Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Guiné-Bissau – Ordem dos Médicos aconselha não especialistas a realizarem cirurgias mediante autorização judicial

A Ordem dos Médicos da Guiné-Bissau (OMGB) aconselha os sócios que não sejam especialistas a só praticarem diferentes tipos de cirurgia nos hospitais do país apenas mediante uma autorização da justiça e das autoridades administrativas, em casos de urgência

O aconselhamento da OMGB consta de um comunicado de imprensa, a que a Lusa teve hoje acesso, assinado pelo bastonário da classe, Agostinho M'barco N'dumbe.

No documento, a ordem afirma ter tomado aquela decisão "dada à pressão exercida" sobre os associados, Lassana Ntchassó, médico, e Arlindo Quadê, enfermeiro, ambos sob investigação judicial, acusados de suspeita de negligência médica.

Ntchassó e Quadê estiveram detidos durante cinco dias nas celas da Polícia Judiciária em Bissau e, na segunda-feira, um juiz ordenou a sua libertação.

Estão a ser investigados pela justiça depois de Bernardo Catchura, líder do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI), ter morrido aos seus cuidados.

"Tendo em conta as circunstâncias da evolução da investigação do caso, a OMGB vem apelar os seus sócios que atuam e que não são especialistas nas valências de cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, ortopedia, e traumatologia, oftalmologia, pediatria, maxilofacial e otorrinolaringologia, a suspensão de todos os atos cirúrgicos", refere-se no comunicado.

O documento assinala que qualquer ato médico-cirúrgico que necessite de uma daquelas valências deve ser previamente comunicado à Procuradoria-Geral da República, autoridades administrativas, autoridade judicial e Polícia de Ordem Pública.

Aquelas entidades é que deverão gerir a urgência da situação para só depois permitir se o médico pode ou não atuar, realça-se no comunicado do bastonário da Ordem dos Médicos da Guiné-Bissau.

"A Ordem dos Médicos da Guiné-Bissau não se responsabiliza em caso de óbito surgido por falta de especialistas na cirurgia", sublinha o bastonário.

A organização pede a compreensão da população guineense, com a ressalva de que a decisão decorre da "circunstância em curso".

Num outro comunicado, a que a Lusa teve também acesso, um coletivo de técnicos que trabalham na unidade de cirurgia do hospital nacional Simão Mendes ameaça paralisar os trabalhos caso não haja melhorias de condições de serviço e ainda o pagamento de sete meses de subsídios em atraso.

A morte do ativista mereceu a reação da sociedade civil, que organizou manifestações em frente ao hospital nacional exigindo a melhoria das condições naquela unidade de Saúde.

O médico que assitiu Bernardo Catchura disse que o ativista morreu na sequência de complicações derivadas de uma oclusão intestinal, antes de ser submetido a cirurgia. In “Notícias ao Minuto” – Portugal com “Lusa”


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Angola - Missão Humanitária: Fundação Barraquer vai realizar 500 consultas e 250 cirurgias às cataratas em Luanda

A Fundação Barraquer, uma organização humanitária sem fins lucrativos, está a realizar em Luanda, desde ontem, Domingo, 7, e sexta-feira, 13, cerca de 250 intervenções cirúrgicas às cataratas no Hospital Geral de Luanda (HGL), numa iniciativa apoiada por duas instituições privadas angolanas



Esta operação de grande envergadura, sustentada em cerca de quatro dezenas de médicos e dezenas de voluntários, com apoio financeiro da Oshen Healthcare e a ABO Capital, em parceria com o Governo Provincial de Luanda (GPL), e que já teve outras três edições em Angola, tem como objectivo reduzir os casos de cegueira provocada por cataratas.

Segundo um comunicado divulgado pelos organizadores, a equipa da Fundação Elena Barraquer, chefiada por Elena Barraquer, médica especialista, vai proceder a cerca de 500 consultas e realizar 250 intervenções cirúrgicas totalmente gratuitas aos pacientes previamente escolhidos nas consultas, que terão lugar já a partir de Domingo, no HGL, e para onde os interessados se deverão dirigir.

Ainda de acordo com o mesmo documento, as intervenções contemplam o recurso a tecnologias inovadoras, como, entre outras, a aspiração da catarata "através de uma cânula", tornando os procedimentos médicos "mais eficazes" e curtos, para além de pouco evasivos, podendo os pacientes verificar os resultados meia hora após a cirurgia.

A Fundação Barraquer foi criada em 2003, por Joaquin Barraquer e os seus filhos, Elena e Rafael, com objectivo de resolver problemas oftalmológicos entre os mais carenciados e desfavorecidos e em zonas deprimidas do mundo.

Em Angola, nas quatro edições desta iniciativa, a Fundação Barraquer já realizou mais de 4 000 consultas e realizou 1 73 intervenções cirúrgicas às cataratas, proporcionando milhares de óculos aos seus pacientes.

No mundo inteiro, esta fundação espanhola, desde 2003, já realizou uma centena de expedições em países pobres, mais de 1350 cirurgias e apoios diversos programas de investigação e de cooperação internacional neste universo da oftalmologia. In “Novo Jornal” - Angola

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Portugal – Inovação em cirurgia da mão

Cirurgião português exporta técnica inovadora para tratar doenças da mão

A técnica inovadora e um conjunto de instrumentos cirúrgicos desenvolvidos por um cirurgião ortopedista português para o tratamento do Síndrome do Túnel do Carpo (STC) está a atrair a atenção dos mais conceituados especialistas mundiais em cirurgia da mão.

Depois de a aplicar com uma taxa de sucesso muito próxima dos 100% em mais de 180 pacientes portugueses, Dinis Carmo, o autor desta inovação mundial que permite uma considerável diminuição das dores incapacitantes a nível da palma da mão que caracterizam o período pós-operatório da patologia, está prestes a exportá-la para cinco países.

Os instrumentos cirúrgicos foram alvo de um processo de patente apresentado junto da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) em todos os países da União Europeia, bem como no Brasil, Austrália, Canadá, Japão, China, Coreia do Sul, Estados Unidos da América, México, Índia e Israel.

Após ter participado, no final de Março, no 34º Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão, realizado em Maceió, onde apresentou a técnica e os instrumentos cirúrgicos que concebeu para tratamento da STC, Dinis Carmo foi contactado por responsáveis da Universidade Federal de São Paulo, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e da Universidade Federal de Brasília, que pretendem utilizar o seu método e tecnologia.


“Fui igualmente contactado por dois distribuidores e por um grande fabricante, representante e distribuidor de material cirúrgico brasileiro, tendo em vista uma possível parceria, o que neste momento posiciona o Brasil como um país na linha da frente para ser o primeiro a nível mundial a registar uma utilização regular dos instrumentos e da técnica cirúrgica que desenvolvi”, revela Dinis Carmo.

De acordo com o cirurgião-ortopedista, que tem também sido contactado por diversos colegas provenientes de Santa Catarina, Porto Alegre, São Paulo e Salvador, a adaptabilidade dos instrumentos cirúrgicos que desenhou é o “segredo” que explica o grande interesse pelos seus inventos no Brasil.

“Este novo método é de uma grande simplicidade”

A STC é uma patologia da mão que afecta seis milhões de pessoas em todo o mundo, sobretudo mulheres a partir dos 35 anos de idade, e que se carateriza por fortes dores, formigueiros e adormecimentos nocturnos a nível do punho, mãos e dedos, decorrentes, na maioria dos casos, de actividades que implicam o uso repetitivo das mãos, como os teclados e os ‘ratos’ dos computadores – por isso é apelidada como uma “doença do século XXI”.

A inovação desenvolvida por Dinis Carmo permite a realização da intervenção cirúrgica sem cortes na palma da mão e sem recurso a instrumentos dispendiosos, facilitando uma cirurgia mais rápida e económica e proporcionando um período pós-operatório menos doloroso. A recuperação é mais rápida, existem menos efeitos secundários e reações adversas, e a cicatriz fica esteticamente próxima da perfeição, pois é efectuada a nível da prega palmar distal do punho, tornando-se praticamente indetectável após alguns meses.

“Este novo método é de uma grande simplicidade técnica, podendo ser realizado com um mínimo de experiência por parte do cirurgião, o que motivou o interesse de colegas de renome mundial, oriundos de Espanha, França, Itália, Suíça e Brasil, em avançar, desde já, com pedidos do conjunto de instrumentos necessários à cirurgia”, revela o cirurgião ortopedista do Porto.

“O facto de ser uma cirurgia guiada, através de uma incisão de apenas um ou dois centímetros, é uma clara mais-valia para o bem-estar do paciente pois, desta forma, evitam-se as dores pós-operatórias resultantes de incisões de dimensões apreciáveis e acelera-se a sua recuperação. Para mais, o facto de se dispensar a utilização de equipamento sofisticado e, por isso, muito dispendioso, permite que esta técnica possa ser praticada em larga escala”, conclui Dinis Carmo.

Passagem pela África do Sul

Dinis Carmo licenciou-se em medicina em 1976, tendo feito o seu curso na Faculdade de Medicina da Universidade do Coimbra.

Em Maio de 1982 ingressou no Serviço de Ortopedia do Hospital Baragwanath, Joanesburgo, República da África do Sul, onde esteve até Maio de 1987.

Em Maio de 1988 realizou o exame da especialidade de Ortopedia pela Ordem dos Médicos portuguesa (OMP), tendo sido aprovado por unanimidade, fazendo posteriormente a inscrição no Colégio da Especialidade de Ortopedia como médico especialista.

É desde 1994 director clínico e proprietário da Clínica Ortopédica Dr. Dinis Carmo, no Porto. In “Veja Portugal” – Portugal

CLÍNICA DR. DINIS CARMO
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