Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 19 de março de 2025

Macau - Poemas partilhados para preservar “diversidade linguística e cultural”

Uma sessão de poemas partilhados, em português ou chinês: é esta a sugestão da Fundação Rui Cunha para um serão no Dia Mundial da Poesia, que se comemora na sexta-feira. A ideia é “enriquecer a experiência comum” através da leitura de poemas especiais para os participantes



Para comemorar o Dia Mundial da Poesia, a Fundação Rui Cunha apresenta esta sexta-feira uma sessão especial intitulada “Dê Vida a um Poema”. Sob a forma de tertúlia, o público é convidado a passar pela Galeria da FRC e trazer um poema da sua preferência, em português ou chinês, para partilhar com os outros participantes, “num serão com o propósito de enriquecer a experiência comum”.

Co-organizado pela Associação dos Amigos do Livro em Macau e pela Associação de Poesia dos Amigos do Jardim da Flora, o encontro é visto como “uma oportunidade para incentivar a leitura, apoiar os poetas e preservar a diversidade linguística e cultural, através da palavra escrita e falada”. A sessão começa às 18h30.

O Dia Mundial da Poesia foi instituído pela UNESCO na 30ª Conferência Geral em Paris, em 1999, para homenagear a expressão poética e a sua importância cultural nas sociedades em todo o mundo. “A poesia, com a sua capacidade de emocionar, provocar reflexões e transmitir sentimentos, atravessa séculos e civilizações, sendo um dos pilares da arte literária”, refere a organização.

Mais do que um simples conjunto de versos, a poesia é uma manifestação da alma humana, que pode ser lírica, épica, social, filosófica ou experimental, adaptando-se às diferentes épocas e estilos, acrescenta. “Desde os sonetos de Camões e os poemas clássicos de Liu Yong, até aos versos livres da poesia contemporânea, este género literário tem sido um meio poderoso de comunicação e resistência”, pode ler-se.

Esta sessão de poemas partilhados será conduzida pelo médico e escritor Shee Vá, em representação da Associação dos Amigos do Livro, que convidará os participantes a revelar poemas com significado especial nas suas vidas. A conversa será realizada em português e chinês, conforme as leituras sugeridas. A entrada é livre. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quinta-feira, 7 de julho de 2022

Portugal - Tertúlia promove colóquio para debater participação da diáspora no desenvolvimento de Cabo Verde

Lisboa – A tertúlia “Nôs e Nôs Terra” organiza este sábado um colóquio sobre “A participação da diáspora no desenvolvimento de Cabo Verde”, debruçando-se também sobre a situação económica e social do País e os principais desafios que tem enfrentado.

“O tema escolhido tem a ver com o facto de estar na ordem do dia, com a pandemia, a questão da solidariedade da diáspora e uma série de outras questões, com as organizações internacionais a colocar o assunto na ordem do dia, achamos que valia a pena voltar à discussão”, explicou à Inforpress em Lisboa, o co-promotor da tertúlia “Nôs e Nôs Terra”, João Estêvão.

Da edição do colóquio que será online, conforme o mesmo, as propostas dali saídas serão enviadas às autoridades e a todos interessados, o quanto antes, esperando que as mesmas sejam recebidas e aproveitadas por quem “seja capaz de dar seguimento”, porque o objectivo é “dar um contributo que possa ajudar” os dirigentes do País.

O propósito que motiva os promotores da tertúlia para a realização do colóquio é o de “olhar e debater as diferentes formas de participação da diáspora no desenvolvimento de Cabo Verde”, mormente, quando levadas a cabo pelos quadros na diáspora e outros profissionais e empreendedores com provas dadas nos países de acolhimento.

Os promotores também pretendem que “fiquem evidenciadas as virtualidades dessa participação sem, todavia, negligenciar os eventuais constrangimentos e obstáculos com os quais, localmente, as disponibilidades de quadros e empreendedores poderão, eventualmente, ser confrontados”.

O colóquio que será online está marcado para as 16:30 (14:30 hora de Cabo Verde), sendo que a abertura estará a cargo de Lucas da Cruz e de João Estêvão, seguida de uma mesa-redonda sobre a contribuição da diáspora para o desenvolvimento de Cabo Verde e será moderada por Ângela Benoliel Coutinho.

Os oradores convidados serão Arnaldo Andrade, João Resende-Santos e Wladimir Brito, que reflectirão, respectivamente, sobre o “contributo da diáspora para a afirmação e o desenvolvimento de Cabo Verde”, “as formas através das quais a diáspora pode contribuir para o relançamento do processo de desenvolvimento de Cabo Verde” e “as formas organizativas que poderão permitir o aumento da eficácia da participação da diáspora”.

Após a mesa-redonda, será aberto um espaço de debate alargado a todos os que estiverem a acompanhar o colóquio online, a ser transmitido em directo pelas redes sociais (canal Youtube e Facebook).

Está prevista uma intervenção do Presidente da República, José Maria Neves, na sessão de abertura, e do ministro das Comunidades, Jorge Santos, no início da mesa-redonda, antecedendo os oradores convidados.

A Tertúlia “Nôs e Nôs Terra” é um espaço de diálogo constituído há cerca de 18 meses e que conta com a participação habitual dos membros Lucas da Cruz, Wladimir Brito, João Estêvão, Ângela Coutinho (residentes em Portugal), embaixador Jorge Borges, Raffaella Gozzellino (residentes em Cabo Verde), Dulce Évora (Itália) e António da Graça (Países Baixos).

“Somos as figuras permanentes da tertúlia, mas vamos convidando sempre pessoas”, contou o co-promotor da tertúlia, explicando que o projecto começou durante a pandemia da covid-19, lembrando que os promotores no mesmo (João Estêvão, Lucas da Cruz e Wladimir Brito,) foram todos antigos dirigentes do Congresso de Quadros da Diáspora que, por várias razões, acabou por não continuar a funcionar.

Segundo ele, no início deste século, o 4º Congresso de Quadros da Diáspora já tinha abordado esse tema “A Participação da diáspora no Desenvolvimento de Cabo Verde”, em que foram feitas uma série de propostas.

Uma das propostas feitas pelo congresso, logo no início, foi a criação do Conselho das Comunidades, sem esquecer a proposta de discutir a contribuição da diáspora para além das remessas, utilizando os mercados de capitais para permitir o crescimento da captação das poupanças dos emigrantes e hoje há uma proposta semelhante.

Este é o segundo colóquio realizado pela tertúlia “Nôs e Nôs Terra” depois de, em Dezembro de 2021, terem organizado um sobre as presidenciais, também online. In “Inforpress” – Cabo Verde