no âmbito da literatura angolana, tendo referenciado um rol de publicações da autoria de Xosé Lois García, dentre antologias poéticas, estudos ensaísticos, poemas e dezenas de artigos críticos e jornalísticos, publicados em vários periódicos espanhóis e não só.

Convidado pela organização do evento, Lopito Feijóo, em representação de Angola, fez-se presente ao evento em companhia do músico e compositor Chalo Correia, do dikanzista Carlitos Gonçalves e da actriz e declamadora Aminata Goubel (Mamã África), que com notável visibilidade brindaram o público com a excelência da sua arte.

Participaram no evento cerca de 150 individualidades de Espanha, Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e o público local, interessado em saber mais sobre o percurso da vida e obra de Xosé Lois, que foi homenageado em razão da passagem dos seus 80 anos, completados no dia 22 de Abril.

Os debates e discussões decorreram tendo em conta os cinco principais eixos centrais que nortearam o percurso do multifacetado escritor galego, nomeadamente a sua vinculação à terra, o seu compromisso social, as relações entre a Galiza e a Catalunha, as suas incursões no mundo literário lusófono e a sua paixão pelo período românico.

De recordar que Xosé Lois Garcia é uma das vozes mais polifacéticas e prolíferas da moderna cultura galega. O escritor nasceu em Lugo, a 22 de Abril de 1945. É especialista em literatura de expressão portuguesa em África.

É membro honorário da União dos Escritores Angolanos (UEA) e, desde 2024, por unanimidade, membro correspondente da Academia Angolana de Letras. In “Jornal de Angola” - Angola



sexta-feira, 16 de setembro de 2022

UCCLA - Lançamento do livro “Doutrina dos Pitós” de Lopito Feijóo


O mais recente livro do escritor Lopito Feijóo, “Doutrina dos Pitós”, vai ser lançado no dia 27 de setembro, às 18 horas, no auditório da UCCLA. Trata-se de uma obra infantojuvenil que pretende despertar curiosidades e apresentar um conjunto de lições de preparação para uma vida responsável.

Com a chancela da Editorial Novembro, o livro será apresentado pelos escritores Luísa Fresta e Zetho Cunha Gonçalves. Na ocasião, haverá um momento musical por Horácio da Mesquita.

O lançamento do livro será transmitido em direto, online, através da página do Facebook da UCCLA em:

https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa

Sinopse:

Tendes uma obra concebida para leitores cujas idades vão dos 8 aos 80.

Um livro para ser manuseado por todos os elementos de todas as famílias.

Entretanto, em razão de um acentuado pendor pedagógico, melhor se enquadra e recomenda-se aos leitores pré-adolescentes, adolescentes, e serve bem para crianças adultas ou mesmo para adultos infantis, independentemente do género.

É um livro para despertar curiosidades, próprias das primeiras fases da vida, não fosse este escrito por um poeta vivido e vivendo a poesia a tempo inteiro.

Esta Doutrina dos Pitós acaba sendo, em primeira instância, um conjunto de lições de preparação para uma vida responsável.

Biografia do autor:

João André da Silva Feijó, de seu nome completo, nasceu em Malanje, Angola, a 29 de setembro de 1963. Estudou Direito em Luanda, na Universidade Agostinho Neto (UAN).

É deputado (reformado) da Assembleia Nacional da República de Angola.

Como criador assina usualmente J. A. S.Lopito Feijóo K. Poeta e crítico literário. Ensinou Literatura Angolana. Membro fundador da Brigada Jovem de Literatura de Luanda (BJLL/1980), e do Coletivo de Trabalhos Literários OHANDANJI (1984).

É membro da União dos Escritores Angolanos (UEA), onde exerceu o cargo de Secretário das Relações Internacionais. É membro da Associação Portuguesa de Poetas e, é um dos membros fundadores, da Academia Angolana de Letras (AAL/2016).

Desde 2004, preside à Sociedade Angolana do Direito de Autor (SADIA), dirigindo a Gazeta dos Autores, órgão de divulgação dessa instituição.

Académico fundador (2014) da ALPAS 21 - Academia de Artes Letras e Ciências do Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, ocupa a cadeira número 1 para estrangeiros. É membro correspondente da Academia Brasileira de Poesia "Casa Raul de Leoni" e, é igualmente, Membro da International Poetry dos EUA e da Maison Internationale de la Poesie, sediada em Bruxelas, Reino da Bélgica. Está repertoriado na 10.ª edição do International directory of distinguished leadership (2004-2005), do American Biographical Institute, bem como no Dicionário de Autores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (1997).

Tem livros traduzidos para o francês, inglês e italiano e tem colaboração dispersa em publicações de Angola, Portugal, França, Espanha, Brasil, Estados Unidos da América (EUA), Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Nigéria, entre outros.

De acordo com o professor e crítico literário Pires Laranjeira, «[...] deitando mão a diversíssimas fórmulas arquitextuais (soneto, ode, haiku, dístico, epigrama, prosoema), usando o parêntese ou o "enjambement" com o recurso e referências a alusões tão multímodas [...], subvertendo-as ou cultuando-as, Lopito Feijóo traz à cena do discurso um descomplexado ensejo de confrontar códigos e linguagens, por um processo requintado de (re)construção significante que é herdeiro direto e dileto não só do modernismo e tradição vanguardista, mas [...] do romantismo rebelde, apaixonado, revolucionário».