Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 20 de dezembro de 2025

Angola - Florbela Malaquias apresenta o livro “Levantemos Nossas Vozes Libertadas”


Levantemos as Nossas Vozes Libertadas celebra os 50 anos do Hino Nacional como muito mais do que um cântico solene. A obra de Florbela Malaquias, apresentada no passado dia 18 na Mediateca de Luanda, com o selo da Mayamba Editora, revela o hino como memória viva de um povo que resistiu, sonhou e conquistou a dignidade.

Cada verso é contextualizado e interpretado como semente de consciência nacional, ligando dor e libertação, servidão e dignidade, guerra e construção da paz.

          Um convite à leitura atenta das palavras que nos definem como nação. In “Mayamba Editora” - Angola


 

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Angola - Obras de Manuel Rui reflectem o trajecto da História do País

As três novas obras do escritor Manuel Rui, ausente no lançamento por motivos de saúde, já estão nas bancas, desde terça-feira, e foram publicadas sob o signo das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional. Trata-se de “Onze Poemas em Novembro (Ano 10)”, “Mulher e Marido” e “O Kaputo Camionista”, os dois últimos em prosa


A sessão de venda foi acolhida na Livraria Mayamba, em Luanda, e contou com a presença de várias figuras da cultura, com destaque para Irene Guerra Marques, José Mena Abrantes, Fátima Viegas, familiares e amigos do autor.

Na qualidade de apresentadora de duas obras, a linguista Miraldina Jamba destacou que, embora contida na sua extensão, estas obras de Manuel Rui são grandes, porque guardam o peso do curso da história. “É um autor cujo nome está profundamente inscrito na consciência literária angolana. Destaca temas como família, amor, resistência cultural e conexão com a natureza. Trata-se de um autor que possui uma marca indelével no panorama literário da lusofonia, que expõe com fina ironia as contradições do quotidiano angolano no pós-Independência”, descreveu.

Por sua vez, Vânia Monteiro, filha do autor, a quem coube a apresentação da 10.ª e 11.ª séries do livro “Onze Poemas em Novembro”, disse ser um ano ideal para celebrar a importância da literatura e dos seus autores na construção da Nação angolana, ao longo das últimas cinco décadas.

“Queria falar sobre os ‘Onze Poemas em Novembro’ porque acho que é o ano ideal, também, para falar sobre eles, por ser importante pensar no futuro, por isso, também, foi bom ter aqui crianças, várias gerações e várias comunidades para celebrar este dia e celebrar a obra do meu pai”, explicou.

Composta por 11 poemas que abordam temas relacionados com a Independência e a realidade social do país, a primeira série foi lançada em 1976, sob a chancela da União dos Escritores Angolanos (UEA).

O editor da Mayamba, Arlindo Isabel, revelou que cada uma das obras teve uma tiragem de mil exemplares, que considerou um número modesto pela dimensão do autor, que tem o país no centro da sua construção literária.

“Modestos mil exemplares, porque é aquilo que financeiramente a editora é capaz de suportar. Espero que seja comprado, que não demore muito, para que possamos financiar outras publicações”, partilhou.

Sobrinha de Manuel Rui, a poetisa e jornalista Rossana Miranda, disse que se revê na obra do tio, que desempenha um papel crucial na contribuição da criação angolana dentro do panorama da lusofonia, pelo que espera que os mais novos conheçam a obra do escritor.

“Que leiam Manuel Rui, bem como os grandes autores deste país, porque a literatura é o que somos, traz os nossos factores de identidade, abarca toda a imaginação, sabedoria e conhecimento. Então, nunca perdemos nada ao ler, só ganhamos. E Manuel Rui é este grande mestre da escrita. É um grande orgulho”, disse.

Manuel Rui Alves Monteiro nasceu no Huambo a 4 de Novembro de 1941. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, Portugal, onde exerceu advocacia e foi membro fundador do Centro de Estudos Jurídicos. Ainda em Coimbra, foi membro do Centro de Estudos Literários da Associação Académica de Coimbra, redactor da revista de cultura e arte Vértice e coordenador, com Luís de Miranda Rocha, do suplemento literário “Sintoma”, do Jornal do Centro. É co-fundador das edições “Mar-Além”, onde se editou a Revista de Cultura e Literatura dos Países de Língua Oficial Portuguesa. Tem colaboração dispersa em diversos jornais e revistas, dentre estes o Jornal de Angola.

Figura em diversas antologias de literatura, é também autor da letra do Hino Nacional de Angola e de outros, como o Hino da Alfabetização, o Hino da Agricultura e a versão angolana da Internacional, bem como da letra do hino da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA). Katiana Silva – Angola in “Jornal de Angola”



segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Angola - Mukengueji lança “Filhos do Musseque”

“Filhos do Musseque” é o título do romance de Mukengueji, lançado sábado, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda


O lançamento, que marcou a estreia do autor no campo da literatura, foi testemunhado por colegas, amigos, familiares e outros leitores.

O livro chega ao mercado com a chancela da Mayamba Editora, e teve  uma tiragem de mil exemplares. O secretário-geral da UEA, David Capelenguela, considerou ser sempre uma honra, para a associação, acolher o lançamento do livro de um dos seus membros, apesar de estar a enfrentar problemas de ordem financeira.

Segundo o autor, "Filhos do Musseque " é uma homenagem a todas às mães  que vivem e viveram no musseque. "Em especial, serve para homenagear todos os filhos que viviam no musseque, que fazem da palavra uma oficina. São aqueles criadores que colocam em papel a forma de ser dos angolanos, como viviam e morrem”, justificou o escritor.

Alberto Mukenji escreveu o livro na década de 1980 quando tinha 18,  não sonhava que o livro seria lançado somente agora, "devido o contexto em que vivíamos, eu podia  morrer na guerra”, disse acrescentando que escreveu há 22 anos, longe  que teria essa feliz coincidência de 22 anos, "que estamos a viver hoje, como o combate à corrupção. Por isso aconselho quando lerem o livro não analisem como se fosse um adulto de 40 anos que escreveu, mas sim um jovem adolescente de 18 anos”.

Domingas Montes, ao apresentar a obra, destacou que o autor não é um caloiro no universo da literatura angolana. "Eu fiz uma apreciação no sentido de olhar para os aspetos sociais, para as representações sociais que a obra traz, e posso afirmar que apresenta um conjunto de contos que reflectem a sociedade angolana, desde a guerra civil até aos nossos dias”.

A representante da editora Mayamba, Edmira Manuel, afirmou que sem apoios não seria possível publicar o livro, acrescentando que desde cedo Mukengueji mostrou-se comprometido com arte e sempre com vontade de contribuir para o crescimento da literatura angolana.

De acordo com a representante da editora tudo teve início em 2012, em que o autor havia concorrido para o Prémio Sagrada Esperança com a mesma obra, sendo um dos textos finalistas. Não venceu, mas o júri recomendou a publicação do livro. Daí, disse, o editor Arlindo Isabel teve um contacto com o autor e decidiu que deveria publicar o livro.

Portanto, a publicação resulta da amizade entre o autor e a editora, assim como foi a forma que a editora encontrou para agradecer o escritor pelo carinho que sempre depositou. Para Kanguinbo Ananás a obra "é maravilhosa” e boa sugestão de leitura, pois se trata de um escritor de mão cheia. "Recomendo lerem a obra”, apelou.

Mukengueji é pseudónimo literário de Alberto Botelho. Nasceu na província de Malanje em 1979 e é mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Tem mais de 20 anos de carreira em Cinema e Televisão, tendo escrito, produzido e realizado diversos programas de ficção e "reality show”, em 2012. Foi galardoado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Cinema e Audiovisual, pelo conjunto da sua obra em prol do cinema e da cultura angolana. Alice André – Angola in “Jornal de Angola”