Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto de Fernão Dias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto de Fernão Dias. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

São Tomé e Príncipe – Lançado concurso internacional para a construção do porto de águas profundas em Fernão Dias



No passado dia 19 de Novembro do ano 2019, o Governo de São Tomé e Príncipe, lançou um concurso público internacional para construção do porto em águas profundas, na região de Fernão Dias.

O executivo reconheceu que não tem capacidade financeira para executar as obras de construção do porto. Por isso lançou o concurso público internacional, para atrair investidores que possam transformar as potencialidades da região de Fernão Dias num centro de comércio marítimo regional.

Estudos feitos nos anos 2007 e 2008, indicam que a região de Fernão Dias, tem espaço terrestre e marítimo propício para o funcionamento de um porto acostável com cerca de 16 metros de profundidade.

Há 12 anos que São Tomé e Príncipe, procura construir um porto acostável naquela região. A primeira grande tentativa uniu o Estado são-tomense à empresa francesa Terminal Link. Um acordo de Estado foi assinado no palácio presidencial, no ano 2008, pelo então governo com a empresa francesa. Acordo de Estado para construção do porto, assinado na presença de todos os antigos dirigentes do país.

A empresa Terminal Link, demoliu o marco histórico do massacre de 1953 ocorrido em Fernão Dias, demonstrando assim o arranque dos trabalhos com vista a construção do porto em águas profundas. Mas no ano 2010 decidiu abandonar o projecto. sem lançar o primeiro betão para construção do porto.

Os sucessivos governos, accionaram várias outras tentativas no sentido de construir o porto de Fernão Dias, mas também sem sucesso.

No entanto, todas as autoridades políticas e governamentais de São Tomé e Príncipe, do passado e do presente, reconhecem que só com um porto acostável, o arquipélago, pode posicionar-se como uma placa de prestação de serviços no golfo da Guiné.

O porto em águas profundas é assim um assunto estratégico e de interesse nacional. Agora é a vez do Governo de Jorge Bom Jesus, tentar empurrar o país para a conquista do tal grande objectivo nacional.

Com apoio do Banco Africano de Desenvolvimento, o executivo criou as condições técnicas para o lançamento do concurso internacional, para execução de um novo projecto público-privado de obras públicas em Fernão Dias.

«O concurso público internacional, pretende identificar e contratar a empresa ou um consórcio de empresas com as capacidades exigidas para construir e operar um porto multiusos na localidade de Fernão Dias», anunciou o Ministro das Obras Públicas.

Na cerimónia que decorreu nas instalações do ministério das obras Publicas, o ministro Osvaldo Abreu, manifestou esperança de que o concurso público será um sucesso. No entanto, pediu cautela, tendo em conta os fracassos do passado. «Nós temos esperança de que hão de aparecer concorrentes a altura, pelas indicações que temos tido. Mas também somos muito cautelosos tendo em conta os fracassos também vividos ao longo desses anos nas tentativas que fizemos para concretizar este projecto», pontuou.

Quadros da Unidade Técnica de Apoio às Parcerias Público-Privadas, do Ministério das Finanças, e quadros do Ministério das Obras Públicas, Infra-estruturas, Recursos Naturais e Meio Ambiente, integram a comissão técnica que está a tratar de todo o processo.

António Aguiar, que preside a comissão técnica, explicou o que realmente pretende o Governo com a abertura do concurso público.

«A nossa abordagem é diferente na medida em que dizemos aos operadores portuários, que nos apresente um projecto multiusos… projecto que na perspectiva de quem apresenta, seja suficientemente rentável, para que possa meter o seu dinheiro…» declarou António Aguiar.

O quadro são-tomense que desde o ano 2008 participa nos sucessivos processos desencadeados pelo Estado são-tomense com vista a construção do porto em águas profundas, acrescentou que para além das normas definidas no termo de referência, as empresas interessadas podem sugerir novos serviços.

«Os interessados podem propor outras coisas atractivas para viabilizar o projecto, e nisto podem incluir porto de pesca, terminais marítimos, podem incluir uma séria de actividades, terminais de passageiros, etc… o operador privado tem que ser aberto para dizer que para viabilizar o meu investimento de muitos milhões, tenho que ter estas valências todas…. E o Estado são-tomense vai olhar para o projecto e vai em função daquilo que for necessário para o país negociar essas concessões todas», frisou, António Aguiar. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”

O concurso público está aberto até Janeiro do ano 2020. O leitor pode aceder aos termos do concurso público internacional, incluindo o Termo de Referência:


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

São Tomé e Príncipe – Anúncio da construção de um Porto alternativo ao de Ana Chaves

São Tomé – O ministro São-tomense das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente disse, em São Tomé, que o Governo equaciona a possibilidade de avançar com a construção de um novo Porto com quadrupla função em Fernão Dias, na zona norte de São Tomé, com auxílio do Governo da China Popular.

Osvaldo D’Abreu anunciou tal facto, na última quinta-feira, no âmbito de uma visita de inspecção às instalações da ENAPOR (Empresa Nacional de Administração dos Portos), na baía de Ana Chaves, na Cidade de São Tomé.

A visita às instalações da ENAPOR, inseriu no âmbito de “contactos com a realidade” que o novo ministro que tutela algumas empresas públicas estatais vem efectuando, das quais, a ENASA (Empresa Nacional de Navegação Aérea).

Fernão Dias é uma localidade do litoral da ilha de São Tomé e conhecida pela tragédia do massacre de Batepá, perpetrado a 3 de Fevereiro de 1953 pelas autoridades coloniais portuguesas e próxima da vila de Micoló, no distrito de Lobata, que dista, ao norte da cidade de São Tomé, mais de 20 km.

Segundo o governante que falava à Imprensa, a opção pela construção de um novo Porto servirá de alternativa ao velho e a principal área portuária do arquipélago São-tomense.

De acordo ainda com o governante, o actual Porto de São Tomé, padece de múltiplos problemas, dos quais, a incapacidade operacional assim como carece de exigências de integração socioeconómica de São Tomé e Príncipe na sub-região de África Central.

Osvaldo D’Abreu, informou que trata-se de um projecto infraestrutural cujo processo negocial está em estado avançado “de ajustes” com a parte chinesa e que o projecto poderá conhecer a luz do dia, a médio prazo, com auxílio do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

D’Abreu não pontuou os custos deste novo projecto infraestrutural para o país, mas esclareceu que não será um projecto megalómano falhado de porto em águas profundas projectado pelo então Governo do Primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Para este responsável, o tal Porto, além de competência comercial, vai dar resposta a procura e a recepção energética, acomodação de contentores e que satisfaça as necessidades pesqueiras do país a luz de nova visão estratégica do XVII Governo presidido pelo Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus.

A medida que se perspectiva deste novo projecto infraestrutural, o governante assegurou que o Porto de São Tomé ou de Ana Chaves vai comportar a curto prazo algumas obras na hipótese de se “estendê-lo, buscando uma batimetria de mais três a quatro metros, para atracagem de alguns navios de médio porte”. Manuel Dendê – São Tomé e Príncipe - In “STP Press”