Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

UCCLA - Vai acolher 2.ª edição do Curso Livre da História de Angola



Pela segunda vez, a Mercado de Letras Editores e a UCCLA estão a organizar a 2.ª edição do Curso Livre História de Angola. A exigência e a inquietude do seu conhecimento fizeram da 1.ª edição deste curso um enorme sucesso.

Em 2018, entre os meses de abril e julho, ao longo de 14 sessões, numa iniciativa que se mostrou inédita, tentámos contribuir para o entendimento e aprofundamento do conhecimento da realidade política, geográfica e cultural de Angola. Findo o mesmo, a única observação referida pelos alunos relacionava-se com a sua duração - o curso deveria ter uma maior duração, de forma a que o conhecimento sobre a história de Angola fosse mais aprofundado.

Dando azo a essa exigência, num esforço conjunto, e de novo, com a coordenação do Professor Doutor Alberto Oliveira Pinto, a 2.ª edição do Curso Livre História de Angola, prolongar-se-á pelos meses de Janeiro a Julho de 2019, ao longo de 26 sessões, que decorrerão às terças-feiras de cada semana, às 18 horas. 

À semelhança do que aconteceu na 1.ª edição, também nesta edição, serão convidadas uma série de individualidades cujos nomes serão anunciados tão breve quanto possível. UCCLA


As condições de inscrição encontram-se aqui

Qualquer questão poderá ser endereçada para o email:

Nota biográfica do Professor Doutor Alberto Oliveira Pinto:

Alberto [Manuel Duarte de] Oliveira Pinto nasceu em Luanda, Angola, a 8 de janeiro de 1962. Licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, em 1986. É Doutorado (2010) e Mestre (2004) em História de África pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde colaborou como docente no Departamento de História. Lecionou igualmente noutras universidades portuguesas. Presentemente é Investigador do Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do CEsA - Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento do Instituto Superior de Economia e Gestão.
Como ficcionista publicou diversos romances e é autor de múltiplos livros de ensaio sobre a história de Angola, com destaque para História de Angola. Da Pré História ao Início do Século XXI (2016), primeira experiência no género em 40 anos de Independência de Angola, cuja 3.ª edição se prevê para breve. 
Em 2016, foi presidente do Júri do Prémio Internacional em Investigação Histórica Agostinho Neto da Fundação António Agostinho Neto (FAAN). No mesmo ano foi, pela segunda vez, vencedor do Prémio Sagrada Esperança 2016 com o livro de ensaios Imaginários da História Cultural de Angola.
Em 2018, coordenou o Curso Livre História de Angola/UCCLA/Mercado de Letras Editores, iniciativa igualmente inédita e com enorme adesão, do qual se prepara uma nova edição mais desenvolvida.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Canadá - Lusodescendente cria fundação que apoia vítimas de cancro

A ‘Together Helping Women’ foi fundada em junho de 2016 no Canadá por Ana Pereira, uma vítima de um cancro na mama, mas a organização já tem um papel importante na sociedade local

“O nosso objetivo é angariar fundos para ajudar essas mulheres (com cancro) porque temos tido poucos voluntários”, disse à agência Lusa Ana Pereira.

A responsável da fundação falava durante a terceira gala de angariação de fundos para auxiliar vítimas do cancro, organizado pela ‘Together Helping Women’. Nesta edição, o tema foi a leucemia.

“Queremos ajudar mulheres com qualquer tipo de cancro. Nesta edição, estamos a assinalar o tema da leucemia. Já abordámos outros temas, como o cancro da mama e dos ovários”, acrescentou.

Com cerca de 300 convidados, os lucros do jantar de gala reverteram para as vítimas de cancro, pessoas com “baixo rendimento, sem acesso ao seguro de saúde”, acima de tudo pessoas “mais necessitadas, como mães solteiras”, exemplificou.

Nem todas as vítimas têm acesso ao sistema de saúde de Ontário, daí que a fundação desempenhe um importante papel no acompanhamento das vítimas.

“Hoje em dia, as pessoas da comunidade portuguesa estão muito abertas. As estatísticas da Sociedade Canadiana do Cancro revelam que uma em cada duas mulheres padecem de um cancro. Há ainda muito tabu, mas as pessoas estão mais abertas”, sublinhou.

Uma das vítimas, com um tumor no cérebro, Vanina Reynoso, destacou a importância de associações como a ‘Together Helping Women’ no acompanhamento das mulheres afetadas por esta doença.

“Através destas associações conhecemos imensas pessoas que passaram pelo mesmo problema e não nos sentimos tão sozinhos. Isto é muito importante porque ajudam-nos a ultrapassar os medos”, recordou.

Ainda enviou uma mensagem de esperança a todas aquelas afetadas pela doença porque a “maior parte do tempo é difícil”, mas a “esperança é sempre a última a morrer”.

Outra das vítimas, Patrícia Rocha, há 13 anos no Canadá, natural de Póvoa de Varzim, uma sobrevivente de um cancro na mama, diagnosticado em julho de 2017, reconheceu o trabalho da fundação.

“Sempre estiveram do meu lado, nas consultas e no tratamento de quimioterapia, acompanhando-me. Disponibilizaram-se para me apoiar financeiramente, nomeadamente a peruca, mas não foi necessário. Preferi que a disponibilizassem para outra vítima que tivesse problemas com a imagem”, contou.

A fundação tem um papel importante mas as vítimas “têm de ter força de vontade, autoconfiança”, pois só assim se consegue ir até fim.

De acordo com dados de 2016 da Sociedade Canadiana de Leucemia, 138.100 canadianos padeciam de uma forma de cancro no sangue, 43.335 de um linfoma, 22.510 de leucemia e 7.455 de um mieloma. In “Mundo Português” – Portugal com “Lusa”

Estados Unidos da América - Marca portuguesa Claus Porto abre primeira loja internacional em Nova Iorque

A marca portuguesa de luxo Claus Porto, da indústria de sabonetes, abriu, esta semana, a sua primeira loja internacional em Nova Iorque, com um 'design' de interior em que tudo remete para Portugal



«Há uma ligação direta e total a Portugal», disse à agência Lusa o diretor-geral da companhia detentora Ach Brito, Francisco Neto, na loja localizada em 230 Elizabeth Street, no bairro Soho.

Todos os produtos da Claus Porto, que incluem sabonetes, cosmética, perfumaria, creme de mãos e velas difusoras, são de fabrico nacional, mantendo sempre como pilares o luxo e a excelência.

As paredes da loja de Nova Iorque são como um túnel, «inspirado nos arcos da estação de comboios de São Bento do Porto» e talhado em cortiça, «o material natural mais nobre e representativo de Portugal», explica o presidente executivo, Francisco Neto.

Um túnel branco, que também serve de montra, para que a cor seja dada pelas inúmeras embalagens decorativas dos produtos da Claus Porto.

O lavatório, no centro da loja, é feito em mármore de Estremoz e até os copos das velas difusoras são feitos de porcelana portuguesa.

A abertura de uma loja em Nova Iorque, um local que tem à volta uma grande comunidade lusófona, pode despertar «interesse especial» e «orgulho, por ser uma marca portuguesa», mas os responsáveis acreditam que a Claus Porto «não é mais acarinhada por portugueses do que por coreanos», nas palavras de Francisco Neto.

«A marca é adorada na Coreia do Sul, descobrimos isso recentemente», contou.

«O que sentimos quando vemos a marca em Tóquio, em Paris, em Londres ou aqui é uma contemporaneidade internacional», diz o diretor-geral.

Com mais de 130 anos de existência, criada no Porto em 1887 e pertencente à empresa Ach Brito a partir de 1924, a marca representa nos seus produtos muito da história de Portugal, mas é mais conhecida e comercializada fora do país.

A Claus Porto (chamada Claus & Schweder até finais dos anos 1920) «sempre teve uma vertente mais internacional» e vendeu os produtos dentro e fora de Portugal através de parceiros, distribuidores e retalhistas, enquadra Aquiles Brito, administrador não executivo da companhia Ach Brito, fundada em 1918 pelo seu bisavô, Achilles de Brito.

Os Estados Unidos sempre tiveram muito peso na faturação da empresa, revela o administrador. Antes de se estabelecer com uma loja própria, a marca já podia ser encontrada «nos melhores retalhistas dos Estados Unidos e em boutiques de luxo».

Aquiles Brito acredita que a concorrência é forte em Nova Iorque: «são empresas muito fortes, algumas delas espalhadas mundialmente, detidas por grandes grupos económicos», que ultrapassam a faturação da Ach Brito, detentora da Claus Porto.

«É um desafio mais interessante, porque é sinal que a marca tem muito potencial para crescer», diz o administrador.

Francisco Neto conclui que a Claus Porto quer «pertencer a esse clube de marcas que convivem saudavelmente. Mais do que competem, convivem». In “Revista Port. Com” – Portugal com “Lusa”

França – Uma lição da vida

“Todos podem ser forçados a usar uma cadeira de rodas um dia”, explicou o condutor perante a relutância dos passageiros

Nem todos os heróis usam capa. Em Paris, um motorista de autocarro está a ser elogiado pela sua atitude perante a falta de ação dos passageiros para ajudar um homem em cadeira de rodas a entrar no veículo.

O caso aconteceu no passado dia 18 quando os passageiros que estavam no autocarro se recusaram a abrir espaço para que a pessoa com deficiência pudesse usar a rampa para subir para o veículo.

A história acabou partilhada nas redes sociais. “Ontem, quando esperava pelo autocarro em Paris, ninguém queria abrir espaço para mim. Como ninguém se mexeu, o motorista levantou-se e gritou: “Terminus! Saiam todos…” Veio até mim e disse: ‘Você pode subir e os outros aguardam pelo próximo autocarro…'”, contou o homem acrescentando que, apesar da relutância de alguns passageiros, o motorista manteve-se firme e argumentou que “todos podem ser forçados a usar uma cadeira de rodas um dia”. In “Jornal I” - Portugal

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Macau - Ensino Superior lusófono e chinês assinam declaração conjunta de cooperação



Mais de 70 entidades ligadas ao ensino superior dos países lusófonos e da China assinaram uma declaração conjunta na qual se comprometem a promover a cooperação na mobilidade e no apoio às indústrias inovadoras e criativas. A declaração conjunta marcou o encerramento da 1.ª edição do Fórum dos Reitores das Instituições do Ensino Superior da China e dos Países da Língua Portuguesa, organizada pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior de Macau, a Universidade de Macau e a Universidade de São José.

Segundo o comunicado oficial, os responsáveis acordam em “incentivar a cooperação das indústrias inovadoras e criativas”, tanto na China continental e nas regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong, como nos países lusófonos. A intenção, pode ler-se na declaração, passa por acelerar “os processos de cooperação comercial global entre os mercados emergentes dos países/regiões envolvidos”. Entre os países de língua portuguesa, o compromisso foi assinado por representantes de universidades e politécnicos de Portugal, Angola, Moçambique, Timor-Leste e Brasil.

A declaração tem mais três pontos nos quais se define o âmbito da cooperação: promover Macau “como centro de intercâmbio cultural”, desenvolver a mobilidade de estudantes e profissionais, bem como “reforçar o planeamento conjunto, a longo prazo (…), no âmbito da iniciativa [chinesa] “Uma Faixa, Uma Rota”, de acordo com as necessidades de desenvolvimento das diversas partes envolvidas, e promover a cooperação nas áreas da educação, da cultura e do desenvolvimento económico”. In “Ponto Final” - Macau

Brasil - Uma abertura para o mundo

SÃO PAULO – Documento apresentado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao novo presidente da República, ainda à época da campanha eleitoral, reafirma a importância de o futuro governo continuar buscando acordos que sejam estratégicos para o setor industrial, como as negociações com a União Europeia e o México. A essas prioridades deve-se também acrescentar a necessidade de que o novo governo reafirme tudo o que ficou acertado nas recentes negociações com o Chile para a assinatura de um acordo de livre-comércio, que tiveram início em abril deste ano de 2018.

Com a assinatura desse acordo prevista para breve, ainda dentro do mandato do atual governante, o País deixará para trás o processo de isolamento político e comercial que marcou o longo período sob a visão estreita do lulopetismo, mas que, a rigor, vem desde 1991, quando o Brasil se tornou membro do Mercosul. Desde então, o País só assinou três acordos de livre-comércio, ou seja, com Israel, Palestina e Egito, mas desses apenas o primeiro ainda está em vigor. Tudo isso num período em que houve no mundo uma explosão de acordos bilaterais e regionais.

Na América Latina, os acordos também proliferaram. Basta ver que Peru e Colômbia selaram 12 e 11 acordos de livre-comércio, respectivamente, incluindo Estados Unidos e União Europeia. Já o Chile abriu o seu mercado para 21 países, enquanto o México assinou 13 acordos. Mas, com a presença de governos de orientação populista e terceiro-mundista tanto no Brasil como na Argentina e no Uruguai, aqueles países encontraram dificuldades para acertar um tratado de larga abrangência com o Mercosul.  Aliás, para o Chile, assumir a condição de membro pleno do Mercosul sempre constituiu um processo difícil porque esse passo representaria um retrocesso, porque o país andino sempre esteve mais avançado nas reformas e na abertura econômica.

Agora, o que se espera é que essa fase venha a ser superada e, finalmente, o Mercosul possa acertar também um acordo amplo com a Aliança do Pacífico, grupo criado em 2011 por Chile, Peru, Colômbia e México, e com a Parceria Transpacífico (Trans-Pacific Partnership - TPP), que pode vir a se constituir uma ponte entre a América Latina e os mercados asiáticos Como se sabe, dessa Parceria Transpacífico faziam parte os Estados Unidos, que se retiraram em 2017. Como resposta, os demais parceiros firmaram um amplo tratado comercial que reduziu as tarifas alfandegárias e estabeleceu novas regras entre eles.

É indiscutível que hoje o Mercosul pouco significa em escala mundial e o Brasil necessita, de maneira urgente, abrir-se para o mundo, colocando fim em seu isolamento dos fluxos dinâmicos do comércio internacional e das cadeias produtivas. Isso só será possível com a assinatura de acordos de maior amplitude, que venham a permitir acesso à inovação e às tecnologias, além de envolver mais as empresas multinacionais no esforço para aumentar a capacidade exportadora do País.

Por fim, esse processo precisa vir acompanhado da parte mais difícil, ou seja, a redução do chamado custo Brasil, que é formado por carga tributária elevada, infraestrutura precária e excesso de burocracia aduaneira e hoje responde por 30% do preço dos produtos fabricados no País. Só assim os produtos nacionais poderão ser apresentados no mercado externo a preços competitivos. Dessa forma, os manufaturados voltariam a ter um peso significativo na pauta exportadora, que hoje é basicamente dominada por commodities. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Angola - Porto do Namibe pode vir a ser um pólo de desenvolvimento logístico no Sul do país



O Porto do Namibe poderá vir a ser um pólo de desenvolvimento logístico na Região Sul de Angola, após a conclusão em 2019 da segunda fase das obras de modernização, disse o presidente da sociedade gestora da infra-estrutura à agência noticiosa Angop.

Segundo o presidente da Porto Comercial do Lobito, António Samuel, na primeira fase do projecto foram despendidos 24 milhões de dólares e na segunda fase irá ser despendido montante semelhante.

Segunda fase termina em Agosto de 2019

A segunda fase, que teve início em Junho último e termina em Agosto de 2019, consiste na recuperação de 240 metros de cais e na pavimentação do parque de contentores do porto, sendo que o custo é financiado por uma doação de 20 milhões de dólares da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

Esta obra foi adjudicada ao grupo japonês TOA Corporation, tendo o respectivo contrato de empreitada sido assinado durante uma visita a Tóquio de uma delegação liderada pelo director-geral do Instituto Marítimo Portuário de Angola (IMPA), Victor de Carvalho.

Acordo de financiamento

A JICA e o IMPA assinaram em Fevereiro de 2017 o acordo de financiamento para a segunda fase deste projecto, que estava inserido no programa de recuperação, expansão e modernização dos portos de Angola adoptado um ano antes, a 15 de Janeiro de 2016, entre os governos de Angola e do Japão.

O acordo entre os dois governos abrange a recuperação total do cais do porto do Namibe, com comprimento de 480 metros, tendo a primeira fase ficado concluída em 2011 e incidido sobre uma extensão de 240 metros em funcionamento sob operação da empresa de capitais angolanos Sogester.

O porto, que foi construído em 1957 para servir quatro províncias do Sul do país, fica localizado na cidade de Moçâmedes, antiga designação colonial que entre 1985 e 2016 foi substituída por Namibe, nome da província de que é capital, explica o portal Macauhub. In “Agricultura e Mar Actual” - Portugal