Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

São Tomé e Príncipe - Instituto Marquês de Valle Flôr e Governo renovam acordo de assistência médica


São Tomé – As autoridades são-tomenses acordaram na passada segunda-feira, na cidade de São Tomé, com a ONG portuguesa, Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), a assistência sanitária ao país por mais 12 meses.

Segundo Ahmed Zaky, Director de Projectos do IMVF, após um encontro na cidade de São Tomé, capital do arquipélago, com o ministro da Saúde, Edgar Neves, o acordo por mais 12 meses vai compreender o “reforço de assistência médica tendo em conta a conjuntura mundial da pandemia do Covid-19”.

Neste âmbito, Zaky, afirmou que a sua organização agendou para breve a oferta de mais um auxílio sanitário para o reforço do combate à pandemia do Covid-19 em São Tomé e Príncipe.

Disse que além de assistência global, as partes discutiram nomeadamente a assistência na especialidade no hospital central e principal unidade sanitária do país, “Hospital Central Dr. Ayres de Menezes”, mormente a formação de quadros, telemedicina, imagiologia e outros serviços afins.

Criada em 1951 como instituição privada lusa de utilidade pública, o IMVF é uma fundação para o desenvolvimento e a cooperação internacionais em múltiplas dimensões e iniciou a sua actividade como ONGD em 1988 em São Tomé e Príncipe.

E destas intervenções no arquipélago são-tomense, destaque para o conhecido projecto de cariz nacional, o “Projecto Saúde Para Todos”. Manuel Dênde – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”  


 

Macau - Conferência sobre as oportunidades de cooperação académica entre a China e os países de Língua Portuguesa no âmbito da Grande Baía

O coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM destacou ontem as vastas oportunidades que as instituições académicas dos países lusófonos vão encontrar no âmbito da Grande Baía, sobretudo em termos de inovação em áreas como serviços financeiros “verdes”, economia marítima, saúde e turismo. Joaquim Ramos de Carvalho descreveu a inclusão da Grande Baía no programa de circulação dos estudantes dos países lusófonos e o reconhecimento de qualificações como “mecanismos úteis” para ultrapassar os entraves no grande processo da integração


O Instituto Politécnico de Macau (IPM) acolheu uma conferência sobre as oportunidades de cooperação académica entre a China e os países de Língua Portuguesa (PLP) no âmbito da Grande Baía, com Joaquim Ramos de Carvalho, coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM, como orador.

Antes da conferência, Joaquim Ramos de Carvalho lembrou aos jornalistas que as Linhas Gerais para o Planeamento e Desenvolvimento da Grande Baía publicadas em 2018 incluem muitas referências específicas aos PLP – não apenas sobre o comércio e investimento, mas também inovação, aplicação de ideias científicas na indústria e atracção de jovens talentos. Na sua visão, tal significa uma oportunidade para as instituições académicas dos PLP, que podem, através da RAEM, participar no desenvolvimento desta região que será uma das “mais dinâmicas” do mundo.

Para o coordenador do Centro Internacional Português de Formação, os talentos, incluindo os lusófonos, serão muito procurados no futuro com esta estratégia nacional da China. “O plano da Grande Baía tem uma série de plataformas previstas e instrumentos que visam facilitar isso especificamente para os PLP através de Macau, de modo que eu acho que vai haver muito interesse dos jovens e das instituições académicas dentro das instituições daquelas entidades que procuram promover o empreendedorismo, a inovação, a internacionalização dos graduados. Acho que vai haver um potencial enorme”, previu.

Com o desenvolvimento da Grande Baía, o antigo vice-reitor da Universidade de Coimbra acredita que a formação de quadros bilingues vai continuar a expandir-se em Macau, pelo que haverá cada vez mais procura e oportunidades para os que dominam Chinês e Português.

Na sua perspectiva, as áreas com mais potencial de desenvolvimento na Grande Baía serão os serviços de apoio ao comércio e investimento, financeiros, sobretudo economia verde, economia marítima, saúde, turismo e lazer. “Há muitas potencialidades que também vejo na área da saúde, por exemplo, na medicina tradicional chinesa e na sua cooperação com a medicina ocidental”, detalhou.

“Há muitas áreas em que Macau está muito bem posicionado dentro da Grande Baía. E seguramente que do lado dos PLP, vai haver muito interesse nessas áreas”, defendeu.

“Mecanismos úteis” para quebrar entraves

Por outro lado, o orador da conferência recordou que as instituições académicas estão a enfrentar desafios como “superar a situação da pandemia e meter as pessoas com contextos em que podem comunicar e fazer circular a informação”. “Prevejo que vai haver muita apetência de informação sobre a Grande Baía no mundo académico dos PLP”, afirmou.

Mas, neste aspecto, Joaquim Ramos de Carvalho disse ser preciso encontrar os canais para as informações chegarem às “pessoas certas” nas instituições que têm vontade de procurar novas oportunidades para cooperar com esta região.

O académico também antevê dificuldades no processo de integração regional “como aconteceu na Europa ou na América do Sul”, em relação a “colocar as instituições académicas e as pessoas a comunicar”.

“Mas, por isso sabemos também quais são os mecanismos que são úteis, como mobilidade curta, mobilidade de estudantes e professores, mas também funcionários, reconhecimento de formação que os estudantes possam fazer parte do curso ou parte dos seus créditos do curso noutra instituição”, sustentou, apontando estas medidas como mecanismos para superar as dificuldades.

Quanto ao reconhecimento de qualificações, o responsável do IPM encarou como “um passo em frente” o facto da Associação das Universidades de Língua Portuguesa ter criado um programa de mobilidade dos estudantes dentro dos PLP. Mesmo assim, alertou para a importância de “ver detalhes”, em particular, a hipótese de incluir a área da Grande Baía no programa de circulação dos estudantes dos países lusófonos. “Porque os problemas nessa área são sempre de detalhe, a vontade de fazer é muito forte”, ressalvou.

Nesta vertente, apelou a que “as pessoas sejam responsáveis pelos programas académicos, pelos reconhecimentos das qualificações, pela conversão das notas” e que, “essas pessoas juntas acordem métodos para que sejam atraentes para os estudantes”. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

FESTin, 12º Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa


Cidade da Praia – A organização do Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa (FESTin) informa que estão abertas até 31 de Março as inscrições para a 12ª edição do festival do cinema da lusofonia, realizado anualmente em Lisboa, no Cinema São Jorge.

Em comunicado, a comissão organizadora do FESTin avança que desde o ano passado, o evento passou a ser realizado no formato online, através da plataforma de streaming FESTin ON (https://festinon.com) e que o referido festival tem se constituído como referência no sector, por ser o único evento permanente em Portugal dedicado exclusivamente à cultura cinematográfica dos países de língua portuguesa.

De acordo com a nota, a programação é composta por produções oriundas dos nove países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Nesta edição, o festival tem quatro mostras competitivas e uma programação diversificada de mostras paralelas, como a tradicional Mostra Cinema Brasileiro, Mostra Festinha (dedicada à infância), Mostra FESTin+, entre outras.

O regulamento para candidaturas de produções cinematográficas nos formatos longas-metragens de ficção/animação, longas documentário, curtas-metragens e filmes infantis pode ser conferido aqui.

A mesma fonte informa ainda que, para candidatarem-se, os filmes precisam ser falados em língua portuguesa (predominantemente), terem sido finalizados de Agosto 2019 a Março 2021, e serem inéditos na cidade de Lisboa.

O Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa é um evento internacional que busca fomentar a difusão, a interculturalidade, a inclusão social e o intercâmbio cultural, através da realização de um evento comprometido com a divulgação de diferentes culturas e práticas de respeito à diversidade presente na matriz da língua portuguesa.

Ao longo de sua história o FESTin já exibiu quase 900 filmes, trouxe a Lisboa mais de 240 realizadores, actores e produtores, e fez 22 itinerâncias por diversas cidades de Portugal e no exterior. Sua programação é constituída também por actividades paralelas voltadas ao diálogo, a difusão e a formação no âmbito do audiovisual, como o Conexões FESTin, com painéis, workshops e sessões de pitching.

Em 2020, o FESTin lançou sua plataforma streaming com o objectivo de ampliar a difusão e promoção do conteúdo audiovisual de todos os países falantes de língua portuguesa, para além dos ecrãs dos cinemas. O festival passa, desde então, a decorrer em formato presencial e online. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

Moçambique - Organização Médicos Sem Fronteiras alerta para milhares de deslocados em Cabo Delgado

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para a situação de milhares de deslocados de guerra dispersos em áreas de “acesso impossível”, devido à insegurança, na província moçambicana de Cabo Delgado, defendendo uma abordagem inclusiva na assistência humanitária


“Temos quatro distritos de acesso impossível para a assistência humanitária a milhares de deslocados em Cabo Delgado”, afirmou Alain Kassa, representante da MSF em Moçambique.

Alain Kassa falava num seminário sobre a situação humanitária em Cabo Delgado, organizado pelo Instituto de Estudos Económicos e Sociais (IESE), uma entidade moçambicana de pesquisa independente.

Os distritos de Mocímboa da Praia, Muidumbe, Macomia e Quissanga, na província de Cabo Delgado, região norte, são os que acolhem refugiados sem acesso a nenhum tipo de assistência humanitária, porque são os mais duramente atingidos pela ação de grupos armados, afirmou.

Citando dados das Nações Unidas e do Governo moçambicano, o representante da MSF apontou que mais de 600 mil pessoas fugiram dos distritos afetados pelo conflito armado para distritos seguros na província de Cabo Delgado e nas províncias vizinhas de Nampula e Niassa, norte, e Sofala e Zambézia, centro.

“A assistência humanitária que tem sido prestada aos deslocados em centros de reassentamento é insuficiente, porque não têm sido canalizados apoios à altura das necessidades”, destacou.

A alimentação, água, cuidados de saúde, higiene, atividades de geração de renda e abrigo constituem os bens necessários com maior urgência para os deslocados da violência armada em Cabo Delgado, apontou Alain Kassa.

Kassa referiu igualmente a necessidade de vacinação dos deslocados de guerra, contra várias doenças, como outras das carências com que as vítimas da guerra naquela região se debatem.

Sobre as necessidades financeiras para a assistência humanitária às vítimas do conflito armado, o representante da MSF apontou dados das Nações Unidas, cuja última atualização fixou em 35,5 milhões de dólares (29 milhões de euros) o montante necessário para uma resposta humanitária rápida.

Por seu turno, Fonseca Mateus, padre e antropólogo residente na cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, defendeu a necessidade de criação de condições de ocupação para adolescentes e jovens, visando impedir o seu recrutamento por grupos armados na região.

“Se se diz que o desemprego e falta de ocupação foram favoráveis ao recrutamento de jovens para os terroristas, então tem de se proporcionar ocupação aos jovens e adolescentes obrigados a fugir dos distritos afetados pela violência”, declarou Fonseca Mateus.

A situação, prosseguiu, vai encorajar os jovens e adolescentes deslocados a abandonarem os locais de acolhimento e a entregar-se a atividades nocivas.

O número de deslocados devido ao conflito armado em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, subiu em dezembro para 670 mil pessoas, anunciaram as Nações Unidas na mais recente atualização de dados compilados pelas agências humanitárias.

Além das pessoas que fugiram das suas casas, na maioria crianças e jovens, muitas comunidades que os recebem estão sob pressão e estima-se que haja 950 mil pessoas “a enfrentar fome severa” nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula – sendo 242 mil crianças com desnutrição grave.

Os ataques armados crescem desde 2017, alguns foram reivindicados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde há ano e meio, mas não há certezas sobre quem está por detrás da violência organizada que tem sido combatida pelas Forças Armadas e de Defesa de Moçambique (FADM).

Cabo Delgado é uma região rica em pedras preciosas, madeiras e local onde avança o maior investimento privado de África, para extração de gás natural a partir de 2024.

Diversos relatórios internacionais indicam que a costa da província também faz parte de uma das rotas de tráfico de droga, sobretudo heroína. In “África 21 Digital” – Brasil com “Lusa”


Timor-Leste – Escola reabilitada e uma nova construção escolar no Município de Manatuto com o apoio do Japão

Díli – O Governo japonês disponibilizou, no âmbito do Programa de Assistência da Segurança para a Comunidade (GGP, em inglês), cerca de 182 mil dólares americanos para a reabilitação da Escola Técnico-Vocacional (ETV) de Dom Bosco de Fatumaca e do Ensino Básico Filial (EBF) de Fatulaun.

O Embaixador de Japão em Timor-Leste, Kinefuchi Masami, deu, no seu discurso, detalhes sobre as verbas alocadas para cada estabelecimento de ensino.

 “Alocámos 90909 dólares para [a ETV de] Dom Bosco de Fatumaca para a reabilitação do telhado, que será implementada pela própria escola durante um ano. Já 90781 dólares são destinados à construção de um novo edifício do EBF Fatulaun, em Laclubar, no Município de Manatuto. Este projeto estará a cargo da Fundação Leobatu, cuja duração prevista é de oito meses”, disse o Embaixador, esta terça-feira (23/02) no seu discurso, no âmbito da cerimónia de assinatura do contrato de subvenção, no edifício da Embaixada do Japão.

O diplomata pediu ainda aos dirigentes das escolas que prestassem maior atenção aos projetos de manutenção e construção destes estabelecimentos escolares de modo a beneficiar os estudantes e toda a comunidade escolar.

Já o Ministro da Educação, Juventude e Desporto (MEJD), Armindo Maia, agradeceu ao Governo nipónico o apoio incondicional a Timor-Leste desde a restauração da sua independência, principalmente no setor da educação.

O governante espera ainda que este apoio possa beneficiar as duas escolas, essencialmente a aprendizagem dos estudantes.

“O MEJD é um dos beneficiários destes projetos. Agradecemos o apoio do Governo do Japão. Cabe-nos a nós, agora, assegurar a manutenção das obras”, concluiu. In “Timor Post” – Timor-Leste

 

Vietname – Maior caverna do mundo está ameaçada

Son Doong, a maior caverna do mundo, é um modelo de ecoturismo aberto a visitas há oito anos no coração da selva vietnamita, mas está ameaçada por projectos turísticos


Escavado e erodido ao longo de milhões de anos, o labirinto subterrâneo de Son Doong chega a atingir 200 metros de altura nalgumas áreas, o suficiente para conter um bloco de arranha-céus de 40 andares. O interior abriga um túnel de mais de cinco quilómetros, uma barreira de calcita com 90 metros de altura – conhecida como a “Grande Muralha do Vietname” – e estalagmites e estalactites gigantescas.

Em 1991, Ho Khanh, morador da zona, descobriu a caverna por acaso, quando encontrou a entrada e ouviu o som de um rio no interior. Estava escondida no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang, Património da UNESCO. Quando tentou voltar à caverna, não conseguiu encontrar a abertura, escondida no meio da exuberante selva, e o lugar caiu no esquecimento durante quase 20 anos.

Em 2009, Khanh e uma equipa de investigadores britânicos localizaram a entrada e, quatro anos depois, uma parte foi aberta para turistas. Desde então, apenas uma agência de viagens, “Oxalis”, foi autorizada a explorar o local, para limitar o número de visitantes e, assim, evitar erros cometidos em locais emblemáticos do país, como a Baía de Ha Long ou as praias de Nha Trang, ameaçadas pelo turismo de massa.

Anualmente, apenas algumas centenas de visitantes entram em Son Doong, tendo de pagar cerca de 60 dólares por visita e 3.000 por quatro dias de exploração.

Ho Khanh, actualmente com 52 anos, diz aos jovens da região que o “seu principal dever é proteger o meio ambiente para que a exploração (do lugar) beneficie também os nossos filhos”.

O dinheiro arrecadado é uma bênção para a população desta região pobre do centro do país. Antes, os jovens iam ao parque nacional para cortar ilegalmente a madeira de agar, usada para fazer incenso. Outros caçavam civetas e porcos-espinhos, espécies ameaçadas de extinção. “Estávamos sempre sob a ameaça dos guardas florestais (e) não fazíamos nada de bom para a natureza”, admitiu à AFP Ho Minh Phuc, antigo lenhador que se tornou carregador de grupos autorizados a explorar a caverna.

Entre guias, carregadores e proprietários de pequenos alojamentos turísticos, cerca de 500 locais vivem graças a Son Doong e a outras cavernas gigantescas do parque nacional.

Contudo, a caverna enfrenta muitas ameaças, conforme alertou a UNESCO em 2019. Um projecto de teleférico para Son Doong foi abandonado, mas outro para chegar a uma caverna localizada a 3,5 km de distância ainda está em estudo. Isso provocará “uma mudança radical na natureza das ofertas turísticas propostas” e, “sem dúvida, haverá um impacto irreversível no meio ambiente, em grande parte preservado”, advertiu a UNESCO.

A pandemia atingiu severamente o turismo no Vietname, que, uma vez superada a crise sanitária, poderá ceder aos investidores e desenvolver infra-estruturas em torno das cavernas do parque, alertam os especialistas. As autoridades implementaram “políticas de protecção muito boas, mas muitas vezes ignoram-nas”, lamentou Peter Burns, consultor que trabalhou num projecto de turismo sustentável no Vietname.

Para o carregador Phuc, após a pandemia, é essencial não sucumbir ao turismo de massas em Son Doong. “Isso seria terrível. Esta maravilha natural seria reduzida no espaço de anos e o nosso sustento desapareceria”, frisou. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências Internacionais”


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Cabo Verde - OMS doa equipamentos hospitalares e informáticos para reforçar a luta contra a pandemia


Cidade da Praia – A Organização Mundial da Saúde (OMS) entregou hoje ao Ministério da Saúde e Segurança Social equipamentos hospitalares e informáticos para reforçar a luta de Cabo Verde contra a pandemia da covid-19 e apoiar no tratamento.

Durante a cerimónia de entrega, que decorreu esta tarde, na Cidade da Praia, o representante da OMS em Cabo Verde, Hernando Agudelo, afirmou que a doação insere-se no âmbito da capacidade de resposta ao novo coronavírus e esta avaliada em mais de 300 mil dólares (cerca de 24 mil contos).

Segundo explicou, trata-se de donativos que incluem aparelhos de oxigénio terapia, monitores, reagentes para laboratórios de virologia, computadores portáteis e acessórios que serão distribuídos aos hospitais e estruturas de saúde do país.

 Hernando Agudelo aproveitou a oportunidade para avançar que a OMS está a trabalhar no sentido de Cabo Verde adquirir a vacina no âmbito da iniciativa Covax, e mostrou a “total disponibilidade e abertura” em continuar a apoiar o Ministério da Saúde.

“Estamos a fazer todos os processos necessários para que a vacina possa chegar a Cabo Vede o mais rápido possível para começar com a campanha de vacinação, que inicialmente irá abranger as pessoas que estão na linha da frente da covid-19”, referiu.

Por seu turno, o ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, enalteceu a “excelente cooperação” e o apoio da OMS, que desde a primeira hora ajudou o país a nível do laboratório, dos recursos humanos e equipamentos, sempre em concertação e necessidades do arquipélago.

“Desde sempre, a OMS e as Nações Unidas têm apoiado os países como Cabo Verde por forma a reforçar e elevar o nível e a atenção da saúde, e isso tem-se traduzido sobretudo neste período de pandemia com apoio muito relevantes”, constatou o governante, que disse que além do esforço interno, Cabo Verde tem tido o apoio dos seus parceiros a nível da cooperação multilateral, mas também bilateral.

Arlindo do Rosário avançou que brevemente será anunciada a chegada das primeiras vacinas no âmbito da plataforma Covax, e assegurou que o Governo esta a evidenciar todos os esforços para adquirir mais vacinas através de outras vias e vacinar 60 por cento (%) da população em menos de dois anos.

“Não é um problema de financiamento, mas sim de disponibilidade das vacinas que existe a nível mundial”, sublinhou o governante. In “Inforpress” – Cabo Verde