Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Portugal – Autarquia do norte do país eliminou ninhos de vespa asiática com novo método por envenenamento

Um método que permite que as vespas parasitas transportem o veneno para outros ninhos, ampliando a eficácia do combate



Na sua página oficial de Internet, o município no distrito do Porto referiu que começou a usar este novo método, que visa evitar a remoção física dos ninhos, prevenindo a sua reocupação por novas colónias, desde janeiro do ano passado.

Além disso, acrescentou, o método permite que as vespas parasitas transportem o veneno para outros ninhos, ampliando a eficácia do combate.

O processo consiste na utilização de canas de carbono com sistema elétrico ligado a um grupo de bombagem, revelou. Este equipamento injeta uma solução composta por veneno seletivo e um atrativo calórico, eliminando toda a colónia, explicou a autarquia.

“Mesmo as vespas que não regressam ao ninho no momento da aplicação, encontram o veneno ativo ao retornarem nos dias seguintes”, ressalvou.

Já para ninhos localizados acima dos 20 metros de altura, a câmara utiliza armas de ar comprimido do tipo `softball´ que utilizam projéteis de inseticida.

Em 2024, foram recebidos 766 alertas para ninhos de vespa asiática, dos quais 505 foram confirmados como efetivos.

Destes, 488 ninhos foram eliminados durante o ano transato, enquanto 17 permaneceram para intervenção este ano.

Os restantes 261 pedidos foram verificados, mas não resultaram em intervenções por se tratar de ninhos de outras espécies como vespas nativas, aves ou avistamentos de espécimes isolados.

Dos ninhos intervencionados, 236 estavam em árvores, 82 em telhados, 60 em paredes e 46 no interior de imóveis.

Em 277 ninhos foram utilizadas as canas de carbono e nos restantes 102 armas de ar comprimido.

A autarquia apela à colaboração dos munícipes no avistamentos de ninhos de vespa asiática para a central da Proteção Civil através dos números 800 208 545 ou 229 398 560 ou para o email protecao.civil@cm-matosinhos.pt.

Em 2023, a Câmara de Matosinhos destruiu 536 ninhos de vespa asiática.

O primeiro ninho de vespa asiática detetado em Matosinhos foi a 25 de julho de 2013.

A vespa velutina é uma espécie asiática que exerce uma ação destrutiva sobre as colmeias de abelhas melíferas e pode constituir perigo para a saúde pública.

Natural das regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia ao leste da China, Indochina e ao arquipélago da Indonésia, a espécie entrou na Europa através do porto de Bordéus, em França, em 2004.

Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011, mas a situação só se agravou a partir do final do ano seguinte.

A vespa velutina distingue-se da espécie europeia pela coloração do abdómen, que é predominantemente de cor preta. Agência Lusa


sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Cabo Verde - Fundação Maio Biodiversidade regista menor número de ninhos de tartarugas marinhas em relação aos últimos cinco anos

Porto Inglês – A Fundação Maio Biodiversidade indicou que este ano está a registar menor número de ninhos, comparando com os dados a meio da temporada dos últimos cinco anos da campanha de protecção das tartarugas marinhas.

Segundo o coordenador da patrulha, Jairson da Veiga, para quem este facto era “um tanto quanto esperado”, uma vez que no ano passado tiveram “um recorde” de cerca de 50 mil ninhos, mas mesmo assim contava registar uma cifra “um pouco mais acima”, visto que neste momento se está numa época tida como pico da desova.

Mas, conforme admitiu, a situação que ocorreu no ano passado, em que se registou maior número de registo, pode estar ligado a um fenómeno que considerou de “sincronia” entre as tartarugas à procura de praias para desova.

Salientou que ocorrências do tipo podem estar ligado a “abundância de alimentos ou do aumento da temperatura de água”.

“É claro que isso precisa de um estudo mais aprofundado para sabermos o que realmente aconteceu, porque tivemos tartarugas que saíram no ano passado e que este ano voltaram a sair, porque sabemos que, se uma tartaruga sair este ano, a probabilidade é que ela venha a sair depois de dois ou três anos, porque precisam repousar”, sublinhou.

Relativamente a apanha de tartarugas, Jairson da Veiga disse que tem havido um “registo significativo”, a semelhança dos anos anteriores, mas como este ano estão a registar menos ninhos e saídas, a mesma vai ter um impacto diferente, em relação aos anos anteriores, destacando que também este ano estão a contar com menos efectivos nas praias na patrulha.

A Fundação Maio Biodiversidade (FMB), segundo a mesma fonte, conta este ano com a colaboração de vários voluntários estrangeiros, destacando que também conseguiram colocar nas tartarugas o dispositivo GPS para monitorar os seus movimentos, aparelhos que instalaram também em algumas embarcações de pesca.

Esta acção permitiu à FMB recolher vários dados que vão ser trabalhados e divulgados posteriormente, lembrando, por outro lado, que este ano também estão a utilizar drones para recolha de informações nas praias, onde às vezes as equipas sentem algumas dificuldades em deslocar.

Por outro lado, o viveiro criado na praia de Bixe Rotxa, indicou, está a servir para colocar os ninhos e ao mesmo tempo servir de um espaço para informar e sensibilizar as pessoas sobre o processo de vida das tartarugas marinhas.

A campanha vai decorrer até ao final do mês de Setembro, mas, dependendo da forma como venha a decorrer, poderá implicar o seu fim mais cedo ou mais tarde.

A FMB está a realizar a primeira edição da copa tartaruga, que vai abarcar a maioria das comunidades com jogos desportivos e tradicionais, uma forma de levar às localidades a mensagens de protecção das tartarugas marinhas. In “Inforpress” – Cabo Verde