Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Angola - Refinaria de ouro arranca em Novembro

ENDIAMA investiu cerca de 12 milhões USD

A ENDIAMA prevê iniciar a refinação de ouro localmente a partir de Novembro, com a entrada em funcionamento da primeira refinaria de ouro do país, anunciou recentemente o presidente do conselho de Administração da diamantífera estatal, Ganga Júnior, que afirmou que as condições estão a ser criadas para a implementação.

No âmbito do fortalecimento da cadeia de valor dos minerais nacionais, a ENDIAMA investiu cerca de 12 milhões USD para concretizar este projecto.

A infra-estrutura, cuja primeira pedra foi lançada em Junho de 2022, está a ser construída no Pólo Industrial de Viana em Luanda e deve arrancar já em Novembro.

O Governo prevê sair da produção anual de 8,72 milhões de quilates de diamantes para 17,53 milhões até 2027. A estratégia passa também pela execução dos projectos de prospecção e exploração de diamantes identificados até 2025 e optimizar a produtividade dos projectos diamantíferos a fim de se alcançar os níveis de produção programados e aproximar aos lugares cimeiros de produção mundial.

Apesar dos baixos níveis de produção de ouro em Angola, em 2023 o ministério dos Petróleos e Recursos Minerais descartou o recurso à importação de ouro bruto de países vizinhos como a RD Congo, Zâmbia ou Namíbia. In “Expansão” - Angola


quarta-feira, 7 de maio de 2025

Moçambique - Anuncia construção de refinaria de combustíveis

Moçambique terá uma refinaria com capacidade para a produção de 200 mil barris por dia de combustíveis líquidos. De acordo com o Presidente da República, o empreendimento deverá ser implementado em 24 meses.



Uma refinaria com capacidade para produzir gasolina, gasóleo, nafta e jet A1, para abastecer o mercado nacional e regional, poderá ser instalada no país, na sequência da assinatura de um memorando de entendimento.

Com capacidade para processar 200 mil barris por dia de combustíveis e o respectivo armazenamento, a infra-estrutura vai tornar Moçambique um actor relevante nos combustíveis líquidos, segundo avança o Presidente da República.

“Este projecto, a ser implementado num período máximo de 24 meses, permitirá o acréscimo da capacidade de armazenagem em 160 mil toneladas métricas para combustíveis líquidos e 24 mil toneladas métricas para GPL – Gás de Petróleo Liquefeito”, disse o Chefe de Estado. 

Um outro acordo entre Moçambique e Zâmbia vai permitir a criação de um gasoduto entre as cidades da Beira, no centro do país, e Ndola, na Zâmbia.

“Com a previsão de comissionamento dentro de 4 anos e um investimento de cerca de 1.5 biliões de dólares norte-americanos, o gasoduto terá a capacidade para o transporte de 3.5 milhões métricos de toneladas por ano e engloba a construção de infraestruturas de armazenamento em ambas províncias, portanto, província de Sofala, na cidade da Beira, e Ndola, na Zâmbia”, explicou. 

Estas novidades foram apresentadas, nesta quarta-feira, em Maputo, pelo Chefe de Estado, na Conferência e Exposição de Mineração e Energia. No evento, Daniel Chapo reiterou que o projecto de gás Rovuma LNG avança em 2026. 

“Esforços estão sendo levados a cabo no sentido de, ao longo do próximo ano, arrancarmos com o Projecto Rovuma LNG, Gás Natural Liquefeito, avaliado em 27 biliões de dólares, que está sendo liderado pela ExxonMobil”. 

Enquanto, o Coral Sul, projecto liderado pela Eni, na Bacia do Rovuma, já exportou mais de 117 carregamentos de gás desde que arrancou em 2022. In “O País” - Moçambique


domingo, 25 de agosto de 2024

Namíbia – Deveria construir uma refinaria de petróleo afirma o presidente da Associação de Empresas de Comercialização de Petróleo do Gana

A Namíbia foi aconselhada não apenas a produzir petróleo, mas também a considerar processá-lo localmente


Riverson Oppang, presidente-executivo da Associação de Empresas de Comercialização de Petróleo do Gana, diz que o país deveria seguir o exemplo do Mali e construir uma refinaria, afirmou na conferência sobre petróleo e gás em Windhoek.

A Namíbia não deve esperar até começar a produzir petróleo antes de considerar uma refinaria, disse.

“Como ganês, sinto-me muito triste e arrependido pelo meu próprio país, que levou todos esses anos para entender a importância de toda a indústria do petróleo natural.”

Oppang disse que ter uma refinaria permitiria ao país tornar-se um exportador líquido de petróleo.

“Hoje, 95% dos recursos minerados na África são exportados. Diga o que quiser, cacau, ouro, café, tudo é exportado no seu estado bruto e importado de volta”, disse.

Isso significa que a África vende produtos a um preço mais baixo para comprar os produtos refinados de volta a um preço mais alto, disse ele.

Oppang disse que uma refinaria permitiria à Namíbia ter algum controlo sobre o preço do combustível.

“A China é o único país no mundo que entende a importância da matriz energética ou da eletricidade, porque entende que é uma ferramenta para a industrialização”, disse Oppang.

Ele acredita que os sonhos ambiciosos da Namíbia de se tornar o centro energético da África só podem acontecer por meio de boas políticas e capacidade.

“O centro de energia que a Namíbia quer construir enfrentará muitos obstáculos. Mas se eles conseguirem, isso vem com algum risco.”

Constatou que outros países africanos, como Líbia e Nigéria, tiveram a mesma oportunidade, mas falharam.

“A Namíbia tem os recursos para se tornar o centro energético da África, no entanto, isso só pode acontecer se o país implementar as políticas certas e desenvolver capacidade.” Shania Lazarus – Namíbia in “The Namibian”


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Angola - Obras da Refinaria de Cabinda avançam no próximo ano

As obras de construção da primeira fase da refinaria de Cabinda, avaliadas em 230 milhões de dólares, iniciam em Junho do próximo ano, segundo avançou, em Cabinda, o presidente da GEMCORP, Reginald Crawford


De acordo com o responsável, o grupo já começou a contratar os principais investidores de prestação de serviços para a execução dos trabalhos da primeira fase.

Conforme explicou, o custo global da execução das obras de construção da refinaria, localizada em Malembo, numa área de 313 hectares, está estimado em 920 milhões de dólares, divididos em três fases de implementação.

Para Reginald Crawford, os trabalhos da primeira fase, previstos para Junho, deverão ser concluídas em 2022, com uma capacidade inicial de processamento de 30 mil barris de petróleo por dia.

O gestor trabalhou em Cabinda, onde esteve acompanhado dos membros do Conselho de Gestão da refinaria, integrado pelas empresas Sonangol e a GEMCORP.

Dois mil empregos

O objectivo foi de constatar o estado do terreno, onde vai ser implementado o projecto. Na ocasião, adiantou que a segunda e terceira fase, cujo termo está previsto para 2024, vão tornar o empreendimento numa refinaria de conversão total.

"A refinaria vai trazer um grande impacto económico para a província, com a criação de dois mil postos de trabalho. O projecto contempla, igualmente, um investimento avaliado em 700 mil dólares para o apoio às acções sociais junto das comunidades locais, no quadro da responsabilidade social da GEMCORP”, referiu.

Na ocasião, o governador provincial, Marcos Nhunga, mostrou-se satisfeito com o arranque dos trabalhos da construção da refinaria, o que vai contribuir no desenvolvimento económico da região e na diminuição dos índices do desemprego no seio dos jovens locais.

"É uma mais-valia o início das obras da refinaria de Cabinda, factor que vai impulsionar o crescimento económico da província mais ao Norte do país. Esta acção vai, igualmente, contribuir na diminuição dos índices de desemprego no seio da juventude”, sublinhou.

Impacto

Com a construção da refinaria, na comuna de Malembo, começa assim a tornar-se esta localidade numa Zona Económica Especial (ZEE), como a de Luanda, por ser lá onde também vai ser, igualmente, construído o Pólo Industrial de Fútila, um empreendimento que irá albergar várias unidades fabris, incluindo as de apoio à indústria petroquímica, servindo-se de um corredor para o resto do continente africano, com enormes valências para o empresariado. In “Angola 24 Horas” - Angola



sábado, 6 de julho de 2019

Angola - Assinado contrato do terreno para a refinaria de Cabinda


O contrato de direito fundiário para o terreno onde vai ser construída a futura refinaria de Cabinda foi assinado ontem pelo governador provincial, Eugénio Laborinho, e o presidente do conselho executivo da Sonaref, Joaquim Kiteculo



Segundo a Angop, a refinaria, a ser construída na planície do Malembo numa área equivalente a 313 campos de futebol, vai ter uma capacidade de processamento de 60 mil barris de petróleo por dia, para a produção de gasóleo, gasolina, fuel oil e Jet A1.

Em declarações à imprensa, no final da assinatura do contrato, o governador Eugénio Laborinho disse ser um gesto muito importante, porque o sonho da população vai tornar-se realidade. O presidente do conselho executivo da Sonaref, Joaquim Kiteculo, disse que o primeiro passo será a preparação das infra-estruturas num período de sete a oito meses para a mobilização das empresas para a construção das infra-estruturas, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2022. A conclusão do projecto da refinaria de Cabinda está prevista para finais de 2021.

No negócio, a United Shi-ne (90%) e a Sonaref (10 %) constituem o consórcio a quem a Sonangol adjudicou o contrato para construção do empreendimento. A United Shine, operadora do projecto, trabalha na planificação de todos os aspectos de engenharia e logística para arrancar com o trabalho de construção da refinaria. Em Fevereiro, a United Shine anunciou que estava a negociar com um sindicato de bancos um financiamento para a implementação do projecto da refinaria. In “Angola 24 horas” - Angola com “Angop”


quinta-feira, 6 de junho de 2019

Guiné Equatorial – Pretende construir refinaria de Cabinda e investir no setor do gás em Angola

A Guiné Equatorial manifestou ao Governo angolano o interesse em construir, de raiz, a refinaria de Cabinda, pretendendo também investir no setor do gás, disse à agência Lusa o ministro das Minas e Hidrocarbonetos equato-guineense.

Segundo Gabriel Mbaga Obiang Lima, que se encontra em Luanda a participar na conferência Angola Oil & Gas 2019, a manifestação do interesse das autoridades de Malabo já foi expressa ao Governo angolano, sublinhando a vontade de criar parcerias face à experiência da Guiné Equatorial quer na construção de refinaria quer no gás.

"Viemos também para ver oportunidades de investimento. Queremos criar parcerias entre as petrolíferas para que comecem a trabalhar em conjunto, em concessões, etc. Mas um setor crítico [em Angola] é o da refinaria. Sabemos que têm planos para construir uma nova refinaria, pelo que estamos interessados em trabalhar desde o início com Angola, quer como parceiro quer como cliente", afirmou em inglês Gabriel Lima.

Segundo o também filho do Presidente equato-guineense, Malabo está interessada na construção da refinaria de Cabinda, salientando que pode ser também uma porta de entrada para outros investimentos em Angola por parte da Guiné Equatorial, um dos principais produtores de petróleo em África.

"A outra intenção é investir no gás. O gás é muito importante para nós. Temos imensa experiência, temos um plano para o metanol, temos planos para o gás destinado à energia. Acreditamos que temos muita experiência no setor e que poderemos trabalhar em conjunto com Angola para o desenvolver", declarou.

Questionado pela Lusa sobre as razões que levaram, só agora, as autoridades equato-guineenses a apostar em Angola, Gabriel Lima referiu que "são as mesmas" pelas quais a Guiné Equatorial optou por não aderir à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), avançando com um 'mea culpa'.

"[Não começámos a trabalhar com Angola há mais tempo] pela mesma razão que não aderimos à OPEP. Quando temos a bonança, quando temos muito dinheiro, acreditamos que não precisamos da ajuda de ninguém, porque com o dinheiro pode comprar-se tudo. É só quando se começa a ter problemas é que começamos a pensar que a cooperação é boa", admitiu, reconhecendo os "erros" do passado.

"Sim, conhecemo-nos [Angola e Guiné Equatorial], mas não trabalhamos em conjunto e isso foi um erro que necessita de ser corrigido em vez de se responsabilizar alguém. Isto tem de parar. É preciso voltar atrás, reentrar e ver como se poderá caminhar em conjunto e é isso que estamos a fazer agora", acrescentou.

Sobre a participação no Angola Oil & Gas, o ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial admitiu que veio à procura de oportunidades de investimento, pois no certame estão muitos dos grandes 'players' internacionais do setor, não só em Angola como também noutros países.

Elogiando as reformas em curso no setor do petróleo e gás em Angola, Gabriel Lima referiu que a presença da Guiné Equatorial no evento deve-se também ao facto de o país estar a celebrar o Ano Internacional da Guiné Equatorial, o que permite que o país participe "em muitas conferências africanas ligadas ao setor". In “Angola 24 Horas” - Angola