Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Moçambique - Instituto Médio Politécnico gradua novos técnicos

O Instituto Médio Politécnico (IMEP), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, graduou, na passada sexta-feira, 11 de Outubro, em Maputo, um total de 56 estudantes formados em vários cursos.

Trata-se de 19 formandos dos cursos de Construção Civil, 19 de Contabilidade, 7 de Gestão, 10 de Informática e 1 de Hotelaria, que receberam os seus diplomas, na XV cerimónia de graduação do IMEP.

A construção de conhecimento, habilidades e atitudes sólidas, são os elementos necessários para se saber ser, estar e fazer numa sociedade responsável e competente, segundo referiu Narciso Matos, reitor da Universidade Politécnica, que discursava após a entrega de certificados e premiação dos cinco melhores formandos em representação de cada curso.

“Aos graduados faço votos de felicidades e sucesso. Sigam o exemplo da professora Natália Folgado, que volvidos 24 anos de carreira, passa para a reforma com reconhecimento”, acrescentou Narciso Matos.

Por sua vez, Isabel Zandamela, directora geral do IMEP, disse que a ocasião marca uma etapa nova na vida dos graduados, com a certeza de que as competências adquiridas contribuirão para o sucesso de cada formando na vida laboral ou aos que prosseguirem com os estudos.

“Esperamos que sejam profissionais de sucesso e melhorem o desempenho das instituições em que vierem a se enquadrar, porque parte significativa da força de trabalho não está devidamente qualificada, e este é o momento certo, para assumirem o desafio de reverter este cenário, com determinação e responsabilidade”, exortou Isabel Zandamela.

Na ocasião, Loide Kunhonha, graduada em Contabilidade, foi agraciada com um prémio de estágio profissional e material de trabalho, para além de incentivo financeiro, oferecido pela direcção do IMEP, como a melhor aluna com 17 valores.

“Primeiro quero agradecer a Deus por nos ter guiado e pela sabedoria que nos deu para conseguirmos realizar os nossos sonhos. Aos professores, tutores e encarregados de educação, agradecemos por terem acreditado e investido todo o vosso esforço em nós”, concluiu Loide Kunhonha, falando também em representação dos formandos.

Importa referir que desde a sua criação, o IMEP já graduou um total de 583 alunos. Os cursos do IMEP têm a duração de três (3) anos, funcionando nos turnos laboral e pós-laboral, e visam dotar os alunos de capacidades básicas para o ingresso no mercado de trabalho. In “Olá Moçambique” - Moçambique

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Portugal - Depois do Brasil, Angola é a segunda maior comunidade estudantil no ensino politécnico



Portugal já conta com mais de 3000 angolanos a frequentar o ensino politécnico, a segunda maior comunidade estudantil estrangeira no país, disse em Luanda o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

João Sobrinho Teixeira, que falava em Luanda após uma conferência sobre a importância do ensino politécnico para o desenvolvimento econômico no Centro Integrado de Formação Tecnológica (CINFOTEC), realçou a capacidade de Portugal em captar estudantes internacionais e a importância da língua portuguesa como fator de atração.

“Angola é, neste momento, o segundo país com maior número de estudantes estrangeiros em Portugal a seguir ao Brasil”, afirmou, sublinhando a “grande capacidade de captação de alunos estrangeiros”. O número de alunos estrangeiros deve aumentar este ano 40% face a 2018 e 150% relativamente aos quatro anos anteriores.

Além de fatores como a qualidade do ensino, posição das instituições nos ‘rankings’ custo de vida, segurança do país e o fato de ser um país europeu, Portugal beneficia de uma língua que é falada por 300 milhões de pessoas, adiantou.

“Gostava de transmitir, estando aqui em Angola, o valor que hoje representa para todos nós esta afirmação do mundo lusófono. É um valor imenso naquilo que nos une pela história, pelos laços de sangue e face ao que pode potenciar no futuro”, disse o mesmo responsável, apontando os estudantes estrangeiros que não querem apenas estudar na Europa, mas também aprender português, o que lhes proporciona “um mercado muito mais aberto quando voltam aos seus países”.

“As expectativas é que seremos 500 milhões [falantes de português] daqui a três décadas, com grande contributo de Angola que está em grande explosão demográfica e gostava de realçar o quanto, em conjunto, temos de retorno pela afirmação daquilo que é a afirmação da lusofonia”, referiu ainda o secretário de Estado.

Frequentam atualmente o ensino politécnico em Portugal cerca de 3200 alunos angolanos (número provisório) num total de 86 nacionalidades, onde se destacam os países lusófonos.

João Sobrinho Teixeira observou, por outro lado, que o sistema politécnico “não tem menos capacidade ou visibilidade do que o sistema universitário” e é crucial para o desenvolvimento das regiões, com um efeito multiplicador do investimento público, que chega a ser cinco vezes o valor inicial.

Luís Pais, vice-presidente do Instituto Superior Politécnico de Bragança, o maior do interior do país, e onde se encontra a maior comunidade de estudantes estrangeiros, com 70 nacionalidades, realçou a “riqueza” desta diversidade.

No Politécnico de Bragança que conta com 9000 alunos, mais de um terço são estrangeiros, dos quais a maior parte é proveniente de países de expressão portuguesa, com destaque para as comunidades de Cabo Verde e do Brasil

“Angola é uma comunidade em dimensão crescente”, com mais de 200 alunos desta nacionalidade, acrescentou.

Uma realidade multiculturalidade que enche Luís Pais “de orgulho” e que “mudou o DNA” da instituição: “se percorrer os corredores, vê alunos de todo o mundo, temos a certeza de que é uma riqueza para a nossa instituição ter toda essa multiculturalidade”.

O Politécnico de Bragança, tal como outros em Portugal, tem protocolos com instituições congêneres angolanas para receber alunos e docentes em mobilidade, disse, salientando o “histórico relacionamento com o instituto do Cuanza Sul”.

Assinalou ainda o papel das empresas não apenas como “um receptor passivo”, mas como um “ator ativo do próprio processo de lecionação e investigação das instituições politécnicas”

Portugal conta atualmente com 15 institutos politécnicos públicos e cinco escolas não integradas. In “Mundo Lusíada” - Brasil