Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Macau - IPIM levou produtos portugueses a Cantão

A Feira de Produtos de Qualidade de Macau-Cantão deste ano atraiu mais de 150 mil visitantes e comerciantes. O IPIM promoveu a participação de produtos portugueses no certame, sublinhando a crescente visibilidade do papel de plataforma de Macau

Durante três dias, entre 15 e 17 de Janeiro, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) e a Comissão do Comércio do Município de Cantão organizaram a “Feira de Produtos de Qualidade”, um evento que reuniu mais de 150 mil visitantes e comerciantes na capital da Província de Guangdong.

Realizada no “Poly World Trade Expo Center”, em Cantão, a Feira de Produtos reuniu marcas conhecidas e uma vasta gama de produtos típicos das regiões, contando ainda com a presença de empresas locais de distribuição de produtos portugueses e expositores provenientes de Portugal. Desta forma, frisa o IPIM, cumpriu-se a lógica de plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua Portuguesa.

Uma das novidades deste ano foi a introdução de uma zona destinada às empresas de comércio electrónico locais. De acordo com Sou Chou Kei, responsável da plataforma online “Macaueshop.com”, a “zona do comércio electrónico transfronteiriço” atingiu o objectivo desejado. “Os seus produtos esgotaram-se dentro de duas horas após a abertura, sendo necessário o reabastecimento imediato”, destacou o IPIM.

Na véspera da feira, os organizadores realizaram também uma sessão de intercâmbio para a cooperação económica e comercial entre Macau, os países lusófonos e Cantão, cujo principal objectivo centrou-se na promoção da plataforma de Macau. Neste âmbito, o responsável pelo sector asiático da empresa “Branco Carvalho Neto”, Paulo Covas, sublinhou a importância do Portal de Informação “como uma nova plataforma para os países de língua portuguesa fazerem intercâmbios comerciais online com Macau e o interior da China”.

Assim, segundo o IPIM, Paulo Covas perspectiva melhorar as informações da empresa e dos produtos alimentares neste portal, para “atrair mais empresas e consumidores chineses”.

Além disso, o IPIM assegurou que serão oferecidas novas oportunidades a empresas chinesas e portuguesas. O consultor José Pedro Farinha, da empresa portuguesa “Bussiness Tecnology Out-Sourcing Consultancy”(BTOC), frisou a importância dessas oportunidades por garantirem mais intercâmbio entre as empresas luso-chinesas. Para isso, o mesmo responsável pretende “atrair mais investidores do Interior da China para projectos em Portugal através do evento”, refere a nota divulgada pelo IPIM. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

Portugal – Janela Única Logística portuguesa vai chegar a Badajoz

O projecto é uma iniciativa conjunta dos portos de Sines, Setúbal e Lisboa e da plataforma da Extremadura espanhola e acaba de ser “candidatado ao POCTEP (Projecto de Colaboração Transfronteiriça Espanha-Portugal) para co-financiamento comunitário”.

Na prática, o que se pretende é criar em Badajoz um “enclave” da JUL portuguesa, com isso agilizando os procedimentos inerentes à tramitação das mercadorias entre a plataforma extremenha e os portos nacionais, mais próximos e mais eficientes que os espanhóis, palavra de Juan Romero.

Tal como cá, também do lado de lá da fronteira a Aduana / Alfândega está envolvida no processo desde a primeira hora. “Na próxima terça-feira teremos mais uma reunião com as Alfândegas dos dois países para acertar os últimos detalhes”, referiu o gestor espanhol.

A Plataforma Logística do Sudoeste Europeu e o Porto de Sines já desenvolveram juntos um projecto no âmbito do primeiro POCTEP, “que correu muito bem”, o que motivou a esta segunda candidatura e justifica o optimismo sobre o seu sucesso. Se assim for, o co-financiamento poderá ser aprovado “dentro de seis a oito meses” e depois “serão dois anos para a implementação”.

O investimento previsto é de “2,7 milhões de euros e a comparticipação comunitária chega aos 75%, referiu Juan Romero Miranda.

Instalados que estejam os pórticos de leitura das matrículas dos camiões e dos contentores e harmonizado que sejam os sistemas informáticos, “os contentores destinados aos nossos portos estarão, na prática, como se em território nacional mal entrem na plataforma de Badajoz”, realçou, por seu turno, Vítor Caldeirinha, presidente do Porto de Setúbal.

As vantagens serão ainda potenciadas caso se concretize a pretensão de Badajoz de criar uma zona franca (com os inerentes benefícios fiscais) na plataforma logística.

Três comboios semanais em ambos os sentidos

Lançado em Julho de 2015, o serviço ferroviário de transporte de mercadorias entre a plataforma de Badajoz e os portos portugueses atingiu neste mês de Janeiro de 2016 a frequência de três comboios semanais.

Os produtos agro-alimentares, com destino às Américas e a África, constituem as cargas à saída de Badajoz. No regresso, os comboios da CP transportam “embalagens e alguns produtos alimentares menos processados”, referiu ao Transportes & Negócios o director da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu.

Os tráfegos ainda não estão equilibrados mas Juan Romero não disfarça o optimismo: “como a semana tem sete dias e o domingo é para descansar, temos três comboios, ainda nos faltam outros três”.

O porto de Sines é o destino de “cerca de 55%” das mercadorias expedidas a partir de Badajoz. Setúbal “recebe 25% e o restante divide-se entre Lisboa e Leixões”, concluiu. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Brasil – Movimento de cargas no Porto de Santos cresceu 7,9% em 2015 sustentado pelas exportações

O crescimento foi determinado, principalmente, pelas exportações de commodities agrícolas

A movimentação de cargas no Porto de Santos em 2015 superou todas as expectativas, atingindo 119,931 milhões, um crescimento de 7,9%, impulsionado pela significativa alta de 14,4% nas operações de exportação, com forte influência dos embarques de açúcar, do chamado complexo soja (grãos e farelo) e de milho, respectivamente. As importações acusaram queda de 6,4%.

“Com participação sobre o movimento geral da ordem de 73,0%, as cargas de exportações operadas no complexo santista garantiram o desempenho positivo”, explica o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva. “Crescemos, inclusive, acima do esperado”, comemora, explicando que no início de 2015, a previsão apontava para 114 milhões de toneladas. “O verificado de fato ampliou essa estimativa em cerca de 5 milhões de toneladas”, destaca o presidente, comentando que junto a essa marca, cresce também a importância do comprometimento da Autoridade Portuária em garantir as condições mais favoráveis possíveis para a operação e escoamento dessa demanda.

O açúcar que detém a posição de carga mais movimentada atingiu em 2015 um total de 18,185 milhões de toneladas, superando em 5,3% as operações no ano anterior. Na sequência, os embarques de grãos e farelo que compõem o complexo soja chegaram a 17,772 milhões de toneladas e crescimento de 7,9%. Com 15,786 milhões de toneladas, despontaram os embarques de milho, com elevado crescimento de 76%. Destacaram-se, também, os embarques de álcool, que atingiram 1,651 milhão de toneladas, 39,7% acima do volume registrado em 2014 (1,181 milhão de toneladas) e café em grãos com crescimento de 6,3%, saindo de 1,510 milhão de toneladas em 2014 para 1,605 milhão de toneladas em 2015.

O presidente da Codesp destacou que as elevadas marcas de movimentação dessas commodities agrícolas, demandam muito da infraestrutura portuária, notadamente as vias de acesso internas do porto, bem como uma programação muito ajustada no agendamento de chegada realizado em conjunto com os terminais.

Já nas importações, a queda resultou do declínio na operação de sete dentre as dez carga de maior movimentação nesse fluxo, com destaque para o decréscimo de 30% nas importações de adubo, a carga de maior participação nas descargas.

Quanto às operações de contêineres, o ano registrou um incremento de 5,5%, alcançando 41,196 milhões de toneladas, representando um incremento de 2,6% em teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

A consignação média (média da tonelagem embarcada por navio) das cargas movimentadas no complexo santista teve aumento de 8,7%, significando maior produtividade, pois enquanto a tonelagem cresceu 7,9% o número de navios reduziu 0,7%, refletindo em mais cargas movimentadas em uma quantidade menor de navios.

Balança Comercial - Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Industria e Comércio Exterior (MDIC), a participação do Porto de Santos na Corrente de Comércio brasileira em 2015 foi de 27,3% (US$ 99,0 bilhões), enquanto em 2014 chegou a 25,6% (US$ 116,1 bilhões). O total Brasil em 2015 atingiu US$ 362,6 bilhões e em 2014 chegou a US$ 454,2 bilhões. Nas exportações a participação de Santos somou 26,5% (US$ 40,8 bilhões), contra 25,6% em 2014 (US$ 57,7 bilhões). Já nas importações foi de 28,2% (US$ 48,3 bilhões), contra 25,5% em 2014 (US$ 58,4 bilhões). O Brasil atingiu US$ 191,1 bilhões nas exportações em 2015 (em 2014 foram US$ 225,1 bilhões) e US$ 171,4 bilhões nas importações no ano passado (em 2014 esse fluxo atingiu US$ 229,1 bilhões).

Cerca de 13,9% dos embarques efetuados em Santos tiveram como destino a China, 13,2% os Estados Unidos e 6,0% a Argentina. Já as descargas tiveram como proveniência a China, com 21,2%, os Estados Unidos, com 16,0% e a Alemanha, com 9,4%.

Na exportação as 3 cargas mais movimentadas quanto ao valor foram a soja (China, Tailândia e Coréia do Sul), o café em grãos (Estados Unidos, Alemanha e Itália) e o açúcar (China, Bangladesh e Índia). Na importação ganharam destaque, inseticidas (Estados Unidos, Bélgica e França), caixas de marchas (Japão, Coréia do Sul e Indonésia) e fungicidas (França, Reino Unido e Estados Unidos).

Movimento do mês de dezembro - O Porto de Santos estabeleceu em 2015 novo recorde para o mês de dezembro, atingindo 10,116 milhões de toneladas, contra 9,022 milhões de toneladas em 2014, um crescimento de 12,1%. As exportações totalizaram 7,878 milhões de toneladas, ficando 30,6% acima do mesmo período de 2014 (6,031 milhões de toneladas). Já as importações somaram 2,237 milhões de toneladas, ficando 25,2% abaixo do verificado no mesmo período de 2014 (2,991 milhões de toneladas).

Destacam-se entre os embarques o milho (2,662 milhões de toneladas), com aumento de 103,3%; o açúcar (1,754 milhão de toneladas), com crescimento de 17,6%; e o farelo (401,001 mil toneladas), que aumentou 62,2%. Nas importações o adubo apresentou queda de 31,7%, o carvão de 100,0% e o enxofre de 7,7%.

A carga conteinerizada, em tonelagem, apresentou queda de 5,5%, somando 3,279 milhões de toneladas, contra 3,470 milhões de toneladas em dezembro de 2014. Em teu o movimento de contêineres reduziu em 7,7%. A quantidade de navios atingiu 438, menos 1,1% da quantidade verificada no mesmo mês de 2014 (443 embarcações). In “Porto de Santos” - Brasil


Um pungente retrato de um mundo marginal

Ainda hoje, nossas concepções acerca da história sofrem a contaminação de modelos baseados no chamado “senso comum”, no personalismo e em outros vícios que nosso sistema educacional teima em reproduzir. Com isso, resta esquecido que para refletir criticamente sobre os acontecimentos do passado – recente ou remoto – é preciso fazer uso de uma mescla de critérios científicos e subjetivos, trabalhados harmonicamente, em constante diálogo.

Aceitar como verdades incontestáveis as informações reproduzidas por determinadas pessoas ou por veículos de comunicação, cuja legitimidade baseia-se apenas em seus percentuais de audiência é, no mínimo, ingenuidade. Sem método para reflexão, sem análise criteriosa, toda informação é especulação. Por outro lado, os dados e os números frios, desacompanhados de interpretação, também não se traduzem em conhecimento efetivo sobre a realidade.

Mas, então, como confiar no que se vê, no que se ouve, no que se lê, sem correr o risco de reproduzir falácias ou ideias equivocadas? Questão difícil quando se sabe que a própria escrita da História ainda se debate entre o cientificismo puro ou o relativismo que a coloca como mais uma entre tantas formas de narrativa. Roger Chartier afirma que o trabalho do historiador não pode se afastar do objetivo de buscar a verdade, mesmo que tal objetivo possa ser, conceitualmente, impossível de atingir. Abandonar tal busca seria deixar o campo livre a toda sorte de falsificações, a todos aqueles que, “por traírem o conhecimento, ferem a memória”.

Assim, o exercício constante de um olhar crítico perante toda informação é uma forma de evitar, na medida do possível, a ideia enganada, o ato intempestivo e a reprodução do erro. Por isso, é importante não se fiar em uma única fonte informativa, aceitar que toda ideia evolui ao longo do tempo e, por fim, buscar conhecimentos que permitam discutir e compreender.

Dentre as ferramentas utilizáveis para a construção da história, a memória pessoal é a mais carregada de subjetividade. Assim, seu uso como forma de interpretação de determinado período ou fato histórico estaria contaminado por procedimentos próprios da literatura. Entretanto, desde que Walter Benjamin fez uso de fragmentos de memória para contar a história de uma cidade em “Infância em Berlim por volta de 1900”, aprendemos que se a memória é ineficaz para uma construção linear dos fatos, pode tecer um painel de percepções múltiplas, simultâneas e polifônicas que se entrecruzam para formar o tecido histórico, conforme afirma Pablo Porfírio. 

Adelto Gonçalves não omite o fato de que a memória é o reservatório de onde retira os acontecimentos e os personagens que povoam as páginas de “Os vira-latas da madrugada”. Em sua infância, vivida à beira do cais do porto de Santos, assistiu ao desfile desses trabalhadores portuários, malandros, bêbados, prostitutas, pequenos comerciantes contra o pano de fundo dos momentos que antecederam o golpe militar de 64.

É desse material que retira sua narrativa e é a partir dele que vão surgindo as figuras vivas do moleque Pingola, do revolucionário Marambaia, do aspirante a craque Cariri, das prostitutas Irene e Sula, do mendigo Plínio, de Nego Oswaldo, de Quirino, todos vivendo entre as boates, os cortiços, bares, armazéns e bordéis do bairro do Paquetá. O autor assume a condição de espectador dos fatos que deram origem à ficção ao inserir entre um capítulo e outro algumas descrições autobiográficas, que qualifica como “confissões”.

Se o recurso tenciona acrescentar credibilidade factual aos eventos narrados, a subjetividade memorialística invade o suporte histórico, resultando num movimento que passa do ficcional ao documental e àquele retorna, expandindo e enriquecendo a leitura. Dessa forma, se a interferência explícita da voz do autor não permite esquecer que estamos diante de suas lembranças, o momento histórico em que a narrativa transcorre surge por inteiro através dos olhos de uma testemunha ocular dos fatos.

“Os vira-latas da madrugada” é um pungente retrato de um mundo marginal, onde o lenocínio e a malandragem convivem com anseios por tempos novos, coroados pelo fim da exploração e da miséria de toda espécie. Aos olhos do leitor, os destinos desses personagens românticos defrontam-se com uma violência maior, implacável. E é então que sua luta por uma justiça social inatingível nos toca de maneira especial. Porque, enfim, ainda hoje partilhamos os mesmos sonhos e ainda buscamos os meios de transformá-los em realidade. Edmar Monteiro Filho – Brasil

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Os vira-latas da madrugada, de Adelto Gonçalves, com prefácio de Marcos Faerman, apresentação de Ademir Demarchi, posfácio de Maria Angélica Guimarães Lopes e ilustrações e capa de Enio Squeff. Taubaté-SP: Associação Cultural Letra Selvagem, 216 págs., 2015, R$ 35,00. E-mail: letraselvagem@letraselvagem.com.br  Site: http://www.letraselvagem.com.br


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Edmar Monteiro Filho é mestre em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de São Paulo (Unicamp), título obtido com a dissertação “O major esquecido: Histórias de Alexandre, de Graciliano Ramos” (2013), e doutorando em Teoria e História Literária na Unicamp. Recebeu os prêmios literários Guimarães Rosa (1997) e Cruz e Souza de Literatura, entre outros. Publicou Fita Azul (romance, Babel, 2012) Este lado para cima (poesia, edição de autor, 1993), Halma húmida (poesia, edição do autor, 1997), Às vésperas do incêndio (contos, edição do autor, 2000), Que fim levou Rick Jones? (contos, 2010) e a novela Azande (novela, edição de autor, 2004).  Assina uma coluna em que faz resenhas de livros no jornal semanário A Tribuna, de Amparo. E-mail: edmont@uol.com.br

Brasil: uma visão otimista

SÃO PAULO – Apesar de algumas considerações negativas que fazem a respeito do futuro do País, o Brasil é uma das poucas nações que podem crescer tanto como exportadora de manufaturados como de commodities. Um exemplo disso é que, mesmo com a crise que instalou nos últimos anos, o País registrou aumento na participação de manufaturados no volume exportado, que passou de 35,6% em 2014 para 38,1% em 2015.

Com isso, foi retomado o nível de 2013, quando essa participação chegou a 38,4%, embora esse índice ainda esteja longe dos 55% alcançados em 2007. Desde então, as commodities – minérios, soja, milho e trigo à frente – avançaram bastante, mas isso não significa o pior dos mundos para o País. Pelo contrário. É verdade que a desaceleração econômica na China tem provocado quedas nas cotações, mas tudo indica que essa é uma fase passageira.

Até porque a demanda chinesa é inesgotável, pois se trata de um país que, embora tenha dimensões continentais, dispõe de apenas 11% de seu território como arável e recursos hídricos limitados, além de enfrentar problemas provocados por industrialização acelerada, que têm levado a poluição a níveis alarmantes.

Isso significa que o sonho chinês de autossuficiência é, praticamente, inatingível. Por outro lado, o Brasil, a exemplo de outros países provedores como Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Indonésia, Malásia e Argentina, oferece uma economia comprovadamente completar à chinesa. Ou seja, tudo indica que o agronegócio brasileiro, que hoje responde por 22,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 43% das exportações, terá vida longa.

É preciso, porém, que o governo faça a sua parte não só estimulando os produtores rurais como melhorando o sistema logístico em direção ao Norte, com a conclusão das obras da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, e a construção da TO-500, que passa por dentro da Ilha do Bananal, ligando Mato Grosso a Tocantins, e da Ferrovia Transoceânica, que terá 5,3 mil quilômetros, dos quais 2,9 mil em território nacional, ligando o Litoral Norte do Rio de Janeiro à malha ferroviária do Peru.

Com isso, será possível, segundo cálculos dos produtores, reduzir para US$ 30 o preço da tonelada de grãos exportados para a Ásia, o que justifica a participação chinesa na construção daquela ferrovia. Diante disso, é com otimismo que se vê o futuro do País, pois, com a venda de produtos manufaturados para o exterior em crescimento, será possível também reverter a atual tendência de queda nas importações de bens de capital, que abrangem máquinas e equipamentos essenciais à expansão industrial. Ou seja, em pouco tempo, será possível reverter o atual quadro de pessimismo. Milton Lourenço – Brasil

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

São Tomé e Príncipe – Governo japonês apoia conservação do pescado

Palaiês da cidade de Angolares vão ter centro de tratamento e conservação do pescado

O Governo do Japão financia o projecto. Vai reabilitar um edifício na cidade de Angolares, e apetrechá-lo com todos os equipamentos necessários para a conservação e tratamento do pescado.

O projecto está avaliado em mais de 50 mil euros. Na sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016, representantes da embaixada do Japão em São Tomé e Príncipe assinaram com a Associação das Palaiês (vendedoras de peixe), o acordo de financiamento.

O projecto pretende melhorar as condições de trabalho das vendedoras de peixe da cidade de Angolares, capital do distrito de Caué. Uma forma de aumentar o rendimento das famílias pobres da região sul da ilha de São Tomé. Os equipamentos a serem instalados no centro de conservação e tratamento de pescado «adaptam-se à sua realidade económica».

A Direcção das Pescas aproveitou para realçar a importância económica do sector. Segundo o Director, o sector das pescas assegura rendimento para 15% da população do país.

Há mais de 10 anos que a cooperação entre São Tomé e Príncipe e o Japão no domínio das pescas tem permitido apoio financeiro, técnico, material, e formação dos quadros são-tomenses. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe – in “Téla Non”

China - Empresa de Macau cria centro de exposição de alimentos lusófonos em Guangdong

Uma empresa de Macau prepara-se para instalar este ano, na província chinesa de Guangdong, um centro de exposição de vinhos e produtos alimentares oriundos dos Países de Língua Portuguesa, de acordo com o jornal local Macao Daily News.

A Vang Kei Hong já criou centros semelhantes em Xangai, em Changsha, na próvincia de Hunan, e em Haining, na província de Zhejiang, segundo Ip Sio Man, representante da companhia. A Vang Kei Hong é uma empresa direcionada para as áreas da distribuição, comércio e gestão de supermercados.

De acordo com Ip Sio Man, a abertura deste tipo de centros vai ao encontro das estratégias definidas pelo Governo de Macau e pelo Governo Central da China.

O jornal acrescentou que a Vang Kei Hong detém uma subsidiária especializada na comercialização de vinhos portugueses. In “Fórum Macau” - Macau