Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 11 de setembro de 2021

Cabo Verde - Navio Independência da Marinha Brasileira visita porto do Mindelo durante operação GUINEX 2021

Mindelo – O navio Independência da Marinha Brasileira deverá atracar no Porto Grande do Mindelo entre os dias 15 e 19 de Setembro para diversos exercícios com a Guarda Costeira de Cabo Verde, enquadrados na operação GUINEX 2021.

Conforme informações do chefe da Missão de Assessoria Naval do Brasil em Cabo Verde, a visita faz parte da Operação GUINEX-I (2021), planeada e coordenada pela Marinha do Brasil (MB), em parceria com países da Costa Ocidental africana como Cabo Verde, Camarões, Guiné Equatorial, Nigéria e São Tomé e Príncipe.

Estes países, que segundo a mesma fonte, o Brasil é unido pelo Atlântico Sul e com quem quer estreitar laços.

“Nesse contexto, a MB planeou a execução da Operação GUINEX I (2021), cuja missão é conduzir adestramentos e exercícios combinados no mar e/ou no porto com as marinhas ou guardas costeiras de Cabo Verde, Camarões, Guiné Equatorial, Nigéria e São Tomé e Príncipe, a fim de estreitar os laços de confiança e incrementar, reciprocamente, a capacitação do Brasil e desses países nas actividades de segurança marítima”, lê-se na nota enviada pela assessoria.

Esta primeira GUINEX visa a realização, segundo a mesma fonte, de uma série de exercícios com o propósito de “alavancar a interoperabilidade entre meios navais de países integrantes da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) e estreitar os laços de cooperação e amizade entre o Brasil e os países participantes”.

As operações GUINEX, a princípio, ocorrerão anualmente, tendo como meta a ampliação da capacidade da MB para o Comando de um GT multinacional, operando no Golfo da Guiné.

Durante a estada do navio Independência (F44), no Mindelo, a MB e a Guarda Costeira conduzirão uma série de treinamentos teóricos e práticos e ainda serão ministradas aulas de abordagem a embarcações cooperativas, workshops de operações especiais de mergulhadores, com ênfase na abordagem a embarcações não cooperativas.

Estão programados ainda treinos de primeiros socorros, de manutenções planeadas, de combate a incêndios, controle de avarias em navios, de poluição ambiental e de planeamento e confecção de rancho.

Para cumprir essa missão foi constituído, conforme a assessoria, um Grupo Tarefa, que é integrado pelo F44, uma aeronave Wild Lynx (AH-11B), um destacamento de mergulhadores de combate e de fuzileiros navais.

“A Operação GUINEX I é, portanto, a materialização da crença de que os países da Costa Ocidental africana, juntamente com o Brasil, desempenham um papel importante no cenário internacional para manter a estabilidade, segurança e prosperidade do Atlântico Sul”, rematou a mesma fonte. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

domingo, 7 de setembro de 2014

Atlântico Sul – Angola vai adquirir navios-patrulha no Brasil

Brasil vai apoiar desenvolvimento do Poder Naval de Angola

Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e de Angola, João Manuel Lourenço, assinaram, na passada sexta-feira, 05 de Setembro de 2014, o Memorando de Entendimento Técnico que viabilizará o apoio da Marinha na implementação do Programa de Desenvolvimento do Poder Naval Angolano (Pronaval). De acordo com o documento, os africanos deverão adquirir sete navios-patrulhas a serem produzidos pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) da Força Naval Brasileira.

A previsão é que quatro das embarcações sejam produzidas pela Emgepron no Rio de Janeiro. Os demais navios-patrulha deverão ser fabricados em estaleiro a ser montado a 200 km ao sul de Luanda, capital do país, com assessoria técnica, materiais e equipamentos brasileiros. Além disso, a Marinha do Brasil deverá atuar na formação e capacitação de pessoal tanto para operar as embarcações como para a fabricação que será feita no novo estaleiro.

Os sete navios-patrulha terão 500 toneladas cada um e a configuração técnica será definida durante a fase de negociação dos contratos de fabricação e fornecimento de serviços. De acordo com o ministro João Manuel Lourenço, a assinatura do memorando é o primeiro passo para “aumentar a infra-estrutura estaleira e os meios navais da Marinha de Guerra angolana.”

Para Lourenço, o fortalecimento das patrulhas na costa angolana permitirá ao país combater ameaças que, segundo o dirigente, “fazem parte do mundo contemporâneo”: a pirataria marítima e o terrorismo. “Faremos de tudo para a que implementação dessa cooperação não demore.”

Atlântico Sul

Em seu pronunciamento, o ministro Celso Amorim ressaltou os laços históricos e culturais entre os dois países, destacando o fato de o Brasil ter sido a primeira nação a reconhecer a independência de Angola de Portugal, em 1975. Amorim disse que a parceria com o país é altamente estratégica, sobretudo pelo interesse recíproco na vigilância do Atlântico Sul.

Os dois países, junto de 23 outras nações africanas e sul-americanas, são signatários da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), organismo multilateral criado pelas Nações Unidas (ONU), em 1986, com o objetivo de evitar a introdução de armamentos nucleares e de destruição em massa na região.

“Angola é uma nação pujante e cada vez mais atuante na África. Temos uma relação de amizade e de grande respeito mútuo. Não é de interesse ao Brasil ter uma atitude paternalista com Angola, até porque os angolanos não aceitariam isso”, disse o ministro Amorim.

Além da compra dos sete navios-patrulha e da assessoria na construção do estaleiro, o memorando de entendimento prevê a cooperação na área acadêmica e a formação e capacitação de pessoal para construir e operar as embarcações, bem como para a qualificação de homens da marinha mercante.

BID-Brasil

A delegação angolana participou da 3ª Mostra BID Brasil, evento organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pela ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), com apoio do Ministério da Defesa e que reuniu quase 100 empresas do setor no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. Os visitantes se interessaram por várias soluções e equipamentos apresentados na feira e participaram de reuniões de negócios com empresas brasileiras do setor. In “Defesanet” – Brasil

Poderá aceder na íntegra ao Memorando de Entendimento Técnico assinado pelo Brasil e Angola aqui.