Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 12 de março de 2025

Península ibérica – Universidade de Coimbra recorre a tecnologias imersivas para promover ambientes de trabalho saudáveis e bem-estar laboral

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) integra projeto que utiliza tecnologias imersivas para promover ambientes de trabalho saudáveis e bem-estar laboral.


 

O “WinWORK: "Criação de Ambientes de Trabalho Saudáveis para a Promoção de Qualidade de Vida e Bem-estar nos Locais de Trabalho” é um projeto transfronteiriço inovador, cofinanciado pela União Europeia através do Programa de Cooperação Interreg VI-A Espanha-Portugal.  

«Este projeto tem como objetivo melhorar a saúde e o bem-estar no ambiente laboral, recorrendo a intervenções multidisciplinares e tecnologias imersivas, como a realidade virtual, com enfoque na cocriação e participação ativa das partes interessadas. A Universidade de Coimbra (UC) desempenha um papel central no projeto», afirma Ana Luísa Pinto, professora do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) e líder do projeto na UC.  

A equipa da UC, liderada por Ana Pinto, conta com a colaboração de Paulo Menezes e Hélder Araújo, professores do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores/ investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica, Carla Carvalho e Lisete Mónico, professoras da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, e os investigadores José Pinto Gouveia, Bárbara Monteiro, Telma Alves e Nuno Moita.

De acordo com a professora da FCTUC, «a abordagem utilizada foca-se nas tecnologias imersivas de realidade virtual para criar cenários interativos que promovam o mindfulness, ajudando os trabalhadores a gerir o stress e a desenvolver competências de natureza socio-emocional. Estas experiências são implementadas com óculos de realidade virtual, proporcionando um ambiente seguro e eficaz para a aprendizagem e a redução dos riscos psicossociais», explica

O WinWORK inclui intervenções piloto em seis organizações de Portugal e Espanha, abrangendo três setores: indústria, serviços e saúde. Estas ações envolvem a aplicação de metodologias participativas e sessões de capacitação para trabalhadores e gestores. 

Além disso, o projeto realiza um levantamento inicial através de um questionário online da responsabilidade das redes da Associação Empresarial de Portugal, da Cámara de Comercio de Salamanca e da Cámara de Comercio de Badajoz. As organizações que preencherem este  questionário poderão ser selecionadas para participar no projeto WinWORK, beneficiando diretamente da intervenção.

Este estudo avalia aspetos como cultura organizacional, liderança e condições de trabalho, preparando o caminho para o desenho das intervenções colaborativas. «O projeto pretende transformar os ambientes de trabalho, promovendo segurança, saúde e inclusão. A expectativa é que os resultados obtidos beneficiem não apenas as organizações diretamente envolvidas, mas também toda a comunidade interessada na temática», conclui Ana Pinto.

O consórcio é liderado pelo Instituto Politécnico do Porto e conta com parceiros como a Associação Empresarial de Portugal, Cámara Oficial de Comercio, Industria y Servicios de Badajoz, Fundación Centro de Cirugía de Mínima Invasión, Instituto Politécnico da Guarda, Universidade Coimbra, Universidad de Salamanca - Vicerrectorado de Investigacion y Transferencia. 

Focado na inovação, colaboração e uso de tecnologia avançada, o WinWORK promete contribuir significativamente para a melhoria do bem-estar e da qualidade de vida nos locais de trabalho, estabelecendo um novo paradigma para a saúde laboral em Portugal e Espanha. Universidade de Coimbra - Portugal


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Espanha - Terminal ferroviário de Badajoz concluído em 2020


O terminal ferroviário da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, em Badajoz, estará concluído em Fevereiro de 2020, de acordo com a conselheira de Meio Ambiente e Rural, Políticas Agrárias e Território da Junta da Extremadura, Begoña Garcia.

O governo regional espanhol confia que as obras do terminal ferroviário, um investimento de 12,16 milhões de euros, que integra a segunda fase da plataforma logística de Badajoz, estarão concluídas em Fevereiro de 2020, ficando a plataforma logística com ligação directa à rede ferroviária de Portugal e Espanha.

“Espero, deseje e confio que até essa data também haverá uma melhoria radical, ou seja, de raiz, nas nossas linhas ferroviárias, que ainda estão em um estado lamentável e vergonhoso”, afirmou a conselheira Junta da Extremadura.

Begoña Garcia fez o anúncio numa visita à conclusão das obras relativas à primeira fase da plataforma, na qual foram infra-estruturados 60 hectares para as companhias aí se instalarem.

As obras da primeira fase arrancaram em Março do ano passado e terminaram no final de Junho último, dentro do prazo. Representaram um investimento de 13,5 milhões de euros. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Espanha - Badajoz: Descoberto edifício com 2500 anos

Os arqueólogos ficaram surpreendidos com a casa de dois andares, com uma escadaria interior, construída com técnicas que só se pensava terem sido descobertas muitos anos depois



Nunca antes foi encontrada uma construção assim com tantos anos, pelo menos 2500. É "única" e "extraordinária", garantem os arqueólogos. Uma escada com dois metros e meio liga os dois andares do edifício, com cerca de um hectare, o maior alguma vez localizado naquela época tartésica (1000 a.c a 550 a.c.), a riqueza dos materiais e o seu estado de conservação, deixaram surpreendidos os investigadores do Instituto de Arqueologia do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Estremadura.

A edição desta segunda-feira do jornal El País conta que desde 2015 que a equipa coordenada pelos arqueólogos Sebastián Celestino e Esther Rodríguez estão a trabalhar nesta escavação, localizada em Badajoz, no vale do Guadiana. Nesta construção foram detetados materiais e técnicas que se pensava só terem sido utilizadas muito tempo depois.

"A escada é um elemento arquitetónico único de uma coisa que não acreditávamos que pudessem executar nesta época. Há escadas no início da história da Península Ibérica, mas de tempos posteriores. Neste tempo as escadas tinham dois ou três degraus de pedra e adobe para proteger o desnível. Neste caso são, pelo menos, 10 degraus, pois podemos vir descobrir mais, com dois metros de comprimento, 40 centímetros de largura e 22 de altura. Os cinco primeiros estão cobertos por placas de ardósia e os inferiores são feitos de uma cantaria quadrangular com argamassa de granito esmagada e envolta em cal", explica Esther Rodriguez. "A coisa mais surpreendente foi a sua profundidade, dois metros e meio abaixo do solo, o que quer dizer que estamos a aceder a outro andar, o que o torna o primeiro edifício de dois pisos descoberto até agora nesta época", acrescenta Sebastian Celestino.

Foram também encontrados materiais numa condição "extraordinária" de conservação, como jóias, pontas de lança, contentores, sementes e restos de tecido, grades ou enormes caldeirões de bronze. A civilização pré-romana que ocupava o sudoeste da Península Ibérica no primeiro milénio a.c. levantou todos os tipos de mitos e lendas (especialmente em torno de seu declínio misterioso e fim abrupto) devido, entre outras coisas, à falta de restos materiais.

De um lado da escadaria, apareceram os corpos de dois cavalos mortos, perfeitamente colocado em posição anatómica, apontando certamente um sacrifício ritual destes animais, símbolo de luxo e que não faziam parte da alimentação, naquela época. Por outro lado, foram descobertos também vestígios de uma vaca que os habitantes consumiram, numa espécie de festa.

Apenas 10% da área da escavação foi trabalhada, o que deixa uma enorme expectativa sobre o que ainda pode vir a ser descoberto. A maioria dos edifícios naquela época, localizado a meio do Vale do Guadiana numa área que recebeu grandes fluxos de imigração do núcleo central Tartesos no Guadalquivir e Huelva, depois de uma profunda crise económica no século VI, foi destruída pelos seus próprios residentes até ao final do século V, início do IV. Eles preferiram derrubá-los do que vê-los pilhados pelos povos do norte, de etnia celta, que estavam prestes a chegar. In “Diário de Notícias” - Portugal

sábado, 26 de novembro de 2016

Espanha - Construção da Plataforma Logística de Badajoz

O governo de Espanha deu luz verde à construção da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, em Badajoz. A obra pode arrancar já em Dezembro, depois do governo regional da Extremadura aprovar a modificação do Projecto de Interesse Regional (PIR)

A Administração regional espera receber “um importante apoio económico” para o projecto através do Orçamento Geral do Estado, de acordo com a conselheira de Meio Ambiente e Rural, Políticas Agrárias e Território da Junta da Extremadura, Begoña Garcia.

A mesma responsável indicou que embora a Extremadura vá disponibilizar os fundos necessários para colocar em marcha a Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, irá solicitar que Madrid “seja solidário com a obra”, na medida em que se trata de um projecto que trará benefícios a Espanha e a Portugal.

Além disso, a União Europeia vai canalizar 7,5 milhões de euros para o projecto. Bruxelas considera a Plataforma Logística do Sudoeste Europeu prioritária dentro da rede transeuropeia de transportes (RTE-T), pois permitirá desenvolver o transporte ferroviário para melhorar o comércio internacional e o desenvolvimento económico, facilitando o envio de produtos da Península Ibérica para o resto da Europa em menos tempo e com menores custos. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Portugal – Janela Única Logística portuguesa vai chegar a Badajoz

O projecto é uma iniciativa conjunta dos portos de Sines, Setúbal e Lisboa e da plataforma da Extremadura espanhola e acaba de ser “candidatado ao POCTEP (Projecto de Colaboração Transfronteiriça Espanha-Portugal) para co-financiamento comunitário”.

Na prática, o que se pretende é criar em Badajoz um “enclave” da JUL portuguesa, com isso agilizando os procedimentos inerentes à tramitação das mercadorias entre a plataforma extremenha e os portos nacionais, mais próximos e mais eficientes que os espanhóis, palavra de Juan Romero.

Tal como cá, também do lado de lá da fronteira a Aduana / Alfândega está envolvida no processo desde a primeira hora. “Na próxima terça-feira teremos mais uma reunião com as Alfândegas dos dois países para acertar os últimos detalhes”, referiu o gestor espanhol.

A Plataforma Logística do Sudoeste Europeu e o Porto de Sines já desenvolveram juntos um projecto no âmbito do primeiro POCTEP, “que correu muito bem”, o que motivou a esta segunda candidatura e justifica o optimismo sobre o seu sucesso. Se assim for, o co-financiamento poderá ser aprovado “dentro de seis a oito meses” e depois “serão dois anos para a implementação”.

O investimento previsto é de “2,7 milhões de euros e a comparticipação comunitária chega aos 75%, referiu Juan Romero Miranda.

Instalados que estejam os pórticos de leitura das matrículas dos camiões e dos contentores e harmonizado que sejam os sistemas informáticos, “os contentores destinados aos nossos portos estarão, na prática, como se em território nacional mal entrem na plataforma de Badajoz”, realçou, por seu turno, Vítor Caldeirinha, presidente do Porto de Setúbal.

As vantagens serão ainda potenciadas caso se concretize a pretensão de Badajoz de criar uma zona franca (com os inerentes benefícios fiscais) na plataforma logística.

Três comboios semanais em ambos os sentidos

Lançado em Julho de 2015, o serviço ferroviário de transporte de mercadorias entre a plataforma de Badajoz e os portos portugueses atingiu neste mês de Janeiro de 2016 a frequência de três comboios semanais.

Os produtos agro-alimentares, com destino às Américas e a África, constituem as cargas à saída de Badajoz. No regresso, os comboios da CP transportam “embalagens e alguns produtos alimentares menos processados”, referiu ao Transportes & Negócios o director da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu.

Os tráfegos ainda não estão equilibrados mas Juan Romero não disfarça o optimismo: “como a semana tem sete dias e o domingo é para descansar, temos três comboios, ainda nos faltam outros três”.

O porto de Sines é o destino de “cerca de 55%” das mercadorias expedidas a partir de Badajoz. Setúbal “recebe 25% e o restante divide-se entre Lisboa e Leixões”, concluiu. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 26 de setembro de 2015

Espanha – Alta Velocidade avança até Badajoz

A Adif Alta Velocidad adjudicou mais um contrato para a linha de Alta Velocidade que há-de ligar Madrid à fronteira com Portugal, e daí até Lisboa.

Um consórcio formado pela Bombardier, a Alstom e a Indra ganhou o contrato de fornecimento dos sistemas de sinalização e comunicação, e da respetiva manutenção durante 20 anos, do novo troço de Alta Velocidade Plasencia-Cáceres-Badajoz.

O contrato tem um valor total de 164 milhões de euros: 77 milhões para a Bombardier, 62 milhões para a Alstom e 25 milhões para a Indra.

A Bombardier instalará o sistema ERTMS Nível 2 nos 164 quilómetros de extensão do troço. Por sua vez, a Alstom será responsável pelo sistema de encravamento electrónico Smartlock300 e a Indra implementará o seu sistema Asfa.

Mais sete cidades espanholas com AVE

Entretanto, a linha de Alta Velocidade de 162,7 quilómetros que liga Madrid a Palência e León, via Valladolid, será inaugurada já na próxima terça-feira (dia 29), segundo o anúncio feito ontem pela ministra do Fomento de Espanha, Ana Pastor, num evento do Nueva Economia Forum.

A governante adiantou que a Alta Velocidade ferroviária servirá mais sete cidades nos próximos tempos: além de Palência e Leon, na próxima semana, também Burgos, Zamora, Múrcia, Castellón e Granada deverão ficar ligadas à Alta Velocidade ainda este ano.

De acordo com Ana Pastor, a dotação orçamental do país vizinho para o sistema ferroviário no período 2012-2016 ascende a 25 900 milhões. Desde 2012, entraram ao serviço 360 quilómetros de linhas de Alta Velocidade.

Para 2016, a ministra adiantou que continuarão as obras nos vários Corredores (Noroeste, Mediterrâneo, Norte, Nordeste e Sul), na linha Madrid-Extremadura-Fronteira com Portugal e no túnel em bitola europeia entre as estações de Atocha e Chamartín, em Madrid. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 28 de março de 2015

Extremadura – Lançamento da Plataforma Logística del Suroeste Europeo

O presidente da Extremadura espanhola, José António Monago, colocou a primeira pedra da “Plataforma Logística del Suroeste Europeo”, localizada em Badajoz. Em representação dos portos de Sines, Setúbal e Lisboa, esteve presente o presidente da APS, João Franco, numa cerimónia realizada no passado dia 23 de março de 2015 e que contou também com as presenças do presidente do Parlamento da Extremadura Fernando Pedrera, do embaixador de Espanha em Portugal Eduardo Junco, do embaixador de Portugal em Espanha Ribeiro de Menezes, do Alcaide de Badajoz Francisco Martínez, um representante do município de Elvas, entre outras entidades e autoridades portuguesas e espanholas.

A 1.ª fase de construção contemplará duas grandes obras, uma para a infraestruturação da plataforma logística da primeira área a ocupar de 60 hectares, num valor de cerca de 15,5 M€, e outra para a construção do terminal ferroviário, representando um investimento de 5,6 M€. As obras efetivas desta 1.ª fase arrancarão brevemente e terão um prazo de execução de 17 meses.

A localização da plataforma, junto à fronteira com Portugal e no eixo do corredor atlântico da Rede Transeuropeia de Transporte, posiciona-a estrategicamente para a movimentação de mercadorias por ferrovia com os portos de Sines, Setúbal e Lisboa, situação que ganha mais relevo com a construção da nova linha ferroviária do lado de Portugal.

De destacar que o terminal ferroviário terá 6 linhas de receção/expedição e poderá receber comboios de 800 a 1.100 metros, complementado com mais 3 linhas para carga e descarga, com condições para receber comboios de 750 metros. Os cálculos do Governo da Extremadura apontam para uma capacidade do terminal para receção de 11 comboios por dia e uma movimentação de 474000 TEU/ano. In “Portos de Portugal” - Portugal