Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Angola - Escritores abordam problemática da literatura infantil na IV edição do Conexões Letras e Artes

A IV edição do programa Conexões Letras e Artes vai contar com as participações dos escritores Kardo Bestilo, Domingas Monte e Lucas Cassule, que se vão debruçar sobre os vários aspectos em torno da literatura infantil em Angola e os seus desafios face à realidade global


Os escritores Kardo Bestilo, Domingas Monte e Lucas Cassule estarão esta tarde, a partir das 16 horas, a participar de uma mesa-redonda sob o tema “Literatura infantil em Angola: preservar a memória e inspirar o futuro”, com o objectivo de olhar para a realidade angolana e também global, no Memorial António Agostinho Neto, enquadrada no festival multicultural da IV edição do programa Conexão Letras e Artes.

O encontro pretende reunir diversos especialistas e entendedores na matéria, desde investigadores, críticos literários, escritores, estudantes, psicólogos, sociólogos, professores e todos interessados dos diferentes ramos da ciência.

Juntos, eles poderão analisar os pontos positivos e negativos da literatura voltada para os mais pequenos, bem como os avanços, retrocessos e metas a seguir para o crescimento e desenvolvimento desta área.

Entretanto, a programação desta edição do Conexão Letras e Artes, que decorre até ao dia 27, além do debate, trará outras performances em diferentes disciplinas artísticas, desde momentos culturais, exposição de materiais de artesanato, sessão de apresentação de livros, entre eles Eu e os meus três óbitos, do escritor, Beni Dya Mbaxi, e No submundo da minha’alma, da autoria de Sebastião Gonga, palco livre e uma série de actividades paralelas à mesma festividade. Maria Custódia – Angola in “O País”


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Angola - Celso Furtado apresenta o livro “Sussurros da Madrugada”

O mestre em Negócios Internacionais Celso Leiro Furtado “Kiseka” vai brindar os leitores com a obra “Sussurros da Madrugada“, na sexta-feira, 27, no Memorial António Agostinho Neto, a partir das 17h00


A sua obra, segundo nota de imprensa enviada a O País apresenta-se como um livro de poesia intimista e confessional, onde a palavra surge como necessidade vital e espaço de sobrevivência emocional. Esta obra convida o leitor a uma leitura emocionalmente intensa, onde cada poema funciona como um fragmento de vida, um sussurro que ecoa no silêncio de quem lê.

Ao longo dos poemas, lê-se, o autor percorre temas universais sempre atravessados por uma carga afectiva intensa, cruzando-se com experiências pessoais, reflexões sociais, dando voz não apenas ao amor íntimo, mas também à pertença africana, à memória colectiva e ao desejo de liberdade. Sussurros da Madrugada suporta uma colectânea de poemas que retém a diversidade e a divergência dos sentimentos humanos, com uma voz poética livre e despretensiosa, mas profundamente sensível. Para Celso Furtado “um povo que não lê é um povo que não pensa, e um povo que não pensa é um povo que não evolui”.

Celso Leiro Furtado (Kiseka) nasceu em Luanda, Angola, em 1984. É Mestre em Negócios Internacionais pela London School of Economics e actualmente divide o seu tempo entre Luanda e Lisboa, onde presta serviços de consultoria na sua área de formação.

A sua relação com a escrita nasce ainda na juventude, profundamente marcada pelas aulas de Língua Portuguesa e pelas leituras de Fernando Pessoa e Florbela Espanca, autores que o inspiraram a olhar para a poesia como uma forma de introspecção e de expressão emocional.

Poeta por natureza e relativista convicto, Celso Furtado vê a poesia como um espaço de liberdade onde o pensamento e o sentimento se encontram. A sua escrita é intimista, filosófica e espontânea, explorando as nuances do amor, da solidão, do tempo e da essência humana.

Em Todos os Meus Poemas São de Amor, o autor apresenta uma colectânea de poemas que reflectem a diversidade e a divergência dos sentimentos humanos, com uma voz poética livre e despretensiosa, mas profundamente sensível.

Para Celso Furtado, e citamos, a poesia é a minha casa, o lugar onde me visto da minha própria pele. Com esta primeira obra, o autor assume o desejo de reaproximar o público angolano e lusófono da literatura, acreditando que um povo que não lê é um povo que não pensa, e um povo que não pensa é um povo que não evolui. In “O País” - Angola

terça-feira, 14 de maio de 2024

Angola - Memorial António Agostinho Neto acolhe colóquio sobre Línguas Nacionais

O Ministério da Cultura, em parceria com o Instituto de Línguas Nacionais, realizou no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, um Colóquio sobre as Línguas de Angola, com o tema “Angola e a Gestão do Plurilinguismo”


A actividade, realizada em alusão ao Dia Internacional da Língua Materna, celebrado a 21 de Fevereiro, teve como objectivo dar a conhecer a realidade sociolinguística de Angola e colher contribuições para o Projecto de Lei das Línguas de Angola.

Segundo a organização, o evento, aberto a professores, pesquisadores, estudantes e outras pessoas interessadas no tema, foi composto por dois painéis.

Para o primeiro painel, que abordou o plurilinguismo, foram apresentados os temas "A Língua enquanto Instrumento-mor da Partilha do Saber”, por Benjamim Fernando, "Línguas angolanas de origem africana e tradição oral”, por Albano Kufuna, "Plurilinguismo em Angola: Uma Responsabilidade e uma Responsabilização”, por Daniel Peres Sasuco” e "Reinvenção da Linguística na Literatura de Boaventura Cardoso”, por Domingas Monte.

Já o segundo painel, que teve como tema central "Política Linguística”, foi repartido pelos subtemas "A Gestão da Diversidade Linguística no Espaço Público Luandense”, abordado por Mbiavanga Fernando, "Metodologia de Ensino de Línguas”, por Domingos Vaz, "O Papel das Igrejas na Valorização, Ensino, Preservação e Disseminação das Línguas Nacionais Angolanas: Uma Perspectiva Histórica e Teológica”, por Adilson Leitão S. de Almeida, e "Sapiência Inerente nos Provérbios Bantu no Espaço Multilingue”, por Josefa Conde. Maria Hengo – Angola in “Jornal de Angola”