Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Equador - Quatro tartarugas gigantes de Galápagos 'caçadas e abatidas' por caçadores ilegais


As autoridades equatorianas estão investigando a “caça e abate” de quatro tartarugas gigantes de Galápagos ameaçadas de extinção.

Matar estas criaturas majestosas é ilegal desde 1933. De acordo com a lei equatoriana, qualquer pessoa considerada culpada de matar uma tartaruga gigante pode apanhar até três anos de prisão.

Mas, apesar dessas penalidades severas, o comércio ilegal de carne continua. Os guardas-florestais descobriram recentemente quatro carcaças de animais em Isabela, a maior ilha do arquipélago de Galápagos.

A Procuradoria Geral do Estado abriu uma investigação preliminar sobre as mortes.

The Galápagos Conservancy - uma ONG dedicada à vida selvagem – condenou o incidente como um “crime ambiental”.

“Este recente incidente de caça furtiva é particularmente notório, pois muito poucos indivíduos da subespécie Chelonoidis guntheri permanecem na natureza”, disseram eles em um comunicado.

“Devemos proteger as tartarugas gigantes e os ecossistemas dos quais elas dependem.”

O que são tartarugas gigantes e estão ameaçadas?

Existem 14 espécies diferentes de tartarugas gigantes de Galápagos, todas descendentes de um único ancestral. Todas elas são classificadas como vulneráveis, ameaçadas, criticamente ameaçadas ou extintas na Lista Vermelha da IUCN.

Estas criaturas majestosas geralmente vivem entre 80 e 120 anos e podem pesar até 417 kg.

Apesar da longa vida útil das criaturas, os seus números vêm diminuindo há anos. Existem agora cerca de 15000 restantes, abaixo dos 200000 em 1800.

A população foi devastada por espécies invasoras, que atacam os filhotes da tartaruga e roubam a sua comida.

Elas também estão sob ameaça de caçadores furtivos. A carne de tartaruga já foi considerada uma iguaria e ainda atrai um preço considerável no mercado negro.

Tragicamente, as quatro mortes recentes não são um incidente isolado. Em setembro de 2021, guardas-florestais descobriram as carcaças de 15 tartarugas – todas suspeitas de vítimas de caça. Euronews.green


 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

África do Sul - Caça furtiva de rinocerontes aumentou 50%

A caça furtiva de rinocerontes aumentou 50% na primeira metade de 2021 na África do Sul, onde vive a maior colónia do mundo destes animais, após em 2020 se ter registado uma diminuição de abates devido à pandemia

O Ministério das Florestas, Pescas e Ambiente sul-africano afirmou que, entre janeiro e o final de junho deste ano, 249 rinocerontes foram abatidos na África Austral.

“Embora este número seja superior ao número de rinocerontes mortos, pelos seus chifres, no mesmo período do ano passado, 166, é inferior aos 318 rinocerontes caçados nos primeiros seis meses de 2019”, disse este ministério do governo de Cyril Ramaphosa.

Como habitualmente, a maioria destas novas mortes (132) ocorreu no Parque Nacional Kruger (nordeste), uma das maiores reservas naturais de África e onde vive a maioria da população rinoceronte da África do Sul.

A África do Sul divulgou estes dados oficiais por ocasião do Dia Mundial dos Rangers, juntamente com uma mensagem de agradecimento aos encarregados da guarda da natureza selvagem da África do Sul, mesmo correndo risco das suas vidas.

Os números ascendentes para o primeiro semestre deste ano seguem-se a outro (2020) em que a caça furtiva destes grandes mamíferos em perigo de extinção tinha sido significativamente reduzida (-33%).

Mas este feito tinha sido alcançado em grande parte devido às circunstâncias especiais impostas pela pandemia, em particular as limitações à circulação, tanto dentro do país como internacionalmente, devido à pandemia de covid-19. A África do Sul manteve as suas fronteiras fechadas entre março e outubro de 2020. In “Milénio Stadium” - Canadá


sábado, 24 de julho de 2021

Angola - Parque Nacional da Quiçama ameaçado com abate de animais por caçadores furtivos

Caça furtiva periga vida selvagem no Parque da Quiçama. Girafas, elefantes e outros animais de grande porte são os mais abatidos. Vida dos predadores é facilitada pela degradação da cerca eléctrica. Ao NJ, Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente diz que tem conhecimento da situação e que tem optado por medidas pedagógicas de sensibilização


Considerado um santuário da vida selvagem em Angola, o Parque Nacional da Quiçama, em Luanda, corre o risco de perder esse estatuto. Em causa está o actual estado de abandono em que se encontra a reserva e o abate de animais praticado por caçadores furtivos. Trata-se de uma situação

sabida pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA), que, em resposta a um questionário enviado pelo Novo Jornal, admite ter conhecimento do crescimento da caça furtiva naquela reserva natural.

O MCTA acrescenta que o abate de animais de grande porte é feito por caçadores que entram no parque quer por via fluvial, quer terrestre, colocando armadilhas e com recurso a arma de fogo do tipo AKM. Em contrapartida, o ministério assegura que, como medidas preventivas e de forma a desencorajar essas práticas, tem "enveredado por medidas pedagógicas primárias junto às comunidades locais viradas para a sensibilização".

Numa visita ao parque e em conversa com alguns funcionários, o NJ apurou que os passeios turísticos deixaram de ser feitos há mais de uma semana, por falta de viaturas. A única disponível, por sinal recentemente adquirida, encontra-se avariada. Em virtude disso, quem deseja fazer safari para ver os animais tem de o fazer por meios próprios. Teresa Fukiady – Angola in “Novo Jornal”