Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 7 de março de 2018

Angola – Nova operadora aérea ganha asas

O ministro dos Transportes, Augusto Tomás, terminou no último fim-de-semana uma visita de trabalho ao Canadá, país produtor dos aviões Bombardier, aparelhos que Angola tem interesse em comprar para lançar uma nova transportadora aérea exclusiva para ligações domésticas



Depois de ter afirmado que a TAAG acumula prejuízos nos voos domésticos há três décadas, em resultado da desadequação dos aviões, mais compatíveis com viagens de médio e longo curso, o ministro dos Transportes revelou os planos do Executivo para tornar as deslocações aéreas nacionais competitivas.

Segundo o governante, está em curso a constituição de uma nova transportadora para operar as ligações internas, cuja rentabilidade passa pela aquisição de uma frota ajustada.

Augusto Tomás, citado pela Angop, acrescentou que a dinamização dos voos domésticos vai envolver todos os operadores privados do país, num consórcio liderado pela TAAG.

Os planos explicam a recente deslocação do ministro dos Transportes ao Canadá, onde manifestou o interesse de Angolana compra de aparelhos Bombardier Q – 400 para dinamizar as viagens nacionais.

“Trata-se de um tipo de aeronave que tem sido utilizado com sucesso na actividade comercial aérea em vários países do continente africano”, disse o governante no último fim-de-semana, no encerramento da visita ao Canadá. In “Novo Jornal” - Angola

terça-feira, 6 de março de 2018

Brasil - De volta ao século XVIII

SÃO PAULO – A falta de competitividade dos produtos nacionais no mercado externo, que se tem acentuado nos últimos tempos, deve-se a uma série de fatores. Entre eles, estão a alta carga tributária, o excesso de burocracia, os juros elevados, o alto custo da energia, o baixo nível de investimento em inovação e a falta de investimentos em infraestrutura, especialmente nos últimos 15 anos. Sem contar a opção equivocada tomada ao tempo do governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) em favor de um modal único de transporte, o rodoviário, provavelmente pressionado pelos interesses da indústria automobilística norte-americana.

É difícil estabelecer qual desses fatores mais contribui para a perda de competitividade da economia nacional, mas, sem dúvida, o baixo nível de investimento em infraestrutura está entre os principais. Basta ver que hoje o País só investe 2,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, quando o mínimo deveria ser 5,5%, embora o setor privado tenha interesse em investir, apesar das dificuldades de financiamento.

Portanto, está claro que a privatização de portos e aeroportos constitui a única saída para a modernização daqueles modais, o que inclui o aumento da capacidade de armazenagem da safra de grãos. É de se lembrar que, em função dessa infraestrutura precária e obsoleta, o Brasil é talvez o único país do planeta que armazena a sua colheita em caminhões que ficam estacionados à beira de rodovias e congestionam as vias de acesso aos portos.

Não se pode também deixar de colocar o excesso de burocracia e regulação, uma legislação confusa e um sistema tributário escorchante entre as principais razões para a falta de competitividade da economia.  Diante disso, ainda que as alíquotas ad valorem do imposto de importação venham caindo, é imprescindível uma revisão de forma a adequá-las às condições atuais da indústria, aumentando-se as alíquotas dos produtos com similar nacional e o inverso para aqueles sem similar. Aliás, procedimento padrão da maioria dos países.

Portanto, hoje, torna-se imperiosa a reforma do atual sistema tributário, que imobiliza o capital de giro sem qualquer remuneração, onera o custo de produção de industrializados, reduz a sua competitividade, inviabilizando a sua exportação, ao mesmo tempo em que estimula e até mesmo obriga a exportação de mercadorias sob a forma de commodities, sem agregação de valor e sem geração de empregos. E, enfim, condena o País a voltar a ser mero fornecedor de matérias-primas como no século XVIII, à época do Brasil colônia. Milton Lournço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

Hong Kong - Laboratório de Nanotecnologia de Braga vai ter nova ‘filial’



O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), em Braga, no Norte de Portugal, vai ter um novo centro tecnológico na China, desta feita em Hong Kong, que estará direccionado para a área das cidades inteligentes, informou à Lusa a instituição. O centro tecnológico do INL irá começar a funcionar até ao final do ano no Parque de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, cidade onde a instituição assinou na sexta-feira um acordo de colaboração com o ASTRI – Centro de Investigação Tecnológica Aplicada.

Segundo o INL, o novo centro, dedicado à aplicação da nanotecnologia na construção de sensores para cidades inteligentes, permitirá aos clientes do laboratório “um melhor acesso ao mercado chinês”. Neste centro, que terá a designação de Laboratório de Inovação INL – ASTRI, vão trabalhar equipas de investigadores de ambas as instituições.

O Parque de Ciência e Tecnologia de Hong Kong acolhe várias empresas internacionais, o que, de acordo com um comunicado do INL, perspectiva “a possibilidade de explorar interesses comuns e oportunidades de cooperação”. Nos últimos dois anos, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia criou centros tecnológicos na Escandinávia, em Bruxelas (Bélgica), Israel, Dubai (Emirados Árabes Unidos), Xangai (China), Austin e Boston (Estados Unidos).

O INL é a única organização de investigação científica intergovernamental do mundo vocacionada para a nanotecnologia (área que trabalha materiais à escala de um átomo ou molécula). A entidade, localizada em Braga, foi fundada por Portugal e Espanha em 2008. In “Ponto Final” - Macau

segunda-feira, 5 de março de 2018

Angola - Reativação internacional do Caminho-de-Ferro de Benguela

O Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) vai retomar hoje, segunda-feira, 05 de Março de 2018, 34 anos depois, a circulação do tráfego ferroviário internacional, com o transporte mil toneladas de concentrado de manganês, anunciou o Governo angolano



O lançamento ocorre, segundo uma nota do Ministério dos Transporte de Angola distribuída hoje à imprensa, hoje, com a presença do titular da pasta, Augusto Tomás.

A mercadoria, 25 vagões com 50 contentores carregados com mil toneladas de concentrado de manganês, é proveniente da República Democrática do Congo, refere ainda a nota.

Angola reabilitou, entre 2005 e 2015, 1344 quilómetros da linha férrea do CFB, construiu 67 estações, entre especiais, de primeira e de segunda classes, reabilitou oficinas e adquiriu material circulante, que custou 1,9 mil milhões de dólares.

Em novembro de 2017, o CFB e a Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro do Congo assinaram, em Kinshasa, República Democrática do Congo (RDCongo), um acordo comercial, que estabeleceu os termos de utilização conjunta da linha férrea.

O Presidente da RDCongo, Joseph Kabila, tinha apontado dezembro de 2017 como a data para o primeiro carregamento, através do CFB, de manganês, que se encontra depositado numa mina, a céu aberto, em território congolês, próximo à fronteira com Angola.

O CFB, reabilitado pela construtora chinesa China Railways Construction, atravessa as províncias angolanas de Benguela, Huambo, Bié e Moxico, entre o extremo litoral e o interior de Angola, fazendo também a ligação com os sistemas ferroviários da RDCongo e da Zâmbia. In “Sapo24” - Portugal

Portugal – Património com 200 anos para suster as invasões francesas passa a monumento nacional

Fortes e estradas militares com 200 anos para travar tropas francesas passam a monumento nacional



Os fortes e estradas militares construídos há 200 anos para defender Lisboa das invasões francesas foram classificados como monumento nacional, informou a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Fonte oficial da DGPC confirmou que a proposta de classificação foi aprovada na reunião de 21 de fevereiro do conselho diretivo da DGPC para assegurar a salvaguarda deste património associado às chamadas ‘Linhas de Torres Vedras’, no distrito de Lisboa.

A candidatura integrou 128 estruturas militares, como fortes e estradas militares, da primeira e segunda linhas defensivas, mas só 114 foram classificados, tendo 15 ficado de fora por se encontrarem degradados ou destruídos.

Além da classificação como património nacional, vai ser criada uma zona especial de proteção em volta de cada uma das estruturas.

Há sete anos que Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres, que integra as câmaras de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, pedia a inclusão do património no inventário do património nacional.

“As Linhas de Torres são um sistema defensivo – muito bem-sucedido – de dimensão e impacto histórico invulgar, nacional e internacionalmente” refere o parecer da Secção do património Arquitetónico e Arqueológico da DGPC, a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo os especialistas, “sintetizam a capacidade estratégica de Wellington e os saberes militares de origem inglesa, portuguesa, mas, também, francesa do fim do século XVIII e do início do século XIX”.

As Linhas de Torres foram construídas sob a orientação do general inglês Wellington, comandante das tropas luso-britânicas no período das invasões francesas, para defender Lisboa das forças napoleónicas entre 1807 e 1814.

Em 2010, ano em que se comemoraram os 200 anos da construção das linhas defensivas, foram inauguradas obras de recuperação a que foram sujeitas e Centros de Interpretação, um investimento estimado em cerca de seis milhões de euros.

Em 2014, a empreitada de desmatação, recuperação e reabilitação dos fortes venceu o prémio Europa Nostra, na categoria “Conservação”.

Nesse ano, a Assembleia da República instituiu o dia 20 de outubro como o Dia Nacional das Linhas de Torres.

As Linhas de Torres recebem por ano cerca de 10 mil visitantes.

As invasões francesas foram incursões militares de tropas francesas sobre o território português levadas a cabo, nos anos de 1807-1808, 1809 e 1810-1811, sob a direcção, respectivamente, dos marechais Junot, Soult e Massena.

A razão imediata das invasões relacionou-se com a recusa portuguesa em aderir ao Bloqueio Continental decretado por Napoleão em relação à Inglaterra, no ano de 1806. Para agravar a situação, em Agosto do ano seguinte, França apresentou um ultimato ao governo português: ou este declarava guerra à Inglaterra até dia 1 de Setembro ou as fronteiras nacionais seriam cruzadas pelos soldados franceses. Na medida em que a aliança anglo-lusa não foi quebrada, a ameaça foi cumprida em meados de Novembro.

O poderio militar gaulês aconselhou a que não fosse oferecida oposição de maior aos invasores. No entanto, a família real e a corte acharam por bem embarcar e instalar-se no Brasil de modo a evitar o seu aprisionamento e a manter a independência nacional.

Batalha nas Invasões Francesas

A resistência armada à ocupação ganhou fulgor após a chegada de um contingente militar inglês liderado por Sir Artur Wellesley (doravante conhecido como Lord Wellington), que infligiu duas derrotas aos inimigos nas batalhas de Roliça e Vimeiro. A conjugação de esforços entre portugueses e ingleses permitiu também obrigar Soult e os seus homens a abandonarem o País, em 1809.

Nesse mesmo ano começaram os preparativos para suster a nova invasão que se adivinhava. Neste contexto, foram levantadas à volta de Lisboa três linhas de defesa fortificadas (as linhas de Torres).

Ainda antes de as atingirem, em 1810, os franceses perderam a batalha do Buçaco. O exército napoleónico foi depois obrigado a suster o seu avanço ante as Linhas de Torres, acabando por se retirar na Primavera de 1811.

Portugal sofreu grandes danos materiais causados pela luta armada e pelos saques franceses, bem como pela táctica de terra queimada que ingleses e portugueses recorreram com o objectivo de evitar maiores proveitos aos invasores.

No plano económico, a agricultura e, em particular, a criação de gado ressentiram-se a ponto de a subsistência alimentar não ter sido assegurada nos anos que seguiram a 1811.

Do mesmo modo, diminui a produção industrial, acarretando a redução de remessas para as colónias.

Por outro lado, a impossibilidade de continuar a fazer-se a redistribuição dos produtos brasileiros através do território português obrigou, em 1808, à abertura dos portos brasileiros à navegação estrangeira. In “Mundo Português” - Portugal

domingo, 4 de março de 2018

Trem-bala














Vamos aprender português, cantando


Não é sobre ter
todas as pessoas do mundo pra si
é sobre saber que em algum lugar
alguém zela por ti
é sobre cantar e poder escutar
mais do que a própria voz
é sobre dançar na chuva de vida
que cai sobre nós

É saber se sentir infinito
num universo tão vasto e bonito
é saber sonhar
e, então, fazer valer a pena cada verso
daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar no topo do mundo
e saber que venceu
é sobre escalar e sentir
que o caminho te fortaleceu
é sobre ser abrigo
e também ter morada em outros corações
e assim ter amigos contigo
em todas as situações

A gente não pode ter tudo
qual seria a graça do mundo se fosse assim?
por isso, eu prefiro sorrisos
e os presentes que a vida trouxe
pra perto de mim

Não é sobre tudo que o seu dinheiro
é capaz de comprar
e sim sobre cada momento
sorriso a se compartilhar
também não é sobre correr
contra o tempo pra ter sempre mais
porque quando menos se espera
a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
sorria e abrace teus pais
enquanto estão aqui
que a vida é trem-bala, parceiro
e a gente é só passageiro prestes a partir

Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá

Segura teu filho no colo
sorria e abrace teus pais
enquanto estão aqui
que a vida é trem-bala, parceiro
e a gente é só passageiro prestes a partir

Ana Vilela - Brasil

sábado, 3 de março de 2018

Timor-Leste - Assinatura do Acordo com a Austrália em Nova Iorque

No próximo dia 06 de março, Timor-Leste e a Austrália assinarão, em Nova Iorque, perante o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, o novo tratado sobre a delimitação das fronteiras marítimas entre os dois países. O acordo será assinado em nome de Timor-Leste pelo atual Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro para a Delimitação de Fronteiras, Agio Pereira, e em nome da Austrália pela atual Ministra dos Negócios Estrangeiros, Julie Bishop.

Contrariamente ao esperado, a cerimónia de assinatura do acordo não contará com a presença do atual Primeiro-Ministro da Austrália, Malcom Turnbull, nem tão pouco com a presença do Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Marí Alkatiri. “O conteúdo do acordo a ser celebrado entre Timor-leste e a Austrália cinje-se à delimitação da linha de fronteira marítima entre os dois países, não se debruçando sobre aspetos da exploração do Greater Sunrise. Já foi confirmado oficialmente que o Primeiro-Ministro da Austrália não estará presente na cerimónia da sua assinatura, e assim sendo também não faz sentido que o Primeiro-Ministro de Timor-Leste se desloque a Nova Iorque no próximo dia 06 de março”, declarou o atual líder do VII Governo Constitucional.

Depois da assinatura, o tratado deverá ser ratificado pelos Parlamentos de Timor-Leste e da Austrália, passando a vigorar no ordenamento jurídico interno de ambos os países. Governo de Timor-Leste