Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 19 de janeiro de 2025

Madagáscar - Aye-aye, o maior primata noturno do mundo

O Aye-aye (Daubentonia madagascariensis) é um lémure raro nativo de Madagáscar.



Este lémure é o maior primata noturno do mundo, caracterizado pelas suas características ligeiramente bizarras, que incluem dentes semelhantes a roedores que crescem perpetuamente e um dedo médio especial que é longo, fino e quase esquelético.

Os Aye-Aye também são conhecidos pelo seu ritual de alimentação altamente incomum chamado ‘forrageamento percussivo’.

Este lémure bate nas árvores para localizar larvas e, em seguida, abre um buraco na madeira, utilizando os seus incisivos inclinados para a frente. Uma vez que um pequeno buraco tenha sido roído na árvore, o animal inserirá o seu longo dedo médio e puxará as larvas.

Os Aye-aye são encontrados principalmente em florestas tropicais ou florestas decíduas, embora alguns tenham se adaptado a viver em regiões cultivadas que resultaram da desflorestação. Passam a maior parte da sua vida no alto das árvores, perto do dossel.

Os Aye-ayes jovens são geralmente cinzentos, com uma faixa nas costas. A sua cor muda à medida que amadurecem e tornam-se castanhos ou pretos, com pontas prateadas e brancas e manchas de pelo. Um Aye-aye adulto normalmente mede cerca de 90cm de comprimento, enquanto a sua cauda é espessa e tão longa quanto o seu corpo.

A dieta dos Aye-aye sugere que é um onívoro, pois come muito mais do que apenas larvas. Também comem frutas, sementes, néctar e fungos.

Atualmente, o Aye-aye é classificado como ameaçado de extinção, devido à perda de habitat das suas florestas e porque os locais os consideram “maus” e muitas vezes matam-nos se os encontrarem. In “Green Savers” - Portugal


domingo, 26 de dezembro de 2021

Brasil - Saguim-bicolor, o macaco de pelugem branca e orelhas arrebitadas


De pelugem branca e castanha, com uma longa cauda e umas orelhas arrebitadas – assim é o Saguim-bicolor, uma espécie de macaco nativa e restrita do Estado de Amazonas, no Brasil.

De acordo com o Jardim Zoológico de Lisboa, o primata mede entre 21 a 28 centímetros de comprimento, e pode pesar entre 480 e 600 quilogramas. A sua dieta é omnívora, e alimenta-se maioritariamente de frutos.

Vive em grupos de 2 a 13 indivíduos, segundo a National Geographic, e pode viver até 20 anos em cativeiro – longevidade que se altera no meio natural, em que se estima que viva em média 10 anos.

O Saguinus bicolor encontra-se categorizado como “criticamente em perigo” na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Faz também parte do Apêndice I da CITES – Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção.

A desflorestação e fragmentação do seu habitat, o desenvolvimento urbano e a expansão da agricultura são as suas principais ameaças, o que segundo a IUCN, vai resultar na perda de pelo menos 80% da distribuição da espécie nos próximos 18 anos. In “Green Savers Sapo” - Portugal


 

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Myanmar – Descoberta nova espécie de primata e encontra-se em risco de extinção

Uma equipa de cientistas identificou uma nova espécie de primata, que vive nas florestas do centro do Myanmar e cuja pelagem cinzenta emoldura o seu rosto como uma máscara. Chama-se Popa langur e, apesar da sua descoberta recente, encontra-se em risco de extinção



A sua descoberta foi recente, mas sua existência é antiga. Esta espécie, batizada de Popa langur, existe há pelo menos 1 milhão de anos, segundo um estudo revelado nesta quarta-feira na publicação científica "Zoological Research".

Após uma longa investigação, especialistas do Centro Alemão de Primatas (DPZ) e a ONG Fauna e Flora Internacional (FFI) identificaram o pequeno primata, que mede entre 50 e 60 centímetros. Trata-se de uma espécie de langur ("Trachypithecus"), espécie que habita o subcontinente indiano e o Sudeste Asiático.

A nova espécie ter-se-á separado de outros langures há cerca de 1 milhão de anos", indicou Christian Roos, investigador do DPZ. Os seus fatores de distinção são a cor cinzenta, comprimento da cauda e tamanho do crânio, segundo os especialistas.

Este primata obteve este nome devido ao monte Popa, local sagrado construído sobre um antigo vulcão localizado no centro do Myanmar e onde foi localizado o grupo mais numeroso da espécie, com cerca de uma centena de espécimes. Foram, entretanto, identificados outros três grupos de "Trachypithecus popa", todos no centro do Myanmar, num total de 200 a 250 espécimes.

A exiguidade dos seus números fez soar logo o alerta, já sugere que a espécie se encontre em risco de extinção crítico. "Recém-identificado, o Popa langur já corre risco de extinção", advertiu Frank Momberg, um dos investigadores do FFI, citado em comunicado, recomendando de imediato a adoção de medidas de proteção.

"A FFI e outros farão mais estudos em campo e tomarão agora medidas de proteção urgentes para preservar os langures", anunciou o primatólogo Ngwe Lwin, do projeto birmanês da ONG. In “Sapo 24” – Portugal com “MadreMedia / AFP”