Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Estados Unidos da América - NASA enviará helicóptero a Marte em 2020



Primeiro helicóptero espacial

Seu nome é "helicóptero de Marte", e o pequeno drone autônomo será enviado a Marte dentro de apenas dois anos, aproveitando a carona da missão Marte 2020.

O pequeno helicóptero é considerado uma missão de alto risco, por seu ineditismo. Afinal, fazer um helicóptero obter sustentação em uma atmosfera tão rarefeita quanto a de Marte não é um desafio trivial. O que conta a favor é que a gravidade de Marte é cerca de 40% menor que a da Terra.

"A altitude recorde para um helicóptero voando aqui na Terra é de cerca de 12.000 metros. A atmosfera de Marte equivale a apenas 1% da atmosfera da Terra, de forma que, quando nosso helicóptero estiver na superfície marciana, ele já estará no equivalente a 30.000 metros de altitude da Terra," disse Mimi Aung, líder do projeto.

Por isso mesmo, o equipamento será enviado como um "adicional" da missão, ou seja, não interferirá com os demais aspectos do robô Marte 2020, que tem entre seus principais objetivos produzir oxigênio em Marte, visando uma futura exploração. A missão também terá um sistema de monitoramento climático mais avançado e vai usar um radar para analisar abaixo da superfície marciana.

O robô Marte 2020 é muito similar ao Curiosity, mas leva uma quantidade menor de instrumentos para deixar espaço para coletar amostras. A expectativa da NASA é que isso poupe trabalho às missões futuras, que poderão simplesmente pegar as amostras no velho rover e trazê-las para a Terra.

Helicóptero de Marte

O desenvolvimento do helicóptero de Marte começou em 2013, quando a NASA se deu conta de que a visão dos robôs, comparável à de um ser humano de pé, limita a escolha de alvos interessantes a serem estudados. Um helicóptero fazendo voos rasantes pode obter um mapa detalhado em alta resolução da região, ajudando a traçar melhor as rotas.

O veículo pesa apenas 1,8 quilograma, tem 60 centímetros de altura, e suas asas duplas contra-rotativas de 1,1 metro de circunferência vão tentar aproveitar a fina atmosfera marciana girando a quase 3.000 rpm - cerca de 10 vezes a rotação das asas móveis de um helicóptero na Terra.

Células solares deverão recarregar as baterias de íons de lítio que alimentam os motores do pequeno drone, que conta ainda com um sistema de aquecimento para manter seus instrumentos na temperatura operacional - a temperatura média em Marte fica por volta dos -60° C.

O helicóptero irá a Marte pendurado na parte inferior do robô Marte 2020, que irá deixá-lo em um lugar seguro e depois se afastar, para que o veículo possa ser posto em funcionamento e mostrar seu valor.

Em seu primeiro voo, o helicóptero fará uma breve subida vertical até 3 metros de altitude, onde ficará por cerca de 30 segundos. A campanha inicial de testes, prevista para durar 30 dias, incluirá cinco voos a distâncias cada vez maiores, até algumas centenas de metros, e durações de até 90 segundos.

"Nós não temos um piloto e a Terra estará a vários minutos-luz de distância, então não há como controlar esta missão em tempo real. Em vez disso, temos uma capacidade autônoma, que será capaz de receber e interpretar comandos e depois voar por conta própria," contou Aung. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Brasil – Empresa brasileira lança helicóptero não tripulado

A indústria brasileira já domina a tecnologia para produzir aeronaves não tripuladas. A FT Sistemas, de São José dos Campos (SP), que o diga: a empresa anunciou que vai lançar em 2016 um helicóptero não tripulado, o FT-200FH, que poderá ser aplicado tanto no setor civil quanto pelas forças armadas.

Como explica a fabricante, o helicóptero é uma ARP (Aeronave Remotamente Pilotada) com dois metros de comprimento e 90 kg. O motor é a gasolina e permite ao aparelho permanecer voando por até 18 horas ininterruptas. A aeronave foi montada na configuração “fletteners”, com dois rotores paralelos, o que permite eliminar o rotor traseiro.

Com essas características, a FT Sistemas indica seu ARP no uso civil para atividades como a inspeção de redes elétricas remotas, monitoramento de agronegocios, transporte rápido de cargas de pequeno porte e alto valor, como medicamentos, entre outras utilizações. Já os militares podem aplicá-lo em longas missões vigilância de fronteiras.

De acordo com a empresa, o FT-200FH começa a ser produzido a partir de janeiro de 2016. Também participam do projeto a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) e o Inerge (Instituto de Estudos e Gestão Energética), além de empresas da Alemanha e Inglaterra.

Para desenvolver o FT-200FH a empresa fez investimentos da ordem de R$ 9,3 milhões. A aeronave já passa por processo de Certificação junto à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). “Um dos objetivos ao desenvolver o FT-200FH é ampliar as exportações com a meta de faturamento entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões nos próximos dois anos”, explica Nei Brasil, diretor presidente da FT Sistemas. Thiago Vinholes – Brasil in “Airway”

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Volocóptero

Helicóptero pessoal elétrico decola em silêncio na Europa

O motor a combustão tradicional foi substituído por dezoito motores elétricos, cada um com seu próprio rotor. [Imagem: E-volo]

Helicóptero elétrico

A ideia de um helicóptero particular de baixo custo parece estar decolando firme na Europa.

Depois de arrecadar €1,2 milhão em uma campanha de financiamento público voluntário, a emergente E-volo conseguiu suporte oficial da União Europeia.

O primeiro protótipo já fez seu voo de estreia, e agora já conta com recursos suficientes para partir para a produção em escala.

O Volocóptero foi encampado pela Climate-KIC, a principal iniciativa europeia no campo das "inovações climáticas".

A ideia é lançar um veículo que seja seguro, simples e menos poluente do que os helicópteros convencionais.

Para isso, o motor a combustão tradicional foi substituído por dezoito motores elétricos, cada um com seu próprio rotor.

E o voo inaugural do helicóptero elétrico causou sensação justamente pelo silêncio com que a aeronave de dois lugares alçou voo, um silêncio que contrastou com a decolagem espalhafatosa dos helicópteros tradicionais.

O silêncio do voo contrasta com a decolagem espalhafatosa dos helicópteros tradicionais. [Imagem: E-volo]


Vibrações

Apesar das extensivas e bem-sucedidas simulações realizadas por pesquisadores da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, todos estavam ansiosos para saber se haveria vibrações desagradáveis ou mesmo perigosas na estrutura mecânica do plano do rotor.

"Essas vibrações são um grande problema para os helicópteros normais", declarou Stephan Wolf, diretor da E-volo, acrescentando que "essas vibrações, juntamente com o ruído ensurdecedor, trazem muito desconforto aos passageiros nos voos em helicópteros normais".

Devido à estrutura complexa do Volocóptero, com seu design leve feito de fibra de carbono, não foi possível simular as vibrações no laboratório.

Mas as únicas vibrações vieram da equipe que assistia ao voo: "Nem mesmo as câmeras de vídeo HD presas ao anel exterior de carbono do rotor da aeronave capturaram o mínimo sinal de vibrações," disse Wolf. in “Inovação Tecnológica” - Brasil