Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Romance lírico e analítico de tempos cruéis

“O ano da revolta dos desvalidos”, de Ronaldo Costa Fernandes, trata de episódios do século XVII, mas guarda similitude com fatos recentes

O recém-publicado O ano da revolta dos desvalidos (7Letras; o quadro A revolta de Vila Rica, de Antônio Parreiras, ilustra a capa, mas a edição não traz o crédito) é o terceiro romance histórico do maranhense Ronaldo Costa Fernandes (1952), há décadas residente em Brasília, depois de ter morado grande parte da vida no Rio de Janeiro e nove anos em Caracas, onde foi diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil. Tem cerca de 30 livros publicados, boa parte deles romances, vários premiados, incluindo O morto solidário com o Casa de las Américas, em 1990. Também poeta e ensaísta, com doutorado em Literatura pela Universidade de Brasília (Unb), Costa Fernandes havia lançado Vieira na ilha do Maranhão (2019) e Balaiada (2021). 

No novo romance histórico, o escritor atinge um texto mais enxuto (é o mais curto e denso dos três) e uma linguagem ainda mais apurada, poesia entremeada na prosa. Em mais da metade dos 63 capítulos, quase todos de duas páginas, a história é narrada em primeira pessoa pelo comerciante José Quirino, que aprendeu a escrever bem graças ao acesso que teve a ricas bibliotecas em Aveiro, onde foi seminarista. Quirino trata sobretudo da atribulada vida em São Luís de homem abandonado pela mulher, pai de uma menina com deficiência cognitiva, Maria, que mora com ele e a eficiente empregada Raimunda, a exemplo de dona Benedita, de O viúvo (2005), outro admirável romance de Ronaldo Costa Fernandes. A filha de Quirino se encanta com um rapaz (Abelardo) com problemas iguais aos dela. Sem o apoio dos pais para o casamento, os dois fogem e somem na mata. 

A angústia de Quirino com o desaparecimento de Maria rende grande parcela das melhores páginas do romance. A dúvida que o adormenta: ela está viva ou morta? Surgem versões macabras na cidade, como a de que a moça teria retrocedido na escala evolutiva humana, estava coberta de pelos, não andava nem falava feito gente. O sumiço da filha leva José Quirino à mais profunda depressão e também a pensamentos de índole metafísica. Ele oscila do desespero à aceitação, personagem esférico que é. Como diz o próprio romancista no livro de ensaio O narrador do romance (Sette Letras, 1996, p. 141), “a narração inclui a noção de perda: todo o desenrolar de um romance corresponde a uma balança onde o conflito nasce a partir de uma ausência. [...] O narrador passa a ser o administrador de uma perda”.

Contudo, o enredo nem sempre é o principal em um romance. O seu fascínio está mais no modo de narrar, na estrutura, na linguagem, na consistência dos personagens, na densidade psicológica deles. A inquietação da história de O ano da revolta... está acompanhada do deleite do texto primoroso, sereno, lírico e analítico, um clássico moderno.



Costa Fernandes trafega com desenvoltura entre a História e a vida privada, o social, de maneira próxima do que escreveu João Alexandre Barbosa (1937-2006) em “João Cabral, a educação pela poesia” (A biblioteca imaginária, Ateliê Editorial, 1996), a respeito do Auto do Frade, do poeta pernambucano. O professor e crítico diz que o Auto “acrescenta um elemento fundamental à linguagem poética de João Cabral no sentido de uma leitura da realidade: passa-se do social ao histórico, sem que haja uma negação do primeiro, mas sim a sua incorporação” (pp. 245 e 246).

Esse procedimento é endossado por Vera Lúcia de Oliveira, poeta, ensaísta e professora. Em substancioso ensaio publicado na internet sobre o romance de Costa Fernandes, ela constata: “Há, portanto, dois movimentos na narrativa de Ronaldo: um, em direção ao mundo exterior à casa de José Quirino, que mostra o conflito entre o governo e os rebelados com a prisão do herói [Manuel] Bequimão; e outro, ao interior da sua casa e, mais ainda, ao interior dele mesmo, um anti-herói. Este, subjetivo e sutil, transformando o acontecimento sugerido no título em quase um pano de fundo, painel do tempo em que a ação se desenrola”.

Apesar de romancear episódios históricos do século XVII, a revolta de comerciantes contra o estanco, ficam claras as semelhanças com fatos da história recente do país. Lemos na página 13 de O ano da revolta dos desvalidos: “Os rumores são uma espécie doentia de violência, que entranha na alma, perverte o sujeito e quando ele vê está repetindo os rumores como se fosse autor deles. Não há dúvida de que quem reproduz a mentira também é um autor do aleive. Também é um conspirador, porque não há rumor que não conspire”. 

E como destaca o escritor e crítico literário Adelto Gonçalves, em perspicaz artigo sobre o romance de Costa Fernandes, “embora a História considere essa uma revolta popular, fica claro que o que estava por trás, como na maioria das vezes, era o interesse das classes dominantes. E os pobres e os remediados, mais uma vez, teriam sido usados como massa de manobra”.

Essa questão política já bastaria para fazer de O ano da revolta dos desvalidos um grande romance. No entanto, ela se configura quase como fundo da narrativa, mas sempre em texto apurado, seguro, fluente, bonito. O teor poético se sobressai no livro inteiro, seja no relato de viés histórico e político, seja, sobretudo, na crônica cotidiana. Os exemplos são incontáveis. Um deles: “Maria não sabe o que é ser recatada e certa vez o seio belíssimo, duro e perfeito saltou-se do corpinho e, no meio da procissão, ela ia como uma Virgem que amamentasse os cristos boquiabertos em volta...” (p.15). 

Como em seus livros de poesia, o escritor trabalha magistralmente também no romance com a antropomorfização da natureza, de animais e de objetos e com a reificação dos seres humanos. Vejamos alguns exemplos. “A tempestade não me interessa,/ já tenho bastante lava dentro de mim”, poema “Vulcão”, de Memória dos porcos, p. 32. O ano da revolta dos desvalidos, p. 24: “Penso [Quirino] que em mim deve haver um aguaceiro, que são os pensamentos nebulosos, turvos, ingratos. Então também tenho meus próprios temporais”. Poema “Vida de cão”, de Memória dos porcos, p. 55: “Meu cachorro tem pesadelos;/ em que deve sonhar que é humano”. De Eterno passageiro, “Outubro”, p. 71: “Quero ser estático e andarilho,/ aprender com a disciplina dos rios/ que se movem sem sair do lugar”, e “Invenção”, p. 113: “Desse andaime que ali está/ poderia construir-me/ provisório, esqueleto de canos, sem vísceras ou sangue”. Poema “A seringueira”, de Terratreme, p. 75: “A seringueira sangra,/ cortada nos pulso/ o sangue branco do látex”. E “As bananeiras”, do mesmo livro, p. 57: “De noite as bananeiras uivam/ quando o vento/ – arco de violino – / passa pelas cordas das árvores”, e em O ano da revolta..., p. 17: “As casas também estão cobertas de medo: as janelas fechadas, a fachada descancando como se uma febre sezão as tivesse dado crostas...”, e na p. 31: “Não há coisa mais triste do que uma terra desalmada”. 

Do poema “Pernas pra que te quero”, de Andarilho, p. 37: “Minhas pernas são ponteiros sem relógio./ Minhas pernas caminham no salto alto da queda.//[...] Minhas pernas têm vida angustiada/ como um gato miando atrás da porta”. De “A natureza das coisas”, de A máquina das mãos, p. 46: “Entre um arbusto e outro,/ há um código morse de olfatos/ que não consigo decifrar”. De O ano da revolta..., p. 66: “José Quirino, com a bebida, sente-se potente e sem medo: é um universo em si, uma caravela destemida, um forno de vontades”. Na p. 103, José Quirino se diz “eterno andarilho”, expressão que une títulos de dois livros de poemas de Costa Fernandes. 

Não é apenas com a própria obra que o escritor dialoga. No romance há ligeiras, sutis alusões a textos de outros autores, expoentes da literatura brasileira. É evidente a referência, ainda que invertida, ao final de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, na última frase do antepenúltimo parágrafo (p. 106) do capítulo 49. Não é difícil perceber também ecos do poema “Infância”, de Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade, no segundo parágrafo do capítulo 34 (p. 73). Costa Fernandes homenageia ainda Guimarães Rosa, na alusão, sutil mas perceptível, ao conto “A terceira margem do rio”, de Primeiras estórias, no capítulo 54 (p. 115), também no segundo parágrafo. Essas inteligentes passagens intertextuais enobrecem a ficção de Ronaldo Costa Fernandes.

Há humor no romance, meio triste, mas humor, como no diálogo de Abelardo e Maria ouvido por Quirino (p. 22). A menina diz: “Tem época do ano que eu penso que posso, se der um pulo, entrar na lua”. O rapaz: “Eu tenho medo é dos índios”. O pai de Maria intervém quando ela afirma que índios não têm alma: “Os índios têm alma”. Em O ano da revolta dos desvalidos, não existe “hiato entre gesto e viver” (verso de “O poema”, de Andarilho, p. 11).

Um dos méritos de Costa Fernandes em seu novo romance é “a complexidade, a sutileza e o inesperado das suas soluções”, atributos apontados por Osman Lins em Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (Lima Barreto e o espaço romanesco, São Paulo: Ática, 1976, p. 125). Ninguém vai deixar de notar os pontos de contato entre os episódios da São Luís do século XVII e os recentes em Brasília, embora em situações diversas. Nem a semelhança entre a cena cruel do fim do livro, pesadelo de José Quirino, com o que quase aconteceu no Brasil de nossos dias e noites. Hugo Almeida - Brasil

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O ano da revolta dos desvalidos, de Ronaldo Costa Fernandes. Rio de Janeiro: 7Letras, 2024, 138 págs. R$ 65,00. https://7letras.com.br/livro/o-ano-da-revolta-dos-desvalidos/

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Hugo Almeida, jornalista e escritor, é doutor em Literatura Brasileira pela USP e autor de Vale das ameixas (romance) e A voz dos sinos (ensaio sobre Osman Lins), ambos publicados pela Sinete em 2024. Site: https://hugoalmeidaescritor.com.br/


terça-feira, 8 de outubro de 2024

O romance dos desvalidos

Em nova obra, Ronaldo Costa Fernandes conta uma história de amor sem final feliz e reconstitui mais um episódio da rica história do Maranhão 

 

                                                          I

Depois de publicar Vieira no Maranhão (Rio de Janeiro, 7Letras, 2019) e Balaiada (Rio de Janeiro, 7Letras, 2021), ambos ambientados na época colonial no Maranhão, Ronaldo Costa Fernandes volta a exercitar o gênero romance histórico e retoma São Luís como cenário em O ano da revolta dos desvalidos (Rio de Janeiro, 7Letras, 2024), em que traça uma história de amor paternal por uma filha, em meio aos tempos turbulentos da revolta liderada por Manuel Bequimão contra o jugo português em 1685.

Como se sabe, em sua primeira experiência no gênero, Fernandes criou, com absoluto êxito, um gênero híbrido de crônica e romance, misturando história à ficção. Sem pretender o foro de biografia do padre António Vieira (1608-1697), esta obra procurou reconstituir a passagem de oito anos, de 1653 a 1661, do missionário pelo Maranhão, onde sua voz ecoou por várias vezes no púlpito das igrejas para condenar o regime de escravidão que os poderosos do local impunham aos indígenas. Nela, o autor tratou também de recuperar os embates que o religioso teve de enfrentar contra a elite local, os chamados homens-bons, ou seja, os proprietários de terras, que insistiam em fazer do Estado uma extensão de suas casas senhoriais, tal como ainda o fazem hoje muitos de seus pósteros.

Já em Balaiada, seu oitavo romance, procurou evocar uma revolta histórica por melhores condições de vida que envolveu escravos e outros segmentos oprimidos e eclodiu na província do Maranhão, entre os anos de 1838 e 1841, tendo sido um movimento eminentemente popular contra os grandes proprietários agrários da região. Recebeu esse nome devido ao apelido de uma das principais lideranças do movimento, Manoel Francisco dos Anjos Ferreira, o Balaio, que tinha esse apelido porque fazia cestos com as mãos.

Desta vez, com a mesma preocupação de resgatar a linguagem própria da época e fazer a reconstrução daquele tempo, o autor procura envolver o leitor numa trama de ficção com muitos elementos da realidade e da formação do povo maranhense. O principal personagem, o comerciante José Quirino é um dos revolucionários que seguiam Manuel Beckman (1630-1685), o Bequimão, filho de pai alemão e mãe portuguesa, que viera de Portugal para aventurar-se no Maranhão, tornando-se grande senhor de engenho, e que haveria de entrar em divergências com grandes proprietários locais e com os religiosos da Companhia de Jesus a respeito da escravização dos indígenas.

Quirino, porém, não é um colono só preocupado com vendas e números. Em Aveiro, onde nascera e se criara, cultivara algumas leituras e, em São Luís, tivera acesso à biblioteca dos jesuítas e às “palavras de Vieira sobre Sêneca e Klépero”, embora se mantivesse em silêncio para “não passar por esnobe para uns, soberbo para outros, desmiolado para muitos, perigoso para a guarda pretoriana do governador”. Sabe-se disso porque o romance é intercalado por anotações que teriam sido deixadas por Quirino.

  

                                                 II

A obra, porém, enfoca mais a luta de Quirino, que fora abandonado por Teodora, sua mulher, para dar à filha Maria um futuro promissor, já que ela seria moça pura e ingênua e que, hoje, provavelmente, haveria de ser rotulada como autista. Bela, “uma criança em corpo de mulher”, Maria se apaixona por Abelardo, filho de um comerciante como Quirino, mas os pais, em comum acordo, negam-se a autorizar o matrimônio, já que ambos teriam um desenvolvimento mental incompleto ou retardado, ou seja, seriam desvalidos, o termo mais usual à época.  Abelardo, filho de um latoeiro, segundo o próprio pai, não servia para nada, “apenas para caminhar pela cidade com as canecas, candeeiros e objetos de lata e flandres presos num pedaço de cabo de vassoura”, a vender bugigangas.

Apaixonados e revoltados com a intransigência dos pais, Maria e Abelardo fugiriam para as matas e nunca mais seriam encontrados. E a culpa por não ter permitido que os dois se casassem acaba por transformar a vida de Quirino, que, repudiado pela mulher que o chamava de “inútil”, viria a se afundar num estado de depressão que o levaria a embarcar, quatro anos depois, numa nau para o reino, onde tornar-se-ia padre inaciano.

Ficaria para trás uma vivência atribulada, em que cumpria votos de pobreza e andava pelas ruas de São Luís “vestido num camisolão, de barba grande e um cajado como um apóstolo dos tempos de milagre”. Retornaria ao mesmo convento em Lisboa onde fora seminarista e de onde partira para a colônia, sempre vivendo recluso e com medo de ser assolado pela “maldição de insanidade que acreditava ter perseguido sua família”.

Como já se pode ver por aqui, trata-se de uma narrativa rica e envolvente em que o autor, com rara habilidade estilística, conduz o leitor por uma época que prenunciava a separação da colônia americana, já que tem como pano de fundo uma revolta liderada por grandes proprietários de terra contra o estanco, o monopólio promovido pela Companhia Geral de Comércio do Maranhão, ou seja, “só se compra o que vem de Portugal e só se vende para a companhia”.

Uma rebelião que seria debelada com a chegada de Gomes Freire de Andrade (1636-1702), nomeado capitão-general e governador da capitania, com a condenação de Bequimão à morte por enforcamento. Embora a História considere essa uma revolta popular, fica claro que o que estava por trás, como na maioria das vezes, era o interesse das classes dominantes. E os pobres e os remediados, mais uma vez, teriam sido usados como massa de manobra.

 

                                                         III

Nascido em 1952 em São Luís, o maranhense Ronaldo Costa Fernandes é mestre em Literatura Hispano-americana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutor em Literatura pela Universidade de Brasília. Deu aulas de literatura na Universidade de Notre Dame, em South Bend, Indiana/EUA, em 1977, e na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante. Foi chefe do Setor de Arte e Cultura da Universidade Católica de Brasília de 1997 a 1998 e trabalhou na Secretaria Especial da Presidência da República em 1985.

Pertenceu ao quadro do Ministério da Cultura de 1980 a 2019. Foi coordenador da Fundação Nacional de Artes (Funarte), órgão ligado ao Ministério da Cultura, de 1995 a 2003. Cedido nesta época ao Senado, trabalhou no Conselho Editorial daquela Casa. Dirigiu, durante nove anos, o Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil em Caracas. Foi, durante três anos e meio, professor-convidado de Literatura Brasileira na Universidade Central da Venezuela.

É membro desde 2005 da Academia Brasiliense de Letras, cadeira 18, cujo patrono é o poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789). Recebeu, em 1996, a Medalha de La Ravardière, comenda da municipalidade da cidade de São Luís. Desde 2006, é membro da Academia Maranhense de Letras, tendo ocupado a vaga deixada pelo romancista Josué Montello (1917-2006), que foi presidente da Academia Brasileira de Letras (1994-1995). Ganhou os prêmios de Revelação de Autor da Associação Paulista de Críticos de Artes, Casa de las Américas e Guimarães Rosa.

Entre suas obras, estão os livros de poemas Estrangeiro (1997), Terratreme (1998), que recebeu o Prêmio Bolsa de Literatura da Fundação Cultural do Distrito Federal, Andarilho (2000), Eterno passageiro (2004), A máquina das mãos (2009), que ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Memória dos porcos (2012), O difícil exercício das cinzas (2014), Matadouro de vozes (2018), A invenção do passado (2022) e A trama do avesso (2024).

No gênero romance, lançou ainda João Rama (1979), Retratos falados (1984), O morto solidário (1998), Concerto para flauta e martelo (1997), O viúvo (2005) e Um homem é muito pouco (2010). Publicou também Manual de tortura (2007), contos, além de O narrador do romance (1996), O imaginário da cidade (2000), A ideologia do personagem brasileiro (2007) e A cidade na literatura (2016), todos no gênero ensaios. É autor das novelas O ladrão de cartas (1981) e Notícias del horto (1991). Adelto Gonçalves - Brasil

 

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O ano da revolta dos desvalidos, de Ronaldo Costa Fernandes. Rio de Janeiro, 7Letras, 138 páginas, R$ 65,00, 2024. E-mail: editora@7letras.com.br Site: www.7letras.com.br

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Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em terras d´el-rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os vira-latas da madrugada (José Olympio Editora, 1981; Letra Selvagem, 2015) e O reino, a colônia e o poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. Escreveu prefácio para Kenneth Maxwell on the Global Trends (Londres, Robbin Laird, 2024), lançado na Inglaterra. E-mail: marilizadelto@uol.com.br