Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 8 de março de 2019

Portugal - Financia bolsas a investigadores de língua portuguesa da CPLP

O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, I.P.), Luís Faro Ramos, e o diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Incanha Intumbo, assinaram no dia 28 de fevereiro, o ato de entrega pelo Governo da República Portuguesa ao IILP de uma contribuição voluntária no valor de 200 mil euros “para o desenvolvimento do programa de bolsas de cientista convidado do IILP por um período de três anos (2019-2021) durante o qual serão anualmente concedidas duas bolsas a investigadores de língua portuguesa para apoio a projetos do IILP”, informa uma nota divulgada pelo Camões, I.P.

O documento foi assinado na presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, e o Secretário Executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles.

O ‘Programa de bolsas: Cientista convidado do IILP’, que tem o apoio do Governo português, foi lançado pelo IILP para dinamizar o idioma comum ao espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Luís Faro Ramos sublinhou que este “estímulo” permitirá ao IILP reforçar as suas atividades e apelou aos restantes países da CPLP e aos observadores associados para que sigam o exemplo português e contribuam também com programas semelhantes para que a atividade do IILP “seja mais visível e tenha mais resultados”.

Na cerimónia de assinatura do protocolo, em Lisboa, foram reconhecidas as dificuldades que o IILP tem enfrentado para desenvolver as suas atividades devido à falta de meios humanos e financeiros, e fizeram-se apelos a outros países para que sigam o exemplo português.

O diretor executivo do ILLP, Incanha Intumbo, reconheceu que o instituto tem desenvolvido a sua missão a custo devido à “insuficiência financeira” e afirmou que os Estados-membros deviam esforçar-se para cumprir os seus compromissos a nível de contribuições (quotas), apesar de alguns terem “situações financeiras muito complicadas”.

O IILP quer realizar atividades nos países-membros, mas “isso tem custos em recursos humanos e materiais”, frisou Incanha Intumbo, acrescentando que, sem meios, não é possível realizar essas atividades.

Para Incanha Intumbo, este “apoio extraordinário”, que representa dois terços do orçamento do IILP, é “um marco” que vai “permitir levar o IILP às pessoas” e desenvolver mais programas no terreno.

O diretor executivo do IILP destacou a relevância da língua portuguesa, apontando estimativas que colocam o número de potenciais falantes de língua portuguesa entre 270 a 280 milhões, com impacto económico na internacionalização das empresas e nas trocas comerciais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, mostrou disponibilidade para que Portugal dê continuidade a esta contribuição extraordinária, mas sem se comprometer.

“Como nos casamentos, o amor começa por ser extraordinário e depois vai crescendo e, seguramente, aqui vai acontecer o mesmo”, desde que se deem os “passos certos” e os montantes sejam “bem administrados” para poder crescer “solidamente”, afirmou o chefe da diplomacia portuguesa.

Santos Silva acrescentou que o objetivo é apoiar o IILP na sua missão principal de promover a língua, com um programa que valoriza “a dimensão da investigação aplicada e aplicável ao ensino do português enquanto língua não materna”. In “Mundo Português” - Portugal

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Internacional - Equipa liderada por português descobriu mecanismo que atrasa Alzheimer



A equipa é liderada pelo investigador Cláudio Gomes do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Os cientistas descobriram um novo mecanismo bioquímico nas células nervosas que retarda a formação dos depósitos de agregados de proteína no cérebro, causadores da doença de Alzheimer.

A descoberta foi publicada no dia 29 de junho na revista científica ‘Science Advances’, da ‘American Association for the Advancement of Science’.

“A proteína S100B acumula-se junto das placas (depósitos) de amilóide nos cérebros com Alzheimer, e o nosso trabalho revela agora que essa ‘coincidência’ tem uma razão de ser, dado que descobrimos que a proteína S100B interage com a proteína beta-amilóide, atrasando a sua agregação”, explica Joana Cristóvão, estudante de doutoramento e primeira autora do estudo.

“Em estudos com culturas de células observamos que a proteína S100B reverte a toxicidade induzida por agregados da proteína beta-amilóide, o que reforça este novo papel na defesa anti agregação”, continua a jovem investigadora.

No seu entender, “esta investigação desvenda novas funções das alarminas S100 que serão comuns entre patologias neurodegenerativas para além da Doença de Alzheimer, o que abre perspetivas sobre a possibilidade de desenvolvimento futuro de terapias direccionadas para estes alvos”.

A doença de Alzheimer afeta milhões de pessoas em todo o mundo e resulta da acumulação de formas tóxicas da proteína beta-amilóide sob a forma de agregados que causam a morte dos neurónios, resultando em demência.

Esta investigação foi conduzida no BioISI – Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Portugal) em colaboração com investigadores do I3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (Portugal), Universidade de Freiburg (Alemanha) e Universidade Técnica de Munique (Alemanha). O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, Portugal), Fundação Bial (Portugal) e pelo Deutsche Forschungsgemeinschaft (Alemanha). In “Mundo Português” - Portugal

sábado, 5 de maio de 2018

Portugal - Investigador nacional premiado com distinção internacional



João Pedro de Magalhães, antigo aluno da Escola Superior de Biotecnologia da Católica no Porto, foi recentemente distinguido com o prémio ‘Carreira’ pela instituição Marie Curie Alumni. O prémio foi atribuído durante a conferência anual da instituição Marie Curie, que decorreu em Leuven, na Bélgica.

O galardão visa destacar e reconhecer a qualidade do trabalho centrado no estudo do genoma e no processo de envelhecimento humano desenvolvido pelo investigador.

O cientista, a trabalhar atualmente na Universidade de Liverpool, em Inglaterra, interessa-se sobre os mecanismos genéticos, celulares e moleculares que conduzem ao envelhecimento.

“O seu objetivo é o de promover o tratamento de doenças associadas ao envelhecimento e, assim, melhorar a qualidade de vida e a saúde, a longo prazo”, informa uma nota divulgada pela Universidade Católica no Porto.

João Pedro de Magalhães licenciou-se em Microbiologia, em 1999, na Escola Superior de Biotecnologia da Católica no Porto, e em 2004, já centrado na área do genoma e do envelhecimento, ingressou num pós-doutoramento na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América, onde acabou por integrar a equipa de investigação de George Church, pioneira nesta área.

Em 2008, João Pedro de Magalhães foi convidado pela Universidade de Liverpool a desenvolver e a liderar o próprio grupo de investigação em genómica aplicada e envelhecimento. “O galardão agora conquistado promove o elevado mérito do projeto de João Pedro de Magalhães”, elogia a Católica do Porto no mesmo comunicado.

A Escola Superior de Biotecnologia integra a Universidade Católica no Porto foi pioneira no lançamento da formação em Engenharia Alimentar em Portugal, há mais de 30 anos, oferecendo ainda a única licenciatura em Microbiologia existente no país. O suporte científico aos vários cursos é garantido pela investigação desenvolvida no Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), que detém o estatuto de Laboratório Associado e participa ativamente em mais de 40 redes nacionais e internacionais.

A Marie Curie Alumni (Associação Marie Curie de Antigos Alunos) é uma associação de investigadores que beneficiaram ou beneficiam de uma ‘Ação Marie Curie’ – recentemente denominada ‘Ações Marie Skłodowska-Curie’ no âmbito do pilar ‘Excelente Ciência’ do Programa Horizonte 2020 para a investigação, da União Europeia. Os investigadores que estão prestes a trabalhar num projeto Marie Curie são também elegíveis para participação, assim como supervisores e coordenadores de projetos Marie. O principal objetivo da associação é proporcionar aos seus membros um espaço onde possam compartilhar experiências e interesses. In “Mundo Português” - Portugal